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HAWKER TYPHOON

Hawker Typhoon Mk Ib do Esquadrão 175 da RAF
O Typhoon era um avião de combate monoplace britânico, produzido pela
Hawker Aircraft no início de 1941. Embora pretendido na
substituição do
Hawker Hurricane no papel de interceptor, o Typhoon sofreu
um período de gestação longo, enquanto evoluía eventualmente para se tornar uma aeronave
das melhores aeronaves de ataque ao solo da Segunda Guerra Mundial. Na gíria da
RAF - Real Força Aérea, o Typhoon recebeu o apelido de Tiffy.
Desígnio e desenvolvimento
Antes mesmo do novo Hurricane chegar as linhas de produção em março de 1937, Sydney Camm tinha
dedicado tempo a projetar a sua futura substituição futura
como um projeto privado.
Em janeiro de 1938, apenas dois meses após terminar a primeira produção do
Hurricane, a Hawker recebeu do Ministério do Ar, detalhes da especificação F.18/37, que pedia um
grande caça monoposto que oferecesse performance pelo menos 20% maior que a
do Hurricane, sendo equipado com um de dois motores de 2.000 hp e 24
cilindros: o Vulture e
o Sabre. As máquinas eram semelhantes em relação aos cilindros,mas a
diferença entre os dois era, principalmente, no arranjo dos cilindros: Um bloco
H no Sabre e um bloco X no Vulture.
Como Sidney Camm já havia começado a estudar esse conceito em março de 1937 e já havia desenhado uma aeronave para o Napier Sabre armado com doze metralhadoras de 7,7 mm com 400 cartuchos cada. Quando veio a especificação, ele começou a preparar uma alternativa para o motor Vulture, com um aumento na munição para 500 cartuchos por metralhadora. Discussões posteriores se seguiram e o Ministério do Ar aprovou a construção dos dois protótipos em 30 de agosto de 1938. Estruturalmente eram similares, mas tinham uma diferença marcante: o radiador do Tornado (Vulture) era ventral, enquanto o Typhoon (Sabre) se localizava no "queixo" da aeronave. A construção das duas massivas aeronaves prosseguiu paralelamente, e progrediram simultaneamente nos desenhos de produção.
Os dois modelos resultantes foram conhecidos como o "R" e "N" (baseado no fabricante do motor) eram mesmo similares.O Vulture, aeronave R (Hawker Tornado), usando o R tinha um perfil mais redondo e um radiador ventral, considerando que o N (Hawker Typhoon) tinha uma coberta mais plana e o radiador formando uma espécie de queixo. O Sabre no Hawker Typhoon, enfrentou alguns problemas. No entanto, esses problemas foram resolvidos porque a Napier dedicou-se mais ao desenvolvimento do Sabre, enquanto a Rolls-Royce se preocupava mais com o Merlin (que futuramente equiparia aeronaves como o Spitfire e o Mosquito) do que com o Vulture. A dedicação total ao desenvolvimento da aeronave era um requisito britânico, já que tal esforço geralmente resultava em uma aeronave extraordinária.
O design básico de ambas as aeronaves continuou a tradição da Hawker de usar técnicas de construção mais "velhas"; a fuselagem dianteira há pouco foi soldada ao aço igual no Hurricane e o design usou uma asa de 40 pés (12 m) volumosa que era muito mais grossa do que a usada no Spitfire. Camm cedeu entretanto em outras áreas do design no resto do avião. No cockpit em vez de uma capota que escorria ou era erguida o Typhoon no início tinha uma porta lateral.
Serviço operacional
A versão de R voou primeiro em outubro de 1939 e a RAF ficou impressionada e fez o pedido de 1.000 Tornados. Em fevereiro de 1940, foi entregue o primeiro modelo N, agora batizado como Typhoon. A RAF moveu a produção do Typhoon para a Gloster Aircraft (parte do grupo Hawker Siddeley) que não tinha nenhum design para produzir na ocasião. O Typhoon estava demonstrando muitos problemas, inclusive vibrações no motor, inclusive durante um vôo partes da cobertura exterior da asa começaram a se soltar, e o piloto de provas Philip G. Lucas teve dificuldades de pousar o avião.
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Especificações (Typhoon Mk Ib) Fabricante: Hawker Aircraft Limited Tripulação: Um Tipo: Caça-Bombardeiro Motor: Napier Sabre II, 24 cilindros e 2.180 vc. Envergadura: 12.67 m
Comprimento: 9.73 m Peso Vazio: 3.992 kg Peso Carregado: 6.010 kg. Max peso de partida: 6.340 kg. Ascensão inicial: 914 m/min Alcance: 821 km Altitude máxima: 10.730m Taxa de subida: 13.4 m/s Velocidade Máxima : 664 km/h a 5.485m Ascensão Inicial : 914 m/ min. Alcance : 821 km c/ bombas e 1.577 c/ tanques descartáveis.
Armamento:
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Pouco tempo depois a RAF adiou os seus planos de produção para ambos os modelos em maio de 1940, para que a Hawker pudesse concentrar a sua produção no Hurricane devido a Batalha da Inglaterra. Isto de certa forma foi muito bom para o aperfeiçoamento do projeto, pois o desenvolvimento continuo em pequena escala, mudanças para tornar a fuselagem melhor, incorporando uma nova asa, muita mais esbelta e motores alternativos, na forma de radiais, foram estudados para p Tornado: Fairey Monarch, Wright Duplex Cyclone e Bristol Centaurus.
O Tornado foi cancelado em 1941, sendo construídas apenas quatro aeronaves. Porém o Typhoon teve um bom desempenho e sua produção foi autorizada. Ficou claro logo que como um substituto do Spitfire o Typhoon era um fracasso. O seu desempenho acima de 20.000 pés deteriorava rapidamente, se tornando também instável e a fuselagem de ré insistia em e romper. Porém, a altitudes inferiores o Typhoon era rápido e estável e mostrou ser uma plataforma de arma muito boa. Mas o projeto do Typhoon correu perigo de ser cancelado até o surgimento do Focke-Wulf FW 190 em 1941.
O Spitfire V, com que a maioria dos esquadrões do Comando de Caça estavam equipados, foi superado excedido em combate pelo mais novo caça da Luftwaffe e a RAF sofreu grandes perdas, e como resultado o Typhoon entrou em serviço e foi usado para equipar os Esquadrões 56 e 609 em Duxford, em dezembro de 1941, na tentativa de se opor ao FW 190 “Jabo“ (utilizados para varreduras a baixa altitude, na Inglaterra). Tristemente, esta decisão provou ser um desastre e foram perdidos vários Typhoons por causas misteriosas. Uma vez mais surgiram propostas de se encerrar com a carreira do Typhoon.
Um problema sério do Typhoon era que a sua cauda se soltava. Isto só foi resolvido, porque um piloto conseguiu sobreviver e voltar para contar a história. O problema era causado devido a elevada pressão sobre estrutura durante as fortes manobras de mergulho. Mas o mergulho era a melhor manobra do Typhoon para escapar do Fw 190. A ironia era que a manobra de mergulho do Typhoon deveria ser mortal contra o Fw 190, mas problemas de estabilidade prejudicaram aeronave britânica.
Como uma medida "temporária", foram rebitadas chapas (fishplates) adicionadas à junção da fuselagem com a cauda, de forma a reforçar a estrutura neste local.Estes fishplates permaneceram como uma característica em todos os Typhoons subseqüentes. Problemas com vazamentos de gases da descarga na cabina do piloto com altos níveis de monóxido de carbono subseqüentes também significavam que os pilotos do Typhoon tinham que usar oxigênio para pousar. Foram acrescentadas aberturas depois aos lados da fuselagem, para ajudar a liberação dos gases, embora os pilotos continuassem usando as máscaras como precaução até o fim da guerra.
A temperatura na cabina do piloto era muito alta e eventualmente um tubo de ar de ventilação foi somado. O motor Sabre também era uma fonte constante de problemas, notavelmente em clima mais frio era muito difícil de dá partida. Devido aos esforços dos pilotos operacionais como Roland Beamont (609 Esquadrão), o Typhoon continuado sendo aperfeiçoado, apesar de seus problemas de projeto.
Durante o final de 1942 e o início de 1943, os Esquadrões equipados com o Typhoon na Costa Sul da Inglaterra estavam finalmente efetivos e prontos para se opor as incursões de baixo nível da Luftwaffe, enquanto continuavam preocupados com os temíveis Fw 190s. Em 17 de novembro de 1942 o Wing Commander Beaumont voou um Hawker Typhoon pela primeira vez numa missão de ataque noturno sobre a França ocupada, com enorme sucesso. Os dois primeiros Messerschmitt Me 210 destruídos sobre as Ilhas britânicas caíram para os Typhoons em fins de 1942 e durante uma incursão diária da Luftwaffe contra Londres no dia 20 de janeiro de 1943, cinco Fw 190s foram destruídos pelos Typhoons.
Um problema encontrado pelos Aliados foi que o perfil do Typhoon de certos ângulos era semelhante ao Fw 190, e essa semelhança causou alguns incidentes de "fogo amigo" por parte das unidades antiaéreas e caças aliados. Por isso os Typhoons receberam uma marcação de faixas brancas e pretas nas asas, sendo um um precursor da marcação aplicada em todas as aeronaves Aliadas no Dia-D.
Finalmente em 1943 muitos dos problemas da estrutura do Typhoon começaram a receber maior atenção dos projetistas. Mas já neste época a necessidade de um caça puro-sangue não era mais tão urgente e o Typhoon começou a ser convertido em um caça-bombardeio como o Hurricane, foi no passado. Seu motor poderoso permitia que a aeronave levasse uma carga volumosa de bombas de 100 libras (45 kg), 250 libras (113 kg). 500 libras (227 kg) e, mesmo de duas bombas de 1.000 libras (454 kg), neste caso equivalente aos bombardeiros leves que apareceram anos depois. As aeronaves equipadas com bombas receberam o apelido de "Bombphoons" e entraram em serviço com o Esquadrão 181, formada em setembro de 1942.

Acima: Uma bomba padrão de 454kg da RAF e um foguete de 3 polegadas (76 mm) e 60 libras (27 kg)
Porém armado com quatro canhões e oito foguetes é que o Typhoon ficou mais famoso. O canhão era o Hispano de 20 mm (cada um com 140 disparos) destinado a atacar veículos sem blindagem, como os caminhões, para obrigar os artilheiros da flak inimiga a manter a cabeça baixa e para autodefesa contra os caças alemães. Seus oito foguetes de calibre de 3 polegadas (76 mm) e 60 libras (27 kg) ficavam debaixo de suas asas, quatro em cada. Os foguetes podiam ser lançados um a um ou aos pares e podiam destruir veículos sem blindagem, blindados e edifícios fortificados. As aeronaves com foguetes eram chamadas de "Rocketphoons". A potência de fogo de um único Typhoon com foguetes, complementada pelos canhões, era extraordinária, comparada ao poder de fogo de uma bordada de um contratorpedeiro. Em outubro de 1943, o Esquadrão 181 recebeu o primeiro Typhoon armado com foguetes. A velocidade de mergulho era reduzida em 15 mph devido aos trilhos de lançamento dos foguetes. Ao final de 1943, 18 esquadrões Typhoon equipados com foguetes formaram a base da 2ª Real Força Aérea Tática que operaria no Noroeste Europeu.

Os temíveis foguetes de um Typhoon disparados contra alvos inimigos
Porém usar os foguetes não era nada fácil. Raymond LaIlemant, o piloto belga que comandou a Esquadrilha 609, conhecia a fundo os problemas relativos ao uso dos foguetes nas missões de ataque ao solo: "O disparo de foguetes requeria muita experiência, já que não contávamos com um sistema preciso de mira. Possuíamos apenas, uma improvisação no equipamento de mira, elaborada por Roland Beamont (um dos primeiros comandantes da unidade). A maioria dos foguetes disparados acabava, por falta de experiência do piloto errando o alvo por pouco. Tínhamos de voar muito baixo para conseguir escapar da artilharia antiaérea alemã, bastante certeira. Por isso, temíamos bater contra obstáculos em terra. Não pensem que os alemães eram tolos a ponto de estacionar em meio a campos abertos. Eles conheciam a arte da camuflagem. Portanto a tática de ataque consistia em localizar os tanques e destruí-los antes que tivessem tempo de encontrar abrigo. Quando estavam em campo aberto, a melhor coisa a fazer era o mergulho vertical. Porém tínhamos de descer de uma vez mantendo o avião firme principalmente durante o disparo dos foguetes até que a munição se esgotasse."
Agosto de 1944 - Typhoons do Esquadrão 247 atacam os panzer de Hitler em LOCAL próximo a Falaise
Outro piloto belga Charles Demoulin, que realizou mais de 500 missões, na sua maioria ataques ao solo, pilotando o possante Hawker Typhoon, entre 1943 e o fim da guerra, conta a sua impressão de um ataque contra um trem com o Typhoon: "Separadas por cerca de 150 metros, nós picamos a todo motor. O velocímetro subia: 725, 740, 755 km/h. Um primeiro par de foguetes foi lançado a 650m do alvo, o par seguinte a 180m e outro entre 100 e 200m da trem. Este última foi disparada a queima-roupa, enquanto atirávamos na locomotiva com os canhões de 20mm. Um jato de vapor subiu quando a caldeira foi sacudida por uma violenta explosão, lançando um vagão pelas ares. Eu puxei violentamente a manche, perdendo momentaneamente os sentidos pela força da gravidade. A 800 km/h, o Typhoon passou como um foguete, subindo. para escapar do fogo antiaéreo. Nós descemos novamente, esvaziando nossos canhões sobre as baterias antiaéreas colocadas junta ao entroncamento ferroviário, embora tenha sido difícil distinguir os alvos na meio da fumaça e do vapor. Na fase mais dura da campanha da Normandia, nós realizávamos três ataques por dia, causando. um máxima de destruição ao inimigo, mas a sobrevivência média nessas missões para um piloto de Typhoon era de 17 missões. Os mais experimentados batiam recordes, mas os jovens pilotos eram presa fácil para a defesa antiaérea alemã. Pensei que me restasse pouco tempo de vida."

Um Hawker Typhoon ataca uma locomotiva em mais uma missão de interdição
Os Typhoons eram mortíferos contra vários alvos, e ideais para a destruição de veículos, trens e pequenas embarcações. Embora se esperasse que o Typhoon causasse grandes baixas nos veículos blindados da Wehrmacht, os foguetes precisavam atingir o motor ou as esteiras para colocar o tanque fora de combate. A análise de tanques destruídos depois da Batalha da Normandia mostrou uma taxa de apensa 4% de tanques destruídos por foguetes.
Em junho de 1944, a RAF tinha 26 esquadrões operacionais equipados com Typhoon IB antes do Dia-D. Os Typhoons provaram ser a mais efetiva aeronave tática de ataque, tanto nos incursões de interdição contra alvos de comunicações e transporte no noroeste europeu antes da invasão, como no apoio direto das forças de terra Aliadas depois do Dia-D.
Existia um bom sistema de ligação entre as tropas do Exército britânico e as aeronaves de ataque da RAF, criados pelos britânicos na Itália: eram rádio operadores da RAF que usavam veículos equipados com rádio transmissores VHF que seguiam as tropas, freqüentemente bem perto da linha de frente. Em situações onde o apoio aéreo aproximado se fazia necessário, esses operadores da RAF acionavam os Typhoons que estavam operando no sistema de "ponto de táxi", ou seja em estado de alerta, voando próximo ao campo de batalha, esperando para serem acionados.

O conceito "Cab Rank" em execução
Os Typhoons foram particularmente mortíferos durante o Bolsão de Falaise. Charles Demoulin relata uma de suas experiências: "Chefiei inúmeros ataques contra o Bolsão de Falaise. Quando localizamos os panzer, a cena foi inesquecível. Como formigas bem disciplinadas, uns 600 panzer, escoltados pelas suas unidades de fogo antiaéreo móvel, avançavam em perfeita ordem de batalha ao longo de um vale pouco profundo, sem qualquer resistência digna de nota. Pouco depois, ondas de Typhoon começaram a surgir de cada ângulo do céu, acrescentando o risco de colisão ao perigo normal da sua missão. Isso durou o dia todo e o dia seguinte. Depois de terem silenciado a maior parte da flak, os "Tiffy" bloquearam o avanço inimigo e, depois, aniquilaram metodicamente os blindados alemães enquanto estes tentavam fugir. Quando os alemães abandonaram o combate, aproveitando a escuridão para se retirarem, os campos estavam semeados de mais de 400 carros e veículos blindados sem lagartas. O general Speide, chefe do Estado Maior de Rommel, afirmou: 'Aquela foi, de longe, a mais decisiva operação da guerra aérea na Europa Ocidental. Os nossos comboios foram dizimados ao mesmo tempo em que éramos submetidos a ataques em massa dos Typhoon. Os Typhoon cortaram a cabeça e a cauda das nossas colunas, reduzindo depois a ruínas os blindados tomados'. Tínhamos que levar os nossos ataques a cabo através de uma barreira de fogo que a flak erguia à nossa frente, e tínhamos que mergulhar desde os 6 ou 7.000 pés até ao nível do solo, através do fogo defensivo, ou voar rasando o solo durante quase um quilômetro e meio até um alvo protegido por todo tipo de flack, a qual seguia você durante outro quilômetro e meio ao longo da rota de escape. Cada um de nós estava preparado para mergulhar naquele inferno: separados uns dos outros por cerca de 100 ou 150 m, mergulhávamos a toda a pressa. Um pequeno golpe de leme para estabilizar o ponto vermelho sobre o alvo e, depois, um toque para reduzir o mergulho. O ponteiro do velocímetro subia: 724, 740, 756 km/h. Primeiro tínhamos que lançar os foguetes, depois atacar o fogo antiaéreo com os canhões e, por fim, sair do mergulho o mais próximo possível do chão. Oitocentos pés (243 m), alvo a 650 m, primeiro par de foguetes lançaao. Seiscentos pés (189 m), alvo a 450 m, segundo par lançado. Depois o terceiro, a trezentos pés (90 m) com um alvo a 180 m. O último par era lançado à queima-roupa! Puxei bruscamente a manche e atirei-me para o céu perdendo momentaneamente a consciência, enquanto a força centrífuga me colava ao assento. Voltei a mergulhar ao mesmo tempo em que verificava se a minha seção me seguia. Não bati em outro avião por milagre e prossegui c mergulho enquanto descarregava os projéteis sobre plataformas cheias de fumaça, embora fosse impossível ver claramente os artilheiros. O terreno estava semeado de crateras e a flak já estava fora de combate. No ponto mais árduo da batalha, efetuamos três missões por dia e três ataques por saída".

Hawker Typhoons do Esquadrão 198 atacando panzers e veículos blindados no bolsão de Falaise
De junho a setembro de 1944,
uma média de 380 Typhoon realizou quase 35.000 saídas, lançando 265 foguetes e
disparando 13.000.000 de projéteis de 20 mm. Tudo isso com um custo de 243
Typhoon abatidos, 173 gravemente danificados e 75 duramente atingidos pela flak.
Durante o mesmo período, foram postos fora de ação pelos Typhoon mais de 1.000
blindados alemães dos 3.000 presentes (incluindo os reforços). Além disso, estes
caças destruíram entre 12.000 a 15.000 veículos, 50 trens, 30 pontes e um grande
número de plataformas de artilharia. Milhares de soldados alemães caíram sob o
seu fogo.
A superioridade dos tanques alemães era incontestável contra os blindados aliados, por isso o Comando Aliado considerava que eram necessários 5 Shermans para combater cada Panther com possibilidades de sucesso. Assim, após os desembarques na Normandia, a tática favorita das tripulações dos Shermans dos exércitos aliados quando descobriam alguns Panthers emboscados era aguardar fora do alcance das peças alemãs e chamar os aviões caça-tanques Typhoon para resolverem o problema a partir do ar. Centenas de Panthers foram assim destruídos nos combates na Normandia.
No dia 7 agosto de 1944, um contra-ataque alemão a Mortain, colocou a cabeça de ponte de Patton em perigo. Esse ataque alemão foi rechaçado com a ajuda do Typhoons da 2ª TAF, que destruíram ou danificaram uns 81 veículos inimigos. Na área de Vire onde o Exército britânico estava debaixo de ataque, os Typhoons voaram 294 sortidas em um só dia, disparando 2.088 foguetes e 80 toneladas de bombas. Os Typhoon também foram empregados em ataques que exigiam grande precisão. No dia 24 de outubro de 1944, a No. 146 Wing atacou um edifício em Dordrecht onde o staff do 15º Exército alemão estava em reunião; foram mortos 17 oficiais de pessoal do QG (inclusive dois generais) do 15º e 55 outros oficiais. Os Typhoons também feriram Rommel durante um ataque contra um veículo do Estado-Maior, em 17 de julho de 1944. Tamanha precisão, além de comprovar as qualidades do Typhoon como avião de combate, atestou a habilidade de seus pilotos.

Comandados pelo Líder de Esquadrão Marten T.S. Rumbold,
Hawker Typhoons atacam o QG alemão em Dordrecht em 19 de março de 1945
Usado no papel de reconhecimento tático, o Typhoon FR IB foi desenvolvido pelo final de 1944. Nesta versão os dois canhões interiores foram retirados e três câmeras F.24 foram colocadas em seu lugar. Depois, quando se descobriu que o canhões perdidos causavam uma guinada (o recuo de dois canhões na asa de estibordo não foi equilibrado corretamente pelo único canhão para aportar), o canhão de estibordo interno também foi afastado. Por causa da vibração da estrutura as fotografias produzidas normalmente não eram boas. Depois de algum serviço com Esquadrão 268 a partir de julho de 1944, o FR IB saiu de serviço em janeiro de 1945.
Em 1943 um Typhoon foi convertido como um protótipo de caça noturno, o NF Mk IB. R7881 era provido com um radar, uma cabine especial para pilotos noturno e outras modificações. Também em 1943, foram modificados cinco Typhoons, R8889, R8891, R8925, DN323 e EJ906 para o padrão "Tropical" com o ajustamento de um filtro de ar atrás do alojamento do radiador principal. Os R8891, DN323 e EJ906 foram para o Egito pilotados pelo Esquadrão 451 da RAAF durante o ano de 1943.
No dia 3 de maio de 1945, foram afundados os navios Cap. Arcona, o Thielbek e o Deutschland em quatro ataques realizados pelos Hawker Typhoon 1B da RAF, do 83º Grupo, da 2ª Força Aérea Tática: O primeiro foi realizado pelo Esquadrão 184 da RAf, baseado em Hustedt; o segundo pelo Esquadrão 198 da RAF, baseado em Plantlünne e liderado pelo Wing Commander John Robert Baldwin; o terceiro pelo Esquadrão 263 da RAF, baseado em Ahlhorn (Großenkneten) e liderado pelo Líder de Esquadrão Leader Martin T.S. Rumbold; o quarto ataque foi realizado pelo Esquadrão 197 da RAF, liderado pelo Líder de Esquadrão K.J. Harding, e estava baseado em Ahlhorn.
Os Typhoons e o Brasil

Hawker Typhoon 1B do Esquadrção 193 com as marcas de 1944
* Existe uma controversa aqui, pois alguns defendem que foram Spitfires do Esquadrão 412 da RCAF ou do Esquadrão 602 da RAF que realizaram este ataque.

PzKpfw VI - Tigre I, comandado por Michael Wittmann da 2nd Kompanie of sSSPzAbt 101 do LSSAH das Waffen SS
na Normandia em 8 de Agosto de 1944. Estes blindados foram implacavelmente caçados pelos Typhoons.
O Tiger 1 Late 212 usado por Michael Wittman durante o ataque a Villers-Bocage foi construído no início de Abril de 1944 e apresentava as seguintes características particulares:
1) Muzzle Break de menores dimensões semelhante aos do Tiger II.
2) Visor monocular.
3) Tecto de 40mm na torre de uma só peça sem pilzen sockets (bases de apoio para uma grua de capaz de levantar 2 toneladas para substituição de motor ou outras acções).
4) Escotilha do municiador do canhão de fundição com dobradiças pequenas.
5) Cúpula do comandante sem canais de drenagem de água.
6) Rodas de aço (sem borracha exterior) versão “Early”.
7) Rodas de retorno (idler wheel) de tamanho pequeno (600mm em vez de 700mm).
8 ) Nahverteidigungswaffe (arma de defesa da curta distância) no tecto.
9) Rodas tractoras com os rebites não alinhados com os raios.
10) Zimmerit mais rugoso e de maiores dimensões nas laterais da torre, em oposição ao mantlet e corpo do tanque, tal como a maioria dos Tigers do s.SS.Pz.Abt.101.
11) Provavelmente apresentava Zimmerit sobre a superfície horizontal que cobre a transmissão, tal como vários Tigers Late.
12) Insígnias da unidade pintadas em quadrados recortados no Zimmerit na frente do lado direito e atrás do lado esquerdo, como todos os Tigers da 2ª Companhia do s.SS.Pz.Abt.101.
Especificações:
SdKfz 181
Origem: Alemanha
Tripulação: Cinco
Armamento: Um canhão KwK 36 l/56 de 88mm; uma metralhadora MG 34 de 7,92mm coaxial; uma metralhadora MG 34 no casco; uma metralhadora MG 34 AA opcional no alto da torre
Blindagem: Máxima: 110 mm; mínima: 26 mm
Dimensões: Comprimento: 8,25m; largura: 3,73m; altura: 2,85m
Peso: Em combate: 55.000 Kg
Pressão sobre o solo:1,04 kg/cm²
Potência/peso: 12,72 cv/t
Motor: Maybach HL 230 P45 V-12 em linha, a gasolina, refrigerado a água, desenvolvendo 700 cv a 3.000 rpm
Desempenho: Velocidade em estrada: 38 km/h; velocidade em terreno acindentado: 20 km/h; alcance em estrada: 100 km; obstáculo vertical: 0,8m; transposição de vala: 1,8m; profundidade de vau: 1,2m; ângulo máximo de ladeira 35°
Também muitos creditam aos Typhoons a honra de terem eliminado o SS-Hauptsturmfuhrer Michael Wittmann, considerado um dos maiores ases de tanques da Segunda Guerra Mundial (138 tanques, 141 peças de artilharia, e um número desconhecido de outros veículos blindados destruídos). No dia 8 de agosto de 1944 seu Tiger foi destruído pelo que tudo indica por foguetes disparados por um Hawker Typhoon, visto que a torre do Tiger foi arrancada e jogada longe, algo possível para os foguetes, e muito improvável para um canhão de 76mm de Sherman Firefly como alegam alguns, dai surgindo mais uma controvérsia sobre os Typhoons e seus ataques. O foguete atingiu a traseira do Tiger, penetrou a blindagem e explodiu lá dentro levando a munição, a tripulação e arrancando a torre. A lenda de Wittman foi criada no famoso episódio do Villers-Bocage, uma semana depois do dia D. Wittmann com 6 Tigres destruiu 4 Sherman Firefly, 20 Cromwell, 3 Stuart, 3 M4 Sherman OP, 14 meia-lagartas, 16 Bren e 2 canhões de 6 pdr, e ainda paralisou por um bom tempo o avanço, recebendo a Cruz de Ferro de Cavaleiro com Folhas de Carvalho das mãos do próprio Hitler. Wittmann foi sepultado onde morreu num túmulo não identificado, mas em 1983 seus restos mortais foram achados durante as escavações de uma estrada e transplantados para o Cemitério Alemão "De La Cambe" na Normandia, França.
O às dos pilotos do Typhoons foi o Wing Commander John Robert Baldwin com 15 aeronaves abatidas entre 1942-1944.Ao todo 246 aeronaves foram destruídas por pilotos de Typhoons durante a Segunda Guerra.
A produção total do Typhoon, feita quase que completamente pela Gloster, foi de 3.330 aeronaves. A Hawker desenvolveu uma versão aprimorada do Typhoon, o Typhoon II, mas as diferenças entre este e o Mk I era tão grande que era efetivamente era um avião diferente, chamado de Hawker Tempest. Após a guerra, a grande maioria dos Typhoons foram aposentados, e os poucos remanescentes permaneceram pouco tempo nas fileiras da RAF.
Operadores
do Typhoon:
Canadá
Nova Zelândia
Reino Unido
Fontes:
http://www.rafharrowbeer.co.uk/bellows_of_brazil.htm
http://www.appepe.hpg.ig.com.br/fole.html
Livro Armas - Spitfire - Ed. Rennes
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