Perfil da Unidade

PÁRA-QUEDISTAS - ÍNDIA


A primeira formação aerotransportada da Índia foi a 50ª Brigada Independente de Pára-quedistas formada em outubro de 1941 com os seguintes batalhões de pára-quedistas: 151º indiano, 152º britânico, e o 153º Gurkha. Além de várias unidades de apoio. Sem o batalhão britânico (que voltou à Inglaterra), a brigada viu muita ação durante a Segunda Guerra Mundial em Sangshak em Nagaland na fronteira com a Birmânia conta o avanço japonês. Durante a batalha que durou seis dias a Brigada sofreu duras baixas, quase a metade da Brigada, e a mesma recebeu elogios do Tenente General William Slim, comandante do XIV Exército britânico.   

No início de 1944 a brigada foi expandida para formar a 2ª Divisão Aerotransportada Indiana, sendo mais tarde redesignada 44ª Divisão Aerotransportada Indiana. Também foi criado um Regimento de Pára-quedistas com batalhões de indianos e gurkhas.

A primeira ação aerotransportada do regimento aconteceu perto do fim da Segunda Guerra Mundial quando pára-quedistas saltaram na Birmânia no Ponto Elefante no dia 1º de maio de 1945, como parte da Operação Drácula. Com a Independência da índia em 1947, a 44ª Divisão Aerotransportada foi dividida entre o Exército indiano e o exército do Paquistão, recentemente formado, com Índia retendo duas brigadas de pára-quedistas e o resto indo para o Paquistão.  

A 77ª Brigada de Pára-quedistas da Índia foi licenciada e a 50ª Bde, incluía batalhões do 2º Regimento Punjab, Marathra Infantaria Leve e Regimento Kumaon. Os três batalhões viram ação extensa na guerra na Cachemira e ganharam uma honra de batalha cada um em seus setores respectivos. O comandante da Brigada, Brigadeiro Mohd. Usman, foi morto em ação no dia 3 de julho de 1948. Em 1952, estes batalhões designados para o Regimento de Pára-quedistas.   

Pós-independência, a primeira ação aerotransportada do regimento aconteceu durante a guerra de libertação de Bangladesh, 1971 e a Guerra indo-paquistanesa, quando uma equipe médica sob o comando do Capitão Pratap Dayal, Oficial Médico Regimental do 2º Grupo de Batalhão de Pára-quedistas foi o primeiro pessoal do Exército indiano a chegar Dhaka.  

É interessante destacar que o 60ª Ambulância de Campo Pára-quedista sob o comando do Tenente Coronel AG Rangaraj, MVC, também foi o primeiro grupo de pára-quedistas indianos, como parte da 50ª Brigada Pára-quedista a participar da Operação Tomahawk no dia 22 de março de 1951na Coréia em ajuda ao 187ª Equipe de Combate Regimental Aerotransportado, ação que ganhou dois Mahavir Chakras, 1 barra para Vir Chakra, 6 Vir Chakras, e 25 Mencão-em-despachos como também o Troféu do Presidente para a unidade que foi dado no dia 10 de março de1955  por Dr. Rajendra Prasad, citações de unidade pelo Comandante da ONU, o comandante do Exército da Coréia do Sul, do EUA e os Exércitos britânicos, e também uma menção especial na Câmara dos Comuns  britânica. 

Depois do conflito com a China em 1962 a necessidade de se ter um exército maior foi sentida, e o Regimento de Pára-quedistas teve sua parte de expansão também, com a criação dos 4º, 5º, 6º, 7º, e 8º batalhões em dois anos e a criação de uma segunda brigada de pára-quedistas, a 51ª Brigada de Pára-quedistas. Durante a Guerra contra o Paquistão em 1965 a Índia criou uma unidade commando ad hoc formada por voluntários de vários regimentos de infantaria e organizada pelo Tenente Coronel Megh Singh da Brigada de Guardas. Esta unidade recebeu o nome de Meghdoot Force, e se saiu muito bem em combate. Daí se sentiu a necessidade de se criar uma unidade fixa para operações de commandos. Em junho de 1966 o Governo indiano autorizou ao Regimento de Pára-quedistas forma uma unidade permanente de Commandos. A unidade se chamou 9º Batalhão, e era comandada pelo Tenente Coronel Megh Singh e formada por antigos membros da Meghdoot Force, e esteve subordinada ao Regimento de Pára-quedistas.

Em 1º de junho de 1967 elementos do 9º Batalhão formaram um segundo batalhão, designado 10º Batalhão em Gwalior. Pouco depois em julho de 1967 homens do 9º Batalhão operaram nas montanhas do norte e homens do 10º Batalhão operaram no deserto ocidental. Em 1969 esses batalhões foram renomeados 9 e 10 Para Commando batalhões. Em 1978 o 1º Batalhão de Pára-quedistas foi selecionado para ser convertido como uma unidade Para Commando. No dia 01 de fevereiro de 1996, o 21ª Batalhão de Infantaria Leve Maratha se tornou o próximo batalhão a se unir ao Regimento de Pára-quedistas e foi elevado como o 21 Para (FE) tendo por comandante o Coronel V.B. Shinde. Os 2º, 3º e 4º batalhões de Pára-quedistas foram subseqüentemente elevados a condição de Forças Especiais. Previamente, cada Para (FE) batalhão teve uma especialização geográfica e permaneceu nomeado àquele setor. O 1 Para (FE) era especializado para guerra em montanha, o 9 Para (FE) era especializado para guerra de selva e o 10 Para (FE) era especializado para guerra de deserto. Hoje, todo o Para (EF) batalhões são capazes de operar de alguma forma - em qualquer lugar. O conceito de ' especializado ' geograficamente para cada Para (FE) batalhão deixou de existir. 

Pára-quedista indiano armado com um L1A1 de 7,62 mm (versão britânica do FN FAL belga) durante a guerra contra o Paquistão em 1971

Guerra de 1971

Em 1971, o Regimento viu numerosas ações em ambos teatros operacionais, Oriental e Ocidental. Pela primeira vez nos anais da história da Índia independente, um Grupo de Batalhão de Pára-quedistas (2 PARA Bn Grupo) era lançado de pára-quedas em Tangail, o que contribuiu substancialmente para acelerar a liberação de Bangladesh. Elementos do 2º Batalhão se tornaram a primeira unidade indiana a chegar em Dhaka. Os Para Comandos provaram suas habilidades profissionais realizando espetaculares raids em Chachro (Sindh, Paquistão) e Mandhol (Jammu e Cachemira). O Regimento ganhou honras de batalha Poongli Bridge, Chachro, Mandhol e pela Defesa de Poonch durante estas operações. 

Operação Pawan

Cinco batalhões de pára-quedistas (incluindo o 3 Para Comando) tomou parte na Operação Pawan (o Sri Lanka). O 6 PARA e a 50ª (Independente) Brigada de Pára-quedistas tomando parte da Operação Cáctus, a primeira operação de intervenção ultramarina bem sucedida para ajudar o governo legítimo das Maldivas. 

Contra-insurgencia

Os Batalhões de pára-quedistas foram empregados no papel de contra-insurgencia, contra rebeldes na Cachemira. Tendo recebido por suas ações inúmeras medalhas e citações. Eles estão envolvidos agora ativamente em operações contraterroristas na Cachemira como parte essencial da decisão do Ministério do Interior de conduzir raids pro-ativos contra militantes na zona rural e montanhas. A prática de levar o combate aos militantes envolve extensivo reconhecimento aéreo, seguido de ataques aerotransportados e emboscadas ao longo das rotas de infiltração. As missões continuam por semanas incluindo ataques conta acampamentos rebeldes. 

Operação Vijay

Em 1999, foram desdobrados nove dose dez batalhões de Pára-quedistas para a Operação Vijay em Kargil. Enquanto elementos da Brigada de Pára-quedas limpavam o Vale Mushkoh de intrusos, o 5 PARA era ativamente envolvido no setor esquecido de Batalik onde exibiu grande coragem e tenacidade, e foi premiado com a citação da unidade.

Operações com as Nações Unidas

Essas operações de pacificação levaram os pára-quedidtas indianos para a Coréia (1953-54), Gaza (1956-58) e Serra Leoa (2000). Neste país houve uma grande operação de resgate para salvar 223 homens do 5/8 Rifles Gorkha que estavam prisioneiros da Frente Unida Revolucionária (RUF), por 75 dias. A operação, envolvendo helicópteros artilhados Mi-25/35 da Força Aérea indiana e outros batalhões de infantaria, foi um sucesso completo sem vítimas indianas graves. O 22 SAS (Special Air Service), esteve presente como parte da força britânica, emprestou aos Para Comandos o seu Chinook para o assalto inicial.  Os batalhões de Pára-quedistas também serviram no Congo e Etiópia/Eritréia onde oficias individuais serviram como observadores das Nações Unidas. 

Força 

O regimento tem um total de dez batalhões; destes, três são batalhões standards de infantaria pára-quedista, enquanto os outro sete são treinados para ações de commandos. Antigamente designado como "unidades de commando", eles agora são designados como unidades de forças especiais:   

  • 1º Batalhão (Forças Especiais) – ex-1º Batalhão, 2º Regimento Punjab, criado em 1761, e convertido para Forças Especiais em 1978.

  • 2º Batalhão (Forças Especiais) – ex-3º Batalhão, Maratha Infantaria Leve, criado em 1768, e convertido para Forças Especiais em 2000.

  • 3º Batalhão (Forças Especiais) – ex-1º Batalhão, Regimento Kumaon, criado em 1788, e convertido para Forças Especiais em 2001.

  • 4º Batalhão (Forças Especiais), criado em 1962, e convertido para Forças Especiais em 2004.

  • 5º Batalhão

  • 6º Batalhão

  • 7º Batalhão

  • 9º Batalhão (Forças Especiais) criado em 1966 como forças especiais de uma unidade ad hoc conhecida por “Meghdoot Force” que serviu na Guerra Indo-paquistanesa de 1965 Guerra, na Operação Riddle.

  • 10º Batalhão (Forças Especiais) criado em 1967 como forças especiais

  • 21º Batalhão (Forças Especiais) – ex-21º Batalhão, Maratha Infantaria Leve, criado em 1985, e convertido para Forças Especiais em 1996.

Os três batalhões de Forças Especiais foram originalmente treinados para uso em certos ambientes; O 1º como reserva estratégica, o 9º para Montanha, o 10º para o Deserto, e o 21º para Guerra na Selva. Atualmente todos os batalhões de Forças Especiais treinam para todos os ambientes.   

O 8º Batalhão se tornou o 16º Batalhão, Regimento Mahar em 1976 antes de transferir como 12º Batalhão, do Regimento de Infantaria Mecanizada. Uma parte considerável do batalhão foi retida para o papel aerotransportado, enquanto formando o elemento blindado da 50ª (Independente) Brigada de Pára-quedistas e equipado com Veículos de Combate de Infantaria BMP2. 

A 50ª (Independente) Brigada de Pára-quedistas inclui de dois batalhões de pára-quedistas, um batalhão de forças especiais, Uma unidade médica, a 411ª Companhia de Campo de Pára-quedistas (engenheiros), a 622ª Companhia Composta ASC, uma Companhia de sinaleiros, uma Companhia de instrução, uma bateria de artilharia de campanha, uma de defesa aérea. O Corpo da Guarda Presidencial é formado por homens da Companhia de pathfinder, integrante da Brigada Pára-quedistas.   

Dois batalhões do Exército Territoriais, o 106º (Bangalore) e o 116º (Deolali) também fazem parte do Regimento de Pára-quedistas. Eles formam a parte de elite dos Terriers (como o Exército Territorial é popularmente conhecido) e constantemente estão envolvidos em operação COIN.

Último, mas não o menos importante, 31º Batalhão (Commando), dos Rashtriya Rifles, também está afiliado ao Regimento de Pára-quedistas, onde participa de operações especiais executadas pelas forças contra-insurgentes.

Detalhes regimentais:

Centro regimental: Bangalore com o centro de treinamento estabelecimento em Agra. O treinamento dos recrutas acontece em parte em Bangalore considerando que o treinamento com pára-quedas é dado conjuntamente em Agra com com a Escola de Treinamento Pára-quedista da Força Aérea.

Insígnia regimental: Um pára-quedas aberto com asas e um punhal colocado na vertical, entre as asas. O distintivo foi projetado pelo Capitão ML Tuli em 1951. O outro distintivo, chamado de Balidan (Sacrifício) é o distintivo de qualificação dos commandos e usado pelos sete Batalhões de Pára-quedistas (Forças Especiais).

Armas

Hoje os indianos adotaram o INSAS (Indian Small Arms Systems - Sistema Indiano de Armas Pequenas), substituto dos licenciados FN FAL usados até a década de 80 na Índia. Baseado principalmente no AK-47, ele trabalha em calibre 5.56x45 OTAN, pode portar 20 ou 30 projéteis em seu carregador e sua cadência pode chegar a até 650 disparos por minuto. Algumas modificações, baseadas no FN FAL e no H&K G3 foram introduzidas neste fuzil, e, assim como no M16A2, pode atuar em modo semi-automático ou rajadas curtas (3 disparos).

Os Para Commandos também usam:

  • Rifle de assalto TAR-21 (israelenses) - Foram adquiridos cerca de 3.000 para as forças especiais.

  • Pistolas Browning Hi-Power FN 35 e Glock 17 de 9 mm.

  • Submetralhadoras Heckler & Koch MP5 de 9 mm.

  • A metralhadora leve INSAS 5.56 mm, substituta da FN MAG 7.62 mm, a Bren L4 e a Browning M2HB de .50 cal.

  • Fuzis sniper Dragunov, Mauser SP66 e Heckler & Koch MSG-90 7.62 mm.

  • Lançador de granada AGS-17 Plamya 30 mm.

  • Rifle de assalto CGG de 7.62 mm com visor óptico 1.5x.

  • Lança mísseis portáteis Igla-19K310 / SA-16 Gimlet, substitutos dos Strela-2M /SA-7b Grail

  • Canhão Sem Recuo M40 RCL 106 mm e Carl Gustav 84 mm.

 http://en.wikipedia.org/wiki/Parachute_Regiment_(India)


O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós.

Assunto: Pára-quedistas Índia

stats

Hosted by T35 Free Web Hosting. Womens Sunglasses - Casino Reviews - Audi Los Angeles - Drug Rehab - Online Colleges - Domain Names - Prada Shoes - SEO Services