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Atenção: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, nomes e obras é mera coincidência.
A DynCorp, uma Private Military Company (Companhia Militar Privada), mundialmente conhecida, tinha um grande contrato com o governo da Colômbia. Ela estava envolvida nas mais diversas áreas do combate ao narcotráfico e também a guerrilha, a muitos anos.
Naquela
manhã o
T-65 Air Tractor, pilotado por um americano (ex-USAF),
começou o seu trabalho de fumigação em um pequeno vale dentro da
Colômbia. Como proteção, o Air Tractor tinha a capacidade de voar bem
baixo, a experiência do piloto e a cobertura de um Bell 212 Huey
artilhado com metralhadoras e foguetes. O helicóptero era pilotado por um
brasileiro, que tinha como co-piloto um peruano. Dois colombianos guarneciam as
metralhadoras que estavam colocadas nas portas
laterais do Huey.
De repente o piloto brasileiro viu um rastro de fumaça vindo como que de trás de uma colina. Quando entendeu o que era já foi tarde demais. O míssil anti-aéreo Stinger, que é termoguiado e que pode ser lançado do ombro, atingiu o Huey fortemente, fazendo com que a aeronave desse um salto no ar. Como no momento do impacto a aeronaves estava a baixa altitude, o piloto praticamente não teve como controla-la e esta caiu rapidamente.
No duro choque contra o solo o co-piloto e um dos artilheiros morreram instantaneamente. O piloto brasileiro se machucou levemente no ombro e na mão esqueda e o outro artilheiro colombiano milagrosamente nada sofreu. O colombiano ajudou o brasileiro a sair do helicóptero. Quando olharam para os lados viram guerrilheiros das FARCs se aproximando.
O artilheiro armado com um fuzil M-16 disparou contra os guerrilheiros que avançavam rapidamente. Na troca de tiros o artilheiro foi morto e o piloto, que não podia disparar, foi capturado.
Sem poder fazer nada, pois não tinha armas em seu avião, o piloto do Air Tractor simplesmente viu tudo e comunicou a seus superiores da DynCorp o ocorrido e tratou de sair do local o mais rápido possível.
Complicações

Aparentemente esse seria mais um assunto interno da Colômbia e DynCorp, em que a embaixada do Brasil em Bogotá simplesmente seria notificada e se esperaria as providências que seriam tomadas pelas autoridades locais. "Aparentemente", pois o piloto brasileiro era nada mais um ex-militar querendo ganhar uma boa grana pelo mundo afora. Mas na verdade ele era um agente da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) que foi infiltrado na Colômbia a cerca de seis meses atrás.
O piloto
"Flávio Santos", era na verdade o
ex-major da FAB, Paulo Medeiros. Além de exímio piloto de helicóptero,
ele
era agente a serviço da ABIN a alguns anos e estava na Colômbia para assumir a
rede de espionagem montada pelo Brasil naquele país. O agente brasileiro
encarregado da rede, que inclusive a montou, estava voltando para o Brasil. A um
ano e meio, este agente, Marcos Monteiro, que tinha o disfarce de empresário do ramo madeireiro,
descobriu que estava com câncer na garganta, nos meses seguintes só fez perder
para a doença. 
Diante da necessidade de ter que substituir o seu principal agente, a ABIN preparou "Flávio Santos" para esta atribuição. Ele já trabalhava na região Norte a um bom tempo em parceria com a Polícia Federal (PF) e os militares, muitos, seus ex-colegas de farda.
Quando ficou claro, nos últimos seis meses, que "Jonas de Mendonça", não podia mais dirigir sua rede na Colômbia por causa do câncer, "Flávio Santos" conseguiu um emprego na DynCorp e começou a receber a rede montada por Mendonça.
A rede de Mendonça era formada por quatro informantes (um capitão da inteligência do Exército colombiano, um comerciante, um diplomata e um repórter), além de um antigo agente brasileiro infiltrado nas FARCs.
Este agente infiltrado fora o maior orgulho e a maior decepção da ABIN em suas operações em território colombiano. O "companheiro Afonso" como era chamado, era na verdade Maurício Saldanha, ex-tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Saldanha não tinha familiares próximos. Filho único, perdeu o pai que era pára-quedista, sargento do Exército, nos combates contra a guerrilha no Araguaia em 1973 e a perdeu a mãe em um acidente de carro em 1978. Foi criado pelo avô, agora também falecido.
Na PM de São Paulo, pouco tempo depois que saiu da academia, quando já tinha recebido treinamento de guerrilha e contra-guerrilha, Saldanha foi trabalha no Serviço Reservado, trabalhando disfarçado na década de 1980 junto aos sindicatos dos metalúrgicos e motoristas. Adotou o codinome de "companheiro Afonso" e realizou grandes trabalhos, agora a serviço do Serviço Nacional de Informações – SNI, juntos aos "comunas" como ele chamava os sindicalistas. No inicio da década de 1990 o "companheiro Afonso" foi enviado para espionar o MST. Nesta época ele era inclusive assessor direto de um vereador de Campinas pelo Partido Socialista Nacional (PSN).
Em sua
participação ativa dentro do MST o "companheiro Afonso" travou
contato com as FARCs e depois do episódio de Traíra, ele foi enviado (pela ABIN)
para a Colômbia para se infiltrar em meio a guerrilha. O "companheiro
Afonso" funcionou a principio, a título de fachada, como elo de ligação do MST junto as FARC,
mas com o passar do tempo, ele abandonou o MST e se integrou diretamente aos guerrilheiros
colombianos, subindo rapidamente na hierarquia.
Essa é a parte boa da história. A parte ruim é que nos últimos 14 meses o "companheiro Afonso" começou a se comportar de um forma bem estranha, e praticamente rompeu contato. O pior é que dois informantes da rede brasileira, o repórter e o comerciante, os únicos que o "companheiro Afonso" conhecia, foram mortos no início do ano. E o agente "Jonas de Mendonça" sofreu um atentado pouco antes de deixar a Colômbia. Por causa de tudo isso a ABIN acreditava que o "companheiro Afonso" definitivamente trocou de lado, pagando como moeda, a traição da rede de espionagem brasileira.
Para piora as coisas o "companheiro Afonso" conheceu de vista "Flávio Santos" quando de uma visita secreta que o agente infiltrado fez a Tabatinga a dois anos atrás. Na época não estava certo se Santos iria trabalhar na Colômbia e o contato entre os dois foi quase casual. Mas Afonso viu o rosto de Santos, sabia que ele era um agente da ABIN e poderia reconhecê-lo. Como diz o ditado "desgraça pouca é bobagem!".
O "companheiro Afonso" era subcomandante de uma das frentes guerrilheiras da FARCs que operavam no Departamento onde caiu o helicóptero da DynCorp e por isso com toda a certeza o piloto prisioneiro iria ser apresentado a ele. Acontecendo isto, os dias de "Flávio Santos" estariam contados e a rede brasileira, que tanto trabalho deu para ser montada, ruiria por completo.
Devido a crise "Marcos Monteiro", mesmo doente, teve que voltar imediatamente para a capital da Colômbia. Chegando lá descobriu com o seu contato no Exército que o piloto brasileiro estava provavelmente em um pequena aldeia a uns 80km da fronteira com o Brasil, no Departamento de Vaupes. O capitão colombiano também disse que na próxima semana o Governo colombiano iria iniciar as negociações secretas com as FARC para libertar o piloto e que o "companheiro Afonso" não estava na região. Ele tinha indo até o Departamento de Huila para uma reunião de planejamento das FARC, e passaria cerca de cinco dias fora.
Resgate Urgente!
Diante desta situação urgente a ABIN solicitou ao ministro da Defesa o resgate imediato do piloto (agente) brasileiro, pois a sua vida corria um grande risco de vida, a posição brasileira poderia ser comprometida. Pois as FARCs poderiam usá-lo como propaganda.
Em reuniões com os comandantes militares e o ministro da Defesa ficou determinado que uma operação de resgate não seria solicitada ao governo da Colômbia, afinal de contas o Brasil tinha uma rede de espionagem naquele país prestes a ser descoberta, e que contratar a DynCorp para resgatar o seu "próprio piloto" seria inaceitável.
Portanto ficou acertado que uma operação de resgate altamente secreta seria realizada em território colombiano por forças especiais brasileiras, sob a coordenação com Comando Militar da Amazônia (CMA). O segredo em torno da operação seria absoluto, por se tal fosse descoberta geraria um crise diplomática de grandes proporções e o presidente brasileiro não queria isso.
Depois de muitas deliberações ficou determinado que uma equipe de resgate oriunda do 1º Batalhão de Forças Especiais da Brigada de Operações Especiais do Exército brasileiro seria acionada imediatamente para a operação de resgate. A 1ª Bda Op Esp tinha nesse exato momento uma Companhia participando de manobras próximo a São Gabriel da Cachoeira. Ao todo doze homens iriam realizar o resgate.
Planejamento
Toda a missão de resgate seria coordenada a partir de São Gabriel da Cachoeira. Como seria uma operação encoberta as tropas brasileiras não poderiam usar nenhuma identificação que denunciasse a sua origem.
Por isso os soldados não usariam plaquetas de identificação e nenhum documento. Até o jogo de mapas estava escrito em inglês, uma língua "universal".
Mas antes de mandar a equipe de resgate colocar o pé na lama, era preciso levantar o máximo de inteligência possível sobre o local da operação, pois sem uma boa inteligência qualquer missão esta fadada ao fracasso.
Por questões "técnicas" não foram usados os satélites a serviço do SIVAM. Os brasileiros usariam a FAB e o EB na missão de reconhecimento.
Com o conhecimento do local a onde poderia se encontrar o piloto, imediatamente foi acionado o 1/10 GAv "Esquadrão Poker" para realiza um reconhecimento tático (Rec-tat) do local com um dos seus RA-1A. Isto porque coincidentemente o "Poker" estava na Amazônia realizando um treinamento juntamente com o 3/10 GAv "Esquadrão Centauro". Nesta missão o RA-1 levou um casulo nacional Gespi, no cabide central, que continha quatro câmeras Vinten cobrindo a frente, abaixo e os lados da aeronave.
O capitão Paulo Linhares, sub-comandante do 1/10
GAv voou esta missão Rec-tat. Apesar de não ter que entrar muito em
território colombiano o capitão Linhares sabia que devia ter cuidado, pois o
perfil de sua missão era rápido e até certo ponto baixo, e a razão dele
está ali era porque um piloto brasileiro foi abatido com um míssil terra-ar de
ombro, o que muito bem podia acontecer com ele. O capitão também devia não
chamar a atenção da Força Aérea Colombiana, com os seus IAI Kfir C-7. Como
apoio, o RA-1 contava com um R-99A que já estava no ar, para orientá-lo e
auxiliá-lo nas contramedidas eletrônicas, diante de possíveis agressores.
Quando estava sobrevoando o Ponto-X, como foi batizado o local onde poderia está o piloto brasileiro, o capitão Linhares acionou as suas câmeras e disse prá si mesmo: - Sorriam seus bandidos, vocês estão sendo filmados. Depois de ter terminado com suas tomadas de reconhecimento o capitão Linhares deu meia volta e retornou para território brasileiro. O tempo sobre o alvo foi de apenas 4 segundos, pois não se devia chamar a atenção dos guerrilheiros.
Paralelo a missão Rec-tat da FAB, o EB enviou furtivamente de helicóptero dois homens para fazerem um reconhecimento in loco do Ponto-X. Nesta missão de reconhecimento não se usou para a infiltração aeromóvel da equipe os Pantera (HM-1) do 4º Esquadrão de Aviação do Exército, e sim um UH-1H da FAB, sem nenhuma identificação, visto que é um modelo muito comum nos dois lados da fronteira.
Os dois homens usados nesta missão desceram de fast-rope, próximo a um rio a cerca de 5km do Ponto-X. Eles eram:
Já era quase noite quando eles chegaram a Colômbia e munidos de óculos de visão noturna eles avançaram cautelosamente pela selva para montar o seu posto de observação próximo a Ponto-X. Montar um posto de observação em plena selva equatorial não é fácil, e fazer isto debaixo do nariz das FARC pior ainda. O zumbido e as picadas constantes e incômodas dos insetos, os animais selvagens que constantemente passavam pelo local, a chuva que caia sempre, as vezes torrencialmente, deixando o clima úmido e a terra molhada, que estava sempre coberta de folhas e troncos de árvores mortas, o que dificultava a movimentação, não facilitava a vida de ninguém. Poucos vezes apareceu o sol. As noites eram mais frescas, com a temperatura caindo pouco abaixo de 20ºC.
Os dois brasileiros usariam comunicações via satélite para informar se de fato "Flávio Santos" estava no local. Sua missão também deveria ser o levantamento da capacidade de reação do inimigo, seu poder de fogo, contingente e possíveis reforços. Também deveriam levantar rotas de aproximação e fuga.
Ambos estavam usando roupas civis (todas as etiquetas foram arrancadas) com padrões escuros, quase militares e botas de selva de modelos diferentes. Estavam armados com fuzis M16 americanos e Melo levava ainda um rifle de precisão, com funcionamento a ferrolho. Levavam ainda, uma faca e granadas. Em suas mochilas havia ainda rádios, baterias, comida, munição extra, um parelho GPS e um kit de primeiros-socorros. Apesar de levarem alguma comida e água, eles estavam aptos a beberem água das plantas e comerem o que pudessem apanhar, cobras inclusive.
Ponto-X
Pouco
tempos depois
que se instalou a equipe de reconhecimento, começou a retransmitir os seus
informes. O local era um pequena fazenda no meio da selva com alguma
s cananas e uma pequena casa de alvenaria, onde provavelmente estava o brasileiro, pois
sempre tinha um guarda armado do lado de fora. Também havia um lugar para as refeições e
reuniões, uma cozinha, um paiol, lavanderia e latrinas
também. Existia no acampamento um espécie de escritório do
comandante. Numa área do acampamento os guerrilheiros mantinham uma pequena
criação de animais: galinhas e porcos, principalmente.
Os horários no acampamento era rígidos: Alvorada às 4:20h da madrugada, às 05:00h ginástica, café às 6:00h, almoço às 11:00h, jantar às 17:00h. Às 20:00h eram apagadas todas as luzes e meia hora depois estabelecia-se silêncio absoluto, rompido apenas pelos sons dos animais da floresta. Os exercícios de treino militar ocupavam muitas horas ao longo do dia. Os guerrilheiros nunca se separavam de suas armas e dormiam com elas ao seu lado. O armamento era muito variado: fuzis AK-47, M-16 e Galil israelenses, além de pistolas e revólveres de múltiplas procedências. Existia também dois morteiros e uma metralhadora de 12,7mm.
Um gerador fornecia a eletricidade. Ele só era ligado após o almoço para acompanhamento do telejornal local do meio dia e entre às 18:30h e as 20:00h, horário em que todos os guerrilheiros se reuniam para palestras sobre temas ideológicos ou históricos, pronunciada normalmente pelo comandante do campo. Em todo o acampamento só havia meia dúzia de lugares onde chegava a luz elétrica.
Havia cerca de 45 guerrilheiros (homens e mulheres) no local, apesar do acampamento poder comportar cerca de 100 pessoas. Uma trincheira protegida por sacos de terra rodeava o acampamento. A vigilância era permanente. Além das sentinelas, havia patrulhas noturnas, normalmente compostas por 5 a 6 guerrilheiros.
A equipe de reconhecimento confirmou no terceiro dia de missão que o piloto brasileiro estava de fato no local. Ele estava na única casa de alvenaria do acampamento. Os soldados puderam vê-lo quando os guerrilheiros abriram uma das janelas da casa. Confirmada a posição do refém, era o momento de acionar a equipe de assalto que já estava a espera em São Gabriel da Cachoeira.
O Ataque

A Equipe de resgate seria transportada por dois UH-1H da FAB, mais uma vez, sem nenhuma identificação. Eles muito bem podiam ser confundidos com os helicópteros da FAC ou a serviço da DynCorp. A idéia de pintar as cores da FAC nos helicópteros foi descartada.
Todos os homens estavam usando uniformes camuflados,
porém das mais diversas procedências, americanos, franceses, etc. Não havia
uma padronização e nenhum deles carregava nenhuma identificação. Alguns
tinham vindo de exercícios na selva recentemente e muitos estavam com barbas e
cabelos fora do padrão militar.
A equipe de resgate estava fortemente armada. Os doze homens carregavam fuzis M-4, granadas, duas FN Minimi, um Morteiro Commando V 60mm, um canhão sem recuo Carl-Gustav M3 de 84mm, além de pistolas Glock. Todos usavam óculos de visão noturna (OVN), rádios, e a equipe ainda tinham a sua disposição aparelho de comunicação via-satélite e GPS.
A equipe de resgate estaria dividida nas seguintes sub-equipes:
Os dois homens da equipes de reconhecimento dariam também apoio de fogo, sendo que neste momento o sargento Melo estaria operando como sniper. O ataque foi marcado para às 11:00h, o horário do almoço do inimigo, quando a maioria dos guerrilheiros estariam juntos no refeitório e poderiam ser facilmente ceifados pelo poder de fogo dos brasileiros. Uma preocupação descartada foi a patrulha guerrilheira. A equipe de reconhecimento informou que a patrulha sempre retornava antes do almoço e só voltava para a selva lá pelas 14:00h.
Os helicópteros chegaram a Zona
de Desembarque, localizado por trás de uma pequena elevação a 2km do campo
guerrilheiro, e rapidamente os soldados desceram por cordas das
aeronaves. O deslocamento pela selva foi cauteloso e feito em silêncio, apesar
da equipe de reconhecimento ter avisado que a patrulha guerrilheira já tinha
retornado ao acampamento.
A equipe de resgate era comandada pelo capitão Flávio Tito, da arma de Infantaria, que possuía o COS Cat "B", e era um dos mais experientes militares da Brigada de Operações Especiais, tendo realizado cursos avançados no Special Air Service-SAS britânico em Hereford e nas US Special Forces em Fort Bragg. Falava fluentemente inglês e estava estudando francês. Recentemente ele tinha participado de um intercâmbio com a Legião Estrangeira francesa nas selvas da Guiana Francesa. Anos atrás tinha servido como tenente na fronteira com a Colômbia, no bravo 3º Pelotão Especial de Fronteira.
Quando todos tomaram as suas posições já era 10:49h. Os brasileiros esperaram os guerrilheiros se prepararem para o almoço e quando, às 11:05, muitos já estavam comendo e outros na fila para pegar o almoço, o capitão Tito deu a ordem para o ataque. As Minimis varreram quem estava na fila, o morteiro Commando atingiu a posição da metralhadora de 12,7mm matando os dois guerrilheiros que ali estavam, o Carl-Gustav M3 atingiu a posição dos morteiros e depois atingiu o paiol. O morteiro Commando destruiu também o posto de radio do acampamento. Ao mesmo tempo a equipe de resgate avançou pelo campo em meio ao tiroteio em direção a casa de alvenaria.
Na verdade a sentinela da casa, uma garota de uns 19 anos de idade, armada com um AK-47, foi a primeira a tombar durante o ataque. O tiro que a matou não foi ouvido, porque ele aconteceu junto com as primeiras explosões. O sargento Melo, com a ajuda do cabo Torres, a matou sem nenhum sentimento e depois ficou a vigiar com seu rifle a casa até que a equipe de resgate entrasse e assaltasse a mesma.
A equipe de assalto era comandada pelo próprio capitão Tito, que com um ponta-pé arrombou a porta dos fundos. Os soldados encobertos por granadas de fumaça entraram na casa e só encontraram o major Paulo Medeiros encolhido no canto do único quarto da casa com uma cama sendo usada como uma espécie de barricada.
- Somos brasileiros major, viemos levá-lo para casa! - Disse o capitão Tito com um sorriso no rosto.
- Graças a Deus! - Falou Paulo Medeiros com um suspiro.
Enquanto saiam rapidamente da casa em direção a floresta o capitão perguntou.
- O senhor foi interrogado major?
- Não! Eles iam começar na próxima semana.
-
Ótimo! - Disse o capitão Tito.
Enquanto isso a fuzilaria continuava. Os guerrilheiros fora pegos completamente de surpresa e os brasileiros estavam bem posicionados e fortemente armados. O resultado não podia ser outro: um massacre.
Depois de ter dado cobertura a equipe de resgate em sua saída da casa de alvenaria, o sargento Melo pode voltar sua atenção para o seu segundo alvo, que era o comandante do campo. Pois antes de atingir a sentinela da casa, Melo tinha observado a onde estava o comandante do campo. Ele estava bem perto gerador.
Quando voltou os seus olhos para o local, para sua satisfação Melo viu que o cara estava no mesmo lugar. Só que tentando se proteger por trás de uns sacos de areia. Pela sua mira ele podia ver o comandante berrando ordens desesperadas para todos o lados. Mas não por muito tempo. Mas uma vez com a ajuda do cabo Torres ele estabeleceu as condições para um ótimo tiro, mirou logo abaixo da orelha e apertou o gatilho, atingindo o seu pescoço. A 200 metros do alvo, não tinha como errar. O comandante guerrilheiro caiu tão rápido que deu a impressão de ter desaparecido. O jovem guerrilheiro que estava ao seu lado com um fuzil Galil também foi abatido por Melo em seguida.
Com o major protegido na selva por dois de seus homens o capitão voltou a atacar o campo. Por rádio ele foi informado pelo tenente Ramos, o seu segundo em comando, que a resistência estava cessando. O capitão ordenou que os homens sustentassem o poder de fogo e acabassem com os últimos focos de resistência.
Pouco tempo depois não se ouviu mais nenhum fogo de resposta. Mas o capitão disse que os homens continuassem atirando, por mais um tempo e depois ordenou o cessar fogo. Os homens se remuniciaram, mas receberam ordens para consolidarem a sua posição. Não se via qualquer movimento, e se ouvia apenas alguns gemidos de guerrilheiros feridos.
O capitão Tito então ordenou que o tenente Ramos, o sargento Macedo e os cabos Andrade e Fernandes fossem até o campo para checar aquela posição. Eles receberiam a cobertura do restante dos homens. Assim que chegaram no campo, o tenente e seus homens começaram a trabalhar. Todos os guerrilheiros encontrados com vida foram eliminados a bala. e começaram a recolher material de inteligência. Tudo foi feito rapidamente pois não dava para saber se o comandante guerrilheiro tinha alertado outras unidades das FARC. Apesar de não existirem outras forças guerrilheiras muito próximas.
Serviço terminado, satisfeito por ter resgatado o refém, não ter tido nenhuma baixa e ter acabado com o acampamento guerrilheiro, o capitão Tito ordenou a evacuação da área imediatamente. Todos entraram na mata em direção ao ponto onde seriam exfiltrados pelos helicópteros da FAB. O que aconteceu sem nenhum problema.
A bordo do seu helicóptero o capitão enviou a mensagem código de sucesso: Harpia.
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