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Um soldado da infantaria motorizada soviética aramado com um fuzil automático AKM com um intensificador de imagem passivo. |
Além do mais a China, livre de um competição direta com os EUA, crescia cada vez mais em poder e riquezas. O dragão chinês estava ameaçando tomar o lugar de terceira maior economia do mundo do urso soviético. Sem falar que o front interno não estava nada bem. A invasão do Afeganistão só trazia dores de cabeças e as mães russas não aquentavam mais receber os caixões de seus filhos mortos numa guerra se nenhum sentido patriótico. A economia ia mal e a insatisfação crescia mais e mais, dando vazão a sentimentos nacionalistas dentro da republicas soviéticas, atraídas pelo crescimento econômica chinês. Além disso os "aliados" soviéticos estavam cada gerando preocupações. A Alemanha Oriental ensaiava uma aproximação "construtiva" com a Alemanha Ocidental, trazendo lembranças horríveis de uma Alemanha unificada e forte num passado recente; as agitações sindicais na Polônia, apoiadas mundialmente pelo Vaticano, estavam chegando ao limite do insuportável; a Romênia estava cada vez mais independente e nem participava de todas manobras do Pacto de Varsóvia, adotando a sua própria política de defesa; O eurocomunismo se mostrava mais e mais como um opção atraente aos pobres e pressionados paises satélites da Cortina de Ferro; A situação na Iugoslávia era preocupante. Diante de toda essa pressão, da ameaça militar americana, da fuga de parceiros, do colapso financeiro, da suplantação por parte dos chineses e da ameaça de uma possível desintegração do império, a alta cúpula do Politburo soviético decidiu que a única forma de se reverte este quadro seria uma invasão avassaladora contra a Alemanha Ocidental levando a OTAN a um colapso militar; eliminando a ameaça alemã; afastando os EUA da Europa, demonstrando a fraqueza americana; intimidando a China; e passando um recado ao mundo que o Império Soviético estava mais forte do que nunca.
A invasão do Pacto de Varsóvia - Plano
O plano para invadir a Europa Ocidental foi bem planejado.
Certamente se esperava alguma preparação por parte da OTAN, e o envio de
reforços americanos enviados por via aérea. Com certeza o AFCENT tomaria maiores
precauções diante da intensa movimentação das tropas soviéticas na Alemanha
Oriental Tchecoslováquia e Polônia. Os Corpos de Exército britânicos, belgas e
holandeses, além dos alemães é claro seriam colocados em alerta e remanejados no
NORTHAG.
Todas as defesas áreas seriam colocadas em estado máximo de alerta. Para os soviéticos e os seus aliados do Pacto de Varsóvia o setor do NORTHAG - Grupo de Exércitos do Norte era bem mais atraente para uma invasão decisiva do que o setor do CENTAG - Grupo-de-Exércitos Central, apesar da pouco profundidade desta área. No NORTHAG havia insuficiência de reservas para resistirem a uma invasão. O plano geral da invasão definia que a mesma deveria ter atingido dos os seus objetivos por volta de D+9 ou 10.
Na noite de D-1 haveria ataques de forças especiais (pára-quedistas russos e Spetsnaz ), segundo ficamos sabendo depois haviam cerca de 400 células controladas pela KGB que apoiariam essas ações. Os principais objetivos estavam na República Federal da Alemanha.
A incapacitação ou destruição física de ogivas
nucleares e químicas da OTAN, de seus meios de transporte, comando-controle,
e de elementos relacionados ao seu lançamento – podem ser estratégicos (i.e.
submarinos Polaris em suas bases) e táticos (i.e. sistemas de lançamento
baseados em terra).
O rompimento do comando, controle e comunicações da OTAN, e de seus elementos políticos,
estratégicos e táticos. Isto inclui também a eliminação do pessoal em posições
chaves.
A incapacitação física de determinados
equipamentos eletrônicos de alerta e de reconhecimento, de radares e de
equipamentos de aviso antecipado, de equipamentos de defesa aérea e de vários
outros tipos, e possivelmente de sistemas de alerta avançados de mísseis balísticos.
A captura de aeródromos chaves e de portos para
impedir o reforço das tropas, particularmente os que forem enviados dos EUA; a
destruição ou a neutralização operacional dos aeródromos e dos portos, não
vitais para a URSS, a destruição de estradas de ferro e junções de estrada
chaves, que sejam importantes nos planos de mobilização do inimigo.
A destruição de alvos e de instalações
industriais chaves (centrais elétricas, refinarias de petróleo, indústrias
militares, etc).
Logo antes das primeiras luzes do dia unidades aerotransportadas soviéticas fechariam os acessos a Hamburgo e tomariam o aeroporto de Bremen, assim como os pontos de passagens sobre o Weser. Se possível o mesmo aconteceria no Reno. A cabeça de ponte aérea de Bremen era um alvo indispensável.
Nas primeiras horas do Dia D seria realizada intensa campanha aérea usando alto explosivo alto e munições químicas, principalmente contra as bases aéreas Aliadas e seus sistemas de controle e as forças de terra do AFCENT em seus movimentos em direção as suas posições defensivas.
Os russos planejavam que ao atingirem uma posição favorável no ar e conseguido descontrolar os movimentos inimigos em terra, o maior peso do seu poder aéreo seria dirigido para apoiar uma ofensiva geral ao logo da frente do AFCENT, explorando táticas normais de ataques em massa e penetração profunda. Esta última tinha o objetivo específico de destruir toda a capacidade antitanque da OTAN. No avanço soviético seriam usadas armas químicas com certa limitação. Só seriam usadas contra forças que não dispusessem das mesmas no Teatro de Operação, como os britânicos, belgas e holandeses.
O seu emprego seria uma decisão dos comandantes de Exército. A
ênfase seria nas armas com gases nervosos, persistentes ou não persistentes.
Ataques aerotransportados seriam especialmente direcionados a aeródromos, locais
de defesa aérea, quartéis-generais e pontos de cruzamento. sede e cruzamentos de
obstáculo continuariam. Tudo fundamentaram operações de força teriam máximo
apoio de ar tático.
O II Exército de Guardas com duas divisões polonesas e algumas tropas da
Alemanha Oriental atacariam ao norte do setor NORTHAG, o III Exército Choque
atacaria no sul do mesmo setor, seguido pelo XX Exército de Guardas, com duas
divisões da Alemanha Oriental. O VIII Exército de Guardas atacaria na frente do
CENTAG, tendo Frankfurt como objetivo principal; o I Exército de Guardas Blindad,
um pouco mais ao sul , teria com objetivo Nuremberg.
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Operador do Spetsnaz armado com um fuzil AKS-74 de 5,45mm com cabo dobrável e carregador de 30 projéteis, uma pistola PRI e uma baioneta-faca, numa bainha especial que se usada em conjunto com outra se transforma em um alicate para corta arame. |
Uma divisão polonesa e duas divisões soviéticas se moveriam para o norte através de Schteswig-Holstein, penetrando na Dinamarca, com apoio necessário. O avanço principal contra as AFNORTH partiria do Distrito Militar de Leningrado, através de Kola inicialmente. O apoio seria mantido por via férrea através da Finlândia. Todo resistência efetiva nas AFNORTH deveria cessar por volta de D+6, muito embora o terreno difícil pudesse retardar o avanço no sentido sul da Noruega.
Nas primeiras horas de D+1 colunas blindadas deveriam alcançar o canal de Dortmund-Ems, assegurado de imediato todos os pontos de travessia do Weser, ao norte de Minden. no CENTAG a área de Giessen deveria ser tomada, e um ataque ser desenvolvido na direção do complexo de Frankfurt-Mainz, que já estaria sofrendo grande pressão do Leste.
Forças aerotransportadas lançadas da cabeça-de-ponte de Bremen deveriam assegurar os cruzamentos dos rios de acesso a Holanda, o que seria a seguir consolidado com o avanço das forças blindadas do Pacto de Varsóvia. Os soviéticos consideravam imperativo a captura intacto do complexo de rádio e televisão de Hilversum, e para isso destacam as suas melhores tropas dos Spestenaz. Os russos acreditavam que a resistência na Holanda no dia D+2 fosse mínima e toda a Holanda deveria ser conquistada até o sul do rio Waal por volta de D+6.
Enquanto continuasse a forte pressão sobre o CENTAG na direção nordeste-leste, o esforço principal da ofensiva soviética seria direcionado no sentido norte-sul ao longo da margem ocidental do Reno. Os russos esperavam que esta manobra fosse decisiva no franqueamento do CENTAG e na destruição da AFCENT. Em meio a tudo, Berlim Ocidental seria tomada. A sua capitulação era dada como certo diante do colapso do AFCENT. Os soviéticos esperavam uma forte resistência por parte da OTAN em áreas como Harz. Spessart, Schwarzwald e a Floresta Turíngia e as montanhas bávaras. Também havia grandes possibilidades de haver forte resistÊncia nas cidades da REnânia e do Ruhr, onde deveriam ser implacavelmente eliminadas.
Os soviéticos esperavam que ao serem penetradas as suas defesas
do NORTHAG esse em primeiro lugar ocupasse posições aproximadamente a leste e
oeste da Floresta Teutoburga, na esperança de impedir travessias do Baixo Reno
através de combates em profundidade. Os russos acreditavam que a OTAN não teria
tropas suficientes para essas manobras e que os ocidentais não seriam bem
sucedidos.
Os soviéticos também esperavam que ao começar a ofensiva Norte-Sul o NORTHAG
viesse a se reagrupar numa tentativa de impedi-la em alguma posição
perpendicular, a oeste do Reno, entre Bonn e Maastricht. Os russos acreditavam
que o sucesso desta operação levaria ao envolvimento do CENTAG pelo retaguarda e
ao colapso defensiva da OTAN na Região Central. Por volta do dia D+7 os russos
esperavam que os únicos bolsões de resistência estivessem em Hamburgo e Berlim
(se ainda não tivessem sido conquistadas) e a região dos Alpes Bávaros.
No frente italiana não se esperava muita resistência e com a França seria adota conversações em separado, lhe dando garantias de que não haveria ataques ao solo francês e pedindo que o II Exército da França se retirasse da Alemanha Ocidental. Sendo assim com o colapso do AFCENT, e a eliminação do AFNORTH e do AFSOUTH, o comando Aliado na Europa estaria bem reduzido e condenado a impotência e prestes a se desintregar a OTAN. Diante de tão horrendo quadro os EUA seriam levados a aceitar um cessar-fogo em D+8 e iria para a mesa de negociações. Assim os objetivos soviéticos seriam alcançados: O domínio da Alemanha Ocidental, a desintegração da OTAN e o isolamento dos EUA. O ataque seria marcado para o dia 4 de agosto de 1985. Esses eram os planos do Pacto de Varsóvia, mas até os melhores planos não resistem a realidade...
Correlação de forças na Europa:
O Pacto de Varsóvia tinha 16.400 tanques, contra 7.800 da OTAN. E 8.300 peças de artilharia, contra 3.000 da OTAN. No centro e norte da Europa o Pacto de Varsóvia possuía 4.700 aviões conta 2.000 da OTAN.
O principal e mais moderno tanque de batalha dos Aliados era o Abrams M1A1 americano.

Tanque Abrams M1A1 do 64º Blindado da 3ª Div dos EUA
A história do tanque Abrams começou dentro do mesmo programa modernização que resultou no Hummer e no transporte de tropas Bradley. O primeiro exemplar da série M1 ficou pronto, em 1978 produzido pela General Dynamics. Os americanos costumam dar os nomes de ex-generais aos seus tanques como: Sherman, Patton, Sheridan e entre outros, o de Creighton W. Abrams, ex-chefe do Estado Maior e comandante do 37o Batalhão Blindado. Ao todo o exército americano recebeu 3.273 unidades do M1 e 4.796 do M1A1.
O tanque Abrams
tinha a principio um canhão principal de 105 mm depois substituído por um
de 120 mm, e seu armamento secundário consiste de três
metralhadoras (12.7 mm antiaérea e 7.62 mm giratória na torre -
Um sofisticado sistema de controle permite a esse tanque disparar em movimento,
o que representa um avanço revolucionário em comparação aos tanques M60, que
tinham que interromper sua marcha para abrir fogo. Graças a um moderno
equipamento de visão térmica, os artilheiros podem enxergar de noite, através da
poeira ou da fumaça é usar a sua mira computadorizada para engajar o inimigo.
Em contraste com as
vantagens que possui para o combate, seu tamanho e seu peso constituem sua
principal desvantagem. O avião americano de maior envergadura, o C-5, só pode
transportar um tanque Abrams de cada vez. Além disso, o transporte marítimo
representa um deslocamento muito lento para estes equipamentos quando eles
precisam ser usados em situações de emergência.
Especificações:
Comprimento: 9,8 metros
Velocidade máxima: 68 km/h
Peso: 62 toneladas
Preço (2003): 4,3 milhões de dólares
Tripulação: 4 homens
- O piloto é quem dirige o tanque. Uma das tarefas é encontrar o caminho menos
acidentado.
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