Perfil da Unidade
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Força Expedicionária Brasileira - FEB

O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente da Segunda Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de 11 meses, dos quais quase oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo. A 28 de janeiro de 1942, durante a Terceira Conferência dos Chanceleres Americanos no Rio de Janeiro, o Governo do Brasil anunciava o rompimento de suas relações com a Alemanha, o Japão e a Itália, por efeito de seus compromissos internacionais em face da agressão a Pearl Harbour (7 de dezembro de 1941). Em conseqüência desse ato, entrou o Brasil em grande atividade militar para a segurança e a defesa de suas costas, quando, ao mesmo tempo, cedia aos Estados Unidos o uso, durante a conflagração, de suas bases militares - Belém, Natal, etc.
Em agosto de 1942 o Brasil se viu envolvido nos conflitos da Segunda Guerra Mundial quando submarinos alemães torpedearam indefesos navios mercantes brasileiros. Esses ataques covardes levaram o Governo de Getúlio Vargas, no dia 22 de agosto de 1942 a reconhecer a existência de estado de guerra entre o Brasil e as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
Preparação da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
A atitude, decorrente da declaração de guerra, não se limitou à defesa das costas, à concessão das bases militares aos americanos, durante o conflito em curso, ou à colaboração com as forças militares norte-americanas no patrulhamento do Atlântico Sul, o que de pronto foi feito. Os brasileiros desejavam participar de forma mais direta na guerra, inclusive enviando soldados para os campos de batalha na Europa.
Porém as Forças Armadas do Brasil, notadamente o Exército Brasileiro e a Força Aérea, estavam completamente desatualizadas, não possuíamos armas modernas, nossas organizações e táticas eram ultrapassadas e nossos serviços deficientes. Por isso desde agosto de 1943 começaram a serem traçadas as normas, em caráter sigiloso, para a organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB), destinada a cooperar, além-mar, com os Exércitos Aliados na missão de destruir o inimigo comum. No dia 9 de agosto de 1943, o General Mascarenhas de Moraes, comandante da 2ª Região Militar (São Paulo), foi convidado pelo foi convidado pelo ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, a assumir o comando de uma das Divisões de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira. Em seguida, o ministro partiu para os Estados Unidos carregando uma carta de Vargas ao presidente Franklin Roosevelt, em que Getúlio manisfestava o desejo do Brasil de participar das batalhas ativamente.
A divisão de Mascarenhas de Moraes seria a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), devendo a sua designação ser feita oportunamente. Pela Portaria Ministerial 4.744, publicada em boletim reservado de 13 de agosto de 1943, foi estruturada a FEB, constituída pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) e por órgãos não-divisionários. A 23 de novembro de 1943 é finalmente criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com três Divisões de Infantaria e elementos orgânicos de Corpo de Exército, inclusive Aviação e Órgãos de Comando e de Serviços.
Em outubro de 1943 já se tinha dado começo à organização da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), sob a orientação do General Mascarenhas de Moraes, para esse fim designado em 7 de outubro de 1943. Essa Grande Unidade expedicionária e seus elementos constitutivos seguiriam os padrões vigentes no Exército dos Estados Unidos e já consagrados pela experiência da guerra em pleno desenvolvimento.
A tropa orgânica da Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), tipo americano, compreendia:
3 Regimentos de Infantaria (1o Regimento de Infantaria (o “Sampaio”), do Rio de Janeiro; 6o Regimento de Infantaria, de Caçapava;11o RI, de São João del Rei);
3 Grupos de Artilharia 105mm;
1 Grupo de Artilharia 155mm;
1 Batalhão de Engenharia (9o Batalhão de Engenharia, de Aquidauana (Mato Grosso);
1 Esquadrão de Reconhecimento;
1 Batalhão de Saúde (organizado em Valença);
1 Companhia de QG;
1 Companhia de Intendência;
1 Companhia de Transmissões;
1 Companhia de Manutenção;
1 Pelotão de Polícia;
1 Banda de Música;
1 Destacamento de Saúde e;
1 Pelotão de Sepultamento.
Em resumo a FEB compôs-se de um Comando, uma divisão de Infantaria, um Depósito de Pessoal e pequenas organizações com Serviço de Justiça e Serviço de Saúde ao qual estiveram integrados cerca de 100 médicos, enfermeiros e 111 enfermeiras, Serviço Religioso e contingentes de ligação, de intendência.Na organização da 1ª DIE foram aproveitadas, em grande parte, unidades já existentes, transformadas algumas e criadas outras. Numerosos e difíceis foram os obstáculos à tarefa de se organizar uma força expedicionária de acordo com os moldes norte-americanos. Há muitos e muitos anos o Exército Brasileiro vinha baseando sua organização, regulamentos e seus processos de combate na chamada "escola francesa".
De repente, devido as circunstâncias, o Brasil teve que, de dentro da antiga moldagem, constituir uma Divisão de Infantaria, com a organização norte-americana, com métodos, processos e meios norte-americanos. Somente quem nunca se viu a braços com problemas análogos pode ignorar as dificuldades, as incompreensões e choques daí decorrentes. A nova organização exigia a criação de órgãos absolutamente novos e a revisão quase revolucionária de princípios, há muito firmados em nosso meio militar. O problema consistiu em fazer sair, de um maquinismo montado à francesa, uma Força Expedicionária que funcionasse à americana.
A 1ª DIE, contou em seu
seio, desde o início, cerca de três dezenas de oficiais das armas e
serviços, com certa experiência dos processos de combate e instrução
adotados nos Estados Unidos, pois tinham realizado proveitos estágios em
Unidades e Campos de treinamento daquele país amigo. Alguns chefes nossos,
entre os quais avultam os generais Euclydes
Zenóbio da Costa, Oswaldo Cordeiros de Farias e
Falconiere da Cunha, estagiaram também na
América do Norte, onde tiveram oportunidade de colher magníficos
ensinamentos. Além de contar com este contingente para as tarefas iniciais
de organização e adestramento, ainda era de inestimável valia para a 1ª DIE
a visita do seu chefe divisionário às frentes de combate do provável teatro
de atuação das forças brasileiras. Obra de realismo militar, essa visita
produzia a vantagem de estabelecer proveitosas relações pessoais de comando,
antes mesmo da chegada da tropa brasileira ao teatro da guerra. Nesta ordem de idéias e
objetivos, o General Mascarenhas De Moraes, no dia de 6 de dezembro de
1943, acompanhado de diversos oficiais, entre os quais um "Grupo de
Observadores", partiu para o Norte da África e Itália. Neste último país,
visitou demoradamente as frentes de combate e esteve em contacto com os mais
abalizados chefes militares aliados desse Teatro de Operações. No final de 1943,
foi decidido que o destino do corpo expedicionário brasileiro seria o teatro
de operações do Mediterrâneo.

As forças brasileiras seriam integradas ao V Exército norte-americano, comandado pelo general Mark Clark, e incluída nos quadros do IV Corpo de Exército, comandado pelo General Willis Crittenberger. Este Corpo do Exército americano, além da divisão brasileira, compunha-se de uma divisão blindada (americana), uma divisão sul-africana e outra inglesa, e ainda da 10a Divisão de Montanha (americana), que lutou ao lado dos brasileiros em fevereiro de 1945, quando da tomada de Monte Castelo.
O V Exército norte-americano fazia parte do X Grupo de Exércitos Aliados. Lado a lado com o V Exército norte-americano combatia no Teatro do Mediterrâneo o famoso VIII Exército inglês comandado pelo Marechal Montgomery, laureado pelas vitórias sobre os alemães e italianos obtidas na Campanha do Norte da África e Sicília, depois chamado à Inglaterra a fim de preparar a invasão da Europa, substituído na Itália pelo General Lease. O Comandante Supremo do Teatro do Mediterrâneo era o Marechal Sir Alexander, do Exército inglês. Nesse quadro de estrelas fulgurantes da guerra, veteranos famosos, entrou a nossa FEB. O objetivo maior dos Aliados na Itália naquele momento era manter o exército alemão sob pressão, de modo a não permitir que seus comandantes deslocassem tropas para a França, onde se preparava a ofensiva final das forças aliadas no ocidente.
Somente a 28 de dezembro de 1943 é que foi publicada a designação do General Mascarenhas De Moraes para comandar a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), em confirmação da escolha feita pessoalmente pelo Chefe do Governo, em agosto último. Retornando ao Brasil em janeiro de 1944, o General Mascarenhas De Moraes fez sentir a necessidade de tornar mais efetiva a sua ação de comando, pois urgia concentrar a tropa expedicionária na Capital Federal, subordinando-a diretamente ao seu chefe. Na segunda quinzena de março de 1944 atingia ao seu término a concentração da 1ª DIE na Capital Federal, com alguns elementos no Estado do Rio de Janeiro, ficando assim essa Grande Unidade expedicionária debaixo do comando de seu chefe próprio.
A preparação técnica e tática da 1ª DIE começou a ser encarada pelo seu comandante com a mais séria preocupação de vencer os obstáculos que surgiam por toda a parte. Apesar da atividade dos chefes expedicionários, nos diferentes escalões da hierarquia militar, a escassez de armamento e de outros materiais de guerra prejudicou a obtenção de um nível alto de adestramento, particularmente na instrução tática. Estava previsto, entretanto, um período final de adestramento, que seria realizado no próprio teatro da guerra, o que possibilitaria melhor lucro na instrução tática das unidades. Amiudavam-se as visitas, inspeções e verificações, realizadas pelos chefes expedicionários de todos os escalões.
A 31 de março de 1944, desfilava pelas avenidas do Rio de Janeiro a Infantaria Expedicionária, sob o comando do General Zenóbio Costa, dando uma excelente prova de seu apuro físico e de sua disciplina. A 20 de maio de 1944 realizou-se, no Campo de Instrução de Gericino (Rio de Janeiro), com a presença do Presidente da República a esplêndida demonstração de tiro real, levada a efeito por toda a Artilharia Expedicionária, sob o comando do General Oswaldo Cordeiros de Faria. No dia 24 desse mesmo mês, em homenagem ao feito de Tuiuti, desfila pela Avenida Rio Branco a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), sob o comando do General Mascarenhas de Moraes, recebendo do Chefe do Governo e do povo as mais entusiásticas aclamações e as mais tocantes despedidas.
A 1ª DIE foi organizada à
base de uma Divisão
de Infantaria do Exército dos EUA, ou seja, com 14.254 homens (734 oficiais
e 13.520 pracinhas, expressão que passou a denominar os expedicionários
brasileiros e que até hoje perdura) e equipada com 66 obuses (54 de 105mm e
12 de 155mm), 144 morteiros (90
de 60mm e 54 de 80mm), 500 metralhadoras (87 submetralhadoras 4,5, 175, . 30
e 237, .50), 11.741 fuzis (5.231 carabinas e 6.510 fuzis todos .30), 1.156
pistolas cal 45, 2.387 armas anticarro (13 canhões de 37mm e 57 de 57mm,
além de 585 lança - rojões 2.36 e 1.632 lança - granadas) e 72 detectores de
minas anticarro e máscaras contra gases para todo o efetivo. Possuía 1.410 viaturas
motorizadas, das quais 13 carros blindados M8 e cinco M3 de meia - lagarta.
Isso permitia à 1ª DIE transportar de uma só vez um terço de seu efetivo, o
que ocorreu na perseguição no rio Panaro. Os 47 botes de assalto e
passadeiras permitiam à
divisão realizar pequenas
transposições de cursos d'água. Seus 736 telefones, 42 telégrafos, 592
estações de rádio e 10 aviões Piper Cub de ligação, proporcionavam-lhe ampla
capacidade de observação e ligação.
Com essa organização, a 1ª DIE tinha
possibilidade de atacar numa frente de até 6 Km e defender uma frente de
cinco a 10 Km, depois de adaptação em montanha que ocorreria na região dos
Apeninos. O adestramento da 1ª DIE iniciou no Brasil com apoio de 115
regulamentos americanos (210.874 exemplares) traduzidos e coordenados pelo
Estado - Maior da FEB do interior, que funcionou na Casa de Deodoro e que
prestou grande concurso à mobilização complexa da FEB sob a chefia do Gen
Anor Teixeira dos Santos. Concorreram para esse adestramento vários oficiais
com estágio no Exército dos EUA.
Indo para a frente de batalha
Em julho de 1944 as forças brasileiras partiram para o teatro da luta. O final da guerra, em maio de 1945, impediu que a 2a e 3a divisões fossem juntar-se, na Itália, à 1a Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), o contingente brasileiro que lutara, como integrante do 5o Exército, ao lado dos soldados americanos, ingleses e sul-africanos.
Entre 2 de julho de 1944, data da partida do 1o
Escalão, e 8 de fevereiro de 1945, quando seguiu o 5o e último,
os navios-transporte americanos General W A Mann e o General Meigs
desembarcaram na Itália, no porto de Nápoles, um total de 25.445
expedicionários brasileiros, oficiais e soldados. Era o efetivo de uma
divisão, porque a guerra da FEB foi a guerra de uma divisão. Dos oficiais
superiores da FEB, 98% pertenciam à ativa do Exército, como da ativa era 97%
de seus capitães. Em compensação, 49% dos subalternos da tropa pertenciam à
reserva - isto é, eram civis convocados nas mais diferentes partes do Brasil
para completaram os quadros da FEB. A FEB se desdobrou em
cinco Escalões de Embarque no valor aproximado de 5.000 homens, cada um,
perfazendo como visto um total de cerca de 25.000 homens; os três primeiros constituíam
a 1ª DIE e os dois últimos formavam o Depósito de Pessoal, órgão da FEB,
destinado ao recompletamento dos claros. Os
cinco Escalões de Embarque se deslocaram para a Itália nas condições abaixo:
1º Escalão de embarque: A 2 de julho de 1944, pelo "General Mann", sob o comando do General Zenóbio da Costa, tendo chegado a Nápoles em 16 de julho. Acompanhou este Escalão o General Mascarenhas de Moraes. Composição: Escalão Avançado dos Quartel General da 1ª DIE; Estado Maior da ID da 1ª DIE; o 6º RI; a 4ª Cia. e 1º Pel. de Mrt. do 11º RI; o II/1º ROAuR; 1ª Cia. do 9º BE; 1/3 das Sec. Supr. e de Man. do 9º BE; 1º Pel. do Esquadrão de Reconhecimento; a Sec. Explr. e elementos da Sec. Cmdo. da 1ª Cia. de Transmissões; a 1ª Cia. de Evacuação, o Pel. Tratamento e elementos da Sec. Cmdo., todos do 1º Batalhão de Saúde; a Cia. de Manutenção; o Pelotão de Polícia Militar; um pelotão de viaturas, uma Sec. do Pel. de Serv. e elementos da Séc. de Cmdo. da 1ª Cia. de Intendência; e elementos da FEB anexos à 1ª DIE; o Correio Regulador, o Depósito de Intendência, a Pagadoria Fixa, correspondentes de guerra, elementos do Hospital Primário, Serviço de Justiça e Banco do Brasil. Efetivo: - 5.075 homens, inclusive 304 oficiais.
2º Escalão de Embarque: A
22 de setembro de 1944, pelo "General Meigs",
sob o comando do General Oswaldo Cordeiro de Farias, chegando a Nápoles em
data de 6 de outubro. Composição: AD/1ª DIE
(Estado-Maior e Bia. de Comando); o 1º RI; I/2º ROAuR; 9º BE
(elementos do Dest. Cmdo.,
Cia. de Serviço e 2ª Cia.); grosso do I° Esquadrão de Reconhecimento; 1ª Cia
de Transmissões (Sec. Extra., uma
Sec. Explr. e
Sec. Constr.); 1º
Batalhão de Saúde (elementos do Dest.
Cmdo., 1ª Cia. de Evacuação e elementos da Cia.
de Tratamento); elementos da Cia. de Intendência; elementos de Depósito de
Intendência; elementos dos Serviços Postal e
Justiça; Cia. do Quartel-General da 1ª DIE; grosso do QG da 1ª DIE; 2º Grupo
Suplementar Brasileiro em Hospitais americanos; 3º Grupo Suplementar
Brasileiro em Hospitais Americanos; correspondentes de guerra e elementos do
Banco do Brasil. Efetivo: - 5.075 homens, inclusive 368 oficiais.
3º Escalão de Embarque: A 22 de setembro de 1944, pelo "General Meigs", sob o comando do General Olimpio Falconiere da Cunha, chegando a Nápoles em 6 de outubro. Composição: 11 RI.; I/1º ROAuR; I/1º RAPC; 9º BE (Comando e Cia. de Serviço, Dest. Saúde e 3ª Cia.); Esq. de Ligação e Observação; 1º Batalhão de Saúde (Dest. Cmdo., Pel. de Tratamento e 3ª Cia. Evac.); elementos da 1ª Cia. de Intendência; QG da 1ª DIE e Cia. do QG; Depósito de Intendência; Banda de Música; 1º Grupo Suplementar Brasileiro em Hospitais Americanos; e Pelotão de Sepultamento. Efetivo: - 5.239 homens, inclusive 318 oficiais. Os efetivos transportados nos 2º e 3º Escalões de Embarque montaram a 10.375 homens.
4º Escalão de Embarque: A 23 de novembro de 1944, pelo "General Meigs", sob o comando do coronel Mario Travassos, chegando a Nápoles a 7 de dezembro. Conduziu o 1º Escalão do Depósito de Pessoal da FEB; Efetivo: - 4.691 homens, inclusive 285 oficiais.
5º Escalão de Embarque: A 8 de fevereiro de 1945, pelo "General Meigs, sob o comando do Tenente-Coronel Ibá Jobim Meireles, tendo chegado a Nápoles a 22 do mesmo mês. Conduziu o 2º Escalão do Depósito de Pessoal da FEB. Efetivo: - 5.082 homens, inclusive 247 oficiais.
Todos esses escalões cruzaram o oceano Atlântico e penetraram no mar Mediterrâneo protegidos por poderosas escoltas aeronavais da nossa Marinha de Guerra e das forças aliadas em vista dos perigos da ativa guerra submarina desenvolvida pelos alemães e italianos. Com exceção de 111 militares, entre os quais 67 enfermeiras, que viajaram por via aérea (Rio-Natal-Dakar- Nápoles).
Distintivo- A cobra Fumou:
Os mais céticos diziam que o Brasil só iria à guerra quando uma cobra fumasse. Antes da FEB partir para a Europa dizia-se que era “mais fácil uma cobra fumar do que a FEB embarcar...”, mas “a cobra fumou” e se no transformando no distintivo da FEB. O distintivo foi idealizado pelos próprios “pracinhas”, como resposta aos que não acreditavam na coragem e bravura dos soldados brasileiros.
Adestramento no Teatro de Operações
Não foram poucas as dificuldades que, de começo, teve que vencer a primeira tropa brasileira (1º Escalão de Embarque) desembarcada na Itália. Os chefes americanos, de menor graduação, estranhavam, a princípio, a presença de nossos soldados em território italiano e não escondiam a dúvida sobre as vantagens do emprego da tropa brasileira na luta, pois, do Brasil, apenas tinham notícia das bases aéreas de Belém e Natal, que, aliás, de brasileiras só possuíam o chão. Muito pouco se avançou no adestramento militar do 1º Escalão de Embarque durante o seu primeiro mês de permanência no Teatro de Operações na Itália.
O obstáculo principal a
esse desenvolvimento foi, como no Brasil, a falta material de instrução. A
ansiedade geral da tropa brasileira de entrar em ação de combate induziu o
General Mascarenhas de Moraes, desde os primeiros dias de nossa estada em
Bagnoli, perto de Nápoles, a interessar-se
vivamente pelo recebimento do material de guerra e pela transferência do 1º
Escalão de Embarque para uma área de treinamento, o que tornaria possível a
melhoria do nosso padrão de adestramento. Como decorrência das repetidas
entrevistas que manteve com as autoridades militares americanas, objetivando
a concretização daqueles propósitos, o nosso chefe divisionário conseguiu,
no dia 26 de julho de 1944, a autorização deslocar o 1º Escalão de Embarque
para a região de Tarquinia. Ainda mais, em
Tarquinia o contingente deveria receber
armamento e equipamento de toda a natureza. Na noite de 5 de agosto de 1944
estava o 1º Escalão de Embarque concentrado em
Tarquinia, onde, dentro de uma quinzena, recebia grande cópia de
variado e complexo material de guerra. Naquela mesma data ficou a nossa
tropa subordinada ao V Exército Americano,
Grande Unidade que vinha tendo brilhante atuação militar, desde a Campanha
da África .
De 18 a 20 de agosto o 1º
Escalão de Embarque deslocou-se de Tarquinia
para Vada, que distava, nessa ocasião, 25
quilômetros da frente de batalha do Arno. Instalara-se o 1º Escalão de
Embarque no Acampamento de Vada, com o objetivo
de ultimar o seu adestramento para o combate. Disfarçava-se sob esplêndido
parreiral o nosso acampamento. Mas, os cuidados que devíamos manter, dadas
as vizinhanças da zona de combate, não eram poucos. O funcionamento de
nossos Serviços, com a nova situação que exigia disciplina de luzes e de
circulação, veio a ser encarado com espírito mais objetivo. As nossas
necessidades passaram a ser satisfatoriamente atendidas,
principalmente pela adoção do sistema das visitas diárias dos oficiais de
ligação e chefes de serviço americanos. A permanência dos brasileiros na
área de Vada desde os primeiros dias,
caracterizou-se por uma intensificação de nosso adestramento. Assim,
iniciamos a 2 de agosto o "período de instrução final", com a duração de
três semanas. A instrução, já com a dotação completa de material progrediu
brilhantemente. Os últimos dias do "período de instrução final" foram
vividos dentro do grande exercício de 36 horas, e iniciado a 10 de setembro,
o qual constituiu a recordação emocionante do acampamento de
Vada. Tal exercício contou com a desvelada
assistência do comandante do V Exército, general Mark
Clark. Esse "exercício-teste", no qual tomaram parte mais de quatro mil
expedicionários, constituiu quase um verdadeiro combate. Quando concluído,
ouviram-se os árbitros. Manifestaram eles o
parecer de que os magníficos resultados, evidenciados nesse exercício,
atestavam excelente grau de adestramento para o combate. "In
continenti" o general Mark
Clark felicitou o general Zenóbio da Costa e
declarou o 1º Escalão de Embarque apto para entrar em linha. Essa tropa, em
conseqüência, iria atuar na f rente geral de
Pisa, integrando as forças do brilhante e operoso general
Crittenberger, comandante do IV Corpo de
Exército. Indescritível a exultação patriótica que então empolgou o
acampamento de Vada.
Estava o Destacamento FEB atuando no vale do Serchio, quando o grosso da Divisão Brasileira (2º e 3º Escalões de Embarque), avaliado em 10.000 homens, alcançava a Área de Treinamento situada na Quinta Real de San Rossore. Aí, nessa bela quinta real, onde os pinheiros, álamos e ciprestes, plantados na planura interminável, configuravam o traçado de numerosas alamedas, os elementos componentes dos 2º e 3º Escalões de Embarque, em data de 11 de outubro de 1944, encontraram um acampamento militar dotado de todos os recursos higiênicos e dispostos em ordem impecável.
Logo depois de
estacionados, as 2º e 3º Escalões deveriam receber o material necessário a
um treinamento tático intensivo. O equipamento militar do grosso da Divisão
não se processou no quadro das previsões de tempo do comandante do V
Exército. Os 2º e 3º Escalões de Embarque levaram trinta e cinco dias para
receber todo o suprimento bélico e os trabalhos de distribuição aos Órgãos
de Serviço brasileiros, a cargo da PBS, só foram dados por concluídos no dia
22 de novembro. Em meio a essa balbúrdia e esse ambiente de atropelo, a
instrução se desenvolveu com imperfeições, cujas repercussões se fizeram
sentir nos embates iniciais de algumas unidades do grosso da 1ª DIE. Além
das providências de ordem material para um bom rendimento da instrução,
particularmente tática, o General Mascarenhas de Moraes considerou
necessário e oportuno o restabelecimento dos laços orgânicos da Divisão, uma
vez que havia já chegado ao teatro de guerra o restante de seu efetivo. Para
isso o chefe brasileiro assumiu a direção das operações da frente de combate
a 1º de novembro de 1944, designando, ao mesmo tempo, os Generais
Zenóbio e Cordeiro de Faria para organizarem e
reverem os "testes" de instrução da infantaria e da artilharia
respectivamente, o que veio a realizar-se na ampla área de treinamento de
Filettole para a tropa recém-chegada. Por
motivos fora da alçada do General Clark e dos chefes militares brasileiros,
foram as unidades dos 2
º
e 3º Escalões de Embarque muito prejudicadas na sua instrução, depois da
chegada ao teatro da guerra. Os 4º e 5º Escalões de Embarque, que
constituíam o Depósito de Pessoal da FEB, partiram do Brasil praticamente
sem instrução, chegando à Itália respectivamente a 7 de dezembro de 1944 e a
22 de fevereiro de 1945, um dia depois da vitória de Monte Castelo.
Transformado, sem tardança, em um magnífico Centro de Instrução e Recompletamento, graças à visão e desvelo do General Truscott, então comandante do V Exército Americano, incumbiu-se o Depósito de Pessoal, dedicadamente, do adestramento dos homens em cada arma e em cada especialidade. Estacionado no interior de um belo e extenso pinheiral nas proximidades do povoado de Staffoli, o Depósito de Pessoal da FEB chamava a atenção pela ordem e higiene de suas instalações, pela grandiosidade de seus numerosos stands de tiro e aspecto magnífico das pistas especiais de infiltração.
Foi preocupação constante dos chefes americanos e do chefe brasileiro a instrução dos oficiais, quer na parte tática quer nas diversas especialidades, pois para esse fim estava o Teatro de Operações da Itália muito bem aparelhado com as suas escolas e centros de instrução. No decorrer do inverno de 1944/1945, o comando brasileiro intensificou o treinamento de oficiais, fazendo realizar um ativo plano de instrução. No período de estabilização que precedeu as operações de fevereiro de 1945, cuidamos de apurar a capacidade ofensiva dos comandas em todos os escalões.
No QG Avançado de Porretta Terme, neste entrementes, realizou-se, com o propósito de aprimorar a nossa técnica ofensiva, um esmerado e vantajoso curso de conferências, proferidas por oficiais americanas e brasileiros. Este curso, tratando somente de assuntos vinculados ao combate ofensivo, mereceu a honra de contar com a colaboração, como conferencistas, dos Generais Truscott e Crittenberger, comandantes do V Exército e IV Corpo, respectivamente.

Patrulha brasileira passa por uma vila italiana
Ressalta nítida e dolorosa, em face do exposto nas páginas precedentes, a conclusão de que a 1ª DIE não fora bafejada pela sorte, no que concerne ao seu adestramento militar, nos campos de instrução da Itália e Brasil. Se em nossa Pátria as dificuldades de organização, a seleção física, a escassez de material e fatores outros impediram que alcançássemos os objetivos finais da instrução, na Itália o retardamento da entrega do material e as necessidades prementes da frente de combate forçaram a nossa DI a entrar em linha num estado de adestramento reconhecidamente incompleto. Tornaram-na tais circunstâncias a única Divisão que não foi submetida ao inalterável ciclo de instrução das Grandes Unidades norte-americanas. Completamos a nossa instrução em estreito contacto com o inimigo, senhor de vantagens topo-táticas indiscutíveis. Amargamos, nessa aprendizagem, alguns reveses decerto inevitáveis.
Enfrentamos, como remate ao nosso adestramento, um inverno bem rude nas gélidas escarpas dos Apepinos. Nessa conjuntura, a que fomos levados pela força das acontecimentos, forjou-se a capacidade combativa da tropa brasileira e aprimorou-se o sentimento de responsabilidade dos chefes em todos os escalões da hierarquia. Nos erros cometidos e nos reveses sofridos, fomos buscar os ensinamentos que nos levaram a tão sensacionais e espetaculares vitórias. Um dado interessante que merece nota é que na chegada do 1º Escalão notou-se um problema com o nosso uniforme de nossos pracinhas. Ele era verde-oliva e bem parecido com o uniforme alemão, o que fazia com que a população italiana o confundisse. Por isso nossos uniformes tiveram que ser trocados por uniformes americanos.

Oficiais da FEB discutem operações.
Operações do Destacamento FEB
Os esplêndidos resultados
do exercício realizado em Vada, nas jornadas de
10 e 11 de setembro, decidiram em definitivo a entrada em linha do
contingente brasileiro. Como acontecera a todas as tropas que ainda não
tinham recebido o "batismo de fogo", os Brasileiros foram destacados para um
setor relativamente calmo, "onde deveriam receber a inoculação do combate",
conforme se expressou o General Mark Clark. Foi
o Destacamento FEB constituído pela tropa do 1º Escalão de Embarque, e sob o
comando do General Zenóbio da Costa, empregado
no âmbito do IV Corpo de Exército, comandado pelo General
Ceittenberger. A zona de ação atribuída ao
Destacamento FEB situava-se entre a planície que borda o litoral do mar
Tirreno e o pitoresco vale do
Serchio. Enfeixava o divisor entre esse curso
d'água e os tributários daquele mar, ou melhor
dito, encerrava, desde o início, os contrafortes dos
Apepinos mais conhecidos pela de
signação de Alpes de
Apuânia. Na noite de 15 de setembro de 1944 a
tropa brasileira substituía a tropa americana que se achava em linha,
disposta em larguíssima frente, à esquerda da 1ª
Divisão Blindada.
A 18 de setembro os brasileiros se apoderam de Camaiore e, com as ações da jornada de 19 de setembro, conseguem cerrar sobre os postos avançados da famosa Linha Gótica. Duras jornadas enfrentou a nossa tropa para atingir Monte Prano, onde chegou a 26 de setembro. Constituiu a vitória de Monte Prano um feliz remate da primeira manobra das armas brasileiras no teatro de guerra italiano, merecendo lisonjeira repercussão nos círculos militares aliados. A estréia do Destacamento FEB foi evidentemente auspiciosa, mormente por se tratar de uma tropa de formação e treinamento recentes a defrontar-se com um inimigo ardiloso e veterano de muitas batalhas.
Na jornada de 27 de setembro, as nossas patrulhas perdem o contacto com o inimigo, que se furta ao combate, protegido pelas escarpas e grotões de um terreno difícil. Resolve, por isso, o Comando americano transferir para o vale do Serchio a tropa do General Zenóbio da Costa, transferência esta que terminou em 2 de outubro.
São inúmeras as vilas e cidades engastadas no formoso vale do Serchio, destacando-se: Lucca, Borgo a Mozzano, Bagni de Lucca, Fornaci, Gallicano, Castelnuovo do Garfagnana. Prosseguindo o seu movimento para o Norte, ao longo do referido vale, ocupou o Destacamento FEB a 6 de outubro, as localidades de Fornaci e Coreglia Antelminelli. No dia 11 de outubro os brasileiros ocupam Barga e as alturas que dominam, pelo Sul, a vila de Gallicano. Durante alguns dias procurou o General Zenóbio consolidar as suas posições e, mediante o lançamento sistemático de patrulhas, foi colhendo as melhores informações sobre o dispositivo e o efetivo inimigos, tendo em vista atacar Castelnuovo di Garfagnana, ponto-chave das comunicações dos contrários. Na manhã de 30 de outubro, apesar da lama e da chuva, o Destacamento FEB, num primeiro tempo de operação, atingiu a linha de alturas, de onde deveria se lançar sobre Castelnuovo.
Servida por uma
transversal rodoviária, que se destinava à planície costeira, era a
localidade de Castelnuovo de
Defensiva no Vale do Reno
A 29 de outubro de 1944, foi realizada, sob a presidência do General Mark Clark, a célebre conferência do Passo de Futa, para a qual foram convocadas as mais altas patentes do V Exército, em cujo número figurava o General Mascarenhas de Moraes. Depois de dissertar sobre a situação geral dos Exércitos aliados na Itália, mostrando as dificuldades conseqüentes da fraqueza atual dos efetivos, acenou o comandante do V Exército o propósito de retomar a ofensiva ainda em dezembro, após proporcionar um justo repouso à sua tropa, castigada por árduos combates. Ficou ajustado na referida conferência que a Divisão Brasileira empenharia imediatamente o Destacamento FEB no vale do Reno, onde se travava uma luta severa e difícil, e, por fim, empregaria, tão breve quanto possível, o restante de suas forças, quando estas estivessem plenamente adestradas.
Em cumprimento à ordem do
IV Corpo de Exército, o comandante da 1ª DIE, General Mascarenhas de Moraes,
assumiu às zero horas do dia 1º de novembro de
1944, com a chegada das demais Unidades da Divisão, o controle da totalidade
de seus meios, inclusive das operações que se processavam no vale do
Serchio. Substituindo no período de 3 a 7 de
novembro algumas unidades americanas empenhadas
no vale do Reno, nossas tropas, ombro a ombro, com forças mecanizadas
americanas, concorreram para o desafogo da situação que se criara naquela
frente. Fora sobremaneira honrosa e árdua a
herança que coubera à Divisão Brasileira em tão

Motivos de alta relevância induziram, sem dúvida, o Alto Comando Americano a empregar a Divisão Brasileira em operações de ataque, cuja amplitude reclamava meios mais vigorosos, em número e adestramento. A defensiva no vale do Reno se caracterizou por quatro ataques, mal sucedidos, contra Monte Castello. Os primeiro e segundo ataques foram realizados a 24 e 25 de novembro, respectivamente, por tropa americana, comandada por general americano e reforçada por um Batalhão e outros elementos da Divisão Brasileira. Os terceiro é quarto ataques foram desfechados por tropa brasileira, nos dias 29 de novembro e 12 de dezembro, respectivamente, com os mais dolorosos insucessos, pelas baixas sofridas e pelo abalo moral produzido nos combatentes estreantes. Entre as causas que determinaram os nossos lamentáveis reveses em Monte Castello, destaca-se a do imperfeito adestramento da tropa, levada prematuramente à frente de combate, por imposição dos acontecimentos da guerra. Os referidos ataques, apesar de mal sucedidos foram pródigos em ensinamentos preciosos para a tropa brasileira.
Para calar a resistência de Monte Castello, era preciso atacar o conjunto Belvedere-Gorgolesco-Castello-Torraccia, empregando um mínimo de duas Divisões, bem apoiadas em artilharia e aviação. Defender uma frente de quinze quilômetros, francamente dominada pelo inimigo, e simultaneamente atacar um objetivo da extensão e do valor de Monte Castello, mal dispondo das comunicações na sua zona de combate e sob uma terrível ameaça no flanco (Monte Belvedere) eram duas tarefas que sobremaneira exorbitavam da capacidade de uma Divisão. Esta opinião, firmemente defendida pelo chefe brasileiro perante o comando do IV Corpo, foi afinal vitoriosa. Assim, a 13 de dezembro, os Generais Mark Clark e W. Crittenberger, respectivamente comandantes do V Exército e IV Corpo, aceitaram a exposição de motivos apresentada pelo General Mascarenhas de Moraes, ficando a Divisão Brasileira dispensada temporariamente de seus compromissos ofensivos.
Na segunda quinzena de dezembro de 1944, começou a descer sensivelmente a temperatura, que atingiu, algumas vezes, 18 graus centígrados abaixo zero. Era o inverno implacável que se aproximava, trazendo a estabilização para a frente de batalha do Teatro de Operações da Itália. A defensiva de inverno seria a oportunidade de que se valeria o chefe expedicionários para aprimorar o valor de sua Divisão, reajustando-a em todos os pontos que se fizessem necessários. Tropical, tendo vivido em um país de grandes planícies e temperatura amena, o soldado brasileiro, apesar disso, cedo se adaptou ao rude inverno dos píncaros apeninianos.
Durante a estabilização defensiva de sua Divisão, ou seja, num período de setenta dias, suportou ao relento as nevadas inclementes e as emoções fortes das madrugadas cortantes. Sua capacidade combativa revelou-se no aprendizado rápido das artimanhas da guarda, aliás operado em estreito contacto tom o inimigo; e, em breve, aprimorada a técnica, apresentou alto grau de agressividade, impondo-se à admiração de seus camaradas aliados, particularmente os norte-americanos. Para remover certo desalento e pessimismo da tropa, organizou-se um plano especial destinado a manter em nível elevado o seu moral. O Serviço Especial, dentro de suas atribuições, traçou e executou um plano de repouso e diversões, em Roma e Florença, contemplando todas as Unidades. O Serviço Religioso, por sua vez, buscou fortalecer as convicções, a noção de responsabilidade e o espírito de sacrifício, sem o qual nada se poderia obter. Todas essas providências, em concordância com o adestramento que o expedicionário vinha obtendo na zona de combate, ou em Staffoli, refletiram a preocupação do chefe brasileiro de transformar sua Divisão numa Grande Unidade à altura de suas responsabilidades nas operações futuras. À medida que se dava a atenuação do inverno, iniciavam-se os preparativos para a ofensiva, que tão brilhantes vitórias prodigalizaria à tropa brasileira.
Força Expedicionária Brasileira - Parte Dois - Final