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RANGERS DO ÁRTICO


O pesadelo de um imenso e faminto urso vindo do leste, com o desejo de tragar o território nórdico, sempre assombrou os sonhos de dinamarqueses, noruegueses, suecos e finlandeses. Esse pesadelo se tornou bem real pouco antes da Segunda Guerra Mundial, quando a União soviética invadiu a Finlândia em 30 de Novembro de 1939.

Este conflito pegou a Suécia totalmente desprevenida em termos militares, pois seus armamentos na época eram bem obsoletos, e não havia como comprar muito coisa num mercado que estava se preparando para um conflito mundial. Os suecos sabiam que se Stálin quisesse, ele muito bem podia ordenar que seus tanques continuassem a avançar, rasgando a Finlândia, de Leste a Oeste e invadissem a Suécia pelo Norte.

Mas isto não aconteceu. O que o mundo inteiro viu foi as bem treinadas e motivadas forças finlandesas pararem o avanço do urso soviético e destruírem unidades russas inteiras através de vigorosos e bem planejados contra-ataques. O exército finlandês mostrou estar melhor preparado para guerra de inverno que os soviéticos, e tirou amplo proveito disto.

Diante da humilhação mundial e com a perspectiva de conflitos futuros, Stálin teve que usar todo o peso de seu poderio militar para quebrar a resistência finlandesa. Apesar de forçada aceitar um armistício em 13 de Março de 1940 a Finlândia mas a Finlândia conseguiu manter a sua soberania e independência e ensinou grandes lições ao mundo.

Entre os que aprenderam essas grandes lições estavam os suecos. Na época da Guerra Fria a Suécia estava estrategicamente posicionada, sendo banhada pelo Mar Báltico por três lados e estava no caminho de saída da Marinha da União Soviética em direção ao Atlântico Norte. É bom frisar que a Suécia também fazia fronteira com o principal membro da OTAN no extremo Norte da Europa a Noruega, onde haviam muitas bases aéreas e navais dos aliados.

Os suecos concluíram que para se defenderem deviam entre outras coisas dependerem o máximo possível de si mesmo. Sendo assim os suecos deviam investir na produção de seus próprios sistemas de defesa na terra, mar e ar. A política de defesa sueca deveria priorizar a capacidade de detectar previamente os movimentos do inimigo e levar a guerra o mais longe possível do território sueco.Material da destruída 163 divisão soviética, Finlândia, 1940.

Tendo sempre a Rússia em mente, os suecos sabiam que não podiam ganhar uma guerra contra uma superpotência, mas podiam infringir grandes perdas ao inimigo. Os suecos também sabiam que após a Segunda Guerra Mundial, as guerras não eram mais tão prolongadas, como mostrou os conflitos árabe-israelenses e indu-paquistaneses, e que apelos a organismos internacionais eram possíveis e as pressões de outras nações faziam com que o conflito terminasse logo. Também havia a possibilidade da Suécia ser pega num fogo cruzado entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia.

Por isso os suecos montaram a sua política de defesa com o objetivo de dissuadir qualquer tentativa de ataque mediante a perspectiva de grandes perdas ao agressor, o que inviabilizaria qualquer ganho que o inimigo tivessem em mente e caso a dissuasão falhasse, as forças suecas deviam ser capazes de resistir aos ataques inimigos em um conflito de alta intensidade e curta duração e causando o máximo de dano ao inimigo e se mostrando um oponente tenaz, ágil, altamente treinado e letal.

Dentro desta política estava principalmente a Real Força Aérea Sueca (Svenska Flygvapnet), com seus modernos caças e sistemas de armas fabricados na própria Suécia. Mas a Marinha e o Exército também tinham a sua parte. O Exército sueco devia entre outras tarefas, proporcionar defesa para as dispersas bases da Real Força Aérea e Centros de Comando e enviar unidades especiais, altamente treinadas para se infiltrar no território inimigo, com o objetivo de atacar bases, postos de comando, linhas de suprimento, depósitos e explodir os aviões inimigos em terra, além de prover inteligência sobre o inimigo. É neste contexto que encontramos os Rangers do Ártico.

Swedish Arctic Rangers

As Forças Armadas da Suécia possuem várias unidades no estilo Rangers, que são treinadas e equipadas para operarem de forma independente por longos períodos de tempo em lugares distantes e sem nenhum apoio, freqüentemente atrás das linhas inimigas. Entre estas unidades podemos citar as Fallskärmsjägarkåren (Corpo de Rangers Pára-quedistas), que podem operar com pequenos grupos atrás das linhas inimigas, com a missão de levantar inteligência e realizar sabotagens. Outra unidade Rangers é a Polícia Militar Ranger dos Dragoon Guards, que é especializada em caçar grupos inimigos de sabotagem, como o Spetsnaz. Existem também os Kustjagare, ou Rangers Costeiros, que estão especialmente treinados para interromper as linhas de comunicação do inimigo, conduzindo ataques surpresa ou emboscadas contra tropas inimigas operando perto e a partir do litoral, executar missões de reconhecimento, reconquistar território invadido na costa e atuar como tropa de choque em desembarques anfíbios conduzidos pelas forças navais suecas.

Nesta página falaremos dos Rangers do Ártico (Lapplands Jägar), tropa especializada em táticas não convencionais de combate, de guerrilha e de reconhecimento de longo alcance em ambiente ártico. Elas são preparadas para operar profundamente atrás das linhas inimigas, sem nenhuma sustentação de outras unidades, em qualquer tempo e em todo o terreno, por períodos de até 30 dias.

AMBIENTE OPERACIONAL
O treinamento dos Rangers do Ártico é realizado no 22º Regimento de Infantaria (
Lapplands Jägarregemente -I22), em Kiruna, cidade situada a 200 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, na Lapônia, a última região selvagem da Europa. Kiruna situa-se a leste da montanha mais elevada da Suécia, Kebnekaise, em uma região rica em minério de ferro. Devido à sua posição geográfica, no extremo norte do globo terrestre, é possível ver o sol na meia-noite durante o mês de junho.

O sol também não se levanta acima do horizonte durante alguns dias de dezembro. Nessa região, a temperatura média anual é de -1° C, chegando, no inverno, a extremos de -45° C. A profundidade da neve, no auge do inverno, pode facilmente exceder 1m. Geralmente, o terreno permanece coberto pela neve durante 7 meses por ano, de outubro a abril. Quando a neve derrete, grande parte do terreno fica inundada pelo degelo, um ambiente ideal para a proliferação de mosquitos. Neste ambiente é realizado o treinamento dos Rangers do Ártico. O clima em Kiruna é um do mais severos e hostis do mundo.

TREINAMENTO

O treinamento dos Rangers do Ártico é o mais duro do exército sueco, requerendo dos homens um nível elevado de resistência física e capacidade de pensar e agir sob condições de stress e fadiga. O treinamento dos Rangers inclui a sobrevivência no gelo, técnicas de patrulha, emboscada, explosivos e demolições, orientação, preparação de bases de patrulha, técnicas de montanhismo e emprego de esqui e trenó. Os soldados devem entender que o seu ambiente operacional é muito específico,  e que as soluções para os problemas enfrentados neste lugar não encontradas com facilidade.

De certa forma o treinamento dos Rangers do Ártico é, em parte, semelhante ao de outras unidades Ranger, com exceção de que muito tempo é dedicado ao treinamento de inverno. O exigente programa de treinamento tem por objetivo capacitar os Rangers do Ártico a combater e sobreviver atrás das linhas inimigas, no verão ou inverno, por períodos de até 30 dias, sem nenhum apoio de outras unidades.

As necessidades básicas para a sobrevivência neste local são o calor e roupas secas. O calor é gerado pelo consumo diário de 5.500 calorias. A superalimentação é essencial numa região onde mais de 1.500 calorias pode sem despendidas ao longo do período do sono. Como os Rangers do Ártico aprendem rápido é difícil se manter seco na neve. Assim esses soldados aprendem a aceitarem ficarem úmidos durante o dia, e somente a noite usarem roupas secas depois de entrarem em seus abrigos. Operacionalmente a região impõe algumas modificações nas armas e no seu uso. Os morteiros não podem ser fincados na neve e as granadas de fragmentação no ar devem ser usadas freqüentemente no lugar das convencionais de impacto, pois essas as vezes não explodem em terreno fofo. Uma atenção especial é dada as comunicações pois a aurora boreal pode prejudicar as mesmas.

Cada soldado Ranger do Ártico é, ainda, qualificado como especialista em determinada área, incluindo: comunicações e criptografia, paramédico, direção de veículo qualquer-terreno snowmobile, emprego de armas coletivas (metralhadoras, morteiros, lança-granadas e mísseis anticarro) e sniper. Para os sargentos são ministrados cursos adicionais de identificação de veículos (em especial russos), organização e táticas (do exército russo), armamento estrangeiro (russo, americano, sueco, etc), técnicas de interrogatório e ajustagem de tiro indireto de artilharia e morteiros.

O programa-padrão de instrução dos Rangers do Ártico compreende os seguintes assuntos:

• Habilidades básicas do Ranger.
• Táticas árticas do combate do Ranger.
• Sobrevivência no verão.
• Sobrevivência no inverno.
• Técnicas de patrulha.
• Treinamento com explosivos, minas e demolições.
• Organização de bases de patrulha.
• Treinamento em montanha.
• Treinamento operacional específico de inverno.

Cenas de operações no Ártico

MISSÃO
Normalmente os Rangers de quase todas as nações que possuem este tipo de tropa possuem a capacidade de serem transportados por via aérea e são treinados para operar em diversos tipos de terreno e clima, tais como o deserto e a selva. São empregados principalmente como ponta-de-lança para outras forças, conduzindo missões rápidas e decisivas, como captura de aeródromos e assaltos anfíbios.

Sob este aspecto, os Rangers do Ártico suecos são muito diferentes até de outros Rangers suecos, pois são treinados exclusivamente para operar no ambiente operacional sub-ártico de florestas e montanhas, normalmente não são transportados por via aérea, nem não são usados para preceder outras forças. Seu emprego prevê a execução de táticas de guerrilha e realização de reconhecimentos profundos para a inteligência.

A fim de explorar as limitações do inimigo, as unidades de Rangers do Ártico realizam profundas infiltrações em seu território. Os Rangers do Árticos são organizados em batalhões Ranger independentes, cada qual com um número variável de companhias. Cada companhia Ranger é composta de aproximadamente 12 equipes de Rangers compostas por nove homens em cada uma. Estas companhias circundam as forças principais do inimigo, realizam infiltrações em distâncias de 50 a 300 quilômetros atrás das linhas inimigas. O método da infiltração varia de acordo com a duração da missão, a estação de tempo do ano e as distâncias a serem percorridas. Se as distâncias e a duração forem curtas, a inserção pode ser feita a pé ou em esquis. Nas missões mais prolongadas, a infiltração é realizada com veículos ou com o emprego de helicópteros. Quando uma companhia Ranger atinge o objetivo estabelecido, ela é desdobrada, espalhando suas equipes para setores pré-determinados nos quais cada uma deve operar.

Missão principal - Emboscar o inimigo
Todos os modernos exércitos mecanizados requerem grandes quantidades de suprimentos (alimento, combustível, munição, etc.) para permanecer em operações continuadas eficientemente. O volume destes suprimentos é, geralmente, transportado em caminhões das unidades logísticas. O território ao norte da Suécia é coberto por floresta e pântanos, de modo que os caminhões de um exército invasor deverão trafegar predominantemente por estradas. Além disso, devido ao fato de que a porção norte do território sueco possui baixa densidade demográfica, há muito poucas estradas em condições de serem utilizadas. Estes fatores fazem com que as linhas de suprimento do inimigo fiquem extremamente vulneráveis. A doutrina dos Rangers do Ártico prevê a destruição de pontes e regiões de passagem nas estradas com o objetivo de deter o movimento e, ato contínuo, emboscar os comboios inimigos.

Preparando a emboscada
Já inseridos em território inimigo, a primeira tarefa dos Rangers é estabelecer uma base de patrulha na qual sobreviverão até o momento da ação e de onde partirão para realizar a emboscada. Este trabalho consiste em preparar os abrigos, camuflar cuidadosamente os veículos e estabelecer um perímetro defensivo, escavando tocas e armando armadilhas com explosivos. No inverno estes procedimentos consomem um tempo considerável (um dia ou mais), pois é necessário cobrir com neve a trilha deixado pela equipe quando da aproximação para o local da base. Enquanto a maior parte dos integrantes da equipe constroem a base, o comandante (geralmente um sargento) e outro ranger saem e executam um primeiro reconhecimento do alvo pretendido - a estrada – visando selecionar a melhor posição para a realização da emboscada.

Emboscando o inimigo
Em um momento pré-determinado, ou quando receberem ordens, tem início o ataque das equipes Rangers. Os alvos prioritários são os comboios de suprimento e os veículos de comando do inimigo. Para destruir estes alvos, as equipes posicionam-se em terreno elevado a cavaleiro da estrada. As armas típicas usadas nestas emboscadas são minas, fuzis de sniper, lançadores de granadas e metralhadoras. Uma equipe ordinária de Rangers pode também ser reforçada por uma equipe Ranger especializada em armas coletivas, tais como mísseis anticarro ou morteiros. Além de emboscarem o inimigo, a estrada é bloqueada mediante a destruição de pontes, barrancos ou outro local que dificulte o movimento. A estrada pode ser obstruída também com a colocação de minas anticarro. Os soldados inimigos que tentam escapar ou desobstruir a estrada são eliminados pelos sniper.

Resultados
Estas táticas, tipicamente de guerrilha, permitem destruir grandes quantidades de suprimentos inimigos, bem como inutilizar o eixo de progressão para uso de uma força invasora. Estas ações resultam na sensível diminuição do fluxo de suprimentos, minando o poder de combate do inimigo e possibilitando que as forças suecas principais – brigadas mecanizadas e aeronaves de ataque – desfechem o golpe principal e alcancem a vitória.

Os esquemas a seguir apresentam uma seqüência típica de ação dos Rangers do Ártico contra um comboio inimigo:

Infiltração profunda

 

                                    Eixo de suprimentos inimigo                 Infiltração profunda

 

                                                 Preparação da emboscada      Emboscada a comboios inimigos

ARMAMENTOS

Os Rangers do Ártico normalmente empregam uma ampla variedade de armas, que vai dos simples fuzis assalto aos mísseis anticarro guiados. Geralmente estes armamentos são de uso padrão no Exército sueco.

PISTOLA 88
A pistola 88, versão sueca da Glock 17. é a pistola padrão usada em muitas forças suecas. É uma arma muito moderna, feita na maior parte de materiais plásticos, e extremamente leve. Possui o calibre padrão de 9mm, e tem capacidade para 17 cartuchos. Como todas as armas da Glock, seu projeto simples a torna extremamente confiável. É, geralmente, utilizada em serviço no interior do quartel e dificilmente é empregada no campo.

 

 

 

 

 

Dados técnicos:
Fabricante Glock GmbH, Alemanha
Calibre 9 x 19 milímetros (9mm Parabellum)
Peso 0.87 quilograma (carregado)
Comprimento 205 mm
Velocidade inicial 360 m/s
Alcance útil 50 m

FUZIL DE ASSALTO AK5
O fuzil de assalto AK5 é a arma individual básica usada pela maioria das forças suecas. O AK5 é baseado no Carbine Nacional de Fabrique (FNC80), mas foi modificado para as condições severas do inverno. Utiliza a mesma munição (OTAN 5.56) e carregadores que o M16 americano, com capacidade para 30 cartuchos. Possui duas posições para o fluxo do retorno do gás - gás 1 e gás 2. O gás 1 é usado sob circunstâncias normais, e o gás 2 é usado quando é necessário maior poder de impacto, como quando a arma está muito suja ou em temperaturas baixas. O AK5 é capaz de realizar tiros intermitentes e automáticos e possui dois ajustes para a mira, nos 250m (o padrão) e nos 400m. O AK5 (figura A) pode ser equipado com uma luneta telescópica, na versão AK5B (figura B). A luneta utilizada é a SUSAT britânica, com ampliação 4X.

Dados técnicos:
Fabricante Bofors Carl Gustav, Sweden

(projeto original por Fabrique Nacional, da Bélgica)
Calibre 5.56 x 45 milímetros (OTAN 5.56)
Peso 4.5 quilogramas (carregados)
Comprimento 1010 milímetros (750 milímetros com a coronha rebatida)
Cadência de tiro 600 ou 720 tiros por minuto
Velocidade inicial 930 m/s
Alcance útil 400 m (600 m com espaço ótico)

AK 5C - Nova versão do AK 5 com visor que entrará em serviço

 no inicio do  século XXI.

Versão curta do AK 5C, chamada de AK 5D que será usada pelas unidades Rangers.

METRALHADORA KSP90
KSP90 é a designação sueca da Fabrique Minimi Nacional, que é conhecida no exército dos EUA como o M249 VIU (arma automática de esquadra). Utiliza a mesma munição (OTAN 5.56) e carregadores que o AK5 e o M16. Pode também ser alimentada por fita, geralmente protegida por um cofre redondo com capacidade para 200 tiros unido à arma. Possui um bipé um punho unido ao cano, o qual permite a fácil substituição do cano. Os alvos principais para esta arma são as tropas inimigas e os veículos não blindados (caminhões, jipes, etc.).

Dados técnicos:
Fabricante Fabrique Nacional, Bélgica
Calibre 5.56 x 45 milímetros (OTAN 5.56)
Peso 7.5 quilogramas (com o compartimento 30 redondo)
10.0 quilogramas (com o casette 200 redondo)
Comprimento 1040 mm
Cadência de tiro 700-1000 tiros por minuto
Velocidade inicial 930 m/s
Alcance útil 500 m

FUZIL SNIPER PSG90
Psg90 é a designação sueca do fuzil de precisão conhecido no exército britânico como o L96A1. É um fuzil do sniper que possui o mesmo calibre que a maioria das outras armas sniper da OTAN - 7.62mm. Alimentado por um carregador para 9 cartuchos, utiliza geralmente munição com revestimento de metal ou munição com sub-calibre para produzir estilhaçamento no momento do impacto com o corpo do inimigo. Seus alvos principais são as tropas inimigas, particularmente oficiais, graduados ou especialistas (rádio-operadores, atiradores de metralhadora, etc.).



 

Fuzil Sniper PSG90
Fabricante International Precision, Grã-Bretanha
Calibre 7.62 x 51 milímetros (OTAN 7.62)
Peso 7.1 quilogramas (carregados, com o bipod)
Comprimento 1184 mm
Velocidade inicial 850 m/s
Alcance útil 1000 m

 

CANHÃO SEM RECUO CARL-GUSTAV Model 48 DE 84mm

É uma das melhores armas a disposição dos Rangers do Ártico. Pode usar quatro tipos diferentes de armas. Pode ser usada como arma anticarro/antitanque (APC e similares e as laterais de MBTs), e também usada contra edificações e postos fortificados. É operada por dois soldados. Normalmente existem duas dessas armas em pelotão de infantaria Ranger. É um sucesso de venda internacional.

 

Calibre: 84 mm
Peso: 13.6 Kg
Tipo: Portátil
Funcionamento: Tiro simples

Velocidade inicial: 250m/s
Alcance eficaz: 300m
Alcance máximo: 2.100m
 

LANÇA ROJÃO Bofors AT-4 - LAW, Type 86 (pskott 86)

É uma excelente arma antitanque disponível para pequenas unidades, sendo efetiva contra APC e similares e as laterais de MBTs. É uma arma descartável de um só tiro, podendo ser operada por um único soldado. Normalmente a metade dos homens de uma esquadra Ranger carrega um AT-4. O AT-4 é um grande sucesso de venda em todo o mundo.

 

Calibre: 84mm
Peso: 6,7 Kg
Funcionamento: Tiro simples e tubo descartável
Tipo: Portátil
Velocidade inicial: 250m/s
Alcance eficaz: 300m
Alcance máximo: 2.100m

EQUIPAMENTO
O equipamento utilizado pelos Rangers do Ártico precisa atender algumas condicionantes fundamentais, a fim de atender às necessidades específicas dessa tropa de elite. Deve ser rústico e resistente, uma vez que deve trabalhar em um ambiente severo do inverno com frio extremo. Deve também possuir muita confiabilidade, pois seu emprego normal se dará atrás das linhas inimigas por longos períodos, sem que haja possibilidade de substituição ou manutenção. Finalmente, não deve ser muito volumoso e precisa ser o mais leve possível para que possa ser transportado através da neve e das montanhas. A seguir, os principais equipamentos individuais e coletivos dos Rangers do Ártico.
Uniforme de verão - É idêntico ao usado por todos os soldados suecos. A única diferença é a boina verde, privativa dos Rangers do Ártico.
Gandola - A gandola de combate padrão de todas as forças suecas, utiliza padrão de camuflagem M90. As insígnias de posto localizam-se na gola; na manga esquerda, a bandeira sueca e o símbolo do regimento, o lobo ártico. A gandola de combate, fechada com um zíper e botões possui 5 bolsos - 1 bolso interno e 2 bolsos exteriores em cada lado. Nestes bolsos são transportados luvas, repelente, material para camuflagem, etc.
Calças - As extremidades das pernas possuem zíper que facilitam a colocação das botas. A calça de combate possui 2 bolsos em cada lado, nos quais geralmente são conduzidos cartas topográficas, fósforos, kit de primeiros socorros, etc.
Botas de verão - As botas de combate de verão, de couro preto, são padrão em todas as forças suecas. São eficientes em terreno seco mas, em terreno molhado, é desconfortável. Por esta razão muitos Rangers do Árticos usam suas próprias botas “civis”.

Boina verde - A boina verde escuro com a insígnia do lobo é a peça do uniforme que distingue os Rangers do Ártico das demais tropas do exército sueco. A boina é utilizada exclusivamente no interior do quartel ou em solenidades, sempre durante o verão.
Luvas - Os Rangers utilizam luvas de 5 dedos pretas, feitas de pele de cabra com forro sintético.
Suéter - O suéter grosso também é feito em fibra sintética. Possui um zíper dianteiro e furos para os polegares. É utilizado abaixo da gandola de combate quando está muito frio.
Uniforme do inverno - O uniforme de inverno de um Ranger do Ártico é idêntico ao usada por todos os soldados suecos. A única diferença é revestimento térmico extra na cor azul e a roupa de baixo de lã termal.
Uniforme de neve - O Uniforme de neve de duas peças utilizado é o branco padrão usado por todas as forças suecas no inverno. Consiste em uma jaqueta e em calças. As calças não têm nenhum bolso, mas têm uma régua em cada lado para o ajuste. A jaqueta de neve possui 3 bolsos, 2 na esquerda e um na direita, é fechada por um zíper plástico e possui uma capa para proteger a sobre sua cabeça. A capa evita o vento nas orelhas e a queda de neve no interior do uniforme, além de facilitar a camuflagem. O uniforme de neve, feito de fibras sintéticas resistentes a água, é muito fino. No campo, um uni-forme de neve não permanece branco por muito tempo.
Capacete - É o padrão do Exército sueco, mas durante o período de inverno recebe uma cobertura branca.

Botas de inverno - Os Rangers do Árticos usam dois tipos de botas de inverno: as botas padrão do inverno, usadas por todas as forças do exército sueco, e as botas Jörn feitas a mão. As botas Jörn são muito melhores do que as do modelo padrão, sendo confeccionadas em duas camadas. A camada externa é feita de couro e de borracha, e a interna é forrada com feltro duro. A camada interna pode ser removido para que seja seca, e é costume entre os homens possuir um forro extra para ser utilizado enquanto o outro seca.
"Perneiras" de Tossu - Inspirados em um equipamento de origem finlandesa, se constitui de um saco extra que é colocado sobre as botas de inverno. Este equipamento é bastante quente, sendo utilizado quando o frio está muito intenso, como durante os serviços de sentinela ou para pilotar os veículos snowmobile.
Ballaclava - Esta cobertura tipo “ninja” possui abertura ajustável para o rosto, permitindo cobrir o nariz e a boca protegendo-os do frio.
Óculos de proteção árticos - São óculos de sol com reflexão do tipo do espelho. Geralmente são usados somente nas montanhas no fim do inverno, quando o sol se torna brilhante bastante para causar a “cegueira de neve”.
Revestimento térmico - É um revestimento grosso feito de fibras sintéticas. Como quase todo o equipamento térmico, não deve ser utilizado quando se realiza atividades físicas de grande intensidade, tais como esquiar ou escavar.
Calças térmicas - São feitas da mesma fibra sintética que o revestimento térmico. Têm um zíper longo em cada perna que vão desde os pés até a cintura, sendo possível vesti-la sem ser preciso retirar as botas. São verdes, dificultando a camuflagem na neve.
Suéter modelo islandês - É um suéter especial utilizado pelos Rangers do Ártico. É feito de lã e é muito quente podendo, geralmente, ser usado no serviço de sentinela à noite.

 

Carlos Zorad, contribuiu significativamente para a confecção desta página.


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Assunto: Rangers do Ártico

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