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Perfil da Unidade
Legião Estrangeira Francesa - Légion étrangère PARTE I "Legio Patria Nostra" - Legião Pátria Nossa A Legião Estrangeira é uma força de combate única no gênero. Tecnicamente um corpo mercenário, a Legião tem demonstrado a seu pagador, a França, devoção e lealdade sem precedentes nesse tipo de exército. O fator responsável por sua existência até hoje é uma tradição de mais de 150 anos de lutas. Pertencer à Legião Estrangeira significa estar entre os mais resistentes soldados do mundo. A própria organização tem cultivado uma imagem de disciplina e de coragem em combate. Isso, associado às muitas distinções obtidas, conferiu à Legião tal prestígio que nunca lhe faltam candidatos. O que ajudou a congregar muitas nacionalidades foi a ênfase dada à lealdade, não a um país, mas à Legião. Desde o princípio do treinamento, cada novo recruta é iniciado na história e nos costumes da Legião, que vão além do simples orgulho de pertencer ao regimento, assumindo uma aura próxima à devoção religiosa. O único "país" de muitos dos legionários, ela adotou o lema Legio patria nostra ("A Legião, nossa pátria"), que assegurou sua autonomia enquanto instituição, tanto em relação à França como nação quanto em relação especificamente às Forças Armadas francesas. Certa ocasião, no Marrocos, o marechal Lyautey estava inspecionando um batalhão de legionários. Ele parou à frente de um homem e perguntou: "E qual é a sua nacionalidade?" A resposta não se fez esperar: "Légionnaire, mon Général!" 1831: O Nascimento da Legião Estrangeira
O rei da França, Louis Philippe, em 10 de março de
1831, considerando o relatório do Secretário
de Decreto: "Louis Philippe, Roi des Français. Ordnnance du 10 Mars 1831 A tours, présens et à venir, salut. Sur le rapport de nobre Ministre, Secrétaire d’Etat au Département de la Guerre, Nous avons ordonné et ordonnons ce qui suit: II sera formé une légion compossé d’’etrangers. Cette Légion prenda la dénomination de Légion Etrangère. Paris, 10 Mars 1831." - Luís Filipe, Rei dos franceses, A todos, presentes e futuros, saúde. Considerando a lei de 10 de março de 1831, Considerando o relatório do nosso ministro, Secretário de Estado do Departamento de Guerra Nós temos decidido e, ordenamos o que segue-se:- Será criada uma Legião composta de estrangeiros. -Esta legião será designada por Legião Estrangeira. Paris, 10 de março de 1831 Não era a primeira vez que, a França tinha chamado estrangeiros para defender suas cores. Desde o reinado de Carlos VII e de Luiz XVI no século XV, já havia à guarda escocesa (Scotsh Guard) imortalizada no romance de Quentin Durward. Reis posteriores utilizaram homens de origem alemã, Ingleses, suíços, Irlandeses e poloneses, eles eram recrutados ao acaso através de campos, vindo a morrer pela causa de um rei, um exemplo, em 13 de julho de 1789 a Guarda Suíça foi massacrada em defesa de Tulherias (Paris), já os guardas austríacos que formavam o Regimento Estarhazy Housard permaneceram pacificamente na Praça Vendôme, os sabres ficaram embainhados, o mesmo aconteceu com Dragões de Sax no Palais-Royalos. Durante a Revolução Francesa e com a queda de Louis XVI, face a uma invasão no dia 07 de junho de 1792 pelo exercito prussiano em Verdun, a Assembléia Nacional decidiu votar o decreto 1º de Agosto, - Será formada uma nova legião, sob autoridade do Poder Executivo e terá o nome de, - Legião Franca Estrangeira, somente poderá admitir estrangeiros. Com esta lei a França queria reagrupar sob um só nome os regimentos dispersados, constituídos por alemães e irlandeses. No dia 20 de setembro em Valmy a infantaria e a cavalaria da Legião participam de uma batalha, o entusiasmo dos estrangeiros não eram dos maiores, apesar da lei de 03 de Agosto conceder grandes vantagens para época, entre elas uma renda de 100 libras. A Revolução Francesa era baseada num ideal revolucionário, mobilizada pelas idéias republicanos, se reis enviam grandes e fortes exércitos contra povos livres, competem a estes povos admitirem em suas fileiras homens que lutam em causa da liberdade. A revolução afunda-se e surge o Império herdando três legiões criadas pelo decreto 22 de Frutidor Ano VII, Legião Itálica, Legião Francos do Norte e Legião Malteza. Cria ainda outras unidades, uma meia brigada Helvética que substitui as guardas suíças, uma Legião Hanoveriana, Legião Portuguesa, uma Legião Espanhola e a Legião de Vístula, eles combatem em toda parte da Europa. Desmembrada em 1815, em decorrência da queda do imperador, remanescentes destas unidades reuniram-se e reapareceram vários meses mais tarde, com o titulo Legião Estrangeira Real (Realeza). Em 1821 esta unidade foi reentitulada, dando-lhe um novo nome, - Regimento Hohenlohe. Com o fim da restauração surge a Monarquia de Julho, menos de 10 anos, nos primeiros dias do reinado de Luís Filipe, o regimento de Hohenlohe foi desmembrado durante um decreto de 15 de janeiro de 1831. Em 09 de março de 1831 surge uma lei, seguida de uma ordenança real subscrita no dia 10 de março, organizando uma nova legião, definindo seu estatuto. Altamente qualificada e disciplinada, sua principal missão como Legião Estrangeira era cooperar com as tropas do Exército no controle das colônias francesas. Inicialmente instalada em Sidi-bel-Abbès, no norte da Argélia. O recrutamento foi rápido, durante os primeiros meses até setembro de 1831 cinco batalhões foram formados e enviados para outros continentes. 1831: Argélia
O Coronel Stofel, um oficial suíço que serviu à
França por mais de 30 anos, lutou nas forças de Napoleão na Espanha, comanda os
primeiros batalhões estrangeiros que desembarcam na Argélia (Oram e Bom) em
agosto de 1831, iniciando uma conquista francesa. No inicio são vitoriosos, em
conseqüência das pressões inglesas tiveram que moderar suas ações. Luís Filipe
preocupado em defender sua reputação de pacifista, repatria parte de suas
tropas.
Por outro lado os militares opinam que é impossível conquistar a Argélia, se o interior não for submetido em primeiro lugar, mas o centro do poder julga melhor ficar nas cidades costeiras e portos. Os uniformes que usavam eram o mesmo da infantaria da França metropolitana, calças crinson, um sobretudo com calda azul royal, um chaco negro e pesado, um casaco cinza enrolado em pano de algodão. O único sinal que identificava a Legião era um tema nos botões, mostrava uma estrela de cinco pontas. Enquanto dois batalhões, Bela VI e o Polonês VII, eram formados na França, legionários que estavam na Argélia, simplesmente adquiriam experiências nas guerrilhas, num terreno que favorecia inúmeras armadilhas, ataques repentinos, seguidos por rápidos recuos, que assim ditavam o estilo de luta.
No dia 27 de abril de 1832 o 1º e o 3º batalhão,
compostos por alemães e suíços conseguiram sua primeira vitória, naquele dia
destruíram um pequeno forte que dava acesso ao Meison Carie, um grande vilarejo
situado à algumas milhas ao leste da Argélia. Esta vitória trouxe à Legião sua
primeira cor regimental instituída pelo novo oficial no comando, coronel Combe,
havia também às inscrições, Rei da França. Em outubro de 1832 após receber os
últimos 12 batalhões, a Legião estava com um efetivo de É importante destacar que o começo da Legião na Argélia não foi nada empolgante. Quando o primeiro batalhão desta força impar desembarcou na Argélia a idade dos legionários variava entre os 16 e 60 anos. Além de envergar variados uniformes antiquados. Meses depois, quando o segundo batalhão chegou, uns 35 homens desertaram imediatamente, e uma companhia embriagada provocou um motim, sendo os cabeças executados. Na primeira intervenção em combate, 28 Legionários tentaram defender uma posição próxima de Argel, sobrevivendo apenas um. No entanto foi deste começo comprometedor que a Legião Estrangeira construiu a sua mística. As autoridades louvaram como heróis os Legionários mortos . Ao mesmo tempo enviavam oficiais e sargentos do Exercito Francês para impor a disciplina de combate na Legião.
1835: Espanha e a nova Legião e a Argélia
novamente A guerra civil rasga a Espanha. A fim de ajudar Isabelle II, Adolphe Thiers, o então ministro do Interior, tem êxito em convencer o governo francês a ceder a Legião Estrangeira para a Espanha. Dois dias depois, em 8 de Junho de 1835, Louis-Philippe dá o seu aval e a Legião Estrangeira é enviada no 28 do mesmo mês. Por prescrição real, a Legião não faz mais parte do exército francês. No entanto, no dia 16 de Dezembro de 1835, menos de seis meses após ter cedido a Legião, Louis-Philippe decide pela criação de uma nova Legião Estrangeira, pois a ausência de bons legionários foi sentida na Argélia.
À que tornar-se-ia “a Antiga Legião” foi entregue à
Espanha. Mal equipados, pouco, ou não pagados, os legionários combatem sem
reforço, e não há mais recrutamento. Enquanto os regimentos de Bernelle e Conrad
lutavam até a morte na Espanha, outros
estrangeiros estavam sendo alistando no sul da França para serviços numa segunda
Legião destinada a ir para Argélia. A nova Legião desembarcou na África durante
os primeiros dias de 1837, a tempo de tomarem parte na segunda
Em 1839, a rainha da Espanha dá licença aos últimos
sobreviventes. A maior parte deles cruza a fronteira francesa para
comprometer-se outra vez na Legião. Não satisfeito com os batalhões formados
pelo sistema de nacionalidades, o general Bernelle 1854: As guerras imperiais 1854-1856: Criméia
No dia 27 de Junho de 1854 dois batalhões da Legião
são embarcados para apoiarem o conflito na Criméia. O 3° batalhão e o depósito
do regimento partem para instalar-se na Córsega,
Como o exército da África, a Legião participa na campanha da Itália. Se distingui durante a batalha de Magenta, no dia 4 de Junho de 1859. Em 24 de Junho, os legionários defrontam-se com Austríacos durante a batalha de Solférino. 1863: O ano do México Inicialmente, a Legião não devia participar na campanha, mas uma petição dos seus oficiais dirigida ao ministro da Guerra tem como resposta uma punição e o do Regimento estrangeiro para o México. O regimento chega no dia 25 de Março de 1863 e vê-se então com a tarefa ingrata de escoltar comboios entre Veracruz e Puebla. Mas a 3ª Companhia entra para a história em 30 de Abril de 1863 durante a batalha de Camerone, que simboliza o sacrifício em nome da palavra dada.
Camarone é uma aldeia no México onde se travou a
batalha que é o exemplo para os legionários e do espírito de corpo da Legião. De
uma proporção de trinta para um, travou-se uma luta intensa entre o fim de abril
e o inicio de maio de 1863, e, dada sua importância, esta batalha está
transcrita em todas as bandeiras da Legião - Camerone 1863 - e todos os anos,
desde então, no dia 30 de abril, é lido o relato oficial de Camenrone, o qual
segue: "O exército francês sitiava Puebla, a Legião tinha por tarefa assegurar numa área de 120 Km2, a circulação dos comboios militares. O Coronel Jeanningros que a comandava, teve conhecimento no dia 29 de abril de 1863 de que, um grande comboio transportando três milhões em numerário, material de cerco e munições estava em marcha para Puebla. O Capitão Danjou, segundo comandante, decidira enviar uma companhia para a vanguarda do comboio. A 3a Companhia do Regimento Estrangeiro foi designada para essa missão, mas não possuía oficiais disponíveis. O Capitão Danjou tomou ele próprio o comando, e os sub tenentes Maudet, porta estandarte, e Vilan, um administrador, juntaram-se voluntariamente. Em 30 de abril, por volta de uma hora da manhã, a 3a Companhia constituída por três oficiais e sessenta e dois homens, põe-se a caminho. Haviam percorrido cerca de vinte e cinco Km quando, às 7 horas da manhã, se deteve em Palo Verde para o pequeno café. Nesse momento, o inimigo dissimula-se e o combate inicia-se imediatamente. O capitão Danjou manda formar quadrado e sem deixar de bater-se em plena retirada, repele vitoriosamente várias cargas na cavalaria, inflingindo, simultaneamente, ao inimigo, severas perdas. Ao atingir as alturas do albergue em Camerone, vasto edifício compreendendo um pátio limitado em toda a volta por um muro de três metros de altura, decide entrincheirar-se ali para fixar o inimigo. Enquanto seus homens organizam apressadamente a defesa desse lugar, um oficial mexicano, pondo em relevo a sua grande superioridade numérica, intima o capitão Danjou a render-se. Este determina a seguinte resposta - Temos cartuchos e não nos renderemos! Depois, de mão erguida, jurou solenemente defender-se até a morte e convidou seus homens a prestarem idêntico juramento.
Eram 10:00 horas, até ás 18:00, estes sessenta e poucos homens que nada tinham
comido ou bebido desde a véspera resistiram epicamente a dois mil adversários
(800 cavaleiros e 1200 peões), apesar do intenso calor. Ao meio dia, o capitão Danjou é morto com uma bala em pleno peito.Às 14:00 o sub tenente Vilain cai por sua vez, com uma bala na fronte. Nesse momento, o oficial mexicano decide incendiar o local. Apesar do calor e da fumaça, que aumentou seus sofrimentos, os legionários continuavam a lutar, mas entre eles, muitos são feridos. Pelas 17:00 horas, em torno do sub tenente Maudet, já não existem senão doze homens em condições de combate. A essa altura, o coronel mexicano congrega os seus homens e faz sentirem uma vergonha que sobre eles recairá se não abaterem aquele punhado de bravos (um legionário que compreende o espanhol vai traduzindo em voz alta as suas palavras a medida que são proferidas). Os mexicanos partem para um ataque geral através de brechas. Mas antes disso, o coronel Milan dirige ainda uma intimação ao sub tenente Maudet; este responde em termos desprezíveis. É então desencadeado um assalto geral. Em breve só restam em torno de Maudet cinco homens, o cabo Maine e os legionários Catteau, Wenzel, Constantin e Leonhard. Cada um deles tem apenas um cartucho; armam a baioneta no cano da arma e, refugiando-se num canto do pátio, encostados à parte, fazem frente ao inimigo. A um sinal, descarregam suas armas à queima-roupa sobre os adversários e precipitam-se em cima deles com baionetas. O sub tenente Maudete dois legionários caem feridos de morte.
Maine e os seus camaradas vão então ser massacrados quando um oficial mexicano
se precipita e os salva. Grita-lhes - Rendam-se! - Não nos renderemos, responde
Maine, se não prometerem poupar-nos e cuidar de nossos feridos e deixar-nos com
nossas armas! As suas baionetas mantêm-se em riste, ameaçadoras.
Ao ver sua bravura, o comandante
mexicano comentou "eles não são homens, são demônios", e concordou com as
condições dos franceses, afirmando que nada
podemos recusar a homens como vocês, responde o oficial. Os homens do capitão
Danjou mantiveram até o fim seu juramento. Durante onze horas resistiram a dois mil inimigos, tendo-lhes abatido mais de 300 e feridos outros tantos. Com seu sacrifício salvaram o comboio , cumprindo assim a tarefa que lhes fora confiada. O imperador Napoleão III decidiu que o nome de Camerone fosse escrito no estandarte do Regimento Estrangeiro, e que além disso os nomes de Danlou, Vilain e Maudet fossem gravados em letras douradas no museu dos inválidos de Paris. Além disso, em 1892 foi erguido um monumento no local do combate. Desde então, quando tropas mexicanas passam em frente ao monumento, apresentam armas. Caso um Legionário esteja na prisão durante as comemorações de Camerone, é dado, como tradição, um perdão ao mesmo. Somente se houver menos de 10 dias da sentença até o dia de Camerone." Hoje em dia, o Dia de Camerone é um dia muito importante para a Legião, celebrado por todos os legionários não importando onde estejam. São feitas grandiosas paradas e suntuosos banquetes, e a mão de madeira do Capitão Danjou é mostrada ao público. Após Camarone o regimento desloca-se seguidamente para as Terras Quentes e é reorganizado em 4 batalhões em 1864. Paralelamente, o depósito do regimento é temporariamente transferido de Sidi bel Abbès para Aix-en-Provence a fim de facilitar o recrutamento e o envio de reforços ao México. De dezembro de 1864 à fevereiro de 1865, as unidades do regimento participam do cerco de Oaxacca. Em 3 de Julho de 1866, a 3ª e a 5ª Companhia do 4° batalhão enfrentam um combate comparável ao de Camerone. Sob as ordens do capitão Frenet, os 125 legionários cercados no hacienda do Incarnacion opõem-se vitoriosamente durante 48 horas a mais de 600 Mexicanos. O total das perdas na expedição do México: 22 oficiais, 32 graduados e 414 legionários. O acordo com o imperador Maximiliano indicava que a Legião estrangeira devia passar a servir o México; mas como a aventura francesa no México foi quase um desastre, a Legião retornou para a França.
1870: O primeiro engajamento em solo francês
Em 19 de Julho de 1870, a Guerra franco-germanica
estoura entre a França e a Prússia. Esta guerra desenrola-se sobre o solo da
França, onde a Legião não tem, normalmente, de intervir. Além disso, não se pode
pedir aos legionários alemães que lutem contra o seu país. Mas a situação é
crítica e o governo faz chamada aos soldados da legião na África. Dois batalhões
são formados para partir para a metrópole. Os legionários alemães, a bandeira do
regimento e a banda permanecem, em Sidi-Bel-Abbès. Durante
este tempo, um 5° batalhão é criado sobre o solo nacional para incorporar os
estrangeiros que querem servir a sua pátria de adoção. Pela primeira vez,
incorpora também em suas fileiras os voluntários no estatuto particular:
voluntários para a duração da guerra (EVDG - les engagés volontaires pour la
durée de la guerre). Apesar deste, surge um grande número de recrutas. O 5° distingue-se particularmente na batalha de Orléans em 10 de Outubro. Os batalhões chegados da Argélia se fundem com os sobreviventes dos combates de Orléans mas conhecem as derrotas com o Exército do Leste. O resto do contingente participa na repressão da Comuna de Paris em Abril e Maio de 1871. Em 11 de Junho, o regimento estrangeiro de marcha formado para a guerra cessa de existir. Os seus elementos retomam para a Argélia 1883: As conquistas do império O ano 1883 vê o avivamento da política de expansão colonial da França. O governo reforça o efetivo da Legião e a prepara para cumprir missões como Corpo Expedicionário. A Legião participa de campanhas em Tonkin, desde 1883, Formosa (1885), Sudão (1892-1893), Dahomey (1892-1894), Madagascar (1895-1905) e Marrocos (1900-1934). Os chefes militares e coloniais apreciam o valor excepcional desta tropa. Mas a Legião não era somente uma tropa de combate. Na fase de pacificação que sucede ao avanço do exército francês, toma parte ativa nos trabalhos de engenharia civil, para o desenvolvimento das colônias. 1883: Tonkin
E 18 de Novembro de 1883, os 600 primeiros legionários desembarcam em Tonkin.
Participam nas colunas de Courbet na sua luta contra os Pavilhões Negros,
soldados irregulares do império vietnamita a serviço da China. No dia 16 de
Dezembro, os legionários realizam o seu primeiro ataque em terras asiáticas
tomando a cidadela de Son-Tay. Reforçados pelo 2° Batalhão a partir de Fevereiro
de 1884, legionários tomam a fortaleza de Bac Ninh. Entre 26 de Janeiro a 3 de Março de 1885, a cidadela de Tuyen Quang, é defendida por uma maioria de legionários sitiados. No dia 1 Janeiro de 1885, os 3° e 4° batalhões do 1 regimento estrangeiro chegam a Tonkin e são integrados ao 2° Estrangeiro. O 3° batalhão tem um lugar específico quando da tomada Lang Son em 4 de Fevereiro. O 4° batalhão do 2° Estrangeiro, desembarcado em Formosa em Janeiro de 1885 combate os chineses justamente no lugar do armistício franco-chinês de 21 de Junho de 1885. Junta-se depois ao seu Corpo em Tonkin. Após a conquista, vem a fase de pacificação que, como na Argélia é uma luta permanente contra bandos armados.
Benim (Dahomey): 1892-1894
De Cotonou, os legionários devem apoderar-se de Abomey, a capital do motim. Dois
meses e meio são necessária para atingir a cidade ao preço de combates repetidos
contra os soldados, e sobretudo as amazonas do rei. Este capitula e é capturado
pelos legionários em Janeiro de 1894.
1892-1893: Sudão (atual Mali)
1894: Guiné
1895-1905: Madagascar
1914-1918: Primeira Guerra Mundial
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Oficial legionário (patente representada pelas três linhas douradas no distintivo azul, preso na frente da jaqueta) do 1ª Batalhão Estrangeiros de Pára-quedistas na Indochina em 1952. Nesta época os franceses usavam uma mistura de equipamentos e uniformes britânicos, americanos e franceses. O capacete é o M1 americano, bem como a arma, uma carabina M1A1 .30 (7,62 mm) com coronha dobrável, e a jaqueta de tecido camuflado dos US Marines. A calça é uma adaptação das de camuflagem britânicas. |
A Legião foi convocada para esmagar a revolta. Em fevereiro de 1946. aterrisaram em Tonquim o 2.° Regimento Estrangeiro de Infantaria (REI), seguido de três outros regimentos também de infantaria, um de cavalaria e dois batalhões de pára-quedistas recém-formados. O número de homens da Legião na Indochina, qualquer que fosse o momento considerado. situava-se entre 20.000 e 30.000. A guerra entre o Vietminh e os franceses atingiu o ponto culminante na batalha de Dien Bien Phu, em que os legionários tiveram papel decisivo. Pequena vila na fronteira entre o Vietnã e o Laos, Dien Bien Phu foi escolhida pelos franceses como centro da resistência. para impedir o acesso de Giap à lucrativa área de produção de ópio do Laos. Outro objetivo era atrair o Vietminh. cuja autoconfiança crescia dia após dia. a uma batalha cerrada na qual, acreditava-se, seria vencido pela superioridade francesa em material bélico. Tropas do 1°: Batalhão Estrangeiro de Pára-quedistas (BEP) saltaram sobre Dien Bien Phu em novembro de 1953 e começaram a reformar a pista de pouso ali existente e a organizar as posições de defesa. Nas semanas seguintes, doze batalhões - sete da Legião - chegaram ao local para construir uma série de trincheiras defensivas, visando a abrigar. eventualmente, 16.000 homens.
Num certo sentido, Giap mordeu a isca, mas os
franceses haviam subestimado a potência Vietminh. Este desferiu sucessivos
ataques, para testar o inimigo, em dezembro de 1953. Mas o primeiro ataque de
grande porte não se deu antes de março do ano seguinte. Dien Bien Phu situava-se
num vale em forma de bacia, rodeado por montes. Ali Giap colocou 50.000
combatentes e enorme quantidade de peças de artilharia, passando a alvejar com
grande precisão a posição isolada dos franceses.
Em março e abril de 1954. as tropas do Vietminh lançaram uma série de ataques de
força total. Os vietnamitas jogavam-se destemidamente sobre o arame farpado das
trincheiras, mas foram contidos pela defesa francesa. As tropas da Legião, que
ocupavam os pontos-chaves da posição francesa, sofreram pesadas baixas: só no
ataque noturno de 13 de março, a 13ª Meia-Brigada da Legião Estrangeira (MBLE)
teve quatrocentos mortos e feridos, incluindo seu comandante.
Após o fracasso dos ataques em massa a Dien Bien Phu, o Vietminh continuou com os bombardeios e começou a construir seu próprio sistema de trincheiras, que prosseguiu na direção das linhas de combate francesas. O campo de batalha assemelhava-se aos da Primeira Guerra Mundial: trincheiras, obstáculos de arame farpado, bombardeios maciços e repetidos, ataques-surpresa noturnos pelos legionários e ferozes combates corpo a corpo, cada vez que um posto avançado francês era invadido por soldados do Vietminh.
Diante da situação de seus homens em Dien Bien Phu, em abril a Legião enviou reforços, que desceram de pára-quedas no local sitiado. Além de setecentos bem treinados combatentes do 2." BEP, havia voluntários do 3° REI e do 5° REI, muitos dos quais jamais haviam saltado de pára-quedas. Não obstante, dispuseram-se a fazê-lo para socorrer os companheiros. Esse gesto corajoso não deu grande resultado, pois o Vietminh, com vantagem em termos de posição e número de combatentes e munições, apertava cada vez mais o cerco a Dien Bien Phu. No início de maio ocorreu o assalto final: ondas de ataques do Vietminh esmagaram as defesas francesas e no dia 8 de maio o vilarejo foi definitivamente tomado pelos vietnamitas comunistas. Dos 4.000 soldados franceses mortos em combate, 1.500 eram legionários; além destes, 4.000 legionários foram feridos e centenas não resistiram à "marcha da morte" rumo ao cativeiro. O colapso de . Dien Bien Phu assinalou o fim da ocupação francesa na Indochina, confirmado, em julho de 1954, pelo Acordo de Genebra.
Embora a França tenha perdido essa guerra. a Legião relembra com orgulho as campanhas da Indochina. O povo francês pouco se interessou pelo conflito do qual não participaram reservistas. Esse fator, aliado à ambivalência política com relação às operações militares na colônia, fez com que a Guerra da Indochina caísse no esquecimento. Ainda assim. a Legião (juntamente com o Exército regular francês e as tropas da colônia) lutou brava e obstinadamente até o fim. A Legião perdeu. nessa guerra mais homens do que em qualquer outra campanha: 10.490 soldados e oficiais (300 oficiais, incluindo 4 chefes de Corpo) mortos e cerca de 30.000 feridos. O campo de batalha da Indochina foi o mais mortífero de toda sua história.
1956: Suez
Os pára-quedistas da Legião entraram novamente em ação na curta campanha do canal de Suez (outubro-novembro de 1956) quando foram lançados sobre o porto, conquistando seus objetivos depois de enfrentar forças irregulares egípcias. Mas a derrota política da aventura anglo-francesa em Suez logo traria o fim das operações militares e levaria à retirada dos pára-quedistas do Egito.
1954-1962: Retorno a Argélia
Antes mesmo que as hostilidades cessassem na
Indochina, sinais de conflitos graves começam a aparecer na África do Norte. A
Legião luta inicialmente no Marrocos e na Tunísia, onde o 2° Regimento
Estrangeiro Pára-quedista (REP) assegurou o sucesso da estratégia da Linha
Morice - privando os nacionalistas argelinos de uma base segura na Tunísia,
porém a carreira do 1° REP teve menos êxito na Argélia. Nos estágios iniciais do
conflito, participou de combates com os guerrilheiros na zona rural, mas em 1957
o 1° REP liderou a ofensiva contra o ELN na própria capital - a batalha de
Argel.
A Argélia era a terra espiritual da Legião. A luta pela posse do território foi a mais sangrenta de todas as campanhas de independência nacional que voltaram ao Norte da África após a Segunda Guerra Mundial. A Frente de Libertação Nacional inaugurou sua campanha contra os franceses com uma série de escaramuças e ações terroristas. Os franceses responderam empregando recrutas de pouca experiência em posições de defesa estáticas e reservando as tropas de elite os pára-quedistas e a Legião, predominantemente - para as operações móveis e mais difíceis. Os franceses conseguiram eventualmente derrotar a FLN não só no terreno montanhoso acidentado da Argélia como nos kasbahs (velhos bairros muçulmanos) das cidades'principais, onde os guerrilheiros desenvolviam ações de bombardeamento e de assassinato de autoridades francesas. O kasbah de Argel, com suas vielas não-mapeadas, serviu de esconderijo perfeito para a FLN. A violência aumentou em 1957, quando os franceses enviaram unidades de pára-quedistas, precedidas pelo 1. ° Regimento Estrangeiro Pára-quedista, um corpo de elite. Sob o comando do general Jacques Massu, conduziram uma campanha i'mplacáve1 contra a FLN, subjugando a população árabe pela intimidação e promovendo o uso generalizado de torturas como método de obter informações. Embora criticadas, as medidas funcionaram. No final dos anos 50, a FLN havia sido derrotada.
Apesar dessa vitória, o recém-eleito presidente
Charles de Gaulle decidiu-se pela independência da
Argélia. O Exército sentiu-se
ultrajado: havia enfrentado e vencido uma guerra brutal para nada.Com o apoio
dos franceses nascidos na Argélia, alguns oficiais insatisfeitos (muitos deles
pertencentes à Legião) planejaram a derrubada do governo francês. Em abril de
1961, sob a liderança do 1." REP, foi desferido o "golpe dos generais" . Os
golpistas tomaram Argel, mas a maior parte do Exército e da Legião permaneceu
fiel ao governo. Solicitado a aderir à rebelião, o coronel Brothier, comandante
do 1." REP, respondeu: "A Legião é, por definição, estrangeira e não intervirá
em uma disputa puramente francesa".
Percebendo que o golpe havia falhado, 0 1.° REP voltou aos quartéis e rendeu-se
às autoridades. Como punição, o regimento inteiro foi dispensado no dia 3 de
abril de 1961. Em 24 de outubro de 1962, setecentos legionários desfilaram pela
última vez em seu quartel-general em Sidi-bel-Abbes e, em seguida, deixaram para
sempre a Argélia. A sede da Legião Estrangeira é transferida de Sidi-bel-Abbès
para Aubagne. Agora a Legião teria que criar novas raízes.
ADIEU, BEL-ABBES
Ao cair da noite de 24 de outubro de 1962, cerca de setecentos legionários
reuniram-se para uma parada, no vasto quarteirão da cidade argelina de
Sidi-bel-Abbês.
Em posição de sentido, todos aguardaram em silêncio, enquanto duas bandeiras de
seda escura foram solenemente hasteadas a sua frente. Um legionário deu um passo
à frente, ateou fogo a uma tocha e incendiou-as. Os presentes à cerimônia
testemunharam, naquela noite, uma virada na história da Legião Estrangeira - a
retirada final das tropas de Sidi-bel-Abbês. As bandeiras haviam sido capturadas
aos chineses durante os últimos dias do cerco da Tuyen Quang, em 1885; foi
desejo do legionário que as conquistou, no momento em que agonizava, que a
Legião jamais as levasse para a França, se algum dia abandonasse a Argélia.
Quando as chamas se apagaram, os setecentos homens acenderam suas tochas, a
bandeira da Legião foi baixada pela última vez, e o eco das canções da unidade
soaram por toda Bel-Abbàs. A cerimônia marcou o fim de uma era - mas Bel-Abbês
será para sempre lembrada como lar espiritual da Legião Estrangeira.
1962: A
transição
A Legião estava passando por transformações, como as próprias forças francesas e estava prestes a adotar uma configuração completamente nova.
Como o restante do exército, seu contingente estava sendo diminuído e o seu centro de gravidade estava sendo movido para a metrópoles.
Porém a sua vocação de pronto emprego em ultramar é
mantida e muitas guarnições francesas permanecem sob a guarda da Legião em
Madagascar, Guiana, Djibouti, Polinésia francesa e no arquipélago das Cômoros.

Nestes anos de transição os legionários viram muito trabalho: O 5ème RE construiu na Polinésia francesa a infra-estrutura necessária para os testes nucleares franceses.
Na Guiana, o 3ème REI realiza façanhas para abrir estradas para viabilizar a construção do centro espacial da Guiana.
No solo metropolitano o 61ème BMGL trabalha na construção dos acampamentos militares do sul da França.
1969: O retorno às operações
A Legião é enviada para o a República do Tchad de
1969 a 1970, quando o governo do Chade pediu ajuda
militar à França para abafar
uma revolta tribal importante. 0 2.° REP foi então mandado a esse país onde
participou, durante quatro meses, de tiroteios contra os rebeldes, até que a
revolta malograsse. E irá para lá de novo de 1978 a 1988 para efetuar operações
de policiamento em apoio ao governo.
1978: Kolwezi (Zaire)
Resgate em Kolwezi
Uma das mais espetaculares ações da Legião Estrangeira Francesa na África aconteceu em 1978, no Zaire, em apoio ao governo do presidente, general Mobutu.
No dia 13 de maio de 1978 cerca de 4 000 Tigres, guerrilheiros da Frente Nacional de Libertação do Congo, ocuparam a cidade de Kolwezi, na conturbada Província de Shaba (ex-Katanga), cortando as comunicações com a capital e infligindo grandes perdas ao exército governamental. Seguiu-se uma orgia de violência e matanças que atingiram centenas de europeus habitantes da região. No dia seguinte, o presidente Mobutu pediu a ajuda dos franceses. A resposta veio rapidamente.
A operaçãoEm 17 de maio, por volta das 10 horas, o 2? Regimento Estrangeiro de Pára-Quedistas da Legião Estrangeira (2? REP), baseado em Calvi, Córsega, foi designado para se deslocar no prazo de seis horas. Mas as ordens executivas só chegaram à lh30 da madrugada seguinte. Às 8 horas o regimento estava na base aérea de Solenzara, pronto para partir.
O primeiro escalão embarcou naquela tarde em cinco DC-8 de carreira, seguidos pelo restante do contingente que foi junto com as armas e os veículos pesados, em aviões C-141 e C-5 da USAF. Os DC-8 aterrissaram no início da noite no porto de Kinshasa (capital do Zaire) e os legionários souberam que embarcariam para Kolwezi (a 2 000 km de distância) em quatro Hercules C-130 e em dois 'Transall C-160 da Força Aérea do Zaire. Teriam como tarefa resgatar todos os civis que estivessem aprisionados pelos rebeldes em Kolwezi e arredores. Pouco se sabia de concreto sobre o que acontecia em Kolwezi.
Os homens do 2° REP trabalharam toda a noite para se organizar e então foram colocados às pressas no avião. Poucos já tinham saltado de um C-130 e todos teriam de usar pára-quedas norte-americanos T-10, aos quais não estavam acostumados. Um pneu do C-160 estourou quando ele ia decolar e os legionários tiveram que ser distribuídos pelos outros cinco aviões. Oitenta pára-quedistas foram espremidos num avião feito para levar 66 pessoas. Eles não dormiam havia 48 horas. Depois de quatro horas de vôo, o 2° REP fez com sucesso seu primeiro salto operacional desde a derrota de Dien Bien Phu, e saltou diretamente sobre o objetivo e não a 1 km de distância, como fora previsto. Embora não houvesse resposta imediata, a ação foi rápida. A 1ª Companhia ocupou uma escola (Liceu João XXIII), a 2ª apoderou-se de um hospital e de uma oficina e a 3ª tomou o Hotel Impala e uma ponte.
A noite transcorreu com ações esporádicas e, na manhã seguinte, os quatro C-130 e um C-160 chegaram com o restante do regimento. O comandante achou que não se justificava o risco de um salto noturno e mandou os aviões seguirem até perto de Lubumbashi. Ao amanhecer voltaram para o local da operação e lançaram os homens e os equipamentos com êxito total. Enquanto tudo transcorria, os legionários em terra continuavam em sua tarefa de resgatar prisioneiros, impor ordem na cidade e enfrentar (muito duramente) os Tigres na FNLC. Por volta do meio-dia de 20 de maio (dois dias depois da primeira aterrissagem) a situação em Kinshasa estava sob controle suficiente para que a 4ª Companhia avançasse em direção à cidade de Metal Shaba, ao norte. Ali deparou com uma grande força inimiga - que dispunha de infantaria motorizada, apoiada por dois tanques leves de fabricação soviética, mas acabou logo com ela.
Aos primeiros clarões de 21 de maio, a maior parte dos veículos de transporte do regimento chegava de Lubumbashi, logo seguida pelo restante da unidade. Totalmente mobilizadas, as companhias passaram os dois dias seguintes percorrendo os arredores à procura de rebeldes e prisioneiros. Encontraram grupos de europeus aterrorizados pelas violências dos Tigres.
VitóriaNo dia 28 de maio, o 2? REP da Legião Estrangeira recebeu ordens para ceder seu espaço a tropas belgas, marroquinas e zairenses que se aproximavam, e se deslocar para Lubumbashi, de onde voltaria à Córsega em aviões C-141 da USAF. Na sua rápida operação, o 2° Regimento foi o responsável direto pelo salvamento de 3 000 europeus e africanos leais ao governo Mobutu. Cerca de trezentos Tigres da FNLC foram mortos e 163 capturados, com grande quantidade de armas e munições. Cinco legionários morreram em combate e 25 ficaram feridos. Levando-se em conta o rápido deslocamento da Córsega para Kinshasa e a precariedade do vôo para Kolwezi, bem como as condições adversas do local dos combates, o desempenho dos
legionários foi excepcional. Foi possível dizer que o lema não oficial da Legião - Démerdez vous - correspondeu aos acontecimentos de Kolwezi.
1983: Líbano
Entre 1982 e 1984, diversas unidades serviram no Líbano, onde integraram a força internacional para manutenção da paz.
Em 1990:
D
A 2ª companhia do 2º REP e uma
Em 1991 os legionários foram mobilizados para enfrentarem o Iraque que tinha invadido o Kuwait. Mais de 2.500 legionários fizeram parte da Divisão Daguet na Operação Tempestade do Deserto. O 1er REC, 2ème REI e o 6ème REG participaram da expedição. A operação foi um sucesso e os combates em terra duraram apenas 100 horas, sem nenhuma baixa fatal.
A partir de 1992 a Legião participa de várias
missões sob o comanda da ONU. A Legião intervém no
Camboja (1992-1993), Somália (1992 e 1993),



Em 1997 a crise no Zaire volta a fica séria e a
França decide pela evacuação de seus cidadãos e envia tropas para
Os legionários do 2° REP reagem e apesar de três
feridos e um morto, rechaçam os rebeldes que sofrem muitas baixas (15 mortos). A
operação Pelicano I é executada com tropas do

Desde setembro de 2002 sérios problemas internos desestabilizam a República da
Costa do Marfim, levando a uma iminente divisão do país ente norte e sul. Com o
objetivo de estabelecer a estabilização ao país a França ativa a Operação
Entre as forças francesas enviadas para esta nação estavam tropas do 2° REP.
O primeiro escalão para reforçar as forças francesas permanentes, veio da CEA do 2º REP
em apoio a companhia temporária da 13eme DBLE em 28 de setembro de 2002, que
estav programada para voltara para Djibouti. A missão da CEA era criar uma zona
de interposição ente entre amotinados e forças legalistas.
Seguindo o endurecimento da situação o 2º REP é posto em alerta em Calvi e
projeta enviar reforços para o dispositivo da
Em 2004, a Legião é enviada novamente para a Costa do Marfim
e para o
Haiti e Afeganistão. No começo de 2005, os
soldado-construtores do 1er REG do 13ème DBLE levam seu auxílio às vítimas de
desastres no Sudeste Asiático.
A manutenção e o restabelecimento da paz, a interposição, controle da multidão, ou coleta de armas: os legionários adaptam-se as suas novas missões, sem perder a sua capacidade de combate. Desde de 1831 cerca de 35.000 legionários deram suas vidas pela Legião Estrangeira Francesa.
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