|
|
|||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||
|
OPERAÇÃO EICHE (OAK) - ITÁLIA - 1943No dia 24 de julho de 1943, exatamente duas semanas após o desembarque Aliado na Sicília, o Grande Conselho Fascista Italiano se reunia pela primeira vez, desde dezembro de 1939. Tomando uma decisão sem precedentes, seus membros produziram um documento, pedindo a renúncia de Benito Mussolini. O ditador italiano, agora uma figura enormemente impopular, não teve outra alternativa se não concordar com o pedido do conselho, e o Marechal Pietro Badoglio foi indicado líder do governo em seu lugar.
Inicialmente, Badoglio estimulou o povo italiano a
continuar lutando, mas a pressão era tão grande, que logo viu-se obrigado a
assinar um armistício com os aliados, no dia 8 de setembro de 1943, vinte e
quatro horas após a tomada de Salerno pelas tropas aliadas. No mês seguinte, o
governo de Badoglio declarava guerra à Alemanha.
Na verdade os alemães não foram pegos de surpresa por esta decisão, e reagiram rapidamente, com a costumeira velocidade e vigor, enviando tropas, especialmente pára-quedistas, e equipamentos para ocupar o flanco sul da Europa que estava desprotegido. Para Adolf Hitler, entretanto, a deserção italiana apresentava um problema de natureza pessoal e imediata. O Führer determinou que o Duce, seu velho amigo e companheiro de muitas lutas, fosse imediatamente resgatado das garras do novo regime italiano. Mussolini fora colocado sob custódia protetora e era constantemente transferido de um lugar secreto para outro. Monitorar seu paradeiro e planejar um resgate efetivo não seria tarefa fácil. Hitler então, reuniu-se com seis experientes oficiais no seu Quartel General, na Toca do Lobo no interior da floresta de Prússia Oriental, para escolher o homem mais adequado para a missão.
O
oficial escolhido foi um conterrâneo austríaco seu. Tendo mais de 1,80m, de
complexão atlética e com cicatrizes de combates de esgrima na face, o SS-Haupturmfüher (Capitão) Otto Skorzeny, foi o escolhido. Ele havia servido na
1ª Divisão Panzer SS na Rússia, e agora estava em Friedenthal, próximo a Berlim,
onde comandava uma unidade de voluntários SS, semelhante aos Commandos
britânicos, que estava sendo treinada para operações especiais atrás das linhas
inimigas. Após a reunião Skorzeny se reuniu por muito tempo com Dollman,
representante das SS, Kappler, chefe da polícia alemã, e vários oficiais da Gestapo.
O grosso da força operacional do XI Fliegerkorps havia sido retirado do front
russo no final da primavera de 1943, sendo reposicionado no sul da França, onde
estariam bem colocaados como reserva móvel, pronta para responder a um futuro
movimento aliado no Mediterrâneo. Com suas forças derrotadas no Norte da África,
os alemães esperavam que os aliados invadissem a Sardenha ou a Sicília, como de
fato aconteceu. Ao mesmo tempo em que os He-111 rebocavam os Go-242,
transportando homens e equipamentos da 1ª Divisão Aeroterrestre da Luftwaffe
para a Sicília, a aeronave do General Kurt Student, levando Skorzeny, decolava do QG de Hitler na
Prússia Oriental em direção a Roma, onde o Duce havia desaparecido há 72 horas. Skorzeny,
chegou a Roma disfarçado de
assistente do general Student, para não chamar atenção. Logo ele e seus homens
começaram a buscar informações sobre o paradeiro de Mussolini, e apesar de
inúmeras informações falsas, alguns detalhes começaram a
Os alemães descobriram que o Duce fora inicialmente mantido sob a custódia dos Carabinieri em Roma, antes de ser levado para a Ilha de Ponza. Daí, foi transportado de navio para a base naval de La Spezia. Com essas informações, Skorzeny recebeu ordens de Hitler para abordar o navio que transportava o Duce e resgatar o ditador italiano. A operação já estava sendo preparada, quando novas informações chegaram dizendo que Mussolini fora transferido para uma pequena vila na Sardenha, a Villa Kern, perto do porto fortificado de La Maddalena, numa pequena ilha a menos de cinco quilômetros ao nordeste da Sardenha. O local onde estava o Duce era protegido por uma forte guarnição, apoiada por baterias AAe. Numa tentativa de confirmar esta informação, Skorzeny organizou um reconhecimento aéreo na região, mas a aeronave foi interceptada e abatida por caças ingleses. Todos a bordo do He 111 sobreviveram a aterrissagem no mar, porém Skorzeny teve três costelas quebradas. O almirante Wilhelm Canaris, Chefe do Serviço Militar de Inteligência alemão (Abwehr), afirmava categoricamente que Mussolini estava na ilha da Elba e não em La Maddalena. Diante desta informação que Skorzeny achava pura tática de cortina fumaça, pois ele não confiava em Canaris, o oficial das SS conseguiu por intermédio de Student, uma audiência de urgência com Hitler para confirmar que Mussolini estava mesmo em La Maddalena. Da reunião participou um pequeno grupo de generais importantes e Skorzeny teve sucesso em convencer Hitler da sua versão. Desta forma Skorzeny recebeu então autorização para preparar um ousado ataque ao porto utilizando uma flotilha de R-Boote, velozes lanchas a diesel, e vários caça-minas que transportariam os seus homens. Com o apoio de fogo dos R-Boote, que já estariam ancorados na ilha, os SS Commandos de Skorzeny desembarcariam dos caça-minas e envolveriam a guarnição italiana. Um grupo especial comandado por Skorzeny iria diretamente para a Villa Kern e resgataria Mussolini. Aprovado o plano, Skorzeny foi advertido por Hitler que se alguma coisa desse errado toda responsabilidade cairia sob as suas costas, pois alemães atacando violentamente uma guarnição italiana, diante do contexto em que vivia a Itália, não seria nada aceitável. Se o plano fracassasse Skorzeny seria acusado de insubordinação e de ter enganado os comandantes dos barcos alemães para seguí-lo. Porém no dia 26 de agosto, um mês após o início das buscas por Mussolini, a apenas 24 horas antes do início da operação, o Duce foi transferido secretamente para local não identificado, sendo transportado em um hidroavião ambulância pintado de branco. Skorzeny, que já estava na ilha, descobriu a retirada do Duce, quando, usado o italiano perfeito do Tenente Warger, soube isso de um guarda numa lavanderia. Tudo voltou à estaca zero e Skorzeny retornou a Roma. Alguns dias depois, quando Student visitava uma base da Luftwaffe às margens do Lago Bracciano, a 50 km ao norte de Roma, o general, ao conversar informalmente com o comandante da unidade, recebeu informações de que a mesma recebera uma visita interessante, quando durante um alarme aéreo, um pequeno hidroavião branco pousara no lago, e uma pessoa muito parecida com Mussolini saiu da aeronave e fora levada por uma ambulância. Student logo percebeu que o alarme de ataque aéreo fora uma dissimulação dos italianos para levar Mussolini a algum lugar secreto. Mas qual era esse lugar? Alguns dias depois os homens de Kappler, interceptaram uma mensagem de rádio do Ministério do Interior italiano que dizia: "Todas as medidas de segurança em torno de Gran Sasso completadas!" Não parecia grande coisa, mas a mensagem tinham sido enviada pelo General Carabiniere Giuseppe Cueli, que era responsável pela segurança de Mussolini. Este informação foi repassada imediatamente para Skorzeny e Student. O Hotel no topo da Montanha
Situado a 160 km ao nordeste de Roma, Gran Sasso d’Italia ficava na área dos Montes Abruzzi, que formavam a parte mais alta dos Apeninos Central. Era nesta região, num platô a 1.800 metros, que ficava localizado o Hotel Campo Imperatore muito utilizado pelos praticantes de esportes de inverno, cujo único acesso era um trem que partia do vale abaixo. Skorzeny tentou obter mais informações sobre o hotel, mas como ele havia sido construído pouco antes do início da guerra, não havia informações disponíveis, o hotel nem aparecia nos mapas militares.
A única informação que encontraram foi numa agência de viagens de
Roma, numa brochura velha.
Utilizando um ardil particular, Student tentou confirmar a presença do Duce
nesta prisão sem barras. Ele ordenou que um oficial médico visitasse o hotel,
sob o pretexto de utilizá-lo como local de convalescença de alguns soldados
pára-quedistas com malária. O Tenente Krutoff, médico enviado, nem conseguiu
entrar no trem e chegar até o hotel, sendo convidado a dar o fora do local, por
um truculento oficial Carabiniere.
No dia 8 de setembro – dia em que os italianos se renderam aos aliados – Skorzeny, numa nova tentativa de descobrir a realidade dos fatos, realizou mais um vôo de observação por sobre Gran Sasso, mas desta vez as câmeras fotográficas automáticas não funcionaram, e eles foram obrigados a utilizar um equipamento menos sofisticado para obter algumas fotos da área. Quando reveladas, as fotografias, embora não muito boas, revelaram a existência de uma área triangular, por trás do hotel. Um assalto por terra alertaria os italianos, que matariam Mussolini imediatamente, e um assalto pelas encostas íngremes, realizado por tropas de montanha, custaria muitas vidas e não garantiria nenhum sucesso. Restava um assalto com pára-quedistas ou planadores. Porém os peritos da Luftwaffe, acreditavam que de uma força de 100 pára-quedistas lançados na faixa de pouso atrás do hotel só uns 20, devido o ar rarefeito, conseguiriam chegar lá, e esta pequena força não seria suficiente para enfrentar os cerca de 200 homens da forte unidade de Carabinieri, que os alemães calculavam que guardavam o Duce. Para os oficiais da Luftwaffe uma força lançada de planadores também não teria nenhum sucesso. Mesmo diante de tanto pessimismo Skorzeny decidiu prossegui com o ataque e optou pelos planadores, pois esta opção possibilitaria uma maior concentração de tropas no local do assalto, o que poderia resultar em vitória, mediante a surpresa. Skorzeny e seu fiel companheiro Capitão Radl, que acompanharia o austríaco por toda a guerra, iniciaram o planejamento da operação, que ficou conhecida como Operação Eiche (Oak). No planejamento eles fizeram cuidadosos cálculos das distâncias a serem percorridas e a quantidade de homens e os tipos de armas que seriam usadas no assalto. Entre as armas usadas estava o fuzil-metralhador FG-42 de 7,92mm, especialmente projetado para as tropas pára-quedistas alemãs. A força de ataque seria composta pelos homens das Waffen-SS de Skorzeny e por pára-quedistas da 1ª Companhia, 1º Batalhão (Fallschirm Lehr Battalion - Batalhão de Treinamento) do 7º Regimento, integrante da 1ª Divisão de Pára-quedistas alemã, que já se encontravam na Itália. Esta Companhia seria comandada pelo Oberleutnant Georg von Berlepsch. Os homens da SS e Skorzeny e os pára-quedistas de Berlepsch, aterrisariam de planador e realizariam o assalto propriamente dito. Duas outras companhias do 1º Batalhão, sob o comando do Major Otto-Harald Mors, iriam por terra, e capturariam a extremidade inferior do Funicular e a estrada para aeródromo de Aquila de Abruzzi. A principio o planador Go-242 da I/LLG 2 seria utilizado no assalto, mas ele era muito grande para pousar na área disponível, e por isso Student ordenou o envio de planadores DFS 230 da III./LLG 1, que estavam no sul da França. Cada um desses planadores podia carregar o piloto e nove pára-quedistas completamente equipados e, como se dispunha de apenas 12 planadores, a força seria de no máximo 108 homens, cerca de dois terços do número de defensores italianos.
Skorzeny acreditava na surpresa e no maior poder de fogo da tropa alemã. Foi acordado que Otto Skorzeny e seus homens ficariam encarregados de procurar o Duce, enquanto que von Berlepsch e sua tropa ficariam encarregados de combater os defensores. Os soldados das SS iriam nos planadores de Nº 3 e Nº 4.
Em resumo o plano era o
seguinte: Dois planadores aterrissariam na frente do hotel para assegurar o
local de aterrissagem; esses seriam seguidos por outros quatro planadores (Skorzeny
iria no terceiro), que transportavam a força que tomaria o hotel; os planadores
restantes aterrissariam no fundo da montanha, e os seus ocupantes se moveriam
rapidamente por terra e tomariam a estrada de ferro para impedir que reforços
chegassem até o hotel.
Os primeiros Hs 126 chegaram às 11:00 horas, e enquanto Student orientava os pilotos quanto a natureza da missão, as aeronaves eram reabastecidas. Então, às 12:30h, as sirenes antiaéreas começaram a tocar, anunciando um ataque de bombardeiros americanos (B-25), mas nenhuma aeronave envolvida no assalto foi destruída. Finalmente às 13:05, as aeronaves decolaram. Sentado atrás do assento do piloto, no Hs 126 número 1, ia o Hauptmann Gerhard Langguth, oficial de inteligência de Student, que quatro dias antes, estivera com Skorzeny a bordo de um He 111, realizando mais uma missão de observação sobre Gran Sasso. No planador de Skorzeny, o Nº 3, também ia Soleti, sentado entre as suas penas. Sabendo que as ordens de Student eram para que os planadores fossem soltos a cerca de 8 km do alvo, numa altura de 3.200 metros, Langguth avaliou que os Hs 126 não conseguiriam atingir a altura adequada, nesta uma hora de vôo, por estarem rebocando uma carga pesada, e por isso ordenou que a formação fizesse uma volta e voasse em direção contrária, de modo a ganhar tempo e altura. Houve uma certa confusão na manobra, visto permanecerem com silêncio rádio, sendo que por causa das nuvens, alguns aviões realizaram a volta e outros não. Quando conseguiu recobrar a visão, o piloto do rebocar do planador de Skorzeny, o Oberleutnant Heidenreich, disse que os planadores Nº 1 e Nº 2 tinham sumido de sua frente (provavelmente não fizeram a curva) e perguntou: "Quem lidera agora?" Sem se abalar Skorzeny disse: "Eu lidero!" Na verdade a força de planadores tinham agora apenas 9 deles, pois dois se acidentaram na decolagem, por causa das crateras abertas pelos bombardeiros americanos. Os planadores são soltos
Entretanto, uma surpresa esperava os planadores e seus ocupantes. A Zona de Pouso, embora estivesse limpa de obstáculos, não era plana como se esperava, muito pelo contrário, era uma ladeira razoavelmente inclinada e coberta de pedras – deveria fazer parte da pista de ski, descrita nas brochuras turísticas. Skorzeny, que antes do pouso, fez uso de sua faca de combate para abrir a lateral de tecido dos planadores, de modo a ter ventilação e uma melhor visão da operação, ao observar o terreno, avisou a seus ocupantes que seria um pouso complicado e ordenou o piloto, a pousar o mais próximo possível do hotel.
O oficial que pilotava o planador era o
Tenente Elimar Meyer. O planador não conseguia perder altura, mesmo com seus
freios aerodinâmicos abertos, mas não havia indício de movimentação das tropas
de defesa. Tudo permaneceu quieto e calmo até que o planador cruzou o hotel a
menos de 150 metros de altura, quando então alguns homens aparecerem, mas não
mostraram sinal de hostilidade. Compreendendo que estavam cercados e que não havia necessidade de mortes os italianos se renderam. Momentos depois, Skorzeny face a face com Mussolini falou: "Duce, o Füher enviou-me. Você está livre!" Tinham-se passados apenas cinco minutos desde que os planadores tinham pousado. Entendendo que qualquer resistência era inútil o comandante da guarnição italiana também se rendeu.
Retorno ao Reich
A primeira seria o lançamento de pára-quedistas sobre o aeródromo de Aquila de Abruzzi, onde eles controlariam a pista de pouso até que um He 111 pudesse pousar e levar Mussolini, mas como as comunicações eram muito ruins, esta hipótese foi logo descartada. Apesar dos problemas de comunicação, os pára-quedistas alemães foram enviados para capturar o aeródromo. A segunda seria a retirada de Mussolini por meio de uma aeronave leve, que voaria até o sopé do Gran Sasso, onde ficaria sob a guarda do Major Mors, mas o trem de pouso da aeronave se partiu quando ela pousou e não conseguia mais decolar. A única alternativa agora, seria preparar uma pista perto do hotel, limpando as pedras, solicitar um Storch e voar com Mussolini até Pratica di Mari. Com ajuda dos Carabinieri, as pedras maiores foram removidas de parte do platô, formando uma pista rudimentar e sob o controle do Hauptmann Heinrich Gerlach, piloto pessoal de Student, o Storch chegou. As ordens de Heinrich eram para que o Duce fosse levado até o Quartel General em Roma. Skorzeny não quis deixar seu prêmio, viajar sozinho, e exigiu ir junto, embora o Storch só tivesse um lugar, além do piloto. Apesar das objeções de Heinrich, Skorzeny entrou na aeronave, sentando-se por trás de Mussolini. A decolagem foi dramática, 12 pára-quedistas seguravam a aeronave, que levantava muita poeira, enquanto o piloto acelerava o máximo. Com o sinal do piloto os homens largaram a aeronave e o Storch iniciou a sua corrida pela pista improvisada, saltado e não conseguindo decolar, até que num último salto ela se fez ao ar, para alívio de todos.
Após pousarem em Pratica di Mari, Skorzeny e Mussolini foram transferidos para
um He 111, que voou até Viena. O Duce foi então, imediatamente transferido para
Berlim. Naquela mesma tarde, o comandante das tropas de Viena, realizou uma
cerimônia no Hotel Imperial, onde em nome do Führer, promoveu Skorzeny a
Cavaleiro da Cruz de Ferro. A propaganda nazista utilizou muito
essa
Como o novo governo italiano fez as pazes em
separado com os aliados, os alemães reagiram contra a Itália no seu estilo
tipicamente bárbaro: os muitos milhares de soldados italianos que se renderam
aos alemães foram enviados como escravos para trabalhar na Alemanha. A parte da
Itália que ficou sob domínio alemão sofreu todas as violências de uma ocupação
nazista. Mussolini recebeu de presente uma
pequena região no norte da Itália, aonde criou a infame "República
de Saló". Este simulacro de governo não sobreviveu à derrota alemã. Em abril de 1945 a resistência alemã no norte
da Itália sofreu um colapso e Mussolini tentou
fugir para a Suíça com sua amante, Claretta Petacci. Guerrilheiros italianos
prenderam o casal, e assassinaram os dois em 28 de abril, dois dias antes de
Hitler suicidar-se. Os corpos de Mussolini e
Claretta foram pendurados de cabeça para baixo para exposição pública na grande
cidade italiana de Milão.
O Fieseler Fi-156 Storch (Cegonha)
Nascido nos obscuros dias da década de 1930, o "Storch" teve um papel ímpar na Segunda Grande Guerra, figurando desde dos vôos arriscados de Erwin Rommel no deserto norte africano até o resgate do líder italiano Benedito Mussolini em Gran Sasso. Foi o primeiro bem sucedido avião STOL (pouso e decolagens curtos) do mundo, o Fi-156 utilizava meros 300 m de pista, graças a diversas superfícies de hiper-sustentação nas asas. Possuindo ainda um trem de pouso robusto, para terreno difícil. Cerca de 3.000 foram produzidos pela Gerhard Fieseler Werke em todos os modelos durante a guerra, com a produção continuando na Tchecoslováquia e França, no pós-guerra. Tornou-se famoso no resgate de Mussolini, quando pousou e decolou em condições quase impossíveis. Envergadura: 14,25
m
O planador de assalto alemão DFS-230 foi o primeiro planador a ser usado em assaltos de grande escala durante a segunda guerra mundial. Esses planadores foram usados com grande eficiência durante a tomada pelos alemães do forte Belga de Eban Emael em 1940. Eles pousaram no telhado do forte permitindo que as tropas alemãs rapidamente dominassem o inimigo. Ele também foi usado em grande número na Rússia, no Mediterrâneo, em Creta, e na África do Norte, inclusive no resgate de Mussolini. Seguidamente quando um esquadrão se movia de um lugar a outro, era o DFS-230 que era usado para transportar peças e mecânicos. Ele era esbelto e muito semelhante a seus antecessores esportivos. Era um planador leve com estrutura tubular e tela e tinha uma razão de planeio excelente. Modelos posteriores incorporaram um pára-quedas de frenagem e alguns modelos tinham retrofoguetes que auxiliavam a decolagem. O trem de pouso era alijado após o planador deixar o solo, permanecendo apenas o patim. Normalmente a tripulação consistia de um piloto e nove passageiros. Os passageiros sentavam em linha ao longo da fuselagem. Os últimos quatro homens ficavam sentados de costas. A única porta ficava na traseira, mas existiam painéis laterais nos dois lados da fuselagem que podiam ser facilmente removidos para uma saída rápida. Os últimos modelos tinham uma metralhadora montada no alto, acionada pelo primeiro passageiro. Leve o suficiente para ser rebocado por um monomotor Ju-87, também era rebocado por aviões tipo Ju-52, Bf-110 e o He-111. Mais de 2000 DFS-230 foram construídos. Seu peso descarregado era: 860 Kg, máximo peso de decolagem 2100 Kg sua velocidade de cruzeiro era: 180Km/h e a velocidade máxima 290 Km/h.
OUTRA OPERAÇÃO DE OTTO SKORZERNY
Carlos Zorad, contribuiu significativamente para a confecção desta página. O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós. |
|||||||||||||||||
|
Desde Julho/2002- © Tropas de Elite
Fortaleza - Ceará - Brasil
Site criado e mantido por Carlos David |
|||||||||||||||||