Perfil da Unidade

US ARMY - SPECIAL FORCES

"BOINAS VERDES"

PARTE III


PARTE I - PARTE II - PARTE III

As Forças Especiais Hoje: 

Operador das Forças Especiais dos EUA no Afeganistão

Quando as Forças de Operações Especiais têm um trabalho para fazer, elas acreditam que este deve ser feito rápido, com precisão, e eficazmente, pois normalmente tal tarefa é extremamente complexa, com muitas vidas em jogo, e muitas variáveis desconhecidas. Enfrentando essas condições, os homens nestas unidades não desperdiçam o seu tempo e esforço para expressar sentimentos. Eles são extremamente profissionais, práticos e enfocam à missão que tem a mão, sempre procurando vulnerabilidades nos seus obstáculos ("inimigos"?!) que podem ser exploradas para resolver o problema do modo mais limpo e completo possível. 

Afeganistão

Com os ataques terroristas de 11 de setembro, os EUA empreenderam uma caçada global contra a Al-Qaeda de Osama bin Laden e outros grupos que o apoiavam. O primeiro lugar onde as tropas americanas foram lutar esta nova guerra foi o Afeganistão e as forças de operações especiais tiveram um papel crucial na derrota rápida e decisiva do Taliban neste país.

As Forças Especiais foram as primeiras unidades militares que foram para o Afeganistão após os ataques de 11 de setembro de 2001, embora oficiais paramilitares da CIA da famosa SAD - Special Activies Division tenham sido os primeiros americanos a chegar ao Afeganistão para a chegada das forças especiais. Uma série de destacamentos das SF trabalhou com a Aliança do Norte afegã, trabalhando como força multiplicadora, operando especialmente com as novas técnicas de direção de apoio aéreo e ajudaram a derrotar os talibãs e a Al-Qaeda. Unidades das Forças Especiais também formaram as primeiras tropas do novo Exército Nacional afegão.

No dia 26 de setembro, 15 dias após o fatídico 11 de Setembro de 2001 forças terrestres americanas chegaram ao Afeganistão. Era uma pequena equipe apelidada de "Jawbreaker", que foi inserida a partir da antiga base soviética de Karshi-Khandabad (K2) no Uzbequistão, onde uma formidável base americana foi montada. Os americanos pousaram no Vale de Panjshir em Mi-17 de fabricação russa, mas operado pela CIA. Era de madrugada quando os oito membros da Special Activities Division (SAD) e da Counter Terrorist Center (CTC), todos da CIA pisaram no solo afegão.

Carabina M-4 A3 com seu lança granadas M203. Também é muito comum o uso deste modelo pelas tropas em ação em combates urbanos no Iraque e Afeganistão.

Os operadores das Forças Especiais americanas chamavam esses homens simplesmente pela sigla OGA, que quer dizer "Other Government Agency - Outra Agência Governamental". Formado por ex-operadores especiais e especialistas em comunicações e lingüísticas, a equipe trouxe consigo satélite de comunicações habilitando assim esses homens a reportarem a Langley e ao Comando Central (CENTCOM), as primeiras impressões em terra sobre o Afeganistão. A equipe também levou 3 milhões de dólares em moeda corrente dos EUA, em notas de 100 dólares sem seqüência para serem usadas para comprar apoio da tropas da Aliança do Norte para a Operação Enduring Freedom. A equipe "Jawbreaker" facilitou o contato planejado do primeiro destacamento das Forças Especiais dos EUA com os comandantes da Aliança do Norte, que assinalaram potenciais alvos aéreos para o CENTCOM; proveram também capacidade C-SAR inloco e também avaliação para os ataques aéreos da campanha que se iniciaria.

Uma das primeiras forças tarefas de operações especiais a serem enviadas para o Afeganistão foi a Task Force Dagger, comandada pelo Coronel John Mulholland, formada em torno do 5º Grupo de Forças Especiais, sendo integrada também pelo 160th Special Operations Aviation Regiment (SOAR). A TF-Dagger operou ao norte de de Mghanistan, com a tarefa de infiltrar equipes de forças especiais ODA (Operational Detachment Alpha) para aconselhar e apoiar os senhores da guerra da Aliança do Norte. Esses destacamentos ODA geralmente eram composto por um "A-Team" apoiado por uma equipe da Air Force Special Tactics, trabalhando em conjunto com agentes da CIA.

Vários ODAs são apoiados por um ODB (Operational Detachment Bravo), que provê inteligência, apoio médico e logístico para as ODAs. O ODB e as ODAs são comandados por um ODC (Operational Detachment Charlie), geralmente um comando de batalhão das Forças Especiais. Os ODAs também são apoiados por operadores do USAF Special Tactics, normalmente Controladores de Combate, treinados para guiar ataques aéreos aproximados. As ODAs também recebem apoio dos USAF Pararescue Jumpers, que são os médicos especialistas em combate.

Sargentos das Forças Especiais dos EUA, servindo em uma das ODA

que foram infiltradas no Afeganistão em Outubro de 2001. ele usa um uniforme camuflado de três cores, padrão Desert Combat Uniform (DCU) com um blusão SPEAR ECW Polartec 300 e botas Danner. Ele está usando uma faca Gerber. Ele usa um tradicional pakol afegão, como o usado por muitos operadores que agiram ao lado da Aliança do Norte. Os capacetes foram substituídos por bonés de beisebol, shemaghs ou pakols. Os operadores adotaram também as barbas crescidas,

que para os afegãos é sinal de maturidade masculina. Este homem
usa uma arma que arma que ele batizou de Sara Jane, e é um Mk 11 Mod 0
Special Purpose Rifle (SPR), fabricada pela Knight's Armament Corp (KAC). Sua mira é uma eupold Vari-X Mil-dot e se nota também um supressor de som KAC QD.

Depois de duas semanas de bombardeio aéreo preparatório, os primeiros dois SF ODAs foram infiltrados em Mghanistan no meio da noite e nas primeiras horas de 19/20 outubro de 2001. O primeiro time a tocar o chão era formado pelos 12 homens dp ODA 555, que se uniu com a equipe Jawbreaker no Vale de Panjshir e foi levado para uma casa segura para conhecer os representantes do senhor da guerra Fahim Khan, o sucessor para Masoud como chefe militar da Aliança do Norte. Eles começaram suas operações ao lado das forças de Khan nos dias seguintes. O tempo a noite tinha estava muito ruim e perigoso o que forçou a dois MH-60L Direct Action Penetrators (DAPs) a servirem de escolta voadora para o MH-47E que levou de volta para K2 o segundo destacamento operacional alpha, o ODA 595.

Depois do colapso do Taliban e a destruição ou expulsão de uma parte grande das forças da Al-Qaeda durante Operação Anaconda, e com os EUA iniciando o processo da invasão do Iraque, a OTAN assumiu o fardo da segurança no Afeganistão e o seu processo de pacificação. Desta forma as forças especiais no neste país deixaram de apoiar grandes investidas terrestres de forças da Coalizão e da Aliança do Norte, e passaram a se concentra em missões de caça e eliminação de líderes sobreviventes da Al-Qaeda e do Talibã. Foi criada uma Combined Joint Special Operations Task Force (CJSOTF), que opera em defesa das operações da OTAN, mas não está debaixo do comando da ISAF.

Desde a invasão que os 3º e 7º Grupos de Forças Especiais estão operando no Afeganistão. Eles conduzem uma intensa luta anti-terror e anti-guerrilha contra forças do Talibã e da Al-qaeda. Nesta luta se faz necessário ganhar o coração e mentes dos nativos, por isso são muitas as reuniões com os anciões das tribos para conquistar o seu apoio contra os inimigos. O trabalho das Forças Especiais no Afeganistão está intimamente ligado as ações dos Assuntos Civis e Operações Psicológicas, para prover segurança, alimentação, água e tratamento médico para as aldeias, além de programas educacionais.

Bem como a assistência humanitária, existe um programa de construção de estradas, escolas e poços. Isso exige também que as SF constantemente realizem patrulhas nas zonas de defesa das aldeias, contra ataques dos talibãs. À noite, muitas vezes as SF realizam caçadas aos talibãs e outros grupos insurretos na área, realizando incursões em campos de refugiados, centros rebeldes de treinamento, pontos de contrabando de droga, e outros lugares considerados seguros pelos talibãs.

As Forças Especiais também realizam arriscadas operações na fronteira com o Paquistão, conduzindo emboscadas contras comboios de armas, suprimentos e drogas, que passam pelas montanhas entre o Paquistão e o Afeganistão. Nesta área são realizadas missões de reconhecimento e captura ou morte de altos líderes terroristas.

Quase sempre as SF operam em conjunto com forças afegãs, que têm sido freqüentemente treinadas pelos americanos. Mas as SF também operam ao lado de outras unidades especiais dos EUA e de países aliados. Para operarem da forma mais discreta nesta país os operadores das SF deixam a barba e o cabelo crescerem, e procuram usar peças dos vestuário masculino afegão. Como todas as unidades militares no Afeganistão, SF estão bem sobrecarregadas, pois a maioria dos soldados foram destacados para o Iraque, ainda que o Afeganistão seja duas vezes maior, e isto tem causado muitos problemas para as SF dos EUA para as outras forças aliadas no país.

Na execução da caçada a terroristas numa escala global, as Forças Especiais também estiveram em outros países como as Filipinas contra o grupo islâmico Abu Sayyaf, Iêmen contra grupos ligados à Al-Qaeda,  Paquistão, Somália e Sudão. Militares americanos já visitaram estes dois paises e estão mantendo uma vigilância estreita sobre os mesmos, planos de ataques estão sendo levantados e negociações estão sendo feitas com autoridades locais. As Forças Especiais estão realizando outras operações secretas em vários países, muitas delas jamais chegaram ao conhecimento público.  

No Século 21 as Forças Especiais dos EUA investem muito em aprendizado e treinamento. Junto com as habilidades habituais das Forças Especiais e uma ênfase especial em combate urbano, o Centro de Guerra Especial JFK e o Fort Bragg ensinam: odontologia, oftalmologia, medicamento veterinário, interpretação de radiografia,  negociação e idiomas exóticos. 

O objetivo é criar uma força que pode verdadeiramente ganhar "corações e mentes" agindo como doutores e ajudando os trabalhadores em uma aldeia do Terceiro Mundo. E também, se for necessário, poder matar ou prender um criminoso de guerra, um grupo terrorista, ou outro adversário. Os soldados especiais do Século 21 são bem diferentes dos guerreiros da época do  Vietnã. 

Os homens da era do Vietnã eram sujeitos que você não quereria se encontrar em uma ruela escura. A  nova geração de guerreiros especiais mais  se assemelha a um grupo de estudantes diplomados que tem uma  forma física excelente. Os homens das Forças Especiais não podem se dar ao luxo de esperar regras claras nos futuros campos de batalha, os adversários futuros jogarão por regras ilegais.

Terrorismo, drogas, lavagem de dinheiro, espionagem industrial, guerra cibernética e assim por diante vai tudo evoluir em formas novas de "guerra convencional" que proporciona aos líderes autoritários os meios para empreender atos de agressão. Para uma força militar que terá que agir secretamente, de forma não convencional, e com antecedência das crises, o treinamento constante, o aprendizado diligente e o domínio de novas tecnologias é um fator crítico. 

Iraque

Assim como no Afeganistão, as SF foram as primeiras unidades militares dos EUA a entrarem no Iraque e os agentes paramilitares da CIA foram os primeiros americanos a agirem dentro daquele país. O 10º Grupo de Forças Especiais foi implantado no norte do Iraque, juntamente como oficias da SAD - Special Activities Division da CIA. Eles contactaram, organizaram e treinaram os curdos, como forças anti-Saddam. As Forças Especiais americanas foram usadas também na guerra contra o Iraque que se iniciou oficialmente em 20 de março de 2003. Mas para as US Special Forces, ela começou alguns meses antes disso. Por volta de novembro de 2002 pequenas unidades da CIA, da Força Delta e das US Special Forces foram  infiltradas  no norte, oeste e sul do Iraque,  com o objetivo de travar contato com grupo dissidentes locais (especialmente xiitas e curdos) e levantar alvos para a ofensiva aérea.

Iraque - 10º Grupo de Forças Especiais

Na invasão do norte do Iraque pela Turquia seriam usados 65 mil tropas, incluindo a 4ª Divisão de Infantaria, apoiada por 225 aeronaves e 65 helicópteros. Atacar pelo norte podia causar problemas logísticos e era um desafio político, mas também criava problemas para Saddam. Os Aliados Curdos no norte eram a principal vantagem.

A invasão foi considerada impopular pelos Turcos que proibiram a invasão por terra a partir do seu território. Os EUA tentaram de tudo para mudar a opinião dos turcos e até ofereceram US$ 30 bilhões em empréstimos para abrirem a fronteira. Com a recusa de último minuto dos turcos de deixarem as tropas invadirem pelo país a solução foi transportar a 4 Divisão de Infantaria pelo mar até o Iraque.

O uso das Forças Especiais era o plano B com ajuda de apoio aéreo aproximado para manter ocupado o IX Corpo que atuava no norte do Iraque. A abordagem era mais arriscada com menos forças ao usarem as Forças Especiais. Ao invés de 6.2000 tropas da 4ª Divisão de Infantaria o novo plano seria uma invasão por equipes de Forças de Operações Especiais do 10º Special Forces Group (total de mil tropas) e 10 mil tropas pára-quedistas da 173ª Airborne Brigade, junto com a guerrilha Curda (10 mil tropas) da guerrilha Peshmerga contra 100 a 120 mil iraquianos. As FOpEsp operariam isolados ou junto com guerrilheiros Curdos. Junto iriam os SOF TACP com a mesma função no Afeganistão. As forças curdas eram grandes o suficiente para os iraquianos não se dispersarem. Seria o mesmo cenário visto no Afeganistão e as táticas foram desenvolvidas na Operação Enduring Freedom.

O local de passagem das aeronaves táticas embarcadas em NAes no Mar Mediterrâneo poderia ser por Israel, Mar Vermelho e Jordânia e a fronteira da Turquia próximo a Síria. Pela Turquia seria a melhor opção, mas fecharam o espaço aéreo. A Arábia Saudita liberou depois, mas não aceitou o uso de bases no país. O problema foi resolvido no dia 23 de março com a Turquia abrindo seu espaço aéreo. Mesmo assim as aeronaves do CTF-60 saíram do delta do rio Nilo e foram para a região apertada entre Chipre, Síria e Turquia. As vezes os Naes operaram a vista um do outro. Um operava a noite e outro de dia com mais frequência. Também apoiavam tropas do SAS da Austrália e Reino Unido. Os pilotos não estavam familiarizados como o terreno, IADS e meteorologia como ocorria no sul quando os pilotos operavam na OSW.

No norte as operações das Forças Especiais era responsabilidade do Combined Special Operations Task Force-North (CJSOFTF-North) apelidada de TF Viking. As tropas eram na maioria do 10 SFG(A) já com experiência de operar com os Curdos na operação Provide Comfort. O 123 Special Tactics Squaron da ANG apoiaram as ODA da TF Viking e as tropas da 173ª Airborne Brigade e outras Companhia da 2ª Brigada, e o 14º Regimento de Infantaria da 10ª Divisão de Montanha.

Originalmente a TF Viking apoiaria a 4ª Divisão de Infantaria avançando até Bagdá a partir da Turquia. Ao ser negado o acesso pelo local a TF Viking passou a ter a missão de manter as forças locais ocupadas e evitar que reforçassem Bagdá. O primeiro passo foi procurar rotas para evitar o espaço aéreo turco. As ODA organizariam com os Curdos para manter as 13 divisões de infantaria e blindadas ao norte de Bagdá ocupadas.

No fim de 2002 as equipes já iniciaram as infiltrações no Iraque junto com agentes da CIA (SAD - Sepecial Activitics Division). Inicialmente treinariam os Curdos e conquistaram a sua confiança. Operavam perto da Arbil no vale de Harir. Seria a base para inserção de outras equipes ODAs como feito pela Jawbreaker no Afeganistão.

A 10 SFG não tinha veículos Ground Mobility Vehicles (GMV) como o 5 SFG e usaram veículos civis. Foram comprados 230 Non Standard Tactical Vehicles (NTV), a maioria Land Rover Defender e 30 Toyota Tacomas, e modificados localmente. Tiveram que cruzar a fronteira sem interferência dos turcos. 

O ataque ao norte do Iraque foi coberto por 72 caças F/A-18 Hornet de quatro esquadrões da ativa, uma unidade da reserva e um do USMC operaram nos dois NAes no Mar Mediterrâneo. Junto havia mais 20 F-14 Tomcat em dois esquadrões que constituíam a CTF-60. As aeronaves faziam parte da Ala Aérea Embarcada CVW-3 do CVN-75 Harry S. Truman e da Ala CVW-8 do CVN-71 USS Theodore  Roosevelt. Os pilotos foram avisados dois dias antes que o CVN-75 operaria de dia e CVN-71 a noite, mas nem sempre cumprido.

Inicialmente apenas o Tomcat, Hornet e Prowler operariam no norte junto com 14 bombardeiros B-52. Depois iniciaram vôos com os A-10, F-15E e F-16CJ em bases ao sul voando ao norte de Bagdá. Os vôos de B-52 era perigo pois voavam alto e disparavam sem se importar se havia alguém embaixo. Os pilotos de caças pediram para informar pelo rádio que estavam chegando para fugir depois que alguns viram bombas caindo do lado. O raio de curva do B-52 era do tamanho do norte do Iraque.

Depois do "shock and owe", a missão da CTF-60 era apoiar as Forças de Operações Especiais e curdos para parar o III Corpo do Exército iraquiano no norte e evitar que fossem para o sul. As equipes de Forças Especiais detectariam alvos para as aeronaves táticas. As Forças Especiais já tinham treinado a missão antes para apoiar o avanço de tropas convencionais como feito no sul.

As Forças Especiais também foram pegas de surpresa. No sul e oeste havia tropas amigas próximas e operavam atrás das linhas, mas com uma força convencional de 100 mil tropas do V Corpo do US Army e da 1a MEF (1st Marine Expeditionary Force) do USMC absorvendo a reação dos iraquianos. No norte não tinham este luxo. No sul só pegavam alvos de alto valor para a força tarefa CTF-50 enquanto no norte eram todos alvos de oportunidade. Eram muitas aeronaves, 30-40 aeronaves para poucos SOF TACP em terra com canais de rádio a procura de alvos. Houve muita confusão no inicio.

No norte ocorreram poucas batalhas convencionais. As FOpEsp usavam a furtividade e não o confronto para realizar suas missões. Os curdos é que usavam grandes formações para tomar as cidades. No dia 6 de abril ocorreu a batalha do Passo de Debecka. Forças Especiais e Curdos estavam no local e foram cercados. Era uma rota importante entre Mosul e Kirkuk. Blindados iraquianos foram logo engajados pelo ar e oito T-55 e 16 BMP foram destruídos. Com o mau tempo no local os Hornet tiveram que voar abaixo de 7 mil pés. Atacaram com bomba Paveway iluminados por designadores laser Viper das Forças Especiais. A batalha durou 24 horas com os iraquianos lançando varias ondas de ataque até se retirarem.  

Ugly Baby

A TF Viking atrasou a infiltração das suas equipes devido a dificuldade em conseguir passar seus veículos. Passaram pela România em Constanta e por outros dois paises. A outra passagem foi chamada de Ugly Baby. No 22 de março completaram a travessia com o 2º e 3º batalhão pousando em Arbil em seis MC-130 Combat Talon. Foram atacados por artilharia antiaérea no Iraque e teve um pousou de emergência na Turquia. No inicio foram 19 equipes ODA e quatro ODB do 10 SFG no norte do Iraque. No dia 23 de março a Turquia permitiu voos no país e três MC-130 voaram para Bashur reforçando as tropas. A TF Viking chegou a ter 51 ODA e ODB operando com 60 mil Curdos. Em 26 de março a 173 Brigada aerotransportada realizou um salto na pista de pouso de Bashur já seguro pelas Forças Especiais e Curdos. O objetivo era tomar os campos de petróleo de Kirkuk. Sem poder ofensivo inicialmente foi usada mais para desencorajar ações iraquianas.

Os objetivos da TF Viking eram três: prevenir reforço de Bagdá por 13 estimados Divisões; avançar até Kirkuk e Mosul; e realizar ação direta contra campo de treinamento terrorista em Ansar al Islam na fronteira com Irã, na operação "Viking Hammer". A vigilância inicial mostrou que havia 770 tropas no local em posições defensivas.

A operação Viking Hammer foi programada para ser realizada no dia 21 de março, mas foi atrasada por dificuldade de infiltrar as tropas do 3º batalhão do 10 SFG. Foram disparados 64 mísseis Tomahawk como barragem de preparação no dia 21 e as equipes ODA fizeram avaliação de danos de batalha. O ataque por terra foi lançado no dia 28 de março com seis frentes no vale, cada um com várias ODA e mil Curdos. A frente principal era contra Sargat suspeita de ter armas químicas e biológicas. Uma posição com metralhadora 12,7 mm parou o avanço e um par de F/A-18 fizeram XCAS com duas JDAM. Depois atacou com o canhão de 20 mm. Foram novamente parados por metralhadoras escondidas no caminho. A ODA 081 com um lança-granadas Mk19 em um NSV suprimiu a ameaça. Os Curdos avançaram e devido a proximidade na cidade tiveram que usar apenas metralhadoras 12,7mm para suprimir as ameaças no caminho. Em Daramar Gorge os Curdos foram engajados por armas leves e RPG suprimidos com as .50 e 40mm dos veículos. O XCAS permitiu avançar com seis JDAM atacando os alvos. Na noite de 28 a 29 de março quatro AC-130 fizeram pressão contra as tropas fugindo de Ansar indo para o Irã. O local foi tomado no dia 29 de março. As Forças Especiais fizeram SSE (Sensitive Site Exploitation) e as equipes tomaram documentos sobre armas químicas. Foram cerca de 300 mortos incluindo estrangeiros assim como 22 Curdos, e nenhuma baixa aliada.

Ayn Sifni

As tropas se reagruparam depois para tomar a cidade de Ayn Sifni na estrada até Mosul. Atacaram tropas na cidade com CAS que fugiram logo depois. No dia 05 de abril foi estimada a presença de dois Pelotões iraquianos na cidade. No dia 6 atacaram com três ODA e 300 Curdos com duas ODA atuando como grupo de apoio de fogo (FSG) junto com armas pesadas dos Curdos. A ODA 51 avançou na cidade e foi atacada por fogo intenso com inimigo mostrando ser dois Batalhões com morteiros 82 mm, artilharia antiaérea e peças artilharia. Após quatro horas de CAS e apoio dos dois FSG, o elemento de assalto entrou na cidade. Os iraquiano tentaram retomar, mas foram derrotados.

No mesmo dia aconteceu a batalha do cruzamento de Debecka. O cruzamento corta a estrada até Kirkuk e Mosul e cortaria a capacidade de reforçar o norte. A serra de Zurqah Ziraw Dagh estava sendo ocupada pelos iraquianos. O ataque iniciou contra a serra com os B-52. A ODA 044 atuando com 150 Curdos e avançou até o objetivo Rock, uma junção em "T" que leva até o cruzamento e a cidade de Debecka. A ODA 391 e 392 apoiaram com apoio de fogo nos seus GMV. Ao norte dois grupos com 500 Curdos avançaram até a serra. Mais ao norte a ODA 043 atuando com 150 Curdos e a ODA 394 e 395 atuaram como FSG contra o objetivo Stone onde ficava um posto de comando iraquiano.

A coluna central tomou o objetivo facilmente. O objetivo Stone foi atacado com CAS com quatro JDAM disparadas e uma atingindo e depois foi tomada pelos ODA. Uma saída de CAS permitiu avançarem e tomar a posição.

No sul as ODA 044, 391 e 392 foram para o leito de um rio até o objetivo Rock por encentrarem minas na estrada. Logo encontraram tropas iraquianas que se renderam aos primeiros disparos. O comandante citou que os blindados que os apoiavam se retiraram para o sul. Depois avançaram para Debeka após limparem a estrada para uma possível fuga. O local virou o "Press Hill".

A ODA 392 atacou equipes de morteiros de 60 mm até serem engajados por um ZSU-57-2 a longa distancia. A 391 atacou com mísseis Javelin atingindo vários caminhões e pick-ups armadas indo em direção a Debecka. Os membros da ODA viram vários MTLB aparecerem até a intercessão com um gerador de fumaça para esconder o avanço. Foram atacados com metralhadoras 12,7mm e lança-granadas de 40 mm dos GMV e depois com mísseis Javelin. Quatro T-55 apareceram atrás da fumaça. Atacara com seus canhões de 100 mm e as tropas desistiram de atacar com o Javelin pois o CLU demorava a ligar. Fugiram nos GMV para uma posição 900 metros atrás para o ponto chamado Alamo (gíria Forças Especiais para ponto de defesa final até o reforço chegar). Pediram CAS que demorou 30 minutos para chegar. As tropas ainda atacaram os MTLB com Javelin e ficaram sem munição. Os T-55 usaram o terreno para se aproximar sem serem atacados. Em 35 minutos após tropas entrarem em contato chegaram dois F-14. A primeira bomba atingiu as tropas amigas incluindo membros do AOB no objetivo Rock. Quatro membros da AOB foram feridos e 12 Curdos mortos.

O resto da ODA voltou para do Alamo até Press Hill devido ao fogo da artilharia. Um T-55 foi atingido por um Javelin enquanto avançava. Os Hornet que chegaram logo forçou o resto a fugir. Um total de 26 membros das Forças Especiais forçou uma Companhia Mecanizada a fugir graças ao apoio de blindados e artilharia. No dia seguinte chegaram tropas da TF 1-63 com Abrams e Bradley que seriam o melhor meio para apoiar o avanço.

Kirkuk e Mosul

Os Curdos e nove equipes ODA da FOB 103 cercaram Kirkuk em 9 de abril após capturarem as montanhas ao redor. O Exército iraquiano fugiu e apenas as milícias Fedain ficaram na cidade. A primeira ODA entrou na cidade no dia 10 sendo aclamados pela população. No dia 18 de abril a 173ª Brigada tomou a responsabilidade pela ocupação.

No dia 11 de abril um elemento avançado da FOB 102 com 30 operadores, incluindo o comandante do 2º Batalhão, dirigiu até Mosul sem oposição. As tropas na cidade foram atacadas pelo ar por dias antes do avanço. No dia 13 de abril o 3º Batalhão do 3 SFG e outro da 10ª Divisão de Montanha e a 26ª MEU, infiltrada dias antes em Arbil, tomaram o lugar do 10 SFG e dos Curdos.

Carabina M-4 A3 SOPMOD. Esta carabina tem um sistema de miras laser e uma microcâmara instalada na pequena armação lateral na telha, que serve para o soldado praticar o que chamamos de tiro indireto, onde o soldado se esconde em algum obstáculo como uma quina de um prédio, por exemplo, e expõe apenas a arma, que com a câmera montada, permite ao soldado visualizar, mirar e atirar certeiramente, se expor mais que sua própria mão.

Iraque - 5º Grupo de Forças Especiais

Soldados das SF também foram mobilizados para o oeste do Iraque para tentar encontrar lançadores de mísseis Scud que poderiam representar uma ameaça para Israel. O 5º Grupo de Forças Especiais (1º Batalhão) foi implantado na região ocidental do Iraque, com um batalhão sendo infiltrado no país semanas antes de iniciar a invasão. Esta força era conhecida oficialmente como CJSOFTF-West (Combined Joint Special Operations TF west) uma reedição da TF Dagger do Afeganistão.

As Equipes A do 5º SFG tinham duas missões: conter os ataques dos mísseis Scud, destruindo os lançadores TEL e evitando usarem sites de disparo; e coletar inteligência apoiando as forças convencionais, montando a disposição das forças iraquianas no oeste.

Como no Afeganistão a campanha no oeste usou muitas equipes de Forças Especiais atuando com os SOF TACP. Não encontraram mísseis Scud, não que se saiba publicamente, mas encontraram muitas forças iraquianas, e as vezes encontraram encrenca.

O medo de ataques de mísseis Scud contra Israel ainda estava na memória dos americanos em 2003. O uso de arma químicas e biológicas ainda possíveis com os Scud. Na invasão de 1991 temiam o padrão de atacar Israel para provocar os aliados e assim foi lançada uma campanha chamada “The Scud hunt” que desviou grande parte das saídas aéreas. Na segunda campanha contra o Iraque logo foi incluída uma campanha semelhante. Havia também o medo de soldados americanos morrendo de armas de destruição em massa.

Em 2003 a campanha foi diferente. Estudaram as operações e as capacidades dos Scud iraquianos e ao invés de procurar em todo o palheiro, os analistas tentaram procurar em pequenas seções. Estudaram bem a área de operação pois sabiam que algumas aéreas tinham mais probabilidade de ação. A capacidade de busca e ataque também foi refinada com novas tecnologias disponíveis como melhores sensores e sistemas de comunicações (datalinks). Hoje se sabe que não havia armas químicas e biológicas, mas na época não tinham esta informação e a ameaça foi levada a sério.

A missão secundaria era evitar que forças locais ameaçassem, contra atacassem ou escapassem. Não seria um ataque indiscriminado, mas apenas para manter as tropas no local para evitar serem usadas no avanço mais a leste. Para negar e cortar as linhas de comunicações não precisava de forças convencionais como preparado na Turquia. As tropas convencionais eram necessárias para ir até Bagdá e tomar os campos de petróleo, capturar soldados que se renderam, mas não no oeste e no norte.

As equipes treinaram antes com alvos reais em no deserto de Nellis. Treinaram do básico até o avançando gradualmente. I tempo entre o encontro dos alvos e chamar os caças teria que ser curto. Se encontrassem falavam no rádio “encontramos um”, e depois era com os aviões. Em dezembro e janeiro de 2003 treinaram a caçada com os pacotes de ataque, usando AWACS, caças, tropas em terra, controle de Kill Box, canais de comunicações, reconhecer lançadores de mísseis Scud, e códigos de chamada. Treinaram todo o cenário. Atuavam com os A-10 e F-16 de esquadrões designados para a missão. Fizeram conferencias em terra com os pilotos e sabiam com quem estavam conversando no ar.

As táticas dos Rat Patrol foram treinadas antes no deserto. Usaram táticas britânicas de 1991 baseadas no livro "Saber Squadron". Estudaram as táticas, capacidade dos veículos, e se acostumaram com a ação motorizada. Iniciaram com pequenas equipes até treinar uma Companhia inteira.

As ações das Forças Especiais tiveram sucesso devido a liderança, preparação adequada e apoio necessário não perdendo uma única tropa. Atacaram concentrações de forças, artilharia antiaérea, sites de mísseis SAM, pontes, bases aéreas, linhas de comunicações, quartéis do partido Baath e outros alvos. Foram vários contatos, mas saiam do local, atacavam até desistir ou desaparecerem.

Usaram o conceito de economia de força devido a grande mobilidade das Forças Especiais apoiados pelo ar. Podiam estar em qualquer lugar e nenhum lugar ao mesmo tempo. Soldados feitos prisioneiros citaram não sabiam o que fazer. Estavam sendo atacados de todos os lados e não sabiam o que fazer. Nem encontraram o inimigo. Foram atacados pelo ar mas também por fogo direto, mas era uma equipe de Rat Patrol atuando como se fosse uma Brigada. O impacto psicológico foi contra um inimigo que não tinha olhos e ouvidos necessários. Era o valor da inteligência contra a completa falta de inteligência. Para os iraquianos havia uma Brigada e não equipes de 10 homens no local.

O Comando e Controle foi feito por uma equipe B (ODB - Destacamento Bravo), com bases avançadas (AOB - Advanced Operating Base), também fazendo ressuprimento móvel com os "war pig" Light Medium Transport Vehicle. O conceito foi testado no meio década de 90 com um caminhão Unimog (nave mãe) para ressuprir patrulha móveis na Operação Tempestade do Deserto.

O 5 SFG tinha duas áreas de atuação, a mais a oeste e a mais ao sul (JSOA - Joint Special Operation Area). Um elemento chamado de FOB 51 (Forward Operation Base) comandada pelo AOB 520 e AOB 530, com a OD do 1 Batalhão na base H-5 na Jordânia era responsável pela zona mais a oeste. Os grupos do 2 e 3o Batalhão deslocaram de Ali Al Salim no Kuwait com a FOB 52 e 53 respectivamente, no JOSA mais ao sul. Todas as equipes atuaram com tropas SOF TACP do 23 Special Tactics Squadron (STS) para apoiar nas operações de CAS.

No oeste do Iraque, as Companhias Bravo e Charlie do 1 Batalhão do 5 SFG atravessaram a fronteira do Kuwait com a ODA 531 abrindo a trilha para os War Pigs e GMV. Sete ODA da Charlie foram em direção a Nukyab, Habbariya e Mudyasis. A ODA 534 foi para Nukyab para procurar lançadores Scud. A Bravo atuou mais no centro-oeste em Ar Rutba e nas bases próximas a H-3, com seis ODA e um ODB nos War Pigs.

A ODA 523 e 524 procuraram instalações dos Scud, com a ODA 521 e 525 fazendo busca em bases abandonadas. Sem sinais de lançadores TEL, a ODA 525 fez Reconhecimento Especial a partir de 21 de março em Ar Rutba com dois operadores fazendo reconhecimento inseridos em uma colina na cidade, e logo chamaram um par de F-16 para atacar um radar identificado.

A ODA 525 deslocou uma segunda equipe de Reconhecimento Especial cobrindo duas rodovias até Ar Rutba e logo foram comprometidas por beduínos que delataram a a posição a guarnição local. Um caminhão e quatro pick-ups armada com Fedeyen fizeram busca no local. Os operadores fugiram para seu GMV e usaram um Laptop Toughbook com o software Falcon View para preparar a emboscada. Logo engajaram os fedain com as M2 e Mk19 entrando no alcance e logo fugiram. Passaram a se preocupar com a equipe na colina e tentaram exfiltrar. Logo viram tropas tomando posição ao sul e avançando na colina. O líder logo foi para o canal de emergência e transmitiu o código SPRINT para todos os caças próximos. O código é dito apenas com tropas próximos a serem tomadas posição.

A dupla na colina logo passou a atingir inimigos com seus fuzis Mk12 com supressor enquanto o outro se comunicava com o rádio MBITR. A equipe 521 próxima foi chamada para reforçar a ODA 525. Em minutos os primeiros F-16 chegaram e engajaram os veículos inimigos. O ETAC da ODA logo empilhou caças chegando. Com quatro esquadrilhas chegando foram logo empilhadas e tiveram que usar REVO. Após quatro horas de ataques aos fedain, oito GMV da 525 e 521 extraíram a dupla com cobertura de um B-1B até a posição da ODA 520 em um leito seco de rio ao sul de Ar Rutba.

Um comboio dos fedain tentando flanquear a ODA 525 foram atacados por GMV da ODA 524. O contato durou três horas com quatro pick-up destruídas e repeliram o ataque de uma Companhia com apoio aéreo. A oeste a ODA 523 moveu para reforçar a ODA 524, mas encontraram duas pick-ups armadas na rodovia e engajaram. O tiroteio parou com carros civis entrando no meio do combate. A ODA 522 identificou duas pick-ups armadas indo em direção a ODA 523 e preparam uma emboscada com os veículos pegando os milicianos com 15 mortos.

H-3

Inicialmente as ODAs iriam controlar as rotas de suprimentos até Ar Rutba e H-3 antes de atacar. A base de H3 parecia defendido por um batalhão e artilharia antiaérea estática. No dia 24 de março as ODAs e elementos da TF 20, UKTF 7 e TF 64 chamaram ataque aéreo constante contra H3 com apoio do telemetro SOFLAM. No dia 25 duas colunas fugiram rápido da base indo para Bagdá. A ODA 521 emboscou e parou a coluna atingido o primeiro caminhão. Um caminhão com ZPU-23 foi parado por um míssil Javelin. Chamaram CAS, mas uma tempestade na área salvou os iraquianos que fugiram em todas as direções.

As Forças Especiais reconheciam as bases aéreas antes de ataque. Informavam o que encontrava e indicavam alvos para ataques aéreos feitos antes de assalto com outras tropas. Em H-3 a equipe vigiava o local  e indicava alvos para ataques com bombas JDAM. Os alvos eram blindados, posições de artilharia antiaérea, bunker a até posição de artilharia que atacava os Ranges em operação em uma represa próxima. A base foi tomada por um Pelotão de Ranger. A pista de pouso não foi atacada pois seria usada depois.

A base de H3 parecia desocupa e em 27 de março a Companhia Bravo e as patrulhas de Forças Especiais da coalizão se aproximaram. Encontraram um lançador de mísseis Roland e 80 peças artilharia antiaérea além de mísseis SA-7. A base de H3 virou uma base de patrulha da Companhia Bravo recebendo suprimentos de C-130 e MH-47. Um General de três estrelas foi capturado em roupas civis tentando fugir de táxi da base.

Ar Rutba

A Companhia Bravo passou a dar atenção para Ar Rutba. As detecções de SIGINT da SOT-A (Support Operations Team-Alpha) e uma rede informantes locais, indicava a presença de 800 fedain na cidade. Os milicianos operando fora da cidade foram engajados e tomados prisioneiros. As equipes atacaram posições de artilharia antiaérea ao redor da cidade e pontos fortes com mísseis Javelin tentando dar a impressão que eram uma força muito maior.

No dia 8 de abril, todas as nove ODA controlavam as estradas até Ar Rutba e iniciaram ataques diários com caças e helicópteros Apache. Usaram o software Falcon View para atacar o centro do partido na cidade. Civis tentaram um acordo para parar os ataques e na manhã dia seguinte os americanos entraram na cidade. Nenhum GMV foi atacado com os B-52 e F-16 fazendo mostra de força acima. Os milicianos fugiram e o resto tentou fundir com a população. A ODB coordenou com as lideranças civis e um novo prefeito foi eleito. Até os políticos do partido Baath foram aceitos se assinassem documentos saindo da afiliação inicial.

A ODA emprestou um telefone satélite para conversarem com civis com Jordânia e logo os mercados locais foram abertos e os meios de apoio reparados. A ODA 521 e 525 em bloqueio de estrada pararam ônibus com vários com guerreiros estrangeiros armados. Foram enviados de volta com a ameaça de serem mortos se voltassem. Em maio as equipes foram substituídas por tropas da 3ACR (Armored Cavalary Regiment).

Karbala

O 5 SFG também infiltrou a ODA 551 em missão de Reconhecimento Especial estratégico para coletar inteligência na falha de Karbala. A missão de Reconhecimento Especial foi uma das mais longas da história. A 3 Divisão de Infantaria teria que passar no local para atingir Bagdá. A falha tinha 8 km de largura entre o lago Razzaza e a cidade de Karbala sendo um local ideal para emboscadas pelos iraquianos. A inteligência indicava ser um local ideal para ataques com armas de destruição em massa.

Na noite de 19 de março a ODA 551 foi infiltrada de helicóptero com teto baixo. A CNN comprometeu a operação no dia anterior ao perguntar a um General sobre a importância da passagem e a necessidade de inserir equipes para reconhecimento do local. Soldados capturados falaram ter visto a CNN e estavam procurando a equipe.

Usaram três MH-47D e um par de AH-60L DAP voando shotgun. Depois da inserção as Forças Especiais dirigiram a noite e esconderam os veículos em uma pedreira abandonada. Criaram um Posto de Observação para observar a passagem. Não encontraram muitas tropas mas apenas una pequena guarnição e fedains locais. As patrulhas chegaram a 400 metros do local e não descobriram o PO.

No dia 26 de março, os Apaches do 11 Regimento de Helicópteros de Ataque sondaram ao redor de Karbala a frente da 3 Divisão de Infantaria já atrasada por uma tempestade de areia. Um foi derrubado por um fazendeiro, mas estava longe da ODA 551 para tentarem o resgate dos pilotos. Unidades de reconhecimento da 3 Divisão de Infantaria chegaram no local no dia 28 de março e a 551 exfiltrou no dia 30. As tropas iraquianas não estavam no local por ser um estante de tiro de artilharia e estava lotado de munição que não explodiu.

Basra e Najaf

No sul o 2 Batalhão do 5 SFG tinha duas tarefas. A Companhia Charlie apoiaria os fuzileiros e a UKBG em Basra, e a Companhia Bravo trabalharia alvos ao redor de Najaf.

A ODA 554 cruzou a fronteira em 21 de março junto com o USMC apoiando a tomada dos campos petrolíferos em Rumaylah que depois seriam vigiados pelas forças britânicas. Meio time da ODA 554 foi em direção a Basra para pegar quatro técnicos civis recrutados pela OGA para apoiar a operação. Encontraram fedains no caminho com vários tiroteios.

A nova missão era encontrar com o sheik local recrutado pela OGA para apoiar as forças britânicas a identificar alvos ao redor de Basra com muita resistência da milícia local na missão. A ODA 554 foi apoiada por um mini-UAV Pointer e ajudou a cercar 170 fedain na cidade.

A ODA 554 infiltrou na base aérea de Wadi al Khirr em um MC-130 e foram por 80 km até Najaf. Prepararam um VCP (Vehicle Check Point) para coletar Inteligência. A ODA 572 já passou por lá após se perder e fugiu após serem atacado por morteiros. Identificaram alvos e chamaram CAS para atacar. A 3 Divisão de Infantaria contornou Najaf até Karbala, e a ODA 544 ligou com as forças seguintes da 101 Airborne e entrou na cidade no dia 30 de março.

A 101 Airborne tomou a cidade deixando uma Brigada para limpar as milícias locais. A ODA 554 apoiou atuando como policia e criou um governo local. A ODA 563 apoiou o USMC em Diwaniyah até capturarem a cidade com apoio aéreo. No dia seguinte a ODA 563, Force Recon e um informante local capturaram a ponte até Diwaniyah. Um informante ajudou a indicar alvos e os ataques forçaram as tropas e milícias locais a fugirem para Bagdá e foram perseguidos pelo ar. A ODA 563 passou para modo de reconstrução, criando uma policia, restaurando a energia elétrica e água, abrindo escolas e hospitais.

Nasiriyah

A ODA 553 tentou infiltrar em Nasiriyah, mas o MH-53J bateu em uma duna. Uma equipe de CSAR recuperou a equipe, alguns feridos e destruíram a aeronave. Voltaram para o Kuwait e reconfiguraram a carga e sendo depois inseridos para Reconhecimento Especial na ponte até Nasiriyah. Foram vários combates com os fedains até ligarem com unidades do US Army e USMC. As pontes foram depois destruídas pelos F-16. Criaram uma rede de informantes para pegar políticos e fedains na cidade. AS ODAs 565, 546, 543 e 542 passaram a treinar tropas locais, enviadas até o Curdistão e voltaram para a base Tallil.

E não podemos deixar de falar que unidades de guerra psicológica das US Special Forces que "bombardearam" os iraquianos com mensagens que foram transmitidas por uma estação de rádio situada perto da fronteira entre o Kuwait e o Iraque e por um transmissor localizado num avião. As mensagens e os folhetos lançados de aviões diziam que não valia a pena resistir, que não valia a pena morrer por Saddam.

Com o Exército iraquiano derrotado e a fase da invasão terminada, as SF receberam a missão de treinar um novo Exército iraquiano, eliminar membros do Partido Baath, e encontrar Saddam e seus filhos. As SF realizaram todas estas missões com sucesso. Agora a principal missão das Forças Especiais é continuar a treinar unidades do Exército iraquiano (particularmente as forças de Operações Especiais) e caçar, capturar ou matar altos líderes rebeldes, assim como encontrar materiais de fabrico de bombas, armas e os seus fornecedores. Todas essas ações são realizadas em conjunto com forças aliadas. As Special Forces tiveram muito sucesso na caçada a Saddam Hussein que foi preso em 2004. Hoje no Iraque as Special Forces dão sustentação as forças americanas no combate a focos de resistência iraquianos.

O futuro dos Boinas Verdes?

Com a luta dos Estados Unidos (em inglês) contra insurgências, milícias e grupos terroristas, as guerras do Iraque (em inglês) e do Afeganistão (em inglês) mostraram que o futuro das guerras está em grande parte nas táticas não convencionais. Por conta disso, a necessidade de forças de operações especiais como os Boinas Verdes também aumentou.

A grande dificuldade enfrentada pelos Boinas Verdes ocorre pelo fato de serem muito especializados, dificultando o aumento de seu contingente. Ao mesmo tempo em que as forças armadas continuam a melhorar e expandir seu arsenal, o princípio dos Boinas Verdes de que "humanos são mais importantes que equipamentos" continua valendo. Para ajudar a aumentar o número de forças de elite sem diluir a fonte de talento dos Boinas Verdes, a Marinha americana criou sua própria divisão de elite em 2007, a Escola de Operações Especiais da Marinha.

Ter uma variedade de tipos diferentes de grupos de operações não convencionais significa que as chances de os Estados Unidos terem uma ferramenta para cada trabalho aumentam. Para alguns, no entanto, a proliferação de outras ramificações de forças de elite só servirá para reduzir a quantidade de fundos disponíveis para estabelecer grupos como os Boinas Verdes.

Um sinal que mostra o comprometimento dos Estados Unidos com o ideal das Forças Especiais são as novas abordagens usadas em seu treinamento especial. Em uma delas, o Exército uniu forças com o desenvolvedor de software para o governo, Sandia, para criar uma nova simulação que ajuda os Boinas Verdes a se concentrarem em manter suas mentes ágeis e também sensíveis à cultura. Chamada de Pensamento Adaptativo e Liderança (ATL), esta simulação avança e reforça o treinamento que as tropas da Força Especial do Exército recebem no Centro Especial e Escola de Guerra John F. Kennedy em Ft. Bragg, Carolina do Norte.

Relatórios do Departamento de Defesa sugerem que todas as forças especiais serão mais integradas, pelo menos em termos operacionais, conforme o Comando de Operações Especiais Conjuntas (JSOC) - organização militar representada por comandantes de todas as divisões, que criam e desenvolvem missões especiais com membros de diferentes divisões trabalhando juntos - continua a integrar as forças especiais de diferentes divisões.

Porém, é difícil imaginar que os Boinas Verdes serão desativados algum dia, principalmente devido à sua imagem pública. Desde que as façanhas do grupo na Guerra do Vietnã tornaram-se públicas nos Estados Unidos, os Boinas Verdes conquistaram o imaginário coletivo americano. Mas há também o nível de sigilo que envolve as operações dos Boinas Verdes. Enquanto alguns dizem que o sigilo é necessário, outros questionam se isso não encoraja ações antiéticas por parte das forças armadas dos Estados Unidos.

Parece que as forças armadas sabem da intriga dos Boinas Verdes. Por isso, "America's Army: Força Especial", um jogo criado recentemente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, foi lançado e está disponível gratuitamente para o público. Além disso, a National Geographic diz ter ganho "acesso inédito" para produzir o filme "Inside the Green Berets".


Veículos

As Forças Especiais dos EUA usam diversos tipos de veículos como motocicletas e veículos Humvee GMV (GROUND MOBILITY VEHICLE). A versão S-Special Forces do GMV é adaptada segundo às especificações das unidades das forças especiais dos EUA. Os GMV tem as seguintes características:

* Abertura no teto para operar uma metralhadora ou um lançador de granada

* suspensão pesada
* pneus para terrenos acidentados
* motor mais potente
* melhor espaço na traseira para armazenar equipamentos, combustível, suprimentos e armas
* guincho para rebocar outros veículos (até 4.200 libras)
* Sistema de navegação GPS

* Normalmente tem seus vidro e portas removidos para facilitar o movimento dos operadores e tiros de dentro do veíulo

* A GMV tem uma capacidade de de cruzeiro de até 275 milhas, o que lhe permite operar longe atrás das linhas inimigas, por própria conta, com apenas ocasionais reabastecimento a partir do ar.


Os GMVs podem ser armados com uma grande variedade de armamentos. Entre estes podemos ter:
* Metralhadoras pesadas M2 .50 cal
* Metralhadoras M240 7.62mm
* Metralhadoras leves M249 SAW 5.56mm
* Lançadores de granadas MK19/MK47 40mm

 

As versões do GMV são específicas para às diferentes unidades de operações especiais unidades:
* GMV-S (Special Forces)
* GMV-R (75th Ranger Regiment)
* GMV-N (Navy SEALs)
* GMV-T / GMV-SD / GMV-ST (AFSOC)


Outro veículo usada pelas Forças Especiais dos EUA é o M1078 LMTV 'WAR PIG'. Ele é usado como veículo de suprimento e de comando e controle, sua tripulação era formado pelo pessoal das ODB (Operational Detachment Bravo), que provê inteligência, apoio médico e logístico para as ODAs (Operational Detachment Alpha). Este exemplar do 5º Grupo de Forças Especiais no Iraque está armado com uma metralhadora M240B de 7.62x51 mm, carergando também um lançador de granadas MK19 de 40mm no lugar de uma metralhadora pesada M2 de ,50 cal.


As forças especiais dos EUA também lançam mão de qualquer tipo de veículo civil que possa prover apoio a suas missões. No Afeganistão os americanos usaram muitas pickups 4x4, como essa Toyota Tacoma SRS V6 modificada para receber uma M240B de  7.62x51 mm com luneta AN/PVS-10


Operadores da Forças Especiais dos EUA

na caçada global ao terrorismo

(Fotos das operações no Afeganistão e Filipinas - 2002)

Filipinas

Filipinas

Afeganistão

Afeganistão

Afeganistão

Afeganistão

Afeganistão

Fontes de pesquisa: http://sistemadearmas.sites.uol.com.br, Wikipedia, http://www.americanspecialops.com


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Assunto: Forças Especiais do Exército dos EUA

 
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