Perfil da Unidade

 

 

FORÇAS ESPECIAIS CHINESAS


Forças de Operações Especiais

 Exército chinês

Historicamente, a China sempre valorizou as operações militares que envolviam um grande volume de tropas, como reflexo da antiga doutrina soviética: muitos tanques, infantaria abundante e farta artilharia. Mas com o passar do tempo, principalmente como reflexo da modernização da guerra e das experiências ocidentais com tropas especiais desde a II Guerra Mundial, os chineses começaram a investir mais em forças especiais. É claro que os chineses eram mestres em muitas táticas que são usadas pelas forças especiais como guerra de guerrilha, reconhecimento profundo, sabotagem, ataques a pontos estratégicos atrás das linhas inimigas e assassinato ou rapto de pessoas importantes, porém até o início da década de 1990, o Exército Popular da China ainda não possuía uma Força de Operações Especiais. 

Nesta época os chineses começaram mudar a sua doutrina de guerra popular, para guerras de baixa intensidade e alta tecnologia. Muito impressionou os chineses a capacidade dos americanos na coordenação de várias operações especiais, realizadas por unidades especializadas em apoio a grandes operações militares, como a Invasão do Panamá e Guerra do Golfo, por exemplo. 

Até o inicio dos anos 1980, o Exército chinês não possui uma força de operações especiais na concepção moderna deste termo. Mas a partir da década citada, os chineses começaram a selecionar unidades para desempenhar as funções de uma  força de operações especiais. Um dos principais objetivos das força de operações especiais chinesas é operar atrás das linhas inimigas, usando roupas civis ou uniformes militares do inimigo.

Desta forma desde meados da década de 1980 os chineses começaram seus experimentos com uma Força de Operações Especiais. A primeira unidade chinesa de Operações Especiais foi baseada na região militar de Guangzhou. A unidade era originária do grupo de reconhecimento daquela região militar, foi aprovada em técnicas de operações especiais pelos líderes Exército chinês. No final dos anos 1990 todas as sete regiões militares da China tinham a sua própria Força de Operações Especiais. Cada grupo de Operações Especiais das regiões militares tem a dotação de um regimento, com três batalhões, como mais de 1.000 homens. O número das equipes dentro de cada batalhão, bem como o tamanha de cada equipe, varia de acordo com a missão a ser executada. O tamanho das equipes varia de equipes de dois homens, para missões de reconhecimento especial, até uma companhia reforçada usada para ações diretas. Essas unidades atingiram nível operacional no início do século XXI. Seguindo o exemplo do Exército, o Corpo Aerotransportado e a Marinha formaram as suas próprias unidades de Operações Especiais. 

Como exemplos de missões que hoje são atribuídas pelos chineses as suas Forças de Operações Especiais estão: 

  • A captura de aeródromos inimigos e portos; 

  • Destruição ou interdição de objetivos estratégicos, entre eles: postos de comando e estações de radar;

  • Missões de coleta de informação;

  • Resgate de pessoal atrás das linhas inimigas;

  • Indicação de alvos para ataques aéreos.

Como parte da Força de Reação Rápida da República Popular da China, as Forças de Operações Especiais foram preparadas para apoiar operações de projeção de poder e operações regionais, de limitada escala e de curto período, na periferia da China.

Entre os tipos de missões desempenhadas pela Força de Operações Especiais, estão:

Reconhecimento Especial: Diante de inferioridade das forças chinesas em relação as potências ocidentais e a Rússia, no que diz respeito a mobilidade, vigilância aeroespacial e controle de fogo, a China procura realizar reconhecimentos detalhados, usando para isso suas forças especiais. Nas missões de reconhecimento especial, os chineses procuram descobrir com antecipação os movimentos do inimigo, onde se encontram os seus centro de comando e comunicação e pontos de concentração de tropas, por exemplo. Diante deste conhecimento, as equipes de reconhecimento podem guiar ataques com armas de precisão.

Ação Direta: Essas missões são ações de curta duração e de pequena escala, mas extremamente agressivas. Elas se destinam a atacar pontos chaves e também resgate de pessoal ou seqüestro de inimigos. Entre os seus alvos estão: portos, aeroportos, postos de comando, controle e comunicação. Os alvos podem ser militares ou civis. 

Contra-terrorismo: Em resposta a crescente tendência de separatismo entre as minorias étnicas da China, em especial nas  regiões de fronteira como Xinjiang e Tibet, e face a ameaça do terrorismo internacional, particularmente a partir de 11 de setembro de 2001, as Forças de Operações Especiais chinesas receberam a missão de contra-terrorismo. Para cumprir a sua missão essa força tem realizado muitos exercícios conjuntos com forças policiais das principais cidades chinesas. 

As Forças de Operações Especiais chinesas recebem sempre o que há de melhor e mais moderno dentro do invetário  de armas das forças armadas chinesas. Inclusive algumas armas são projetadas especialmente para elas. Seus soldados também estão aptos a operar armas estrangeiras, especialmente ocidentais e russas. Essas forças estão aptas a usar aparelhos de visão noturna, GPS, pára-quedas ultra-modernos e até veículos aéreos não tripulados (Unmanned Aerial Vehicles-UAVs).

Apesar das Forças de Operações Especiais não possuírem seus próprios mForças especiais durante treinamento.eios de avião, sempre tem a sua disposição aeronaves de unidades de avião da Marinha, Exército ou Força Aérea. Os pilotos que podem ser acionados para missões especiais, estão sempre treinando conjuntamente com os homens das Forças de Operações Especiais.

Como suas contrapartes pelo mundo, as Forças de Operações Especiais chinesas enfatizam a aptidão física de alto nível e proficiência de seus soldados. Todos os membros dessas unidades são treinados em artes marciais, pára-quedismo, operações anfíbias, guerra urbana, demolições e comunicações. Alguns membros são especialmente treinados no uso de computadores, operação de UAVs, ou aprendem uma língua estrangeira.


Corpo Aerotransportado

Como uma parte da reserva estratégica da República Popular da China, o Corpo Aerotransportado está sob o comando direto da Comissão Central Militar. Um fato interessante é que o Corpo Aerotransportado, não pertence ao Exército, como é comum ao redor do mundo, mas sim a Força Aérea.

O Corpo Aerotransportado foi criado em 1 de junho de 1961, e estava baseado no 15º Exército, que ficou conhecido por ter lutado contra os americanos em Heartbreak Ridge, durante a Guerra da Coréia. O Corpo Aerotransportado consiste de três divisões aerotransportadas (43º, 44º, e 45º), cada uma com cerca de 8.000 a 10.000 soldados.

A doutrina chinesa enfatiza o uso massivo de tropas aerotransportadas, porém o limitado número de aeronaves de transporte, impõe restrições a seu uso. As operações aerotransportadas chinesas incluem a ação de pára-quedistas, tropas aerotransportadas e helitransportadas e operações especiais.

Operações com pára-quedistas: Estas operações são levadas a cabo por pára-quedistas e são seguidas, se preciso for, por tropas aerotransportadas treinadas e equipadas para operações aerotransportadas. Os chineses tem uma grande experiência no lançamento de blindados, diretamente na zona de desembarque, a partir de aviões de transporte, em apoio as tropas pára-quedistas. 

Operações aerotransportadas: Estas são levadas a cabo para reforçar rapidamente áreas da fronteira ou manter uma zona de desembarque. Essas tropas treinam regularmente para possíveis operações em países limítrofes da China.Pára-quedistas chineses saltam de um IL-76MD.

Operações helitransportadas: Por causa de escassez de helicópteros na China, as operações helitransportadas são muito  limitadas. Essas operações são realizadas em apoio ao avanço de tropas do Exército, principalmente na tomada de alvos táticos.

Operações Especiais: O Corpo Aerotransportado possui batalhões de operações especiais. Estas tropas são treinadas para, usando pára-quedas, penetrar na defesa antiaérea do inimigo e atacar outros alvos na retaguarda.

Entre os mais prováveis usos do Corpo Aerotransportado da República Popular da China, podemos citar:

  • Captura de áreas importantes, portos, aeroportos, rotas e cruzamentos.

  • Proteção da retaguarda chinesa.

  • Missões de sabotagem contra armas de destruição em massa.

  • Ataques contra instalações de comunicação, logística e comando do inimigo.

  • Apoio a desembarques anfíbios.

  • Apoio a guerra de guerrilha e operações especiais.

  • Missões de segurança interna.

Segundo informações os chineses podem realizar operações aerotransportados a nível de regimento contra alvos dentro de um raio de 900km. A dotação de uma divisão do Corpo Aerotransportado é igual a de uma divisão normal, só que possui um pequeno número de blindados, pouca artilharia pesada, antitanque e antiaérea. 

Os chineses operam de forma muito parecida com os antigos métodos soviéticos. Em uma operação aerotransportada uma divisão usa aproximadamente de quatro a seis zonas de desembarque, e um regimento no máximo duas. Tropas de reserva são deixadas na zona de desembarque e normalmente são usadas em emergências ou nas ondas subseqüentes. O tamanho de uma zona de desembarque é de cerca de 3 a 4 km, e dependendo da situação, a  zona de desembarque pode ser o próprioPára-quedistas chineses com uniformes para operações urbanas. objetivo. O chineses usam ao máximo o seu poder de fogo para neutralizar as defesas inimigas, lança mão inclusive de ataques aéreos. Os saltos normalmente são feitos a noite. 

As tropas aerotransportadas estão entre as melhores treinadas e equipadas da China, e seu nível intelectual é superior as tropas regulares. Enquanto nas tropas regulares os soldados servem por dois anos, nas tropas aerotransportadas eles servem por quatro anos.

Os oficiais que vem das academias militares recebem um treinamento adicional no 15º Corpo Aerotransportado, antes de se juntarem as tropas. O Corpo Aerotransportado possui uma quantidade superior a normal de oficiais não-comissionados. As tropas aerotransportadas tem treinado nos últimos anos para a guerra em áreas urbanas, nas montanhas, na selva e deserto.


Policia Especial da Polícia Popular Armada

Policiais chineses em treinamento de luta corpo-a-corpo.Em resposta a crescente ameaça do terrorismo internacional e das ações separatistas, particularmente o seqüestro de aeronaves, a república Popular da China estabeleceu uma unidade policial anti-terrorista em 22 julho de 1982. Originalmente sob o comando do Ministério de Segurança Pública, esta unidade policial foi subordinada depois à Polícia Popular Armada em 1983. 

Originalmente a força anti-terror era conhecida como "Unidade 722", depois recebeu o nome de Grupo de Policia Especial da Polícia Popular Armada. Em 1985 passou a se chamar Escola de Policia Especial da Polícia Popular Armada e começou a recrutar estudantes. 

Depois em 2000 a escola passou a ser uma faculdade com o curso tendo a duração de três anos. A faculdade é atualmente baseada no subúrbio de Beijing.

Sendo assim enquanto a Policia Especial da Polícia Popular Armada, é ao mesmo tempo uma força anti-terror, é também uma faculdade, com dois departamentos, policia especial e reconhecimento - cada um com três equipes de alunos.

A maioria dos diplomados da faculdade se torna oficiais nas unidades regionais de anti-terrorismo da Polícia Popular Armada ao redor do país, enquanto os se tornam membros da unidade de anti-terrorismo de elite da faculdade. 

Como a maioria das forças antiterroristas ao redor do mundo, a Policia Especial da Polícia Popular Armada recebe o melhor equipamento como também treinamento mais duro. As suas missões incluem anti-terrorismo e anti-seqüestro, resgate de reféns, ações antibomba e controle de revolta. A Policia Especial da Polícia Popular Armada também ajuda as equipes de polícia especial (tipo Swat) das autoridades de segurança públicas locais, quando estas lidam com criminosos violentos. 


Corpo de Fuzileiros Navais

Subordinado à Marinha chinesa, o Corpo de Fuzileiros Navais é uma das forças de elite dp PLA. Também faz parte da Força de Reação, sendo uma das primeiras forças a serem desdobradas em casos de crise. Os Fuzileiro navais geralmente são melhor treinados e equipados que as unidades regulares.

As missões primárias do Corpo de Fuzileiros Navais de PLA incluem: proteger a soberania da China e seus interesses econômicos marítimos; salvaguardar propriedades das ilhas chinesas em tempos de paz e desenvolver a defesa dessas ilhas do Mat do Sul da China.

O Corpo de Fuzileiros Navais  também pode ser usado em assaltos anfíbios, com o objetivo de estabelecer  cabeças de praia em uma confrontação militar contra Taiwan. O Corpo de Fuzileiros Navais possui unidades de  infantaria, artilharia, blindados, engenharia, comunicações, guerra químico-bacteriológica  e mergulhadores de combate, num total de 7.000 a 10.000 fuzileiros. Existe uma força de 10.000 a 20.000 reservistas e cerca de 25.000 homens de duas divisões mecanizadas chineses são capazes de participaram de missões de desembarques anfíbios.

Os fuzileiro navais estão armados com tanques anfíbios e APCs, artilharia, armas anti-tanques, defesas antiaéreas,  barcos anfíbios de assalto e hovercrafts. O Corpo de Fuzileiros Navais também recebeBlindados dos fuzileiros navais chineses em treinamento. apoio aéreo de helicópteros e aeronaves de asa fixa da Aviação Naval chinesa. 

O Corpo de Fuzileiros Navais é formado em sua maioria por conscritos que recebem um treinamento rígido em guerra anfíbia, operações especiais, pára-quedismo, assalto aerotransportado, mergulho e sobrevivência. A cada ano os conscritos do Corpo de Fuzileiros Navais treinam 25 semanas na costa da China meridional, incluindo treinamento tático e físico. Os principais locais de treinamento são: Zhanjiang, Hainan, Fuzhou, Xiamen, Zhoushan, e Qingdao. 

Atualmente o Corpo de Fuzileiros Navais está passando por muitas transformações devido a mudança de foco da China de lutar uma guerra ampla, para lutar uma um conflito restrito e high-tech, tendo como alvo é claro Taiwan. É interessante observar que o  Corpo de Fuzileiros Navais, antes desprezado, por ser uma força pequena diante do antigo imenso Exército chinês, hoje está passando a ser considerado um força de grande importância, pois é extremamente móvel e capaz de lutar guerras restritas.

Ordem de Batalha - Corpo de Fuzileiros Navais

1ª Brigada do Corpo de Fuzileiros Navais ( Unidade 92057) 
O QG da Brigada esta baseado em Zhanjiang, Guangdong, enquanto o corpo principal da brigada está estacionado na Ilha de Hainan. 

  • 1 Regimento blindado anfíbio, incluindo três batalhões de tanques (Tipo 63/A - tanques anfíbios) e 1 Batalhão de Infantaria MEcanizada (Tipo 77 - anfíbio APC).

  • 3 Batalhões de Infantaria.

  • 1 Batalhão de Artilharia (18 canhões de 122mm).

  • 1 Batalhão de Mísseis (HJ-73 e HJ-8 ATGMs, e HN-5 SAMs).

  • 1 Batalhão de Engeharia/Guerra Química-Bacteriológia.

  • 1 Batalhão de Ccomunicações.

  • 1 Companhia de Reconhecimento, inclusive com um pelotão de mergulhadores de combate.

Brigada do Corpo de Fuzileiros Navais (Identificação não definida)

Há suspeitas sobre a existência de uma segunda Brigada do Corpo de Fuzileiros Navais, que provavelmente foi criada entre 1998 e 2000. Segundo indícios essa nova unidade, chamada possivelmente de 164ª Brigada do Corpo de Fuzileiros Navais, seria originária da 164ª Divisão de Infantaria Motorizada, baseada em Zhnajiang, Guangdong, e sob as ordens da Frota do Mar do Sul. Porém outros declaram que esta nova unidade se chama 3ª Brigada do Corpo de Fuzileiros Navais e está subordinada a Frota do Mar Oriental. Calcula-se que esta brigada é bem menor que a 1ªFuzileiros Navais da Guarnição de Xisha. Brigada, possuindo um Batalhão Blindado Anfíbio, três Batalhões de Infantaria, um Batalhão de Artilharia e unidades de suporte. 

 

Guarnição Xisha (38021 Unidade) 
Esta guarnição do Corpo de Fuzileiros Navais protege as ilhas Xisha (Paracels) e Nansha (Spratlys), localizadas no sul do Mar da China. A guarnição está espalhada em várias posições fortificadas nessas ilhas. Os fuzileiros estacionados nestas ilhas passam cerca de três meses sem se comunicar com as suas famílias e estão sempre em estado de prontidão.


Mergulhadores de Combate - Força de Operações Especiais da Marinha

A Marinha chinesa tem várias unidades de elite especializadas em operações especiais subaquáticas. A Marinha de Exército de Liberação das Pessoas (PLANO) tem várias unidades de elite especializadas em operações especiais subaquáticas. Normalmente essas unidade são conhecidas como "grupo", mas são mais conhecidas como mergulhadores de combate. Essas unidade são bem menores que as existentes em outras armas. Um "grupo" de reconhecimento anfíbio tem o tamanho de um batalhão chinês de infantaria, com cerca de 200 a 400 homens, agrupados em três companhias de combate e duas de apoio.  

Todas as unidades de mergulhadores de combate são orgânicas de uma das Brigadas do Corpo de Fuzileiros Navais, funcionando com unidade de reconhecimento especial e operações especiais. Os mergulhadores de combate representam um papel importante durante as operações anfíbias. Normalmente são os primeiros a serem desdobrados, chegando até a zona de desembarque por meio de submarinos. As suas missões podem incluir: limpeza de minas, remoção de obstáculos subaquáticos, "iluminar" alvos para ataques aéreos, eliminar sentinelas ou guarnições, destruir instalações, coletar inteligência, etc. Os membros dos mergulhadores de combate possam por duros treinamentos físicos e de combate, tendo habilidade para sobreviver em ambientes hostis. Além do mergulho, eles aprendem pára-quedismo, artes marciais e idiomas estrangeiros.


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Assunto: Forças Especiais China

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