Perfil da Unidade
INFANTARIA NAVAL - RÚSSIA
Origem e primeiras batalhas A história da infantaria naval russa começou em 16 de novembro de 1705, quando por um decreto do Czar Pedro, o Grande, foi formada a Morskaya Pekhota, a Infantaria Naval. A unidade foi formada a principio com dois regimentos de infantaria do exército.
Esta nova força deveria servir embarcada nos navios da frota do mar Báltico. A Infantaria Naval participou de muitas lutas no processo de expansão imperial. Os infantes navais russos obtiveram muitas vitórias sobre o inimigo, como na batalha do Mar de Gangut em 1714, conseguiram afugentar a marinha turca do porto de Cesme em 1770, tomaram a fortaleza de Ismail no Danúbio em 1790 e o forte francês de Corfu em 1799. Neste mesmo ano uma força da marinha russa desembarcou em Nápoles e ajudou a Itália, aliada russa, a se libertar da França. Os russos entraram gloriosamente em Roma. Em 1812-1813 os infantes navais russos se distinguiram nas batalhas contra os franceses em Borodino e Kulma e no cerco da fortaleza de Danzig. Em 1815 a Infantaria Naval foi dispersa, devido à extinção definitiva da ameaça napoleônica e à aliança entre as velhas monarquias européias. Porém entre 1853-1856 durante a Guerra da Criméia, já estava de volta a ativa e defendeu Sebastopol das tropas Anglo-Francesas e turcas entre 1854-1855, e em 1904 lutou em Porto Arthur contra as tropas japonesas na Guerra Russo-Japonesa (1904/05). Ela também participou ativamente da guerra civil russa de 1917-1922. Guerra Mundiais A infantaria naval russa executou vários desembarques importantes em ambas as guerras mundiais inclusive ataques contra os turcos no Mar Negro, a captura da Ilha de Sakhalin e a expulsam dos japoneses dos portos da Coréia do Norte. Na Segunda Guerra Mundial aproximadamente 500.000 homens lutaram nos 650 batalhões, 6 regimentos e 40 brigadas da Infantaria Naval soviética, além de unidades menores. A 1º Brigada de Infantaria Naval ganhou uma reputação apavorante durante os combates por Leningrado, na Segunda Grande Guerra Durante os anos de Segunda Guerra Mundial aproximadamente 350,000 marinheiros de Marinha Vermelhos lutaram em terra no muitos 650 homem batalhões de infantaria navais, seis regimentos (propósito elevou com dois batalhões cada) e 40 brigadas (cada com 5-10 batalhões que usam as tripulações de navio de excesso), mais numerosas unidades menores. Cinco brigadas receberam a designação honrosa de guardas. A infantaria naval soviética realizou mais de 114 desembarques, a maioria no valor de pelotões e companhias. Porém a maior parte da força lutou a pé como infantaria regular sem qualquer treinamento anfíbio. foram realizadas quatro grandes operações que envolveram um número considerável de tropas: duas na na península de Kerch, uma em Novorossiysk e a outra em Moon Sound no Báltico. Muitos elementos na Infantaria Naval eram pára-quedas treinados e foram realizadas mais operações aerotransportadas que as próprias tropas pára-quedistas do Exército Vermelho. No princípio da guerra a Marinha Vermelha tinha só uma brigada de fuzileiros navais na frota Báltico, mas com o começo da guerra começaram a treinar homens e formar batalhões e brigadas. A situação militar exigia o despacho de grande número de infantes navais para as frentes dentro do continente, assim é que a infantaria naval contribuiu na defesa de Moscou, Leningrado, Odessa, Sevastopol, Stalingrado, Novorossiisk e Kerch. Durante a chamada Guerra Patriótica 5 brigadas e 2 batalhão foram condecorados o status de Guardas e 9 brigadas e 6 batalhões com o status de Ordens. Foram condecorados 122 infantes navais com a medalha Herói da união Soviética. A experiência soviética em guerra anfíbia na Segunda Guerra Mundial contribuiu para o desenvolvimento de avançados procedimentos para operações combinadas soviéticas.
Infantaria naval soviética em ação na Segunda Guerra Mundial Pós-Guerra Porém entre 1946 e 1961 a Infantaria Naval passou por um duro período. A Infantaria Naval foi licenciada em 1947 com algumas unidades sendo transferidas à Força de Defesa do Litoral. Havia várias razões para isto. Primeiramente, os países que tinham mantido uma capacidade anfíbia forte (EUA e Reino Unido) eram vistos como impérios ultramarinhos, e por muitos anos após a Revolução russa, o Kremlin considerou as marinhas como um símbolo do imperialismo. O segundo motivo, é que o surgimento de uma marinha de água azul russa era um fenômeno bastante recente, embora se tenha muitos exemplos históricos de destacamentos russos realizando desembarques em praias. Porém, vários fatores surgiram no início dos anos 60 que levaram a ressurreição da Infantaria Naval. Em primeiro lugar podemos citar que havia um desconforto crescente sobre a estratégia nuclear de guerra total introduzida por Krushchev nos anos 50 (que refletiu na postura americana de uma retaliação total). Em segundo lugar, o estudo das operações americanas e britânicas durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos 50, mostrou a grande utilidade de forças anfíbias em operações convencionais (como os desembarques dos U.S. Marines no Líbano em 1958, e dos reais fuzileiros em Suez, em 1956). Em terceiro lugar, a Crise dos mísseis cubanos sublinhou a necessidade de uma marinha soviética mais equilibrada e fortalecida. O Almirante Gorshkov (que tinha se envolvido em operações anfíbias durante a guerra) assumiu o comando da frota soviética e determinou a construção de uma verdadeira marinha de água azul. Gorshkov teve que lutar contra o velho estigma soviético de ver forças navais como uma manifestação de imperialismo. A isto foi somado vários artigos na imprensa militar soviética, como os escritos pelo Capitão N P Vivuenko e pelo Almirante Panteleev. Que falavam importância de uma marinha forte e da necessidade de uma infantaria naval para desembarques anfíbios. Em 1961 foi reformada a infantaria naval e se tornou um braço de combate das Forças Navais soviéticas. O ressurgimento da Infantaria Naval requereu a construção de uma frota anfíbia moderna. Já nos anos 50 os soviéticos tinham começado a construir navios de desembarque, dezesseis da classe MP-2 e vinte e cinco da classe MP-4. Enquanto os MP-2s podiam levar apenas infantaria, os MP-4s podiam levar até oito APCs e podiam se convertidos eventualmente em transportadores de tropas. Nos anos 60 dez navios de transporte de carga da classe Bira foram convertidos e se criou a classe MP-6 e isto logo foi seguido pela criação de dezoito navios da classe MP-8, que eram fortemente armados e poderiam levar 12 APCs ou 400 toneladas de material. Finalmente, surgiu a classe MP-10 e seus quarenta e seis navios, que eram capazes de levar três tanques. Estas classe concluíram a primeira geração de navios de desembarque soviéticos pós-guerra. Depois de uma pequena pausa na construção de navios de desembarque, os soviéticos construíram os primeiros navios da classe Polnocny. Estes se tornaram os navios de desembarque padrão dos soviéticos, e foi construídos em três versões. O último (Polnocny III), podia levar até oito APCs ou 500 toneladas de material, e podia dar apoio significativo a infantaria naval com seus dois grupo de quatorze lança mísseis. Em seguida a estes vieram os primeiros exercícios no Mar Negro com tropas búlgaras e romenas. Eram exercícios pequenos e envolviam apenas unidades do tamanho de uma companhia. De 1965 a 1969 os exercícios cresceram chegando a envolver de 3000 a 8000 homens. A medida que os exercícios navais com tropas de infantaria aconteciam, ia sendo demonstrada a importância dessa tropas para as operações soviéticas. Vários exercícios foram realizados, entre eles os exercícios ‘Sever' e ‘Oder-Neisse', no Mar Báltico e Negro com outros membros do Pacto de Varsóvia, como também um desembarque regimental realizado 1974 com fuzileiros navais da Alemanha Oriental e Polônia. Com esta valorização das operações anfíbias, surge a segunda geração de navios de desembarque. Entre estes esta a classe Alligator (Crocodilo) que podia levar até trinta APCs ou 1700 toneladas de equipamentos. Finalmente, durante os anos 70, o maior navio de desembarque soviético começou a ser construído, o ‘Ropucha', que tinha a capacidade para levar dezenove APCs ou 1000 toneladas de equipamentos. A Infantaria Naval foi dividida entre as quatro frotas da marinha soviética (Mar do Norte, Báltico, Negro e Pacífico) com um regimento para cada uma das três primeiras e dois para a frota do Pacífico. Nos anos 70 e 80 a Infantaria Naval russa foi mais expandida, os regimentos foram ampliados, transformando-se em brigadas (uma indicação do seu estado de elite, visto que a formação de brigadas não era uma formação comum nas forças armadas soviéticas) e as unidades do Pacífico foram transformadas em uma divisão.
Blindado PT-76 na década de 1970 Cada formação foi configurada de acordo com a sua situação geográfica, mas poderia assumir em geral que os regimentos estavam compostos de três batalhões de infantaria (cerca de 350 homens) equipados com transportes de tropa BTR-60PB, um batalhão de tanques médios T-54 ou T-55, um batalhão de tanque leves PT-76 (PT = Plavayushtshiy Tank - Tanque Anfíbio), além de vários armas e serviços de suporte de combate, entre eles o BM-21 lançador de mísseis múltiplos, a metralhadora anti-aérea ZSU-23-4 ‘Shilka', o lança míssil anti-aéreo SA-9 ‘Gaskin' , e sistema anti-tanque AT-3 ‘Sagger'. Uma brigada de Infantaria Naval tinha dois batalhões de tanque e cinco batalhões de infantaria e isto é quase dobro do tamanho de um regimento. A Infantaria Naval soviética é classificada como unidade de "guardas", e se dá uma grande ênfase ao status de tropa de elite que essa condição lhe confere, Como as outras forças do gênero, também tem seu grito de guerra: Polundra, que significa: "Cuidado aí em baixo". A Infantaria naval é uma tropa de infantaria motorizada do mais alto nível. Seu treinamento é extremamente rigoroso, seus membros passam por vários cursos especiais para os familiarizar com os mais variados tipos de navio, terminologia naval e sinais, treinam pára-quedismo e navegação, como também são ensinados a usar todas as armas à disposição da companhia. Seu moral é alto e se consideram uma elite, como os fuzileiros navais de outras marinhas. Os postos na Infantaria Naval são semelhantes ao do exército, mas o pessoal não qualificado é chamado de marinheiro. O grau mais alto que um oficial pode chegar é isso de Major General, e os oficiais se formam em escolas militares de alto nível. O uniforme da Infantaria Naval é uma combinação de elementos das fardas do Exército e da Marinha. O uniforme de combate é um conjunto preto, com botas de meio cano da mesma cor e um cinto de couro preto com o emblema da frota na fivela. Uma camiseta de listras horizontais azuis e brancas é padrão em todos os uniformes, semelhante a dos pára-quedistas. Eles também podem usar macacões camuflados durante os combates. Todos também usam a insígnia das unidades de "guarda" e uma âncora bordada na manga esquerda, logo acima do cotovelo. Nas operações de assalto, os soldados usam um capacete preto de aço, na época do regime soviético era usada uma grande estrela vermelha de cinco pontas na frente e uma âncora estampada do lado esquerdo. Em outras ocasiões, usam um capuz preto leve, também com o emblema da âncora acima da orelha esquerda. Dado o fato de que a força da Infantaria Naval, do período moderno, sempre foi bastante pequena, seu uso permaneceu limitado aos níveis táticos e operacionais, como destacamento incursor ou como ponta de lança de uma força anfíbia maior onde a cabeça de ponte seria mantida pela Infantaria Naval até que um segundo escalão, que incluiria unidades maiores e mais forte chegasse para da prosseguimento as operações.
Navio da Classe Ivan Rogov A classe Ivan Rogov pode levar um batalhão de 520 homens e 25 tanques Enquanto o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) usa blindados especialmente projetados como veículos anfíbios (Amtracs) a Infantaria Naval usa equipamentos do exército (na era soviética estes eram os BTR-60) mas com táticas diferentes. Seria improvável que a Infantaria Naval assaltasse um litoral pesadamente defendido, enquanto que o USMC é treinado e esta equipado para tal missão. A Infantaria Naval esteve porém à frente do USMC na adoção de hovercrafts para assalto a praias. Quatro tipos entraram em serviço: ‘Gus ', ‘Lebed ', ‘Uterok ' e ‘Aist ' e a suas capacidades são bastante impressionantes. A classe 'Gus' pode levar nove toneladas de equipamentos a 57.5 nós, enquanto a classe 'Aist' pode levar quatro tanques PT-76, dois T-72 tanques ou 220 infantes a uma velocidade máximo de 70 nós. Finalmente uma nova classe de navio de desembarque entrou em serviço no final da década de 70 - o ‘Ivan Rogov', que tinha capacidade de transportar um batalhão inteiro da Infantaria Naval, o que conferiu a força a capacidade de se projetar além das orlas soviéticas, e permitiu viagens longas, para lugares distantes. Isto foi ilustrado através de exercícios de desembarques soviéticos na Síria. A Infantaria Naval se tornou ao longo dos anos numa unidade de projeção de força. Nos anos 80 ela passou por uma gradual revisão de sua estrutura bem como por uma modernização de seu equipamento e uma mudança em sua doutrina operacional, obra do Chefe de Estado Maior soviético, Marechal N V Ogarkov. Ele planejou usar os desembarques anfíbios em ataques profundos em conjunto com forças de assalto aerotransportadas, em uma teatro de operações ofensivo para atacar as armas nucleares do inimigo, mísseis e concentrações das forças aéreas, comando e controle, recursos e infra-estrutura de logística. Na época da União Soviética os regimentos que integravam a Infantaria Naval soviética eram formados por três batalhões motorizados com APCs (BTR-60PB), um batalhão de tanques anfíbios (PT-76), um batalhão de defesa aérea com ZSU-23-4 e M8 Gecko, uma companhia de lançadores múltiplos de foguetes e unidades de engenharia de apoio, de sinalização e de logística. A unidade básica de assalto anfíbio era composta da seguinte forma: "Um batalhão de infantaria motorizada escolhido para operar como destacamento avançado reforçado com uma bateria de artilharia, uma bateria ATGM, AAA e pelotões de homens-rã e de engenheiros. Também eram incluídas equipes de reconhecimento e de remoçam de obstáculos, de construção de estradas, instalação de sistemas de comunicação, além de veículos de transporte e de desembarque para o desempenho de missões de transporte. O destacamento avançado também era apoiado pela aviação, tropas táticas aerotransportadas, navios de apoio e varredores de minas". Provavelmente esta configuração não tenha mudado muito hoje em dia. Os russos atualizaram as categorias de uso da força anfíbia para seis novos tipos: Operacional - Estratégico, Operacional, Operacional - Propósito Tático, Tático, Especial e Demonstração. Nenhum tamanho foi determinado, mas era assumido que a forças seria respectivamente: exército / corpo de exército, divisão, brigada / regimento / batalhão / companhia e companhia / pelotão / esquadra. Semelhantemente, nenhuma profundidade foi indicada para cada tipo de operação mas seria esperado que variasse entre 50 e 1.000 quilômetros dependendo da situação. O termo 'Operação de desembarque naval' (morskaya desantnaya operatsiia) é usado para descrever desembarque operacional - estratégico, operacional e operacional - nos níveis táticos. Pode ser realizado como parte de uma ofensiva dentro de teatro estratégico, uma operação de contra-ofensiva, uma operação estratégica independente ou apoiar uma frente ou frota, e ser controlado por um QG de TVD (teatr voyennykh deystviy) - o equivalente a "teatro de operações".
Infantaria naval soviética em manobras na década de 1980. Eles estão armados com o fuzis AKM e o infante deitado com um RPKS. Todos estão envergando o famoso uniforme negro desta força naval. Junto com o aumento da marinha de superfície soviética e da sua infra-estrutura naval, o número homens da Infantaria Naval foi ampliado de 12.000 para cerca de 20.000. Eles também receberam um aumento em seu poder de fogo orgânico, com a adição do canhão auto-propulsado M1974 de 122mm, a substituição do BTR pelo BMD, a inclusão do MT-LB veículo de combate multi-propósito, a substituição dos tanques médios T-54 e T-55 pelo tanque T-72 , e a adição do sistema SA-8 ‘Gecko '. Os infantes navais também usam as armas padrões do exército como o fuzil automático AKS-74 de 5.45 mm, o lança foguetes antitanque RPG7, o lança mísseis terra-ar SA-7 SAM Strela, e as esquadras usam também a metralhadora RPK de 7.62 mm. Na Infantaria naval também foram criadas unidades de assalto aerotransportado (que podem usar aviões e helicópteros KA-27 ou MI-8) para aumentar o efeito de choque de um desembarque anfíbio. Isso evita que a Infantaria Naval tenha que chamar a VDV (Vosdushno desantnaya voyska - Força de Assalto Aéreo) para ajuda nas operações. Desta forma o processo de Planejamento, Comando e Controle, fica extremamente facilitado e totalmente concentrado nas mãos da Infantaria Naval. Esta consideração tem uma implicação particular para o Comando Naval do Pacífico. Isto tacitamente implica em um endosso da autonomia relativa do Comando na condução de operações militares em territórios que esteja longe da costa russa e até além da área do Pacifico. Já no final dos anos 80 a Infantaria Naval da União Soviética e do Pacto de Varsóvia, sofreram uma certa retração em sua operações para se adaptar aos pensamentos de mudança de postura do bloco soviético defendidos por Gorbachev, que visava uma doutrina mais defensiva das forças armadas. Em 1989 a infantaria naval tinha 18.000 infantes organizadas na 55ª Divisão de Infantaria Naval em Vladivostok e três brigadas de infantaria naval: a 63º de Guarda Kirkenneskaya em Pechenga (Frota do Norte), a 36º de Guardas Baltiysk (Frota Báltico), e a Sevastopol (Frota do Mar Negro). Ao final da Guerra Fria as forças navais soviéticas tinham mais de oitenta navios de desembarque como também dois navios da Classe Ivan Rogov. Pós-Guerra Fria - Federação Russa Com o fim da Guerra Fria, a dissolução do Pacto de Varsóvia e o colapso da
União Soviética em 1989-91, a Infantaria Naval se viu transformada mais uma vez
em totalmente 'Russa'. O contexto que surgiu destas transformações era bem
diferente da época da Guerra Fria - pois agora a segurança interna e a luta de
contra-insurreição passaram a ter prioridade na nova Federação russa. A ênfase
agora é a de formar unidades de elite extremamente móveis, como as VDV, as
brigadas de assalto aéreo, o Spetsnaz e a Infantaria Naval. A Infantaria Naval
passou a ser controlada por um comando conjunto com o comando de Mísseis
Costeiros e das Tropas de Artilharia, isto elevou o número de homens para cerca
de 27.000. A Infantaria Naval porém está com apenas metade de sua força
projetada e tem um grande número de conscritos, que pouco podem fazer para
ajudar na força de combate das unidades. As formações da Infantaria Naval incluem a 55ª Divisão de Infantaria Naval da Frota do Pacífico, as brigadas independentes das Frotas do Norte e Báltico e da Flotilha do Cáspio, e o regimento independente da Frota do Mar Negro e vários destacamentos menores. A 55ª (antigamente 5ª) Divisão esta baseada no extremo oriente e é composta de dois regimentos de infantaria, um regimento de assalto aéreo, um regimento de tanques, um batalhão de artilharia e outros elementos de apoio de combate. Só o regimento de assalto aéreo está com a sua dotação completa, com os dois regimentos de infantaria significativamente abaixo de sua capacidade. A 63ª Brigada Independente de Guardas está baseada com a Frota do Norte em Pechenga - Petsamo e a 175ª Brigada Independente em Serebrinanski. A 63ª tem dois batalhões de infantaria, um batalhão de assalto aéreo, um batalhão de tanques e um batalhão de artilharia. A 175ª está principalmente em força de estrutura. No Báltico esta baseada a 336ª Brigada Independente de Guardas (a antiga 36ª) em Kaliningrad, e está composta de quatro batalhões de infantaria, dois batalhões de tanques, mais apoio de combate e outros elementos de apoio. No Mar Negro, vários problemas surgiram entre a Rússia e a Ucrânia em relação à 810ª Brigada Independente (antiga 79ª). Ela foi dividida entre os dois países, os ucranianos formaram a 1ª Brigada de Infantaria Naval, e o restante da força serviu de estrutura para a formação de um novo regimento independente russo. Unidades pequenas também estão baseadas no Mar Azov, Mar Cáspio e no Rio Amur. Também há um destacamento junto ao QG da Marinha em Moscou, que é composto por duas companhias da Infantaria Naval. Como na era soviética, a Infantaria Naval pode ser usada
como uma espetacular força de intervenção, como antigos desembarques na Síria,
que o Vietnã, Cuba e em Aden demonstraram. A Infantaria Naval tem operado em ações
“próximas a fronteira”, como por exemplo, na guerra civil na Geórgia.
Neste caso a Infantaria Naval foi usada em desembarques para tomar o controle de
importantes locais de comunicação. A Infantaria Naval também foi usada no
conflito da Chechênia, quando quatro batalhões foram transportados por via aérea
(do Báltico e do Pacífico) para o teatro de operações.
Enquanto o treinamento e a motivação da Infantaria Naval
estão entre os das melhores tropas russas, o seu uso em operações de
contra-insurreição teve alguns problemas, como no caso da recusa de 300 homens
para irem lutar na Chechênia. A Infantaria Naval
também foi usada em operações no Sul do Mar da China, onde eles lutaram
contra piratas que atacavam navios mercantes russos. Eles também foram usados
como força de segurança interna, em operações na Criméia e nas Repúblicas
do Báltico.
Infelizmente os recursos que fazem a Infantaria Naval ser o
que é, estão em condição de péssima manutenção e muito equipamentos estão
ficando velhos e defasados, devido a falta
de peças sobressalentes e manutenção formal (e o caso dos estaleiros que
construíram as classe 'Ropucha' e ‘Polnocny' estarem na Polônia não ajuda
em nada).
Mas enquanto não se soluciona este problema a Infantaria Naval ainda pode usar os cerca de vinte e seis navios da classe 'Polnocny' e as várias classes de hovercrafts ('Gus', ' Lebed', ' Aist', ' Uterok', ' Tsaplya' e ' Serena'). Porém manter os hovercrafts é um sério problema, pois eles são caros de se manter. Concluindo. A longa história e o desempenho comprovado da Infantaria Naval, tem mantido esta força com seu moral alto apesar das dificuldades financeiras e políticas pelas quais passa a Rússia. A Infantaria Naval enfrenta hoje problemas como a falta de capitais para manutenção da frota anfíbia e treinamento operacional adequado. Também, há uma falta de treinamento em operações de contraterrorismo. Mas apesar de tudo isso a Infantaria Naval ainda se apresentar com uma formidável força de combate sempre a disposição de Moscou para ser usada em prol dos interesses russos. Missão Há pelo menos um regimento de infantaria naval anexado a cada uma das frotas russas. Existem cerca de 12.000 infantes navais e tem sua potência de fogo orgânica e apoio, se comprometido em combate requerer reforços dentro de menos de uma semana. A doutrina militar russa diz que a infantaria naval deve ser usada como tropa de choque que encabeçam uma invasão que seria seguida por tropas de terra. Suas missões primárias em tempo de guerra seriam tomar e segurar estritos ou ilhas estratégicas e fazer realizar desembarques anfíbios táticos atrás das linhas inimigas. Organização
Equipamento
A Infantaria Naval russa está
gradualmente se desfazendo dos famosos tanques anfíbios PT-76, mas ainda não tem
recebido um número grande de T-80s. Uma Brigada de Infantaria Naval
plenamente equipada teria entre 70 a 80 tanques. Os APCs usados pela Infantaria
Naval ou são os BTR-80s (nos Batalhões de Assalto Anfíbio) ou os MT-lbs (nos
Batalhões de Infantaria Naval). Existem planos de equipar as unidades de
Infantaria Naval com blindados BMP-3 IFVs.
As brigadas da Frota do Norte têm um batalhão de tanques formado por quatro
companhias de tanques (MBT) e outras duas companhias de tanques leves PT-76 que
estão em fase de substituição, ou estão até certo ponto sendo trocados
pelos canhões auto-propulsados
2S9 ' Anona'. Os batalhões de artilharia possuem canhões
auto-propulsados de 122mm 2S1 ' Gvozdika' (self-propelled guns - SPGs), em
alguns casos reforçados pelos 2S9 ' Anona' SPGs. A 55ª Divisão da Frota do
Pacífico também tem 2S3 SPGs de 152mm e uns M-74 rebocados de 122mm.
O batalhão MRL tem 18 caminhões BM-21, enquanto o batalhão anti-tanque tem18 BRDM-2 em que são montados AT-3 ' Sagger' ou AT-5 ' Spandrel'. No papel de defesa anti-aérea, os batalhões podem usar uma mistura de ZSU-23-4 ' Shilka' e de 2S6 'Tunguska' auto-propulsados e sistemas SA-9 ' Gaskin' (SAM). De maneira interessante, o os veículos sobre esteiras PTS-M e MT-LB às vezes substituem os BTR-70 nos deslocamentos em terrenos leves, e são usados como transporte de armas para o morteiro de 120mm e o SA-13 ' Gopher' SAM.
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