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Perfil da Unidade
SHAYETET 13 MERGULHADORES DE COMBATE
A nação de
Israel, desde a sua fundação em 1948, luta por sua existência, pois estar
rodeada por nações e grupos hostis. Por isso Israel investe pesado em suas forças
armadas, pois só através delas pode impedir ataques fulminantes a seu território.
Dentro de sua estrutura de defesa existem é claro suas forças especiais. Elas
são famosas por seus grandes feitos e dentro delas existem uma unidade de
mergulhadores de combate muito secreta conhecida como Shayetet 13 (S'13). O Shayetet 13
(S'13) é a unidade de elite do Comando Naval israelense. Como uma unidade marítima,
o S'13 tem uma vantagem primária em cima das outras unidades especiais do Exército
israelense, devido a sua capacidade inerente de alcançar seus objetivos na
costa ou próxima dela, de forma furtiva vindo do mar. Os seus operadores podem
ser infiltrados e exfiltrados facilmente por mar, sem necessidade de se
aventurar para o interior. 1939-1948 Os anos
de resistência, anterior a criação do Estado de Israel. Israel Nota: um
das unidades mencionado nesta seção de história é Unidade 707 que era o EM
unidade de Mergulhadores Defensiva. Esta unidade só existiu durante uma década
(1965-1975) e outro de seu nome é conectado de nenhuma maneira ao IDF Contador
Escola de Guerra de Terror que foi fundado em 1985, e seu número de IDF oficial
também é Unidade 707. Em 1939 quando a
Segunda Guerra Mundial eclodiu, o número de refugiados judeus chegando da
Europa para o Israel aumentou sensivelmente. Os britânicos, que já tinham
bastante dificuldade com os judeus já residentes na Palestina, não queriam
mais problemas com eles, assim os britânicos normalmente deixavam os navios dos
refugiados ficar ancorados na costa uma noite, para no próximo dia deportá-los
para outro país próximo, como Chipre. Para lutar pela deportação dos judeus,
o Hagana começou a usar a sabotagem marítima numa tentativa desesperada de
encalhar ou incapacitar os navios de dos refugiados à noite, impedindo assim
que os britânicos enviassem a embarcação para outro país, não restando
outra opção a não ser manter os judeus na Palestina. Até 1941, a
demolição marítima foi realizada pela Unidade de Missões Especiais do Hagana
(PUM-Special Mission Unit). Em 1941 o Hagana formou o PALMACH, que eram as
unidades suas unidades de forças especiais, e o PUM foi integrado a ele. O
PALMACH também tinha uma unidade marítima especializada, que tinha a
responsabilidade de dar proteção aos navios de refugiados da Europa para a
Palestina, se ocupando bastante então de missões de sabotagem subaquática. No período entre
1939-1945, o Hagana estava dividido com a pergunta sobre que tipo de postura
devia ser adotada em relação a presença britânica na Palestina. Por um lado,
o REINO UNIDO lutava contra os nazistas alemães, que procuravam destruir os
judeus em todo o mundo. Por outro lado, o Hagana queria permitir que todos os
judeus escapassem da Europa para achar um santuário na Palestina e criar o
Estado de Israel. Assim, até as 1945 quando a Segunda Guerra terminou, o Hagana
se enfocou principalmente em atacar objetivos árabes e afundar transportes de
refugiados, com pequenas ações de terror contra puros objetivos do exército
britânicos. Em 1945, porém,
o debate interno no Hagana terminou devido a um incidente trágico - um navio de
refugiados judeus vindos da Alemanha para a Palestina não recebeu permissão
para entrar num porto de Israel e foi forçado a se retirar sob a mira de armas,
obrigando os seus ocupantes a sofrerem fome e morte. Isto foi a gota d´água
para o Hagana. Considerando que a Segunda Guerra já tinha acabado neste tempo,
o Hagana decidiu ir a luta e em 1945 criaram-se as Companhias do Mar (PALYAM)
com a meta principal de atacar navios civis e militares britânicos. No fim de 1945 o
PALYAM formou a Esquadra de Demolição Marítima ("Haoulia")
e começou a atacar barcos de guarda britânicos que estavam patrulhando os
portos e com o objetivo de impedir que navios de refugiados atracassem na
Palestina. Entre 1945-1948 o Haoulia conseguiu executar várias operações de
demolição subaquática com sucesso e pôde afundar alguns navios britânicos,
embora os membros do Haoulia não tivessem nenhuma aparelhagem de mergulho e
simplesmente nadassem para os seus objetivos.
Em 1947 a ONU propõe o estabelecimento dos estados Árabes e Judeu na
Palestina. Em 1948 tem o fim do Mandato Britânico (14 de maio) e a Proclamação
do Estado de Israel (no mesmo dia). Israel agora como um país oficial, já não
havia a necessidade de movimentos subterrâneos, e foram fundidos todos os
movimentos de resistência israelitas inclusive o Hagana para formar as Forças
de Defesa de Israel (IDF). O Haoulia foi colocado debaixo de um novo comando nas
IDF. Em 1949, o
Haoulia foi renomeado para Shayetet 13 (S'13), também chamada de Kommando Yami. Em 1950, o S'13 adquiriram sua
Base permanente (a mesma até hoje) - a Base Naval de Atlit. Desde então começou
a haver um debate sobre a necessidade da existência de tal unidade, pois a
mesma era relativamente pequena e pouco equipada. Todavia, a unidade começou um
intenso programa de treinamento com unidades especiais de mergulhadores de
combate estrangeiras, principalmente o Comando francês Hubert e o Serviço
Especial de Barco britânico (SBS). Em 1960, a unidade foi publicamente conhecida
como
Em 1965, o
Estado-Maior israelense criou uma segunda unidade de mergulhadores de combate
(Unidade 707). Esta unidade estava era composta de recrutas que tinham
abandonado o treinamento do S'13 e eram designados para fazer missões
defensivas como checar embarcações que chegavam, defesa anti-minas e proteger
portos de mergulhadores inimigos. Ao mesmo as operações do S'13 eram um fiasco
trás do outro. A unidade falhou na execução até das missões mais simples.
Apesar de ter o treinamento mais duro fisicamente, a unidade não tinha o
treinamento mais efetivo. Os mergulhadores se formavam com fibra, mas suas
habilidades de combate eram falhas. Porém o problema principal do S'13 era a
disciplina. Os mergulhadores tinham um comportamento displicente, e muitos ainda
agiam como nos tempos do PALMACH. Em 1967,
aconteceu a Guerra dos Seis Dias. O Estado-Maior israelense estava confiante na
habilidade de S'13, de realizar operações subaquáticas. Porém estavam
enganados. Enquanto o resto das IDF fizeram uma blitzkrieg clássica e perfeito
(ataques precisos e em alta velocidade), o desempenho do S'13 ficou a margem de
seus irmãos de armas. Em 6 de maio de
1967 durante uma operação secreta seis operadores foram capturados. Outros
operadores do S'13 foram feitos prisioneiros em janeiro de 1968. Os fracassos do
S'13 eram especialmente severos porque a unidade tinha anos de treinamento e
preparação, sem mencionar que o S'13 tinha treinado com unidades estrangeiras
com larga experiência em combate. Mas os operadores do S'13 em uma arrogância
israelense típica, decidiu que eles aprenderiam tudo sozinhos. Como resultado -
a unidade sofreu aproximadamente 70 baixas, a maioria dos casos em acidentes de
treinamento ridículos que poderiam muito bem terem sido evitados, se fossem
seguidas regras básicas de segurança. A situação era tão ruim que outras unidades especiais diziam que S'13 fazia um trabalho melhor em matar seu próprio pessoal, que o próprio inimigo, e não estavam longe da verdade. A única coisa que impediu que o S'13 se tornasse uma unanimidade no quesito inoperância era o fato de que a unidade era um alto segredo militar israelense. Assalto Ilha Verde - 1969 - Operação Bulmus 6 No dia 19 de julho de 1969, durante a Guerra de Atrito, e Egito enviou uma unidade de commandos através do Canal de Suez para atacar a posição defensiva israelense em Mezach. Sete israelenses foram mortos, cinco ficaram feridos e outros foram feitos prisioneiros e levados para o Egito. A maioria desses soldados eram reservistas, e o ataque gerou um grande desconforto e o moral baixo em Israel e as autoridades israelenses planejaram uma resposta afiada. As Forças de Defesa de Israel deram ao Shayeret 13, commandos navais, a responsabilidade da retaliação. O alvo seria a Ilha Verde, ou chamada também de Al Jazeera Al Khadraa, que era uma fortificação de pedra e concreto, que os egípcios consideravam um símbolo do poder militar da nação. Sua guarnição era de setenta soldados de infantaria e doze commandos egípcios da As-Sa'iqa. A Ilha Verde ficava na extremidade sul do Canal de Suez. A fortificação foi construída pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial para proteger o Canal de ataque pelo ar e mar. Era grande e imponente e media mais de 450 pés de comprimento e 240 pés de largura, construído em cima de corais e feito de concreto reforçado. A posição fortificada já tinham chamado a atenção dos israelenses antes, pois a quatro meses atrás uma equipe especial de reconhecimento, formada por quatro homens, realizou um reconhecimento da Ilha Verde.
O comandante da operação Bulmus, Shmuel Almog, da Shayeret 13, calculou que seriam necessários 40 homens para o assalto. Mas como a sua unidade só poderia oferecer 30, devido aos altos padrões de treinamento exigidos por Almog, a Sayeret Matkal forneceu o restante. Os homens da Sayeret Matkal seriam comandados por Menachem Digli. Os comandos só tinham uma semana para planejar e executar o assalto. A única forma segura de se aproximar da posição inimiga era subaquática, qualquer outra implicaria sérios riscos a força de ataque. A opção de destruir a posição inimiga com um ataque aéreo fora descartada pois se vivia um contexto de guerra de atrito e não de guerra aberta, e Israel não queria elevar o nível das hostilidades. Um ataque com artilharia também seria possível, pois a fortificação estava ao alcance das baterias israelense, mas não se queria apenas destruir a Ilha Verde, Israel queria provar que seus commandos também eram perigosos e podiam destruir posições inimigas mais fortificadas que a as da Linha Bar Lev e desmoralizar o inimigo. Os objetivos prioritários do assalto seriam a destruição dos canhões antiaéreos de 85mm (a guarnição também tinha canhões antiaéreos de 37mm), depois o edifício principal, o local onde funcionavam um radar e a ELINT. Existiria duas ondas de assalto. A primeira onda com o pessoal da Shayeret 13 (20-30 commandos navais), iriam em botes Zodiac até um certo ponto e depois os commandos iriam submersos até a posição inimiga. A primeira onda consistia de quatro equipes de dois oficiais e três commandos cada um e partiria da vizinhança de Ras_Sudar no banco leste do golfo de Suez às 20:30. Cada homem carregaria 40kg de equipamentos e armas. A segunda onda seria composta pelos homens da Sayeret Matkal, que não tinham treinamento em operações subaquáticas, equipe médica, equipe de extração e pessoal de comando e controle. A segunda onda só seria acionada quando a munição da primeira onda começasse a acabar. A primeira onde teria que fixar a sua posição na p raia e abrir caminho através das defesas inimigas com 3 camadas de arame farpado. A segunda onda seguiria pelo caminho aberto entre o arame farpado. Chegando a praia os commandos navais tinham que dedicar algum tempo para preparar as suas armas, munições, granadas e outros equipamentos que foram condicionados para a travessia subaquática. A maioria dos commandos navais usavam os AK-47, melhores do que a conhecidas Uzis, para ações debaixo d´água. O recolhimento da inteligência foi bem preciso e constatou que os egípcios estavam bem alertas e com moral alto. As sentinelas estavam armadas com AK-47 e carregavam lanternas que vasculhavam a água em busca de mergulhadores. O treinamento foi intenso. Na noite anterior ao assalto, a força tarefa combinada treinou duro e revisou todos os passos da operação. Cada posição no mapa foi memorizada, o tempo cronometrado, e todas as armas foram mais uma vez checadas. Os commandos da Shayeret 13 deixaram a sua base localizada no banco leste do Canal de Suez às 19:45 de 19 de julho de 1968. Cada commando além de sua arma pessoal, levava munição de reserva, kit de primeiros-socorros, cantil, uma lanterna elétrica e equipamento de mergulho. As 20:30 a força alternativa do Sayeret Matkal juntou-se a força principal, em 12 botes Zodiacs. Por volta das 22:30 os israelenses estavam a uma milha da posição fortificada do inimigo.
A ilha Verde Quando era 1:30 da madrugada os commandos navais não tinham alcançado ainda seu alvo. Eles nadavam, e não mergulhavam, com dificuldades devido a forte correnteza, mas mantiveram o elemento de surpresa. A 15 metros da fortificação o líder dos commandos da Shayeret 13 observou dois sentinelas armados. Ele ordenou que seu pessoal mergulha-se e removessem o seu equipamentos de mergulho. Oito minutos mais tarde, com seu equipamento protegido, vinte figuras emergiram da água e apontaram seus AK-47 e Uzis contra as sentinelas. Quando alguns dos commandos navais da primeira equipe começaram a cortar através do arame farpado, para permitir que a segunda equipe avançasse para atacar a posição, uma sentinela egípcia começou a andar para eles. Um commando naval caiu, o que alertou um outro soldado egípcio, que arremessasse um granada contra o local. Três israelenses foram feridos e a batalha engolfou toda a fortificação. Como os egípcios saindo de seus alojamentos, os commandos israelenses começaram um combate aproximado, lançando granadas de fumaça nos ninhos de metralhadoras do inimigo para obstruir temporariamente sua visão. Muitas das armas e munição dos commandos estavam inoperantes, devido estarem muito tempo debaixo da água e porque a profundidade do mergulho foi maior do que o planejado. Até um rádio de um dos líderes estava fora de operação. O ataque dos commandos navais foi apoiada por um destacamento do Shayeret que estava na posição sul da fortificação e estava dotada de uma bazooka e de uma metralhadora leve, esse equipamento foi trazido por um Swimmer Delivery Vehicles (SDV). Esperava-se que os homens do Sayeret Matkal desembarcasse assim que começassem os combates, mas isso não aconteceu e o pessoal do Shayeret 13 avançou assim mesmo. Alguns deles escalaram paredes e de uma posição mais alta disparavam contra o inimigo e atiravam granadas. Muitos commandos israelenses foram feridos durante o seu avanço. Como não sabiam se a segunda onda ia chegar a tempo ou não, os commandos atacaram também os bunkers inimigos “reservados para o Sayeret.” Os egípcios defenderam suas posições com tenacidade, depois que a surpresa do ataque se fora. Vários israelenses foram mortos no assalto. Como os egípcios endureceram a resistência se recusavam a abandonar as suas posições todas os bunkers tiveram que ser silenciados. Apenas 17 minutos depois de iniciado os combates, 20 homens da Shayeret 13 tinham atacado toda a fortificação. Neste momento chegou então a força da unidade Sayeret Matkal. Aproximadamente a metade dos commandos navais já estava ferida - incluindo o primeiro tenente Ami Ayalon, que no futuro chegou a ser o chefe da comunidade de inteligência de Israel. Ela ganhou uma medalha por ato de bravura. As forças israelenses continuaram a atacar a fortificação inimiga. Controlaram a seção superior da Ilha Verde, mas para realizar a sua destruição precisavam limpara toda a resistência do pátio logo abaixo deles. Tiveram que realizar combate extremamente aproximado, pois toda a fortificação não era maior do que um campo de futebol. O sistema adotado era simples e eficaz. Os Commandos em linha encostados nas paredes lançavam então um granada de fragmentação no interior da posição inimiga. Os inimigos que não fossem mortos pela explosão da granada eram eliminados pelas armas automáticas dos commandos quando estes entrassem no recinto. Muitos dos commandos israelenses foram feridos por fogo amigo, alguns até mortos. Os barcos Zodiac estavam enchendo-se com os homens feridos. Os soldados na frente de batalha continuaram a tentar dominar a posição inimiga, até que um desenvolvimento inesperado ocorreu. Os comandantes egípcios, considerando que a Ilha Verde estava sob o ataque de commandos israelenses e que provavelmente estes já a tinham conquistado, ordenaram que dúzias de baterias egípcias de 130 mm, localizadas no Banco Ocidental do Canal de Suez, disparassem contra a fortificação. Quando as granadas da artilharia começaram a cair, primeiramente no mar, aumentando a sua precisão, os commandos israelenses entenderam que era hora de se retirar do local.
As 2:25 da manhã de 20 de julho, Shmuel Almog e Menachem Digli requisitaram a evacuação de suas forças. As unidades israelenses tinham ocupado 2/3 da fortificação. Eliminaram as forças egípcias restantes e as aquelas que tentavam escapar, e quando as unidades egípcias do banco ocidental se retiravam, três oficiais israelenses preparam uma carga explosiva causassem uma grande destruição a fortificação. As unidades da Shayeret 13 e Sayeret Matkal iniciaram a evacuação às 02:55. Havia seis mortos (três da Sayeret Matkal e três da Shayetet 13) e quatorze feridos. A retirada se mostrou difícil com os os egípcios atirando contra eles. Um barco Zodiac foi perdido, vítima de fogo inimigo. As 03:10 os commandos israelenses ainda cruzavam o canal quando as suas cargas explosivas foram detonadas na Ilha Verde. A artilharia egipcia atacou furiosamente os botes e as praias do outro lado do Canal onde eles podiam desembarcar. Um outro barco foi atingido, mas a sua equipe foi resgatada por helicóptero por volta das 05:00, após nada várias horas nas águas do Canal. A operação contra a Ilha Verde foi classificada como altamente secreta por cerca de 20 anos. Os comandos israelenses eliminaram 80 soldados egípcios, quase toda a guarnição inimiga. Esse assalto colocou todas as fortificações do Egito em alerta total e alta tensão, pois os egípcios acreditavam que qualquer alvo podia ser atacado pelos commandos israelenses, desde posições de radar até quarteis-generais no Cairo. As guarnições foram reforçadas, e os nervos ficaram a flor da pelo, com os sentinelas egípcios atirando em sombras, por muito tempo, temendo que a sua posição se tornasse a próxima Ilha Verde. Depois da invasão a Força Aérea de Israel explorou o furo na defesa aérea do Egito e realizou cerca de 300 combates aéreos contra aviões egípcios, além de vários bombardeios. O Commando naval conduziu outras 80 invasões ao longo do canal de Suez até o cessar fogo de 1970, terminou a Guerra de Atrito.
As forças israelenses realizaram na noite
de 9 para 10 de setembro de 1969 da
O saldo da operação foi 150 egípcios mortos, 1 1970-1980 1970 Em 1970,
o S'13 era uma unidade bem castigada, depois que três dos seus operadores foram
mortos e dez ficaram feridos num assalto a Ilha Verde em 1969. Desde então a
unidade inteira só possuía cerca de 20 operadores, e havia uma grande
necessidade de se reconstruir a unidade completamente. A grande ironia, foi que
esta situação era a melhor coisa que aconteceu ao S'13. Com os novos
membros, unidade começou a respirar "ar-fresco" e se
dedicou mais e mais a operações integradas mar-terra, treinando duro e
buscando melhores técnicas para isso.
Claro que as
coisas não continuaram as mil maravilhas. As outras unidades especiais do Exército
foram contra a possibilidade de que o S'13 se tornasse uma unidade que operasse
ofensivamente em terra. Elas queriam que o S'13 funcionasse apenas como "táxis"
que provessem o transporte do pessoal do Exército até o seu objetivo ou que
guardasse ás águas ou limpassem os obstáculos n´água. O Exército em outras
palavras queria que a guerra em terra ficasse somente sobre a sua
responsabilidade.
A oposição mais
forte para S'13 veio do Sayeret MATKAL. O comandante do MATKAL, Menachem Diglly,
tinha um rancor desde a ação do S'13 na Ilha Verde em 1969, pois tinha diferenças
com o comandante do S'13, Zehev Almog. O resto das unidades especiais das IDF
simplesmente não queriam outra unidade competindo com eles por recursos e atenção. Nos primeiros anos da década de 1970 o S'13 se transformou de uma unidade de demolição subaquática, para uma unidade de assaltos terrestres vindos do mar. A unidade foi usada para executar várias missões secretas e sentiu a falta de algumas habilidades de combate avançado, que unidades mais experientes como a PALSAR Golany e PALSAR T'zanhanim já possuíam. O S'13 por se considerar uma unidade de elite de alto padrão só queria executar missões altamente secretas. Como este tipo de missão era raro, o Sayeret MATKAL, S'13 e PALSAR T'zanhanim se achavam freqüentemente lutando um contra o outro para receber este tipo de missão.
Outro problema
era que a quantidade de operadores das unidades de elite eram bem pequeno (só
uns 25-30 cada) e então essas unidades eram forçadas freqüentemente a
cooperar entre si em operações de grande envergadura (como o ataque a Ilha
Verde). Até mesmo quando era tecnicamente possível executar a missão usando só
o pessoal da unidade especial, freqüentemente as IDF enviavam duas unidades
para fazer o trabalho por causa da luta entre os comandantes das unidades, que
queriam a missão para si. Mas as IDF aprenderam uma valiosa lição no ataque a
Ilha Verde: é melhor enviar só uma unidade a um objetivo. Duas unidades
especiais israelenses combinadas em uma só força de articulação grande,
simplesmente não trabalhavam unida. O treinamento diferente e estilos de
comando diferentes conduziam a uma luta desconexa, com vítimas desnecessárias.
Até mesmo quando havia uma operação designada como múltipla, as IDF podia até
enviar algumas unidades especiais diferentes, mas cada uma com um alvo
especifico.
Por exemplo, na
Operação Spring Of Youth (Primavera da Mocidade) em 1973, participaram quatro
unidades: Unidade 707, S'13, Sayeret MATKAL e PALSAR T'zanhanim. Cada unidade
atacou um objetivo diferente de forma independente e obtiveram sucesso. Estas lições
importantes infelizmente foram esquecidas na Operação Blue And Brown
(Azul e Marrom). Nesta operação três unidades foram envolvidas: Unidade 7142,
PALSAR Golany e S'13. As três unidades ataram os mesmos objetivos
simultaneamente e a operação falhou dramaticamente com o chefe do PALSAR
Golany, Amir Meital morto. Quando Ehoud Barak foi designado como chefe do
Sayeret MATKAL em 1972, parte da tensão entre Sayeret MATKAL e o S'13
desapareceram. Barak, um dos melhores profissionais das forças especiais
israelenses, sempre reconheceu o potencial do S'13 e o empurrou para missões em
comum com seu pessoal, que resultaram em missões como a Operação Spring Of
Youth . Além disto, o a unidade de elite da policia para operações
contra-terroristas, YAMAM foi criado em 1974 e o Sayeret MATKAL teve que se
preocupar com outro competidor de recursos e atenção. O S'13 não tinha apenas
problemas com outras unidades especiais experientes do Exército, mas tinha
problemas dentro da própria Marinha - a Unidade 707. Em 1969, depois
de ver os fiascos do S'13 Israel decidiu que a Unidade 707 pudesse ser algo mais
do que uma simples "unidade defensiva de mergulhadores". A Unidade 707
começou passando por um curso de demolição e começou a executar tanto missões
ofensivas como defensivas. Em 1970 a Unidade 707 passou a ter a sua própria insígnia.
A unidade começou a recrutar seu pessoal independentemente. Em 1971, todos os
operadores da 707 participaram de um curso de pára-quedismo e a unidade foi
declarada oficialmente como uma das "unidades de assalto". Com suas
novas qualificações, a Unidade 707 começou a executar missões que
originalmente pertenciam ao S'13, o que causou muita tensão e rivalidade entre
as duas unidades. Muitos altos
oficiais israelenses começaram a achar que a existência da 707 era muito
conveniente, pois a competição fez com que o S'13 se dedicasse mais em suas
missões. é bom lembrar que a Unidade 707 estava mais apta a executar qualquer
tipo de operações marítimas SAR no âmbito civil. Mas a competição no final
das contas foi destrutiva. Não foram transferidas lições operacionais e
experiências de uma unidade para outra, apesar das unidades estarem lutando do
mesmo, mas também lutavam por fatias de um orçamento limitado. Muitos operadores do S'13 ficaram ofendidos pessoalmente com a Unidade 707, pois muitos de seus homens eram ex-alunos não aprovados do S'13 e considerados supostamente "inferiores" pelos primeiros. Mas as operações da Unidade 707 estavam fazendo o mesmo tipo de operações do S'13 e as vezes até melhor. Também, é bom destacar que enquanto o S'13 teve uma dúzia de baixas fatais em treinamentos, o a Unidade 707 não teve uma só baixa fatal.
A unidade
Nessa época, devido ao fraco governo
libanês, a presença da OLP - Organização para a Libertação da Palestina, no sul
do Líbano era muito forte, bem como na região Oeste de Beirute, que na época era
a mais ocidental das cidades árabes, repleta de turistas, hotéis e restaurantes
de nível internacional. Também possuía cassinos, bancos e butiques francesas e
italianas. Não muito longe estavam também estações de esqui, muito apreciada por
árabes ricos em busca de liberdade.
Em fevereiro de 1973 a inteligência israelense localizou
em Beirute o paradeiro de três importantes terroristas da OLP. Imediatamente os
israelense começaram a trabalhar para montar uma operação que eliminasse esses
terroristas. Com as devidas informações os israelenses descobriram quem eram os
terroristas, onde eles vivam, e conseguiram inclusive a planta arquitetônica do
prédio de apartamentos onde os três moravam. Eles viviam no segunda e terceiro
andar do prédio.
O plano de eliminação desses três
terroristas e de parte da infra-estrutura terrorista no Líbano envolveria o uso
de agentes do Mossad, unidades da Marinha, especialmente o Shayeret
13, aeronaves da Força Aérea de Israel e commandos do Sayeret Matkal, que na
época eram comandados por Ehud Barak.
Os homens do Sayeret Matkal chegaria
a Beirute disfarçados de turistas, alguns deles iriam disfarçados de mulheres (Ehud
Barak estava ente esses), para desviar a atenção de um grupo só de homens. Desembarcariam de quatro botes infláveis
Zodiac. Seriam formadas três unidade para atacar cada um dos apartamentos, mais
uma unidade de cobertura para defender a força de assalto contra forças da OLP
e/ou da polícia libanesa. Ehud Barak comandaria a unidade de cobertura. Esta
unidade manteria contato com o QG operacional, situado nos navios israelenses
posicionados na costa libanesa e que transportariam os homens do Sayeret Matkal.
Do ponto de desembarca localizado
aproximadamente 10km do objetivo, os commandos seriam transportados por agentes
do Mossad em três carros. Os agentes conheciam bem a cidade. Os homens da Matkal
estariam armados com Uzis, cargas explosivas, pistolas e granadas, escondidas
debaixo da roupa de turista. Calculava-se que 20 minutos após os primeiros tiros
reforços da OLP e policiais libaneses chegariam ao local do assalto. Neste
momento os commandos israelenses já deveriam está em seus botes, indo em direção
aos barcos que os levariam para Israel.
Além dos três apartamentos, uma unidade da brigada de pára-quedistas
(commandos Sayeret Tzanhanim),
comandada por Amnon Shahak, recebeu a missão de atacar instalações da Frente
Popular para a Libertação da Palestina de George Habash. Outra unidade de pára-quedistas
em cooperação com o commandos navais do Shayetet
13 atacariam instalações da OLP na área de Tiro-Sidon. Os homens do Sayeret
Matkal treinaram em prédio de apartamentos no norte de Tal Aviv, bem parecidos
em sua construção com os que seriam atacados no Líbano.
Na segunda-feira, dia 9 de abril, os
commandos do Sayeret Matkal , saíram de Haifa a borde de barcos lança-mísseis
que os levaram para a costa de Beirute. Lá embarcaram em botes Zodiac e foram em
direção a terra firme. Quando chegaram a mais ou menos cem metros da terra,
desligaram os seus motores e remaram o resto do caminho. Lá carros dirigidos por
agentes do Mossad esperavam por eles. Evidentemente o Mossad já tinha os agentes plantados no Líbano
a algum
tempo. Quando entraram nos carros os commandos receberam um relatório em
que foram informados de que três policial libaneses
estavam patrulhando, inesperadamente, na frente a área dos apartamentos que eles
iam atacar. Ehud Barak tomou uma decisão rápida para continuar
com a operação apesar do obstáculo. Uma chamada para os seus superiores poderia ter conduzido
facilmente ao cancelamento da operação inteira.
Quando os israelenses chegaram ao
objetivo saíram dos carros e caminharam como um grupo de turistas onde havia
casais de namorados. Eles passaram por policiais que nada suspeitaram. Ao chegar
aos apartamentos não encontraram seguranças.
O grupo de Muki Betser entrou,
subindo as escadas. Ao chegar na porta de um dos apartamentos os seus homens
colocaram explosivos ali. Eles esperaram por um sinal das outras duas
unidades de que estas também tinham colocados os seus explosivos e estavam
prontas para agir. Com o sinal afirmativo as cargar foram acionadas. Quando
aconteceram as detonações Ehud Barak informou ao nau-capitania que a operação começou, enquanto
que as outras unidades das FDI recebiam sinal verde para iniciarem os seus
ataques também.
Os commandos entraram nos
apartamentos (a planta do local estava muito bem memorizada por eles) e
eliminaram os seus alvos. Todo material de interesse da inteligência israelense
foi capturado.
Enquanto isso começou um tiroteio
lá em baixo na rua. Um Land Rover da policia libanesa apareceu e foi alvo dos
disparos dos commandos israelenses. Atingindo por disparos das Uzis o veículo se
chocou contra um edifício. Mas um segundo veículo, um jipe cheio de reforços
apareceu, e também foi alvo dos israelenses e eliminado logo após. Os homens do
Sayeret Matkal podiam ouvir ao longe as explosões causados pelos pára-quedistas
de Amnon Shahak conta à sede de George Habash.
Os carros do Mossad vieram rápido,
e pararam em frente ao edifício dos palestinos. Os commandos entraram
apressadamente e foram em direção a costa. Só dois minutos tinham
se passado desde que eles atacaram os seus objetivos no edifícios. Ehud
Barak conferiu com os commandos das equipes do Sayeret Matkal. Ninguém tinha sido
morto, mas um commando tinha estava ferido. No momento eles não tinham nenhuma notícia
do que tinha acontecido com os pára-quedistas que atacaram o edifício
de George Habash.
No caminho até a praia os carros
se depararam com um blindado libanês que fazia uma patrulha na costa. Calmamente
cruzaram o local e foram em frente. Os commandos chegaram na praia 10 minutos
atrasados, a operação levou meia hora em vez dos 20 minutos planejados. Os
commandos entraram em seus botes e foram até os navios que os levaram para
Israel. Os agentes do Mossad voltaram para seu país por outros meios. Com a
eliminação de três importantes líderes terroristas e a destruição de fábricas e
depósitos de armas terroristas em Beirute, Tiro e Sidon, a Operação Primavera
Juvenil foi uma das mais bem sucedidas das Forças de Defesa de Israel e suas
forças especiais. As baixas israelenses foram
Alvos principais:
Al-Najjar de Muhammad Youssef
(Abu Youssef) - Um veterano da OLP, líder da Fatah no Líbano, cabeça da
organização de inteligência de Fatah, e oficial de operações do Setembro
Negro. Era o terceiro na linha da liderança da Fatah. Sua esposa, ao tentar
protegê-lo, foi morta também.
Kamal Adwan - Também um líder
veterano da Fatah. era o responsável pelas atividades terroristas em Israel e
o oficial de inteligência do Setembro Negro.
Kamal Nasser - Porta-voz da
OLP e membro do seu comitê executivo.
Alvos secundários:
A equipe de ataque
de 14 commandos de Amnon Shahak encontrou forte resistência em sua missão,
perdendo dois soldados. Apesar desta resistência, a força pode atacar o edifício.
Outros alvos foram atacados,
especialmente pelos commandos navais do Shayeret 13:
Um quartel-general da Fatah em
Gaza e uma
oficina de montaram de foguetes e minas perto do Aeroporto Internacional de
Beirute.
Uma outra oficina de foguetes
e minas na parte nordeste de Beirute.
Uma garagem de veículos da OLP
no norte de Sidon. Após a Guerra do Yom Kippur
em outubro de 1973 o Estado-Maior israelense decidiu que não era vantagem ter duas
unidades rivais que realizavam as mesmas missões. Em 1974 foi designado um só
comandante para as duas unidades e em 1975 todos os operadores da Unidade 707
passaram por um pequeno curso avançado e nesse mesmo ano todos os operadores da
Unidade 707 passaram a fazer parte do S'13. Após isso o S'13 passou por vários
ajustes e cursos de aperfeiçoamento. Porém a unidade continuou a se envolver
em disputas políticas e ter desempenho pobre em muitas operações.
1980 Em 1979 Amy
Ayalon foi designado como o novo comandante do S'13. Ayalon serviu em várias
funções no Estado-Maior israelense e estava ausente do S'13 durante três
anos, não se envolvendo com as lutas políticas internas políticas que estavam
destruindo a capacidade de combate desta unidade. Quando ele assumiu o comando
"limpou a casa" e fez uma grande mudança organizacional. Ayalon também
fez mudanças importantes no regime de treinamento da unidade, com duração de
20 meses (conhecido como Maslul): o Maslul foi dividido em três fases - fase
preparatória, fase de mergulho fase e fase avançada. Movendo o curso
mergulho para o meio do Maslul de preparação e a fase de seleção principal,
evitou-se que os candidatos abandonassem o curso na fase de mergulho, que era a
mais importante. Cm essas e outras mudanças o operador do S'13 terminava o seu
treinamento como um profissional treinado, com uma boa base para operações marítimas
e terrestres. Outra mudança importante era que, dali em diante, seriam
dedicados os primeiros seis meses do Maslul a combate de infantaria básico e
avançado que seria ministrado da mesma forma que no resto de todas as IDF.
Assim todas as forças especiais israelenses "falariam o mesmo idioma"
em operações de articulação de futuro. Ayalon até mesmo
forçou que todos os novos oficiais do S'13 completasse todo o curso de
infantaria para oficiais das IDF. Em 1980 as mudanças na unidade começaram a
dar resultado e o S'13 era uma força mais organizada, maior e mais forte. Além
de estar desejoso de mostrar serviço. O que não demorou muito, pois no inicio
da década de 1980 Israel se envolveu cada vez mais em operações
antiterroristas no Líbano. Com o passar do tempo o S'13 realizou várias operações,
todas como sucesso completo e sem nenhuma baixa, e chegou a ser reconhecida como
a segunda melhor unidade especial das IDF. Durante a invasão do Líbano em 1982 o
S'13 foi usado para direcionar o fogo das embarcações da Marinha de Israel
contra as praias libanesas.
Em sua caçada a terroristas que
ameaçavam Israel as Forças de Defesa de Israel e suas forças especiais foram até
a distante Tunis, capital da Tunísia, cerca de 1.500 milhas de Israel. No ano de 1988 os palestinos iniciaram um
novo tipo reação contra a presença israelense nos territórios ocupados. A
chamada Intifada. O líder, o mentor, por trás desta revolta que estava criando
muitos problemas para a imagem internacional de Israel era Khalil al-Wazir, mais
conhecido pelo nome de Abu Jihad. As autoridades israelenses planejaram eliminar
Abu Jihad várias vezes, mas após um seqüestro (arquitetado por ele) a um ônibus
em 7 de março, no sul de Israel em que três civis morreram, o primeiro-ministro
de Israel deu sinal verde para a eliminação deste terrorista internacional. Abu
Jihad estava por trás de preparação de equipes de assalto no Líbano e Egito, que
depois eram enviadas para os territórios ocupados.
No fim de março uma operação de
eliminação do terrorista estava pronta. Agentes do Mossad e membros das forças
especiais israelenses atacariam a casa de Abu Jihad em Tunis. Mas só no começo
de abril foi dada a autorização para se executar a operação. A Marinha de Israel
levaria a força de assalto (cerca de 20 commandos do Sayeret Matkal) através do
Mediterrâneo em uma pequena frotas de 2 barcos lança-mísseis Sa'ar 4 até a costa tunisiana. De lá os
commandos em cinco botes Zodiac iriam para a praia a umas 20 milhas dos subúrbios de Sidi Bou
Said, ao norte de Tunis, onde morava Abu Jihad. Lá
Outros agentes sabotariam uma central telefônica para impedir qualquer
comunicação da casa de Abu Jihad. Segundo informações os israelenses usaram ao
todo 4.000 militares para esta operação, envolveu ainda um avião AWACS
(provavelmente um Grumman
E-2 Hawkeye), um 707 para
abastecimento das aeronaves, um submarino para proteger os lança-mísseis Sa'ar 4
e um esquadrão de caças para proteger os aviões
Durante toda a operação em solo
tunisiano, um Boeing 707 provido com dispositivos para guerra eletrônica,
estaria voando, num suposto vôo civil (sob
o número 4x977), a aproximadamente 100 milhas fora do espaço aéreo da Tunísia, com o
objetivo de prover guerra eletrônica a operação, e também servir de estação
retransmissora entre o pessoal em terra, na costa e o QG das FDI em Tel Aviv. Ao
longo da operação, o comandante da mesmo, o general Ehud Barak, 47 anos, estaria
a bordo do 707 acima do mediterrâneo.
Os commandos chegaram ao local
após 01:00 do sábado 16 de abril de 1988, encontrando agentes do Mossad que vigiavam o local. Porém Abu Jihad
não estava em casa. Então os israelenses tiveram que esperar até 01:30, quando
eles e seus guarda-costas retornaram. Mas uma vez ouve outra espera de 60
minutos adicionais, até que todas as luzes fossem apagadas. Primeiramente
mataram o guarda-costas que estava dormindo no carro do lado de fora. Então
mataram o o jardineiro (Habib Dkhili) e o segundo guarda-costas e os commandos finalmente entraram na casa,
todos mascarados. Enquanto uma
dúzia de comandos proviam a segurança, oito outros atacaram
o quarto de Al-Wazir, que tendo ouvido barulho saiu armado com uma pistola, sendo alvejado por
75 tiros de Uzis de 9mm com silenciadores. Na verdade a equipe de execução era
formada por um oficial e quatro commandos. Todos atiraram contra Abu Jihad e o
oficial no final disparou contra a sua cabeça.
Como instruídos, não atacaram ninguém da
família de Al-Wazir. Toda operação levou cerca de 13 segundos. Em seguida os
commandos e os agentes do Mossad foram para a praia de Ras Cathage, onde
os homens do Shayeret 13 guardavam os botes Zodiac. Antes das 4 da manhã os commandos já tinham voltado ao seu navio. Alguns
dias depois, eles desembarcaram em segurança no porto de Haifa. Os agentes da
Mossad, disfarçados de turistas, partiram também em segurança em vôos comerciais
do Aeroporto de Tunis. A fase de
sucessos do S'13 acabou em 1997 quando uma equipe de assalto caiu em uma
emboscada de terroristas no Líbano, e durante a luta 12 homens do S'13 fora
mortos. No final da década
de 1980 e inicio da década de 1990 o Estado-Maior das IDF percebeu que estava
perdendo o potencial do S'13. A maioria dos seus diplomados simplesmente ao
termino do seu tempo de serviço de 4.5 anos voltavam para vida civil, levando
consigo valiosa experiência em perícias. Assim as IDF decidiram misturar os
oficiais do S'13 com outras unidades de SF, através de intensos intercâmbios.
Isto afortunadamente acabou resultando em novas unidades especiais .Por exemplo
o as unidades Mistaravim, criada em 1987 de uma junção de homens do Sayeret
Duvdevan e do Sayeret Shimshon, a unidade anti-guerrilha (Egoz) criada em 1995,
foram resultado destas misturas. Treinamento Ao contrário das
primeiras quatro décadas das IDF, a partir dos anos 1990 as unidades especiais
das IDF raramente treinam com unidades estrangeiras. Isto porque realmente quase
não há nenhuma necessidade disso. Cinco décadas de constantes combates, nas
mais diferentes formas contra inimigos de diferentes portes e capacidades,
geraram nas unidades israelenses muita experiência, além do desenvolvimento de
armas e técnicas avançadas. Por isso os israelenses tem bem pouco que aprender
com forças estrangeiras, apesar de ainda existir é claro, um certo intercâmbio
em especial com forças especiais norte-americanas. Mas inverso acontece. São
muitas as unidades estrangeiras que buscam treinar com os israelenses, em
especial as missões Contra-Terroristas (CT). A exceção em
relação ao treinamento com estrangeiros é o S'13. Por causa da complicação
e da especialidade que envolve o treinamento CT marítimo. Nos 1950 e 1960 a
maioria do treinamento em comum foi administrado com o Comando francês Hubert
(em 1957 um operador S'13 morreu na França durante um combate simulado) e hoje
a maioria do treinamento acontece com os US Navy Seals. Os operadores do S'13
treinam muitas vezes com os submarinos e navios da Sexta Frota dos EUA, que várias
vezes visita a Base Naval de Israel em Haifa.
Estas três fases
são relativamente fáceis e normalmente os alunos não abandonam o curso neste
período. Isto porque estas fases estão em um nível regular de dificuldade e
tem o objetivo de oferecer uma aptidão básica de combate de infantaria. Depois
de terminar do curso de pára-quedismo o aluno é enviado de volta para a base
do S'13, na base naval de Atlit, onde troca o seu M16 pelo AK47 e começa a
treinar nos padrões do S'13. A próxima fase
acontece em Atlit e é conhecida como "Preparando" (Hamachin ").
Esta fase é muito árdua é dura sete meses. É chamada de "Preparando
" porque é a fase na qual a maioria dos alunos abandona o curso
(normalmente depois de passados dois meses - alguns voluntariamente, outros
cortados). Esta fase prepara os alunos para o curso de mergulho e combate subaquático
que são os próximos passos. Esta fase também é a principal fase de seleção,
os alunos que a terminarem normalmente chegaram ao final de todo o treinamento e
será qualificado como um operador S'13, a menos é claro que sejam feridos
fisicamente - uma razão comum para ser cortado do S'13. Nesta fase o
aluno recebe treinamento avançado de infantaria e armas, noções básicas de
guerra marítima, transporte de pessoal, operação com pequenas embarcações,
mergulho e demolições em terra. Também está incluído nesta fase seis
semanas de treinamento Contra-terrorista, com três semanas na Escola de CT das
IDF, localizada na base Adan Mitkan, e três semanas dentro da própria unidade
S'13. O Curso Básico
de Mergulho de Combate, que é a próxima fase, dura aproximadamente um mês.
Durante esta fase os alunos aprendem os elementos básicos do mergulho de
combate, como enfrentar o frio, mergulhar na escuridão ou em águas turvas, além
de sobreviver em perigosas debaixa d´água (recifes, túneis, pressões,
profundidade). Todo mergulho é realizado em pares com os dois operadores
amarrados a um ao outro, assim o aluno pode notificar facilmente ao outro
qualquer problema. Na fase avançada,
o aluno aprende técnicas avançadas de mergulho (mergulho usando sistema de
reciclagem de oxigênio, evita a emissão de bolhas, e estende o tempo de
mergulho), demolições subaquáticas, manuseio avançado de várias armas e
passa por longos meses realizando incursões de mar-terra. Neste tempo ele
pratica, mergulho a partir de navios e submarinos e saltos de pára-quedas em
pleno mar. O aluno também aprende a combinar todo o seu conhecimento executar
operações de CT marítimas (em navios, plataformas de petróleo edifícios próximos
a costa). No meio desta fase os alunos são divididos de acordo com as três
unidades do S'13, chamadas de Palgot - os melhores vão para o Palga
("Haposhtim") responsável pelos raides, os segundo melhores são
designados o Palga subaquático ("os Mergulhadores"), e o restante vai
para o Palga sobre-água. Dai em diante o treinamento seguirá a
especialidade cada Palga:. Por exemplo, o Palga-Haposhtim treinará assaltos,
emboscadas, incursões vindas do mar, CT e todos os tipos de combate terrestres.
O Palga "Mergulhadores" enfocará duros treinamentos de combate
subaquático, demolição e operações com mini-submarinos. O Palga "sobre
as águas" dominará técnicas de operações de navegação e operará
basicamente três tipos de embarcações: Zaharon, Snunit e Moulit, todos Barcos
de Ataques Rápidos (FAB). Depois de terminados os 20 meses de intenso
treinamento os alunos recebem a sua insignia do morcego, e estar qualificado
como operador, podendo participar de combates reais.
Missões Até hoje o S'13
já executou mais de 1.000 missões - a maioria delas classificadas como
altamente secretas. O número grande de missões reflete um das diferenças
principais entre o Sayeret MATKAL e S'13. O Sayeret MATKAL trabalha no "método
de projetos" que significa que executa de 2-3 missões em um ano com longos
meses de preparação antes de cada uma.Já o S'13 executa dúzias de missões
em um só ano, a maioria delas no sul do Líbano. As missões do S'13 são cirúrgicas
e seletivas - destruindo barcos terroristas, explodindo postos inimigos (freqüentemente
com minas limpet - que são presas as paredes dos edifícios), emboscadas e
plantando explosivos em rotas de terroristas.O S'13 normalmente opera
profundamente atrás das linhas libanesas o por si só já é um ato de guerra.
Considerando que cada erro pode ter conseqüências internacionais, a unidade
escolhida deve a melhor para o trabalho, no caso a escolhida sempre é o S'13. Tempo de serviço
e forças de reserva Na maioria das
unidades especiais israelenses, os soldados que terminam seus três anos de
serviço obrigatório, deixam o serviço militar. Um número pequeno deles
servirá na força de reserva da unidade, mas o resto servirá como soldados de
reserva em outras unidades, normalmente em unidades LRRP, pertencentes as
brigadas de infantaria. o Sayeret MATKAL e o S'13 são diferentes. Nessas
unidades os operadores servem mais tempo que o normal que o tempo obrigatório:
seis meses a mais no Sayeret MATKAL e 1.5 anos a mais no S'13). E a maioria
deles servirá na força de reserva da unidade. Por causa de razões orçamentárias
a maioria forças especiais israelenses não tem permissão de alongar o período
obrigatório do seus NCO.
Armas
Havia várias razões
porque o S'13 escolheu o AK47 como sua arma Standard. Durante os anos 1970
as unidades especiais das IDF usaram uma variedade de rifles de assalto de
calibres diferentes: AK47 7.62 mm, IMI Galil 5.56 mm, FN FAL 7.62 mm e os
americanos Colt M16 5.56 mm e M14 7.62 mm, que vieram durante a ponte-aérea
americana de apoio a Israel durante a Guerra do Yom Kippur. Durante uma série
de testes realizados pelo S'13, descobriu-se que as melhores armas para missões
marítimas eram o IMI Galil e o AK47, pois eram mais resistentes à água e a
areia. Os teste também
revelaram que o AK47 tinha algumas vantagens sobre o Galil. O AK47 era a arma
No. 1 dos terroristas e das forças armadas dos países árabes, que faziam
fronteira com Israel. Os operadores do S'13 acreditam que usando armas iguais
aos dos terroristas poderiam ter alguns segundos preciosos no inicio de algum
combate com forças inimigas, quando estes estariam tentando identificar amigos
e inimigos. Isto foi muito útil especialmente na década de 1980, quando o S'13
executou muitas missões no Líbano e nos Territórios palestinos, freqüentemente
vestidos com trajes árabes. Algumas missões também foram realizadas perto da
fronteira sírio-libanesa. Um fato
interessante é que pouco se sabe hoje sobre as missões realizadas pelo S'13 no
Líbano, pois os terroristas não admitiam estas operações, pois as mesmas não
deixavam corpos israelenses para trás. E era difícil admitir vitórias dos
israelenses. Também muitas desses ataques do S'13, com seus operadores vestidos
de árabes, confundiam os terroristas libaneses e palestinos, que acreditam que
facções rivais os tinham realizado, em especial na área do Sul do Líbano. Na
década de 1990 o S'13 começou a usar mais dos CAR15, principalmente por causa
do seu lançador de granada M203, pois o lançador do AK47 de 40mm são tão
precisos. Hoje em dia os AK
só são usados em missões de mergulho, ou em treinamentos dos recrutas na Base
Naval de Atlit, depois os mesmos treinam normalmente com o SIG Sauer P226. Nas
outras missões os operadores do S'13 usam o M16 CAR15 que é muito mais leve,
versátil e mais preciso que o AK47. Também, o M16 CAR15 leva o mesmo tipo de
munição (5.56 mm SS109/M855) que o IMI Negev LMG. Outra razão para que S'13
minimize o uso do AK47 é que na verdade não há mais nenhuma necessidade de usá-lo. Hoje a maioria
das missões encoberta são realizadas pela Unidade YAMAM que tem habilidades
excepcionais em CQB. O SHABACH "descobriu" o YAMAM durante a Intifada
(a insurreição palestina iniciada no final dos anos 1980) e transferiu todas
as missões encobertas delicadas ao S'13 para o YAMAM. Já era em tempo, pois,
com tanto equipamento de alta tecnologia, coletes balísticos e engrenagem de
comunicação levadas pelos operadores do S'13 em suas missões, só um
terrorista cego poderia confundir um israelense como um terrorista. Por questões
de segurança o S'13 começou a usar mais e mais o CAR15, para prevenir fogo
amigo, pois no calor da batalha as unidades especiais israelenses podem
considerar qualquer um com um AK47 seu inimigo.
Outra arma
favorita entre os operadores do S'13 é o IMI Micro Uzi SMG. O S'13 achou na
Micro Uzi uma arma perfeita para as suas necessidades. Por causa de seu pequeno
tamanho e peso o Micro pode ser facilmente preso a uma perna ou ajustado no
colete de combate, e então o operador é capaz de mergulhar ou nadar sem a
interferência criada pelos rifles de assalto, que são bem maiores. O Micro Uzi
é a arma padrão da unidade para operações de CT envolvendo mergulho de
combate. Devido a restrições financeiras como também por razões políticas,
Israel é a única nação ocidental cujas unidades especiais não usam armas da
família HK MP5. Escolas de Mergulho de
Combate em Israel É surpreendente o número de unidades especiais israelenses
que fazem cursos de mergulho de combate: Shayetet 13 - Unidade de elite da Marinha israelense. Unidade YALTAM - Unidade d a Marinha israelense, que realiza missões
subaquáticas. As escolas de mergulho de combate das IDF estão baseadas em
três locais: Base Naval de Haifa - Por suas facilidades de treinamento é a o local principal
de ensino, onde todas as unidades sofrem o curso mergulhando. A escola em Haifa
é dividida em duas praias - praia de mergulho básico e a praia de mergulho
avançado.
Como nos outros cursos das unidades especiais das IDF, cada unidade tem seu próprio
curso onde faz ajustes necessidades as suas exigências operacionais específicas:
Shayetet 13 - É o curso de mergulho de combate mais avançado, inclusive
com circuito interno de mergulho. Unidade YALTAM e Sayeret Yael
-
O seu curso de mergulho é também muito avançado. Unidade 669 - O seu curso de mergulho é básico, com circuito aberto de
mergulho, abordando também técnicas de salvamento ar-mar.
Depois do curso, as unidades continuam seus próprios
treinamentos. Durante o treinamento, e especialmente antes de suas operações,
as unidades são auxiliadas freqüentemente por oficiais do Shayetet 13 que
demonstram técnicas marítimas que usam e os equipamentos utilizados em suas
missões. O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós. |