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Perfil da Unidade SPQR LEGIÕES ROMANAS O Império
romano foi
a maior potência de sua época. Era um Império que abrangia a maior parte da
Europa Ocidental, zonas extensas da Ásia Menor e Oriente Médio, o Egito e o
norte da África. Portanto, Roma era uma potência mundial, a primeira potência européia
em escala mundial.
Os dados estatísticos que sobraram dos Arquivos Imperiais, mais os resultados dos trabalhos arqueológicos, nos mostram que Roma dominava mais de 120 milhões de pessoas, quando a população total mundial é estimada, para a época, em cerca de 250 milhões de pessoas!
Roma, portanto, governava, praticamente, metade da população que existia no mundo! E era uma potência eminentemente urbana.
Os cálculos indicam que só a Itália tinha 1.197 cidades e uma província como a Espanha, abrigava 360 cidades.
Estas milhares de cidades estavam ligadas por uma imensa rede de estradas pavimentadas e eram servidas, também, por centenas e centenas de portos de mar e fluviais.
A imensidão da tarefa administrativa é evidente para todos. As mensagens tinham que trafegar à cavalo ou de barco a vela. Os exércitos se moviam à pé. O trânsito de mercadorias era muito caro. O poder de Roma era materializado na legião romana, corpo militar que superou tudo o que até então se conhecia em termos militares na Antigüidade. Não é sem razão que da palavra legio (legião), força bélica, extraiu-se a palavra legge (lei). A lei, para os juristas romanos, respaldava-se em última instância na força. Os romanos aproveitaram o máximo das capacidades das suas legiões, como a disciplina, a resistência, a tecnologia superior, e principalmente a faculdade de atuar como um corpo único, que transformava cada legião num mini-exército altamente eficiente, para realizar as suas grandes conquistas. Países atuais em cujo todo território ou parte dele estiveram sob o domínio (negrito) ou influência de Roma:
Cada legião romana completa tinha um efetivo de 5.000 a 6.000 soldados engajados por contrato. Disciplinados e bem treinados, os legionários eram subdivididos em dez coortes (500 a 600 homens). Estas por sua vez eram divididas em centúrias, e estas em decúrias. Sendo em principio, cada legião possuía 10 coortes; 4 legiões formavam um exército consular. Cada legião contava com as alas de Cavalaria (teoricamente uns 300 cavaleiros, muitos destes estrangeiros), um corpo de besteiros, além das tropas auxiliares, os vexillatos. Os legionários davam duro tanto na batalha,
quanto fora dela. Mesmo no descanso, eles não tinham descanso. Mesmo acampado o
soldo romano era sempre posto na ativa. Entendiam os romanos que o ócio das
tropas era a ruína da disciplina, eterna fonte de amotinamentos. Assim, o
legionário não descansava nunca. Escolhido o local do acampamento, eles tinham
sempre alguma coisa que fazer. No acampamento era o
momento em que o pilus (a lança) era substituída pela pá. Com ela cavavam uma
trincheira retangular ao redor das barracas e erguiam paliçadas no perímetro
delas para nunca serem pegos de surpresa pelos inimigos. Em Roma, a muralha
tinha 19 quilômetros ( ainda exist Os romanos eram exímios engenheiros militares. Certa vez um auxiliar de Júlio César disse que, “quem ganha a guerra é a pá, não o pilo (a lança)”. Certamente ele referia-se aos contravallation, aos 40 quilômetros de trincheiras cavadas e fortificações erguidas pelos legionários para cercar os gauleses na batalha de Alésia, travada em 52 a.C., forçando a rendição final de Vercingetórix. Ou ainda ao episódio das pontes portáteis estendidas sobre o rio Reno que asseguraram ao general bater os germanos, pegos de surpresa no seu próprio território. Estradas, pontes, fortificações, acampamentos bem protegidos, estaqueados com a pá e com a picareta, contribuíram tanto nas vitórias imperais como o uso das armas. O compasso e o esquadro do engenheiro era tão fundamental como a disposição geral das legiões no campo de guerra. Além disso, o seu material de sítio, as catapultas que lançavam pedras ou bolas de fogo, era impressionante. Graças a disciplina exemplar, as centúrias romanas podiam, mesmo em meio à batalha, rapidamente alterar sua formação, passando do assalto à defesa e vice-versa. A organização e a disciplina das legiões era impar em sua época. Os legionários eram capazes de, arrumados em linhas (veliti, manipoli di astati, principi, e di triarii), onde recrutas e veteranos se intercalavam, enfrentar contingentes de forças muito superiores as suas, graças à coesão e às táticas de luta em conjunto em que se exercitavam. Em geral, os bárbaros, desconsiderando o comando único, atacavam em hordas, onde cada clã, quase cada guerreiro, tratava de vencer por si só a batalha, tornando-se presa fácil das organizadas tropas romanas. Cada legião era comandada por um legatus (que era uma invenção de Júlio César), um legado, que era um chefe militar (sempre um integrante da classe senatorial), apoiado por 6 tribunos e 60 centuriões, que formavam o quadro de oficiais intermediários entre o general e as tropas. César usou dos três elementos da legião para realizar as suas conquistas extraordinárias: a infantaria, a Cavalaria e as formações auxiliares, além de uma habilidade extraordinária para usar as técnicas de assédio e as fortificações. Esta estupenda organização bélica devia-se à coesão interna do estado romano, impressionante estrutura jurídico-administrativa capaz de dominar um território vastíssimo, estendendo-se das fronteiras do Irã, no leste, até às Ilhas Britânicas, bem a oeste, e das beiradas das florestas da Germânia , no norte, até o deserto do Saara, ao sul. As leis do Império Romano imperavam tanto nos países de neve e gelo quanto sobre os que eram sol e pura areia, guardada por uma máquina militar que só entrou em dissolução após 600 anos de domínio. Recrutamento e treinamento Nas três fases pelas quais passou o governo de Roma, o
recrutamento foi diverso. De início, na monarquia, quando os cidadãos eram
repartidos em tribos, cabia a cada tribo dar uma centúria (100 infantes,
comandados por um centurião) e uma decúria (10 cavaleiros, sob o comando de um
decurião). Deve-se notar que nesta época só servia nas legiões a nata dos
povos. Por isso ele não era um pobre diabo
qualquer que os recrutadores arrastavam para as casernas.
Sendo assim o legionário, no principio, era um cidadão romano, proprietário de terras, de 17 a 45 anos, que se apresentava para servir por cinco anos, sempre no mês de março, mês de Marte, o deus da guerra, no monte do capitolio. Após os 45 anos, o cidadão romano, lutava somente em defesa de sua cidade. O legionário era visto como a expressão mais autêntica dos valores romanos. Com Sérvio Túlio (6° rei), o recrutamento passou a ser estabelecido pelo Censo; neste caso só eram chamados às armas os guerreiros necessários. Na época singela da república, o uso das armas ficava reservado àquelas classes de cidadãos que tinham um país para amar, uma propriedade a defender e alguma participação na feitura das leis que eram do seu interesse e da sua obrigação manter. Com o cônsul Caio Mário, foi estendida a obrigação do serviço militar aos proletários e plebeus e com Camilo foi instituído o soldo, normalmente pago em sal a princípio, o que deu origem ao termo soldado. Na maior parte dos casos, os oficiais eram das camadas nobres ou filhos de oficiais, e os soldados rasos, eram recrutados entre as camadas mais baixas e com muita freqüência mais vulgares da sociedade. Finalmente no império (a partir de 63 a.C.) os aristocratas abandonam o exército que passa a ter apenas voluntários e na falta destes, teve-se de socorrer dos mercenário se até de escravos; por isso, dessa época em diante, o exército deixou de ser nacional. O próprio Júlio César alistou cavaleiros gauleses, e depois germânicos, estes de reputação excelente. Também se usou gauleses e germânicos para as tropas de infantaria. Quando do seu ingresso no serviço militar, o legionário via-se obrigado a um juramento que se revestia de toda a solenidade. Jurava jamais desertar do seu estandarte curvar a própria vontade às ordens dos seus chefes e sacrificar a vida pela segurança do imperador e do império. Os recrutas e soldados novos recebiam adestramento constante de manhã e à tarde; nem a idade nem o conhecimento serviam de desculpa para eximir os veteranos da repetição diária daquilo que já haviam aprendido completamente. Grandes telheiros eram erguidos nos quartéis de inverno das tropas para que os seus úteis treinamentos não sofressem nenhuma interrupção mesmo na mais tempestuosa das quadras; tinha-se, outrossim, o cuidado de prover, para tal imitação de guerra, armas com o dobro do peso das usadas na ação real. Os soldados eram diligentemente instruídos a marchar, correr, saltar, nadar, carregar grandes pesos; manejar qualquer espécie de arma que fosse usada para ataque ou defesa, quer no combate à distância, quer na luta corpo a corpo; fazer variadas evoluções; e mover-se ao som de flautas na dança pírrica ou marcial. Em tempos de paz, as tropas romanas se familiarizavam com as práticas de guerra, e com propriedade observa um antigo historiador que contra elas lutara, ser o derramamento de sangue a única circunstância que diferenciava um campo de batalha de um campo de exercícios. Os generais mais capazes, e os próprios imperadores tinham por norma encorajar tal preparação militar pela sua presença e exemplo; sabemos que Adriano, tanto quanto Trajano, freqüentemente condescendia em instruir os soldados inexperientes, em premiar os diligentes, e às vezes em disputar com eles torneios de destreza ou força. No reinado desses monarcas, a ciência da tática foi cultivada com sucesso, e enquanto o império logrou manter o seu vigor, sua instrução militar era respeitada como o modelo mais perfeito da disciplina romana. Disciplina O maior elemento de triunfo no exército romano da República estava na disciplina. O treinamento militar e a educação moral tinham início nos primeiros anos da adolescência. Idéias patrióticas e virtudes militares eram inoculados cuidadosamente nos futuros guerreiros; as gloriosas tradições militares eram respeitadas com veneração. Os moços recebiam educação guerreira, estudavam a arte militar, de interferência a qualquer outra e passavam dez anos de formação nos campos de Marte. O alinhamento disciplinado em combate do legionário, armado com as suas espadas curtas e apoiados nos veteranos, tornava-o quase que invencível. Juntos, em formação semelhante a uma tartaruga, com os escudos parecendo-se a um casco, viravam uma pequena fortaleza inexpugnável aos bárbaros. Tanto assim que a única vitória significativa que os germanos tiveram sobre a legião, deu-se num momento em que, atravessando a floresta de Tautenburgo, no ano 9, ela foi atacada de surpresa quando caminhava em extensa linha sinuosa pelo meio da floresta germânica.
A lealdade das tropas
romanas aos seus estandartes, em que estava a águia e as letras
SPQR (Senatus Populesque Romanus
- Senado e Povo de Roma), era inspirada pela
influência conjunta da religião e da honra. A águia que rebrilhava à frente da
legião tornava-se objeto da sua mais profunda devoção; era considerado tão ímpio
quã Tais motivos, cuja força advinha da imaginação, eram reforçados por temores e esperanças de natureza mais substancial. Soldo regular, donativos ocasionais e uma recompensa fixa após o devido tempo de serviço aliviavam as durezas da vida militar, ao passo que, de outro lado, era impossível escapar à mais severa das punições por covardia ou desobediência. Os centuriões estavam autorizados a castigar com espancamento, os generais tinham o direito de punir com a morte; era uma máxima inflexível da disciplina romana que um bom soldado tinha muito mais a temer dos seus oficiais que do inimigo. Por via de tais louváveis recursos, o valor das tropas imperiais alcançou um grau de firmeza e docilidade que as paixões impetuosas e irregulares dos bárbaros jamais poderiam alcançar. Armamentos e Equipamentos Normalmente, a principio, cada soldado providenciava seu próprio
armamento e equipamento individual. As bagagens pessoais podiam ou não ser
conduzidas pelos guerreiros que quando as levavam. Era "impeditus" (de onde
provém a designação de impedimenta para tudo que o exército conduz consigo) e no
caso contrário "expeditus".
A principal arma era a famosa espada chamada de gladius (gládio), de meio metro, com duplo fio e ponta aguçada. As armas de choque consistiam no hasta (pique), lança de até 3m de comprimento e o pilun (dardo) com cerca de 1,5m de comprimento. Os romanos também usavam maciças catapultas de madeira, acionadas por tensão ou torção e que lançavam pedras de 5Kg a 300m de distância durante a realização de assédios. A proteção individual era feita com capacetes, armaduras, malha, perneiras, escudos de couro reforçados com metal. Os cavaleiros, a princípio, não usavam sela nem estribos. Ainda como armamento, arcos e fundas eram usados para arremesso de flechas e de pedras. As máquinas de guerra foram as mesmas usadas pelos gregos, se bem que melhoradas; apenas levando-se em conta que essas máquinas não foram, como entre os gregos empregadas somente no sitio, e sim em rasa campanha. Organização Como dissemos as legiões, que era a grande unidades tática dos romanos, eram divididas em coortes, centúrias e decúrias. Apesar de sua organização ter passado por várias modificações, de acordo com a época e o caráter guerreiro dos chefes romanos, normalmente as legiões funcionavam baseadas principalmente na organização das centúrias. A infantaria, na República, possuía quatro classes de legionários:
As quatro linhas de combate da legião ficavam distanciadas cerca de 100m uma da outra. As fileiras de infantes da legião eram subdivididas em 10 manípulos (retângulos) sendo que os manípulos de hastários e príncipes compunham-se de 120 homens e o de triários de 60 homens. Esta era a organização da legião manipular usada por Camilo. Posteriormente os manípulos foram reunidos em coortes, unidade intermediária que permitiu maior flexibilidade à legião. A coorte era a reunião de um manípulo de cada espécie, hastários, príncipes e triários, com um grupo de 120 homens vélitas e uma turma de cavalarianos. A Cavalaria usava lança e escudo, sendo inferior à Infantaria em qualidade, pois os romanos não eram grandes cavaleiros. A Cavalaria da legião era dividida em 10 turmas de 30 cavalarianos.
O combate era iniciado pelos vélitas, que atacavam em ordem dispersa, visando a desorganização do adversário. Em seguida, as outras linhas da legião avançava e ultrapassava os vélitas; os hastários, na testa, chocavam-se com o inimigo; se repelidos, os príncipes, os reforçavam, ou os substituíam, ficando os triários prontos para o terceiro esforço. Assim, os romanos combatiam em ordem profunda, numa sucessão de esforços. Durante o combate da infantaria, a cavalaria, colocada nas alas, lançava-se contra os flancos, ou contra a Cavalaria inimiga. Derrotado o adversário, os vélitas e a Cavalaria realizavam a perseguição ou, em caso contrário, cobriam a retirada do grosso. Em campanha, o exército romano estacionava diariamente após a marcha ou o combate. Prescrições regulamentares fixavam o dispositivo de acampamento, as atribuições dos homens e o serviço de guarda e de vigilância. Com a atual finalidade, deslocava-se e atuava um destacamento precursor. Na antecedência dos combates, era designada uma "Zona de Reunião", na retaguarda, onde eram recolhidos os feridos e os prisioneiros, guardados os suprimentos, as bagagens e as armas sobressalentes. Além do armamento, os soldados conduziam material próprio para fortificar as regiões de estacionamento. As legiões, como perfeita organização militar, não se descuidara dos serviços. Assim os romanos criaram o serviço de engenharia, de transporte, de intendência (destinado a suprir o exército em marcha ou a abastecer os armazéns - os romanos criaram o sistema de armazéns temporários para o abastecimento dos exércitos; com JÚLIO CÉSAR eles tornaram-se permanentes. Também existiam os serviços de fundos (cuja a frente ficava o questor, representante do tesouro público) e o de saúde.
Tropas Auxiliares No princípio estas tropas eram formadas por meros mercenários recrutados antes de uma campanha, mas pouco a pouco essas tropas foram sendo regularizadas. deixaram regularizando, especialmente aquelas tropas mais especializadas, como fundeiros, arqueiros e cavaleiros, que muitas vezes eram característicos de certas regiões geográficas (arqueiros sírios e cretenses e cavaleiros gauleses, alemães e hispânicos). Desta forma surgiu as tropas auxiliares, que eram organizadas em uma coorte que acompanhava às legiões (aproximadamente existiam 4.500 auxiliares para cada legião de 5.500 homens). Os auxiliares não eram cidadãos romanos e estavam sobre controle e comando dos romanos. Um auxiliar se alistava por 25 anos. Eles recebiam menos que os legionários. A elite destes corpos era os cavaleiros, pois os romanos tinham pouca tradição nesta arma. A Cavalaria era organizada em Alas (alae) de cerca de 500 homens, distribuídos em 16 pelotões (turmae). Depois das Guerras do Triunvirato, no final do século I a.C, Augusto fez uma profunda reforma no Exército romano, e licenciou uma boa parte da enorme quantidade de tropas existentes, fruto de um século de guerras civis (ele reduziu o número de legiões de 66 para 25 e depois elevou esse número para 29). Os auxiliares foram profissionalizados, sendo dotados de um armando padrão, de qualidade pior que os dos legionários, colete de malhas, capacete de metal e a "spatha", uma espada longa e mais pesada para corte que o gladius. Guerras A política de conquista iniciou-se no século V a.C. com as "Guerras Defensivas" , repelindo ataques de etruscos, sabinos, equos e volscos e determinaram a conquista do sul da Etruria e da região do Lácio. No século IV a.C. os romanos iniciaram uma política de conquista aproveitando-se do enfraquecimento de vários povos que viviam na Península Itálica, sendo que esta já no final do século estaria completamente dominada. Essas vitórias foram possíveis devido ao equilíbrio econômico da cidade, permitindo-lhe a manutenção de um exército bem treinado, formado inclusive por homens de regiões anexadas. Nas regiões conquistadas uma parte da terra era considerada terra pública (ager publicus), que poderia ser arrendada a pequenos proprietários ou explorada pelos patrícios que, na prática, apropriavam-se dessas terras, ampliando a concentração fundiária. Guerras Púnicas
Três guerras travadas entre Roma e Cartago pela hegemonia do comércio no
Mediterrâneo, conflito que se estende por mais de cem anos, de 264 a.C. a 146
a.C. O termo púnico, do latim punicus, vem da palavra poeni, nome que os
romanos davam aos cartagineses, os descendentes dos fenícios (em latim, phoenician). No início das guerras, Roma domina a península Itálica, enquanto a cidade fenícia
de Cartago domina a rota marítima para a costa ocidental africana, assim como
para a Bretanha e a Noruega. Roma
interessava-se pelo controle sobre a Sicília, grande produtora de trigo; terras
da península Ibérica, produtora de prata e pelo controle do comércio que estava
nas mãos dos cartagineses. Cartago pretendia aumentar seu raio de dominação
econômica, desalojando os comerciantes gregos do Na I Guerra Púnica, que dura de 264 a.C. a 241
a.C., Roma e Cartago são chamadas para ajudar a cidade de Messina, na ilha da
Sicília, ameaçada por Hiero II, rei de Siracusa. Os romanos, para expulsar os
cartagineses da ilha, provocam a guerra e saem vitoriosos. Sicília, Sardenha e
Córsega são anexadas ao domínio de Roma, e os cartagineses têm restringida a
influência ao norte da África. César, Roma e as guerras Gálicas Introdução Em 52 a.c., Júlio César lutou aquela que foi sua batalha decisiva na conquista da Gália, ao redor da cidade fortificada de Alésia. Após esta batalha, a maior parte da resistência gaulesa ao invasor romano cessou, persistindo somente alguma oposição esporádica e não organizada. A conquista da Gália por César alterou profundamente o mapa geopolítico de Roma, mudando o eixo da civilização romana do mediterrâneo para a Europa ocidental, e alterou de forma indelével o desenvolvimento cultural dos povos que ali viviam. Os gauleses eram os mais populosos e poderosos dentre as populações a que se convencionou chamar de Celtas. Excelentes artesãos, ferreiros e armeiros, alguns deles estavam construindo prósperos núcleos urbanos, alfabetizando-se e organizando Estados bem estruturados quando César invadiu a Gália. Esta conquista por parte de Roma, longe de destruir esta vitalidade cultural, ao contrário, adicionou os elementos civilizatórios da poderosa cultura do mundo romano à "bárbara" visão celta do mundo, e moldou os primitivos contornos daquela que seria uma das maiores e mais brilhantes civilizações européias. Mas por que tal batalha se revestiu de tanto significado? A importância da batalha de Alésia fica clara quando analisamos os números envolvidos. Do lado romano, sessenta ou setenta mil homens, entre romanos e seus aliados germanos. Do lado gaulês, entre setenta e oitenta mil homens cercados dentro da fortaleza de Alésia, mais duzentos e sessenta mil, provenientes de mais de sessenta tribos, atacando os romanos em duas frentes, numa incrível vantagem numérica de cinco para um. Em vista deste quadro, surge a questão inevitável: como conseguiu César obter uma vitória tão decisiva e esmagadora diante de tão grandes desvantagens? Durante muito tempo pensou-se que tais números não passavam de uma fantasia criada pelo próprio César, destinada a engrandecer os feitos militares de suas legiões com o intuito de reforçar sua já sólida reputação como comandante militar e pavimentar seu caminho rumo ao controle da política romana. Entretanto, pesquisas e análises recentes, incluindo escavações arqueológicas realizadas no sítio da batalha, revelam que os números fornecidos por César em sua obra De Bello Gallico foram surpreendentemente exatos. A guerra na Gália
A partir de meados do ano 100, Roma começa a sofrer um período de grande turbulência política e social que só terminará com a nomeação de César para ditador. Nesta época Roma era governada por Mário, eleito cônsul pela sexta vez consecutiva. Em 88, Mário foi derrubado por Sila, que se torna cônsul. Sila deixa Roma no comando de uma expedição contra Mitridates IV, quando Mário aproveita sua ausência para voltar a Roma e reassumir o governo, sendo eleito cônsul pela sétima vez. Contudo, Mário morre logo em seguida, em 86. A partir daí, o governo passa para as mãos dos populares, provocando uma violenta reação da aristocracia e um caos político que durou 4 anos. Em 83, Sila retorna de sua campanha na Ásia Menor e reassume o governo, fazendo-se nomear ditador pelo senado, por tempo indeterminado, iniciando um período de terror em que eliminou um grande número de adversários, particularmente entre os populares. Segundo Plutarco, César só escapou de ser proscrito e executado devido à sua juventude e ao fato de sua família não gozar de expressividade nos meios políticos. César, nesta época com 19 anos, entra para o exército como soldado de cavalaria, e é designado para um posto na Anatólia ocidental. Como era filho de senador, foi designado para uma missão importante na Bitínia, onde recebeu a incumbência de conseguir uma esquadra junto ao rei Nicomedes IV para auxiliar a campanha contra Mitridates. Durante a conquista da cidade de Mitilene, entrou em combate pela primeira vez e ganhou a coroa cívica, aparentemente ao salvar a vida de um companheiro de armas. Sila permaneceu no poder por apenas quatro anos, e seu maior projeto foi o restabelecimento da república, com o fortalecimento da oligarquia senatorial. Após a morte de Sila, em 78, César retorna à Roma, onde permanece até 75, quando parte para Rhodes para estudar retórica com Apolônio Mólon, que havia sido professor de Cícero. Durante o trajeto, é capturado por piratas, que posteriormente derrota e crucifica. Quando eclode nova guerra no oriente, durante a terceira campanha de Mitridates contra as tropas romanas, César deixa Rhodes e, agindo sem ordens oficiais de Roma, monta um exército por conta própria, e acaba e por unir-se às forças oficialmente designadas para conter a agressão. A partir daí aparecem em cena as figuras de Pompeu e Crasso, que passam a dominar a cena política romana. Retornando a Roma, César começa a pavimentar seu caminho para o poder. Em 73, torna-se membro do corpo de sacerdotes. Em 69, serve como questor na Espanha. Nesta época, começa a fazer elogios à Mário, o que gera descontentamento na aristocracia que passa a vê-lo como um perigo ao seu poder. Em 67, casa-se com Pompéia para obter fundos para manter-se no cargo de questor. Retorna a Roma em 65, quando torna-se edil das obras públicas e passa a gastar grandes quantias (com fundos provenientes da fortuna de Crasso) nos divertimentos públicos, o que lhe angariou a simpatia do povo. Através da popularidade conquistada, elege-se Pontifex Maximus em 63. A seguir, em 62, é eleito pretor. Retorna à
Espanha, onde obtém grandes triunfos militares sobre rebeldes, o que lhe vale
um triunfo votado pelo senado. Porém, César percebe que o triunfo era apenas
uma manobra política para impedi-lo de alcançar o consulado, já que por lei o
triumphator deveria permanecer fora dos muros de Roma até o dia do
triunfo, que ocorreria somente após as eleições. Contornando esta restrição,
César antecipa a data do triunfo. Entretanto, todo este cuidado revela-se
inútil, e César não obtém o desejado cargo de cônsul devido a manobras do
senado. Consegue, no entanto, o cargo de governador da Espanha.
Em 60, César retorna à Roma, e aproveitando o descontentamento de Pompeu com o comportamento do senado, que lhe negou a recompensa devida aos soldados de seu exército vitorioso e não ratificou seus tratados, assim como a de Crasso, que apesar de sua riqueza não obteve a permissão de montar um exército para sua glória pessoal, monta com estes dois uma coalizão que virá a ser conhecida como primeiro triunvirato, com o objetivo de satisfazer as ambições de seus dois aliados e finalmente alcançar para si mesmo o tão almejado consulado, o que consegue em 59. Após o seu consulado, César foi nomeado procônsul das Gálias e da Ilíria, em 58. Logo após assumir o governo da Gália, César teve de enfrentar uma massiva migração de helvécios, que fugindo dos bárbaros germânicos, saíram da região de Geneva em direção ao sul da Gália. César enfrentou-os em Bribacte, derrotando-os por pequena margem. Na mesma época, teve de combater também as forças do chefe germânico Ariovisto, que venceu numa batalha perto de Osthein, a leste do Reno. Sua vitória contra os helvécios e os germânicos valeu-lhe a gratidão dos gauleses, o que fez com que César considerasse a libertação da Gália como a conquista da região, passando a organizá-la imediatamente sob a autoridade romana, sob o pretexto de que só assim poderia defendê-la de novos ataques germânicos. Tal atitude não foi bem recebida pelos gauleses, que temendo perder sua autonomia rebelaram-se, pedindo inclusive a ajuda de várias tribos belgas. César derrotou todas as tentativas de rebelião, e em 56, o senado romano declarou a Gália como província romana. Em 55, César traça um plano com Pompeu e Crasso na cidade de Luca para que os mesmos disputassem o senado naquele ano. Ficou estabelecido que Pompeu seria governador da Espanha; Crasso, o da Síria, e que César teria seu mandato como governador da Gália renovado por mais cinco anos. Com a situação mais ou menos estabilizada, César pôde voltar-se novamente para os problemas na Gália, que sofria novas invasões germânicas. César derrotou os invasores e perseguiu-os até o Reno. Seus engenheiros construíram uma ponte sobre o rio e César cruzou-o e promoveu um massacre indiscriminado, matando inclusive mulheres e crianças, num número estimado de 370.000 mortes, para servir como exemplo às outras tribos germânicas. O massacre foi tão expressivo que gerou protestos até mesmo em Roma, fazendo com que os senadores qualificassem César com os epítetos de "bárbaro" e "desumano". Catão chegou a pedir que o conquistador fosse entregue aos germanos para expiar seus excessos, sob pena de toda a Roma incorrer na ira dos deuses. Nesta mesma época, César invade a Bretanha com uma pequena força, mas não estabelece uma base firme na ilha. Em 52, quando César estava aquartelado com uma pequena força no norte da Itália, foi surpreendido por uma sublevação em larga escala na Gália, comandada por Vercingetórix. Com as forças gaulesas entre ele e o grosso de seu exército, estacionado no norte da Gália, César transfere o comando para Bruto e arrisca tudo numa corrida temerária através da região sublevada até alcançar seu exército, e inicia imediatamente a reação, sitiando, capturando e saqueando várias cidades, matando a população e abastecendo-se com a pilhagem. Sua sorte mudou em Gergóvia, quando, derrotado, foi obrigado a recuar, perdendo o apoio de várias tribos, entre elas a dos Éduos, que atraiçoando-o, tomaram-lhe várias bases e preparam-se para expulsá-lo da Gália Narbonense. Acuado, César decide arriscar tudo num ataque à Alésia, quartel-general de Vercingetórix, onde havia aproximadamente oitenta mil guerreiros gauleses. Logo após cercar a cidade com um número aproximado de setenta mil soldados, soube que uma força gaulesa de reforço, com um número atualmente estimado em duzentos e sessenta mil homens, dirigia-se para Alésia para socorrer Vercingetórix. César ordenou a construção de duas barreiras concêntricas em torno da cidade, compostas de vários tipos de fortificações e armadilhas, numa obra de engenharia colossal, e dispôs suas forças entre elas. As forças gaulesas atiraram-se várias vezes contra as muralhas, dos dois lados, inutilmente. Após quatro batalhas, o exército de socorro desorganizou-se e dispersou-se, e justamente quando os suprimentos do exército de César chegavam ao fim, Alésia rendeu-se, castigada pela fome. Vercingetórix entregou-se a César, foi aprisionado e levado para Roma, onde foi exibido por César em triunfo, morrendo após seis anos como prisioneiro dos romanos. A conquista da Gália acrescentou ao império romano uma região duas vezes maior que a própria Itália. Salvou Roma das invasões bárbaras por quatro séculos, e elevou César a um degrau inimaginável de prestígio e poder. Em 53, com a morte de Crasso, o equilíbrio que mantinha o triunvirato extinguiu-se, provocando a luta pelo poder entre Pompeu e César. Os laços que os uniam foram ainda mais enfraquecidos pela morte da esposa de Pompeu, Júlia, filha de César. A partir daí, a luta pelo poder entre os dois não mais parou até a morte de Pompeu. O mandato de César como comandante expirava em 49, e como César não podia voltar a Roma com suas tropas e nem se candidatar a cônsul antes da expiração do mandato, teria de desmobilizar as suas tropas para poder concorrer ao cargo. Sabendo que sem suas tropas sua carreira e mesmo sua vida não teriam bom termo, César desobedece a ordem de desmobilização e desafia o senado, atravessando o Rubicão em 10 de janeiro com uma de suas legiões. Prossegue em sua marcha para Roma, enfrentando pouca ou nenhuma resistência, e conseguindo, ao longo do caminho, mobilizar mais algumas legiões. Assustado com a adesão de quase todas as cidades à causa de César, Pompeu desiste da luta e foge de Roma, na esperança de reorganizar suas forças e, através de um bloqueio naval, forçar César à rendição. César entra na cidade desarmada em 16 de março. É nomeado ditador, título que rejeita após ser nomeado cônsul para o período de 48. Persegue Pompeu até a Grécia, onde derrota suas forças em 9 de agosto de 48, em Farsália. César então persegue-o até o Egito, para impedir que se juntasse às forças de Catão. Entretanto, ao chegar a Alexandria, é presenteado com a cabeça de seu adversário, o que lhe provoca profunda repulsa e desgosto. César permanece algum tempo no Egito, onde se envolve com Cleópatra. Em 45, derrota os últimos partidários de Pompeu em Munda, e é declarado ditador perpétuo. O grande prestígio de César, o enorme acúmulo de títulos e cargos, e o seu envolvimento com a rainha do Egito, fez com que a aristocracia romana temesse que César se autoproclamasse Imperador, apesar de todas as recusas do mesmo em aceitar semelhante título (não confundir com o título de imperator, ou comandante de tropas). Sua tradicional aversão à monarquia acabou por levar a uma conspiração e ao assassinato de César em 44. Fonte deste texto sobre a campanha de César na Gália: Amiraldo Martiniano de Gusmão Júnior e Fernando Gelati Os Bárbaros
Para os romanos “bárbaro” (do grego bárbaroi = estrangeiro) era todo aquele que vivia além das fronteiras do Império Romano e, portanto, não possuía a cultura romana. Os povos bárbaros, gemanos, ocupavam as regiões da Germânia, que eram fronteiriças ao Império Romano e se subdividiam em vários povos: borgundios, suevos, juos, alanos, vândalos, francos, saxões, anglos, lombardos, visigodos, godos entre outros. Nos séculos IV e V os principais povos bárbaros se deslocaram em direção ao Império Romano, empurrados pelos Hunos, povo de índole guerreira, que vinham do oriente, levando pânico e destruição aonde chegavam. Esse processo acabou por precipitar a fragmentação do império, já decadente devido a crise do escravismo e a anarquia militar. Os primeiros contatos dos germanos com os romanos ocorreram na época de Júlio César (séc. I a.C.). Nessa ocasião, as tribos germânicas viviam em aldeias rudimentares, praticando uma economia comunal baseada na agricultura, na pecuária e nas pilhagens. Quando as terras se esgotavam, partiam à procura de outras. As áreas cultiváveis e os bosques eram de uso comum aos habitantes das aldeias. Apenas os rebanhos permaneciam como propriedade particular, constituindo-se na principal riqueza dos guerreiros. A partir de fins do século IV, pressionados pelos hunos, povo nômade vindo da Ásia Central, as tribos germânicas migraram em massa e de uma forma não pacífica para o interior do Império Romano do Ocidente. Suevos, alanos, borgúndios, francos, vândalos, visigodos penetraram, saquearam e ocuparam a Gália, a Península Ibérica, a África e a Itália. Anglos, saxões e jutos tomaram a Bretanha. Para defenderem Roma dos sucessivos ataques de determinadas tribos, os Imperadores recorriam ao auxílio de outros chefes bárbaros, ficando à sua mercê. As invasões germânicas trouxeram desordem, destruição, fome e pilhagem ao já decadente Império Romano, precipitando sua desintegração, no final do século V.
A base
da organização social das tribos era a “sipe”, espécie de clã formada por
famílias ligadas por laços de parentesco. Seus membros protegiam-se mutuamente e
a ofensa a um deles atingia toda a sipe, que praticava a vingança coletiva. Na
guerra, o exército era recrutado entre os homens da tribo, maiores de 16 anos. Os germanos não conheciam cidades nem Estado. Sua mais importante instituição política era a Assembléia dos Guerreiros da tribo, que decidia sobre a guerra, a paz, a libertação dos escravos e escolhia o rei, com função religiosa e militar. Os principais chefes desenvolveram os costume de manter uma “escolta” ou “séqüito” de guerreiros, ligados ao líder por um juramento de fidelidade. Em caso de ataques e lutas, eram recompensados como produto das pilhagens, dando origem a uma nobreza possuidora de terras e escravos. No
governo de Diocleciano(284/305), soldados germanos passaram a ser regularmente
recrutados para servir nas legiões do Império. As autoridades imperiais
procuravam rodear as fronteiras de chefes bárbaros aliados, que mantinham a
independência, os usos e os costumes, mas defendiam os interesses romanos diante
do mundo germânico e eram recompensados com dinheiro e terras. Por volta do século IV, a Assembléia dos Guerreiros praticamente desaparecera entre os bárbaros, substituída por um Conselho de Nobres. O contato cada vez maior com o Império levara-os a assimilar bastante a vida econômica, a hierarquia social, a disciplina militar e a religião dos romanos (muitos bárbaros haviam se convertido ao Arianismo, ramo do Cristianismo considerado herético pelo Concílio de Nicéia, realizado em 325). Mesmo assim, suas comunidades ainda eram bem rudimentares e quase todas desconheciam a escrita. Reinos bárbaros
Reorganização Como já foi falado a composição, organização e estrutura das legiões romanas tiveram muitas mudanças e adaptações durante o longo período que vai desde a Monarquia (cerca do século VIII a.C.), passando pela República até o fim do Império, tanto o Ocidental (476) como o Oriental (1452). Mudaram as armas, as táticas e até os componentes e comando, mas a disciplina tática e de treinamento eram a regra geral. Este fato dava uma força coletiva aos seus efetivos que era multiplicada pelo seu número, dando superioridade no campo de batalha, resultando em grande eficiência.
O século III, é a fase do exército romano em que o equipamento e o treinamento alcançaram o maior desenvolvimento e eficiência. Neste século Roma consegue restabelecer as suas fronteiras a custa de muitas campanhas e várias improvisações. Roma tem que se adaptar para enfrentar os povos da fronteira oriental, que tinham assimilado em grau diferente o uso da Cavalaria, quando se chocaram contra os Sármatas e Hunos. Roma abandonou o antigo conceito de defesa estática na fronteira e cria um Exército mais movível, onde a Cavalaria tinha maior peso, dotando-a esta mesmo de um comando único.
Diocleciano e o seu sucessor, Constantino,
reorganizam o Exército romano. Uma parte do Exército romano (limitanei) se
encarregaram da defesa da fronteira. Outra parte foi org A partir do século IV a infantaria foi sendo relegada cada vez mais à segundo plano. As tropas de infantaria estavam destinadas quase que exclusivamente à unidades estacionadas nas fronteiras do império. Existiam forças da Infantaria que ficavam juntas as forças móveis e ágeis da Cavalaria, essas unidades de Infantaria eram chamadas de legiones palatinae. O exército de campanha ou móvel (ou comitatenses), em oposição ao de fronteira, também tinha algumas coortes de auxiliares, as auxilia palatina. Os cavaleiros romanos nos exércitos móveis usavam como armamento ofensivo uma lança longa e uma espada, que era levada à cintura. Seu armamento defensivo é constituído por um escudo redondo de tamanho médio, armadura de escamas metálicas e um capacete também de metal. Os romanos já usavam cavaleiros em suas legiões a muito tempo, César as usou e Vespasiano alistou Sármatas em suas tropas em 69 d.C, mas a Cavalaria se tornou uma força generalizada com Aureliano em 275 d.C. O infante romano tinha como defesa um escudo que podia ser o retangular ou os ovais planos que passaram a ser mais comuns em épocas mais tardias. A armadura era de metal e cobria o tórax e um capacete metálico completavam o armamento defensivo do legionário. Esta configuração perdurou por muito tempo com algumas pequenas modificações, sempre para reduzir o peso e o custo. Durante o Baixo Império, a Cavalaria romana era melhor armada e adestrada do que a infantaria. No século V d. Cavalaria se tornou a arma predominante no Império Romano.
Lista das Legiões Romanas Estas são as principais legiões do Império romano; no início as legiões não eram organizações nomeadas permanentes. Os comentários somados incluem duração, causa do desaparecimento (se pertinente) e o seu criador.
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