Perfil da Unidade
ROYAL MARINES REAL CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
Os Reais Fuzileiro Navais (Royal Marines - RM) são a infantaria da Marinha Real britânica. São formados por aproximadamente 4.800 homens e mulheres, reforçados por cerca de 1.600 homens e mulheres da Marinha Real, Exército e Real Força Aérea. A força dos Reais Fuzileiro Navais é aproximadamente 10 por cento do pessoal da Marinha Real. As mulheres que servem no RM fazem parte do Real Serviço Naval de Mulheres (Women's Royal Naval Service - WRENS).
Os RM possuem uma Brigada de Comandos (Brigada de Comando 3) para operações anfíbias. Em prontidão permanente, esta Brigada é uma unidade operacional auto-suficiente e pode ser desdobrada para qualquer lugar do mundo, tanto por via marítima (com capacidade anfíbia) ou por via aérea, se necessário. Ela é capaz de administrar uma grande variedade de operações militares, indo de operações de manutenção de paz até a guerra aberta. Além da Brigada de Comando 3, também compõem os Reais Fuzileiros Navais: o Special Boat Service (SBS); o Esquadrão de Comando Independente 59 (engenheiros reais); o Unidade de Guerra de Montanha e Ártico (Mountain and Artic Warfare Cadre); o Esquadrão de Assalto 539; Grupo Comacchio. As funções primárias dos RM são:
Origem - 1664
O primeiro regimento
de infantaria formado especialmente para operar em serviço no mar foi o que deu
origem aos hoje mundialmente conhecidos Royal
Marines (RM). Em 28 de outubro de 1664, com a
Gibraltar - 1704
Após a Guerra
holandesa veio a guerra da Sucessão espanhola, quando a Inglaterra fazia parte
de uma coalizão contra a França e a Espanha. Gibraltar era um objetivo
estratégico, e em 21 de julho 1704 , uma força de 1.900 fuzileiros navais
britânicos e 400 fuzileiros navais holandeses
desembarcou e rendeu a guarnição. Os fuzileiros
navais britânicos ganharam prestígio adicional com a defesa da posição
conquistada nos 9 meses de cerco seguintes. A sua coragem e realizações nesta
campanha são comemoradas por Gibraltar que é a única honra de batalha usado
no distintivo dos RM e em suas cores.
A Guerra dos Sete Anos 1756 - 1763
As guerras entre
França e Inglaterra continuaram a acontecer. Na Guerra dos Sete Anos os
fuzileiros
navais britânicos
lutaram e ganharam batalhas em Lagos na África
Ocidental, Quiberon Bay na França onde o Almirante Hawke
destruiu a frota francesa e em Quebec, com o General Wolfe. É dito que os láureos
dos RM foram ganhos pela sua coragem na captura da ilha francesa de "Belle
Isle".
"O Glorioso Primeiro" de 1794
Durante a guerra que
seguiu a Revolução Francesa, os fuzileiros navais britânicos participaram de grandes
batalhas navais, inclusive as
vitórias de Nelson no Nilo e em Copenhague, e na derrotar decisiva da Frota
francesa pela frota de Lord Howe no Atlântico Norte em primeiro de junho de
1794 e que ficou conhecido como "O Glorioso
Primeiro". Nestas batalhas os fuzileiros
navais britânicos foram empregados contra os
atiradores dos navios inimigos.
Royal
Marines - 1802
Por seus serviços
prestados a Coroa, o Rei George III conferiu o
'Royal' ao nome da força de
fuzileiros
navais britânicos.
Guerra
napoleônica de 1
Os conflitos europeus
que estavam acontecendo a intervalos cada vez mais curtos culminaram na Guerra
napoleônica. O grande exército francês avançou veloz e Em agosto de 1814 a Brigada Naval sob o comando do Almirante Cockburn participou da captura de Washington, pois os americanos eram aliados dos franceses. Washington DC e a Casa Branca foram queimadas em represália ao ataque americano a Toronto. Napoleão foi derrotado finalmente em 1815 na Batalha de Waterloo, e na Europa se seguiu um longo período de calma relativa e tranqüilidade. O Império britânico continuou se expandindo e as pequenas guerras de anexação, pacificação e rebelião proporcionaram aos Royal Marines a maior parte de suas lutas e batalhas no XVIII. Os Royal Marines participaram da tomada de Cantão na China, em 1841, quando a Inglaterra enviou 15 navios, 4.000 soldados e cinco vapores.
O
cerco de Sebastopol - 1854
Uma coalizão foi formada pelo Reino Unido, França, Sardenha (Itália), Áustria e o Império Turco-Otomano (atual Turquia) contra às pretensões expansionistas russas. Uma guerra aconteceu de 1853 a 1856, na península da Criméia, no sul da Rússia, e nos Bálcãs. Os Royal Marines participaram da defesa de Balaclava, da batalha de Inkerman, e do cerco de Sebastopol. Durante esta guerra, eles ganharam as suas primeiras Cruz da Vitória (três).
A
Infantaria Leve e a Artilharia Royal
Marines - 1855
O Corpo dos RM foi renomeado como "Corpo Leve - Light Corps" e foi reconstituído como Infantaria Leve dos Reais Fuzileiros Navais (The Royal Marines Light Infantry - RMLI) e Artilharia dos Reais Fuzileiros Navais (Royal Marines Artillery -RMA).
A
Guerra dos Boers 1 Nesta guerra que aconteceu no que é hoje a África do Sul, os RM foram principalmente usados na guarnição dos navios que transportavam tropas ou patrulhavam rotas importantes. Porém, eles participaram da Batalha de Graspan em 25 de novembro de 1899, onde 190 RM lideraram um ataque as posições bôeres encravadas em Graspan kopje em defesa das forças britânicas que tentavam levantar o cerco de Kimberley. Como os Royal Marines começaram a avançar pelas savanas sem proteção, eles foram expostos ao fogo pesado e preciso dos atiradores bôeres. Mesmo tendo sofrido quase 50% de baixas os RM chegaram as posições inimigas, mas não encontraram ninguém, pois os bôeres tinham fugido levando seus mortos e feridos. Os Comandos bôeres que eram hábeis em táticas de guerrilha, bem armados e que operavam em pequenos grupos, preferiam atacar e correr. Estas táticas nada ortodoxas foram uma lição salutar para os RM.
A
Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918)
A erupção
da
Primeira Guerra Mundial viu os destacamentos dos Royal Marines desdobrados em todos
os navios do tamanho de um Destróier. Embarcados nestes navios 5.700 Royal Marines participaram da principal batalha naval da guerra, a Batalha de
Jutland. Os Royal Marines participaram
também de outras ações famosas e estavam presentes em Gallipoli, e
ganharam duas Cruz da Vitória por sua coragem no ataque ao porto de Zeebrugge. Eles também lutaram nas trincheiras
da
Frente Ocidental.
A Segunda Guerra Mundial 1939 - 1945
Os
primeiro três
anos da Segunda Guerra Mundial viram os Royal Marines envolvidos em ações em alto mar, inclusive
nos combates contra os navios alemães 'Graf Spee', 'Scharnhorst' e 'Bismark'.
Eles também foram chamados para desempenhar novas tarefas; tripulando navios de desembarque,
servindo como unidades costeiras de artilharia e Seguindo uma tendência iniciada pelo Exército britânico em 1940, em resposta a um requerimento do primeiro-ministro Winston Churchill, os Royal Marines também formaram unidades de Comandos. O primeiro Comando dos Royal Marinesfoi o RM "A" (que passou a se chamar Comando 40 logo depois) e foi formado no Valentine’s Day de 1942. O Comando 42 foi criado em outubro 1942. Ainda em 1942 as unidades de Comandos dos RM foram usadas no ataque a Dieppe. Os Comandos de 43 a 47 foram criados em agosto 1943. A principio os Comandos foram organizados em um único Grupo de Serviço Especial (Special Service - SS) sob o comando do General Sir Alan Bourne. Entretanto, com o aumento do número dos Comandos a partir de agosto 1943 o Grupo de Serviço Especial foi dividido em quatro brigadas de Serviços Especiais/Commandos, numeradas de 1 a 4. A Brigada de Serviço Especial/Comando 3 foi formada em 1º de setembro de 1943. A Brigada 3 foi formada durante muito tempo pelos Comandos: 1 (Exército), 5 (Exército), 42 (RM) e 44 (RM). A principio a Brigada 3 era conhecida como Brigada 102 RM e finalmente foi rebatizada como Brigada 3 RM. O Comando 48 foi criado em março 1944. Neste ano haviam 9 unidades dos RM que lutavam na Europa e participaram das campanhas da Sicília, na Itália, e da Costa Dálmata, inclusive dos desembarques em Salerno, Anzio, e Termoli, enquanto outras lutaram na Índia e na Birmânia. Durante os desembarques do Dia-D os Royal Marines tripularam dois terços das embarcações de desembarque e 5 Comandos dos RM (41, 45, 46, 47 e 48) participaram do assalto a Normandia. Todos os navios mais importantes da Marinha Real levavam destacamentos de RM. Ao todo cerca 16.000 Royal Marines participaram da Operação Overlord. No final da guerra, o número de RM tinha chegado a 80.000 - o maior em toda a sua história. Pós-Guerra
Com o fim da guerra as unidades de comandos do exército
foram desmobilizadas, e o papel de Comandos foi inteiramente atribuído aos
Royal Marines.
Mesmo assim por volta de 1946 os Comandos 40, 41, 43, 46, 47 e 48 A Brigada 3 (agora rebatizada como Brigada de Comando 3) era agora a única brigada sobrevivente dos Commandos e era constituída apenas pelos Comandos 42 e 44. O Comando 44 mudou seu nome para Comando 40, e o Comando 45 foi trazido para substituir os Comandos desmobilizados do exército. A Brigada de Comando 3 se submeteu a algumas mudanças em sua estrutura para, dentro dos recursos disponíveis, poder lidar com as suas novas responsabilidades em vista dos interesses britânicos no Mediterrâneo, no Extremo Oriente, na OTAN e na Irlanda do Norte.
Nos anos que se seguiram a Segunda Guerra Mundial os
Royal Marines estiveram envolvidos em
vários conflitos de forma constante até 1968. Em 1948 os RM, junto com outras tropas britânicas, estiveram participando de operações na Palestina.
Em 1950,
o Comando 41
(Independente) lutou na Coréia ao lado da 1ª Divisão dos USMC em Chosin e depois como uma força
ataque de comandos. O
Comando 41 recebeu por seus feitos a Citação Presidencial dos EUA. Em 1951 o Comando 41
(Independente) foi desmobilizado. Ao mesmo tempo outros Royal
Marines estiveram envolvidos em operações
anti-insurgentes na Malásia. Em 1955, os Comandos 40 e 45 estiveram envolvidos em operações anti-terrorista contra a EOKA em Chipre. Em 1956 durante a Crise de Suez, como parte da força Anglo-francesa, a Brigada de Comando 3 completa (Comandos 40, 42 e 45) desembarcou para tomar Port Said, com o Comando 45 sendo a primeira unidade de tamanho considerável a participar de um assalto helitransportado. Em março de 1960 o Comando 41 foi reativado. Entre 1960 e 1967 os RM do Comando 45 participaram de operações em Aden e no Rafdan.
De 1962
a 1966, os Comandos 40 e 42 foram envolvidos em operações anti-guerrilheira em
Bornéo e Malásia. Unidades dos RM estavam entre as primeiras tropas enviadas para a Irlanda do Norte em 1969, e são usadas como forças de segurança interna na Província desde então. Durante os anos 70 a Brigada de Comando 3 destacou os Comandos 40 e 41 para o flanco meridional da OTAN e o Comando 45 para o flanco norte (Noruega). Ali o Comando 45 levou a cabo um duro treinamento de guerra em ambiente ártico.
Em 1974
os Comandos 40 e 41 foi desdobrados para Chipre durante o período da invasão turca. O Comando 41 foi desmobilizado em maio de 1980. As Falklands - 1982
A
capacidade para o pronto aprestamento e operações anfíbias dos RM foi posta a
prova na Guerra das Falklands em 1982. Os Argentinos tomaram as ilhas em 2 de
abril. Existia nas ilhas uma pequena guarnição
Diante da invasão argentina, o Reino Unido reagiu e preparou a maior frota anfíbia desde a campanha de Suez em 1956. Toda a Brigada de Comando 3 (Comandos 40, 42 e 45 e tropas de apoio) teve apenas 7 dias para se preparar antes de partir nos navios da Marinha Real.
Em
25 de Abril, os britânicos recuperaram as Geórgia do Sul.
No dia 21 de maio, depois de um longo deslocamento marítimo do Atlântico
Norte a
Os
britânicos avançaram pelo interior
das Ilhas, enfrentando o inimigo, o terreno difícil e condições climáticas
severas.
Pós-Falklands
Hoje em dia são poucos os navios de sua Majestade que possuem um destacamento de RM, porém em terra eles são cada vez mais exigidos pelos compromissos assumidos pela Inglaterra no cenário global.
Os
RM participaram da Guerra do Golfo em 1991 e ao término
da mesma a Brigada de Comando 3 (menos o Comando 42) foi desdobrada para a operação HAVEN,
para proteger os refugiados curdos da morte certa nas mãos da polícia de estado
do Iraque. Em 1994, o Comando 45 foi desdobrado como "batalhão de
ponta-de-lança' para o Kuwait em resposta aos avanços
iraquianos. Elementos da Brigada foram desdobrados para a Bosnia-Herzegovina e
Adriático ao longo dos anos 90. Em 1998, o Comando 40 e o Esquadrão de Assalto
539 foram desdobrados para o Congo, como parte da
Força Conjunta de Reação Rápida
para ajudar na evacuação cidadãos europeus. Em 2000 o QG da Brigada, o Comando 45, o QG
do Esquadrão de Sinaleiros e o Comando Logístico do Regimento foram desdobrados durante 6 meses
para a Operação AGRICOLA IV, sob o comando da Brigada
Multi-nacional (Centro) em Kosovo Com a introdução HMS Ocean, e o lançamento no inicio do século XXI do HMS Bulwark e do HMS Albion a potencialidade anfíbia dos RM será aumentada extremamente, e eles poderão desempenhar com mais desenvoltura a sua capacidade de deslocamentos globais. Isto foi provado pela habilidade de se transferir o Comando 40 da região do Golfo depois de exercícios militares em Oman, durante o mês de outubro de 2001, para participar da guerra do Afeganistão. No Afeganistão os RM são usados na caçada de membros do Talibã e de terroristas da Al-Qaeda, em operações conjuntas com forças de vários paises, principalmente os EUA. No contexto da guerra global ao terrorismo e do aumento da tensão no Oriente Médio, os RM serão cada vez mais solicitados para prestar os seus serviços em vários campos de batalha.
Treinamento
Todos os reais fuzileiros navais
, a exceção dos que
estão na Banda dos RM, são antes de mais nada comandos. Por isso todos eles
são submetidos a um dos mais exigentes treinamentos de infantaria do mundo.
Todos são treinados no Centro de Treinamento dos RM (Commando Training Centre Royal Marines
- CTCRM) em Lympstone Devon no Oeste
da Inglaterra. Porém uma parcela do treinamento é levada a cabo
em Dartmoor. Depois da conclusão do seu treinamento, um comando dos RM se unirá regularmente a uma das três unidades de Comandos da Brigada de Comando 3. Até recentemente, as unidades de Comando era estruturadas de forma semelhante aos Batalhões do Exército. Porém, essas sofreram nos últimos anos uma reestruturação geral, a primeira desde a Segunda Guerra Mundial. Essa reestruturação visava a adaptar a força aos novos desafios do cenário mundial pós-guerra fria. Como essa reestruturação que ficou conhecida como Comando 21 as unidades dos RM ficaram consideravelmente diferentes dos batalhões de Exército. Em uma unidade de Comando dos RM, os jovens fuzileiros tem uma vida bem ocupada. O primeiro dever dele será pôr em pratica o seu treinamento e se tornar um membro da equipe de fogo. A equipe de fogo é composta de 4 homens e treina junta no bloco de edifícios de operações de comando. Ele trabalhará com o time no campo e viverá com eles em seu alojamento. Durante o seu tempo em uma unidade de Comando ele passará certamente por treinamentos em várias partes do mundo como Oriente Médio, Belize ou Brunei, e Escócia e Noruega. Como membro de uma força extremamente móvel ele pode ser desdobrado como parte do Grupo Anfíbio, que pode se enviado para qualquer lugar no mundo. Onde quer que ele possa ser enviado, do Afeganistão a Bósnia, da Irlanda do Norte aos Estados Unidos, ou a bordo de Navios da RN, ele estará sempre pronto para executar operações de comandos em território inimigo. Uma vez ele tenha terminado o seu treino básico, será selecionado para um treinamento especializado. As especializações dos RM variam de Líder de Montanha a Instrutor de treinamento físico, de Instrutor de Armas a Sinaleiro (comunicações). Se ele tem os atributos necessários ele também pode treinar para servir nas Forças Especiais do Reino Unido (no SBS em especial).
Os Reais Fuzileiros Navais britânicos treinam nos mais variados ambientes e climas
Armas e equipamento Pela necessidade de rápidos deslocamentos para os mais diversos teatros de operações (Europa, África, Atlântico Sul, Oriente Médio ou Ásia) os RM contam com o pleno apoio da Royal Navy, para que possam chegar ao seu destino completamente equipados e armados. Para isso os RM podem dispor de Porta-aviões, Destróieres, Fragatas e navios de suporte. A RAF também pode ajudar em seus deslocamentos através de suas aeronaves de transporte. A partir da década de 90 os RM passaram a contar também com o HMS OCEAN, um porta-helicópteros puro. O HMS Ocean é um dos navios mais novos da Marinha britânica e tem capacidade para transportar 18 helicópteros, quatro embarcações para transporte de tropas e um comando de fuzileiros com cerca de 500-600 homens. Já na primeira década do século XXI o HMS OCEAN receberá o apóio dos modernos LPD (Landing Platform Dock - Plataforma Anfíbia de Desembarque) HMS BULWARK e HMS ALBION.
HMS OCEAN
HMS BULWARK O Comando da Ala Aérea da Royal Navy também apoia as operações dos Royal Marines através de suas aeronaves: Sea Harrier, Lynx Mk7, Sea King Commando e Gazelle AH-1. Uma vez em terra os RM dispõem dos veículos todo-terreno BvS10 e dos jipes Land Rover Wolf que dão toda a mobilidade de superfície necessária a tropa. Mobilidade
A Brigada de Comando 3 dos Reais Fuzileiro Navais
britânicos
A Brigada de Comando 3 composta por cerca de 3.500 homens está estruturada em 3 unidades de Comando, numeradas
como 40, 42 e 45. Estes Comandos são o centro de manobra da Brigada e tem
capacidade de combate imediata. Cada Comando tem cerca de 650 homens e está aproximadamente
compatível com um O apoio de combate da Brigada Artilharia: Regimento Ligeiro Comando 29 da Artilharia Real, com seus 18 canhões de 105 mm; Defesa aérea: Bateria do Comando 20 da Artilharia Real; Suporte de engenharia: Esquadrão de Comando Independente 59 dos Engenheiros Reais. Apoio aéreo: Esquadrão de Assalto 539 e dos helicópteros leves de apoio dos Esquadrões 845, 846 e 847 da RN.
Apoio de serviço de combate É provido pelo Regimento de Comando Logístico que possui quatro esquadrões de especialistas que provêem logística de apoio, assistência médica e oficinas de manutenção.Adicionalmente, a Brigada é servida por um QG e um Esquadrão de Sinaleiros, que provêem o comando e controle da infra-estrutura como também o apoio necessário as comunicações. O Esquadrão também provê reconhecimento médio, policiamento, controle aéreo avançado, guerra eletrônica e defesa aérea pontual da tropa. Tudo estes elementos treinam juntos em uma base regular, para formar uma força letal, altamente móvel e de rápida reação. O Futuro
A Guerra Fria e o Pacto de
Varsóvia levaram o Reino Unido a uma luta pela sua própria sobrevivência,
tendo como principal campo de batalha a Europa. O Reino Unido e seus aliados da
OTAN se preparam para travar e ganhar uma
Como 80% dos países têm uma costa marítima e cerca de 50% da população mundial vive dentro de uma faixa de até 80 km do mar, forças anfíbias, exclusivamente, têm a habilidade para avançar, retirar, se concentrar e se dispersar sem violar fronteiras ou ter uma base em terra. Como tal elas são uma ferramenta política extremamente útil, como também uma potente força de combate.
Sendo assim a
Brigada de Comando 3 dos RM é uma peça chave na projeção de poder e na
defesa dos interesses do Reino Unido agora e no futuro. Ela hoje faz parta da
Força Conjunta de Reação Rápida (Joint Rapid
Reaction Force (JRRF).
Esta força está apta para
operar em vários lugares do mundo, nos mais variados teatros operacionais,
inclusive se necessário estando completamente baseada em navios anfíbios. Seja em operações de manutenção de paz, em outras operações de não guerra ou em conflitos abertos, os Royal Marines continuarão na vanguarda da capacidade britânica de intervenção militar. Força de Desembarque conjunta Reino Unido/Holanda
Desde 1973, as unidades do 1º ou 2º Batalhão do Korps Mariniers
tem feito parte da 3ª Brigada de Commandos do Royal Marines britânicos durante exercícios e situações reais conflito.
Juntos, estas unidades constituem
a
UK/NL Landing
Force.
A cooperação entre o
As forças de fuzileiros navais holandesas e britânicas tem uma longa história de cooperação. Durante as ações combinadas pelas armadas britânica e holandesa durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1713), foram realizadas operações anfíbias, a mais notável sendo o cerco de Gibraltar em 1704. Durante esta ação, um bem sucedido ataque foi realizado contra a fortaleza de Gibraltar por uma brigada reforçada de 1.800 fuzileiros navais holandeses e britânicos sob o comando do Príncipe George de Hesse-Darmstadt. Ambos os corpos compartilham esta honra de batalha.
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