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Antes da Guerra do Golfo (1991), estava configurado o fato de o Iraque ter desenvolvido um sofisticado e ambicioso programa de guerra biológica. Descobriu-se que este país havia desenvolvido um programa ofensivo de bioarmas que incluía bacilo do antraz (Bacillus anthracis), aflatoxina, toxina botulínica e bacilo da gangrena gasosa (Clostridium perfringens). O exército iraquiano havia preparado um estoque de 8.500 litros de esporos de antraz concentrado, sendo 6.500 litros armados em 50 bombas e 50 mísseis SCUDs; estoque de 19.000 litros de toxina botulínica concentrada, sendo 10.000 litros armados em 100 bombas e 13 SCUDs; e estoque de 2.200 litros de aflatoxina concentrada, sendo 1.580 litros armados em 16 bombas e 2 SCUDs.
Os mísseis
Scud eram a mais temida das armas
iraquianas (em suas versões modificadas do original
soviético).
Apesar de antiquados, muitos foram instalados em bases de lançamento móveis,
que podiam ser desmantelados, transportados e de novo montados em 25 minutos sem
serem detectados. Durante a guerra, os iraquianos utilizaram-nos contra o seu
velho inimigo Israel. Os danos foram ligeiros, mas Israel estava pronto para
contra-atacar. Determinados a evitar qualquer agravamento da guerra os
americanos esperavam destruir os Scuds com os seus mísseis Patriot. Os Patriots
tinham sido originalmente projetados para atingir aviões, mas esta versão
conseguia seguir o percurso de um míssil. Quando os Scuds mergulhavam de novo
em direção ao solo a cerca de 6400 Km/h, o Patriot agia como uma bala
dirigida a outra bala. Neste caso, os Scuds haviam sido tão mal adaptados que
muitos se desintegravam durante o vôo. Apenas uma pequena percentagem atingiu o
alvo. O Scud foi desenvolvido há 40 anos na ex-União Soviética para servir de
apoio a divisões de exército. Simples e robusto, embora pouco preciso
contra alvos situados além de 150 quilômetros, foi doado ou vendido para
quase todos os países alinhados com o regime da URSS no Leste Europeu, no
Oriente Médio, na Ásia e no norte da África. Estima-se que haja cerca de
1,5 mil Scuds operacionais em todo o mundo. Os Scuds iraquianos
pertenciam à série 8K14, conhecidos na OTAN como SCUD 1-B. São mísseis balísticos
de um só estágio, curto alcance e propelidos por combustível líquido. Os
primeiros lançadores móveis foram construídos sobre chassis do tanque russo
IS-3.
Quatro anos depois, os IS-3 foram substituídos pelos chassis 8 x 8 MAZ-543.
A troca do transportador deu aos SCUD muito maior mobilidade e dispensou o uso
de viaturas auxiliares de transporte de pessoal, já que a tripulação ia
dentro do MAZ-543 .
Logo descobriu-se que somente as baterias de Patriots não seriam suficientes para neutralizar a ameaça dos Scuds então foi
formada uma força conjunta de caça-bombardeiros
convencionais e Forças de Operações Especiais (SOF) foi rapidamente reunida para localizar e destruir a ameaça.
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Lançador móvel de mísseis Scuds. |
Cinco dias depois, um SCUD atingiu os subúrbios de Telavive, matando 8 pessoas. Israel pediu as senhas de passagem para seus caças F-15 e F-16, que já esquentavam os motores nas pistas de decolagem, quando uma conversa telefônica, entre Bush e Shamir, conseguiu conter os israelenses.
No dia seguinte, a Inteligência israelense informou ao comando da Coalizão da
localização de 4 plataformas fixas iraquianas. Imediatamente uma unidade SOF
foi enviada para localizar e destruir as plataformas. Dois helicópteros
MH-47
Chinook levaram a equipe, bem como um veículo Land-Rover
modificado para operar
no deserto do Iraque Ocidental. Uma hora depois, a equipe SOF localizou as
plataformas, chamando uma esquadrilha de F-15 que bombardeou o local com bombas
guiadas por laser. Um helicóptero MH60 Black Hawk filmou o ataque, e a fita foi
enviada a Israel. Após ver a fita, o Primeiro Ministro de Israel ligou ao Pres.
Bush para dizer que confiava na capacidade da Coalizão para localizar e
destruir os SCUD. A crise havia sido postergada. No dia 18 de janeiro, aviões A-10, F-15, F-16 e AC-130 Spectre foram designados
especificamente para localizar e destruir todas as plataformas de lançamento de
SCUD. 
22
Regimento SAS
O 22 SAS foi a
primeira unidade de SOF a operar diretamente contra a força móvel de SCUDS num
esforço concentrado para direcionar os recursos da Coalizão na caça as
plataformas
móveis destes mísseis. Duas área
de operação foram criadas: a primeira localiza ao sul da principal rodovia
ligando Bagdá a Amã, Jordânia, indo de H1 até perto da fronteira saudita, conhecida como
Scud Alley (Alameda) foi entregue
ao SAS enquanto a segunda, ao norte da rodovia Bagdá a
Amã, chegando perto da fronteira com a Síria, conhecida como Scud Boulevard,
foi entregue ao JSOTF americana (Força Delta).
Patrulhas de Vigilância de Estrada
Essas
patrulhas eram formadas por oito homens, que por um período de cerca de
10 dias se posicionariam bem atrás
das linhas inimigas, sendo inseridos por helicópteros
Chinook, para montar Postos de
Observação - PO, com o objetivo de monitorar as principais rotas de provisão
para a movimentação dos lançadores de Scuds. Caso alguma plataforma móvel de
lançamento fosse avistada imediatamente seria chamado um ataque aéreo para destruir os veículos. Redes
de cabos de fibra óptica, que auxiliavam a rede de comando iraquiano no
lançamento dos Scuds, seriam alvos secundários.
O Esquadrão B forneceu todo o pessoal para formar as três Patrulhas de Vigilância de Estrada, que receberam o nome código de Bravo One Zero, Bravo Two Zero e Bravo Three Zero. Eles ficaram assim dispostas: B10 ficou na região sul, B30 no centro e B20 no norte.
B10 - Bravo One Zero
A primeira patrulha do SAS que entrou no Iraque o fez de helicóptero Chinook. Os seus operadores quiseram inspecionar rapidamente o ambiente e pediram para o helicóptero que os trouxe esperar um pouco. Eles decidiram que o terreno plano, cheio de pedregulhos oferecia pouca cobertura e era muito perigoso continuar a missão por ali e voltaram com o helicóptero.
B20 - Bravo Two Zero
A patrulha B20, sob o comando de Andy Mcnab, foi inserida no norte do Iraque, a 300 km da fronteira saudita e a cerca de 120 km da Síria. Esses iam fazer parte da história do SAS.
B30 - Bravo Three Zero
A B30 não pediu para o helicóptero Chinook esperar como a B10 fez, mas novamente, inspecionando o ambiente, decidiu que era muito arriscado continuar e decidiu voltar para a fronteira saudita no único veículo que eles tinham. Antes de partirem eles pediram um ataque contra uma estação móvel de radar que estava ali perto. Um A-10 dos EUA os confundiu com o objetivo; porém, percebendo o seu engano a tempo, o piloto conseguiu destruir o alvo inimigo. Segundo informações eles levaram alguns prisioneiros com eles.
Este é um exemplo de que além de caça os Scuds o SAS também atacou alvos iraquianos de oportunidade, sempre que possível usando para isso aviões da coalizão ou suas próprias armas.
Colunas Móveis de Combate
Essas
colunas foram formadas pelo SAS com o objetivo de levar a cabo a procura e
destruição dos Scuds e seus lançadores. Elas tinham um potência de fogo
considerável e podiam destruir quase tudo. Com essas colunas se movendo atrás
de suas linhas os iraquianos eram forçados a desdobrar uma grande quantidade de
forças para caçá-las.
Quatro Colunas Móveis de Combate foram formadas, duas com pessoal do Esquadrão A e duas com o pessoal do Esquadrão D. As colunas treinaram antes de entrarem no Iraque no Emirados Árabes Unidos.
Cada coluna tinha cerca de 30 homens e 12 veículos. Os veículos eram: um caminhão de suporte Unimog, fabricado pela Mercedes, que levaria a maioria das cargas como combustível, água, munição, equipamento de proteção NBC, peças sobressalentes e outras coisas; de oito a dez 110 Land Rovers, cada qual armado com metralhadoras Browning .50, GPMGs, lançadores de granada M19 de 40 mm lançadores de mísseis antitanque Milan, lançadores de mísseis antiaéreos Stinger e LAWs, cada Land Rover levava de três a quatro homens, além de mantimentos e equipamentos; e duas motos. As colunas se moviam a noite e descansavam durante o dia, em posições seguras e camufladas. Os homens normalmente estavam armados com pistolas 9 mm, fuzis M-16, muitos com lançadores de granada M230, SLR, rifles L96A e submetralhadoras.
As equipes do SAS foram
equipadas com os designadores de alvos a laser, para o uso na iluminação de
alvos iraquianos em terra para a realização de ataques por aviões da Coalizão.
Deve-se destacar que o pessoal do SAS foi obrigado a levar pílulas contra
agentes anti-nervo, porém em alguns casos parece que este procedimento não foi
adotado. Às equipes do SAS foi requisitado que não atacassem simplesmente todos
os alvos de oportunidade. Dado a fragilidade da Coalizão, foram enfatizados
fatores políticos. 
Um operador do SAS descreveu o problema desta maneira: "Nós sabíamos que os parâmetros das operações eram bem soltos, mas isso não significava que nós poderíamos sair explodindo tudo a nossa frente. Nós éramos tropas estratégicas, assim o que nós fazíamos atrás da linhas inimigas poderia ter implicações políticas sérias. Se nós víssemos um oleoduto, por exemplo, e o detonássemos, nós poderíamos estar lançando a Jordânia na guerra, poderia ser um oleoduto de Bagdá para Amã que os aliados tinham concordado em não destruir de forma a permitir que a Jordânia tivesse o seu óleo. Assim se nós víssemos um alvo de oportunidade nós teríamos que ter permissão para lidar com ele. Com a permissão dada nós poderíamos causar um grande dano a máquina de guerra iraquiana, sem causar qualquer dano a Coalizão em questões políticas ou estratégicas."
Em 20 janeiro, operadores do SAS cruzaram a fronteira iraquiana pela primeira vez. Os detalhes operacionais, tais como o tipo de transporte, estavam mais relacionados com os métodos operacionais do líder da equipe. Os métodos da inserção disponíveis eram os seguintes: cruzar a fronteira: a pé, de veículo, ou de helicóptero.
Parece
que a inserção de pára-quedas usando a técnica HALO era uma possibilidade, mas seu emprego real não
foi confirmado. Isto é muito provável devido a fácil detecção por parte dos
radares iraquianos de uma aeronave grande como um C-130 Hercules. Tal detecção
não somente iluminaria o avião para os mísseis e canhões antiaéreos, mas
poderia também dar a localização geral de uma equipe que tentasse se
infiltrar.
Com tantas equipes operando no interior do Iraque se fazia necessário o seu reabastecimento. Não era operacionalmente viável que cada uma voltasse a Arábia Saudita para se reabastecer e voltar. Por isso foi criada uma formação temporária, o Esquadrão E, com a missão de abastecer as colunas do SAS em pleno Iraque. Foi formado um comboio com dez caminhões, fortemente escoltados por Land Rovers armados que se moveram para um ponto de encontro a mais de 139 km dentro do Iraque onde seriam encontradas as Colunas Móveis de Combate. Partindo da Arábia Saudita no dia 10 de fevereiro pela, a coluna alcançou o ponto de encontro por volta das 15:00 do dia 12. O ponto de encontro se tornou uma colméia de atividade. Armas e veículos foram consertados ou reparados, prisioneiros foram entregues e reuniões de planejamento foram realizadas. O Esquadrão voltou para a Arábia Saudita no dia 17 de fevereiro e logo depois deixou de existir.
O ataque a "Victor Two"
Um contingente de 30 homens do
Esquadrão "A" era a típica Colunas Móveis
de Combate do SAS na caçada aos lançadores móveis de Scuds, e
a coluna que atacou a posição iraquiana "Victor Two" é uma dessas
colunas.. Esta coluna
era composta de seis 110 Land Rovers, de um veículo de suporte Unimog, e de
duas motocicletas. A ordem da coluna era três 110, o Unimog, então os outros
três 110s juntos com as duas motocicletas. Sempre que possível, os veículos
seguiram as trilhas dos veículos da frente, para confundir o inimigo a respeito
do número real dos veículos da coluna. O
tipo de armamento levado pelos times do SAS variou muito.
As armas pessoais incluíram rifles M-16 lançadores de granada M-203, rifles de franco-atiradores, granadas, e um grande sortimento de alto explosivos. As armas montadas incluíram mísseis antitanques Milan e TOW, lançadores de granadas Mk 19, metralhadoras de emprego geral de 7.62mm e de .50pol.
Para minimizar a possibilidade de contato com os iraquianos o comboio se deslocava principalmente à noite. Durante o dia, os veículos eram recolhidos e escondidos debaixo de redes de camuflagem. Todo o tempo durante o qual o time não estava viajando era usado para descanso, manutenção e planejamento. Uma série de problemas inesperados foram enfrentados pela coluna imediatamente após a sua partida. O primeiro deles foi às altas temperaturas de extremo frio durante as noites.
Esperava-se que o tempo esfriasse, mas não temperaturas tão baixas, por isso a coluna não dispunha de agasalhos para temperaturas bem baixas. Isto causou muita fadiga em todos os membros do SAS pelo fato de que nenhum dos veículos estava coberto, e por conseqüência não se pôde beneficiar de aquecedores.
O segundo problema foi temporário, mas atrasou a entrada da coluna em território iraquiano. Os iraquianos tinham erguido uma grande barreira de areia ao longo da fronteira, esta barreira era grande o bastante para impedir o avanço de qualquer veículo. Equipes de reconhecimento do Esquadrão foram enviadas para examinar uma extensão de 50km da barreira para achar um ponto de cruzamento satisfatório, porém nada foi encontrado. Isto forçou a recolocação da coluna para outro ponto de entrada muito mais distante ao nordeste. Os problemas não acabaram com o cruzamento da fronteira. Na segunda noite da coluna , um Land Rover foi perdido numa colisão com o UniMog e teve que ser enterrado antes do comboio poder prosseguir. Os quatro homens que estavam no Land Rover perdido foram transferidos para o UniMog, e a coluna pode então continuar. A certa altura um veículo iraquiano com três homens se aproximou do esconderijo de uma das equipes. Dois iraquianos foram mortos e o terceiro foi feito prisioneiro, seguindo a sua extração por helicóptero (o que era um procedimento padrão), o veículo iraquiano foi destruído com explosivos.
A palavra código capturada do iraquianos, "Victor Two", estava relacionada com um posto de controle iraquiano responsável por um número substancial de direcionamentos de ataques com Scuds da região Ocidental. A coluna começou a receber informações detalhadas de localização, planejamento e poder de fogo do local codificado das transmissões de rádio enviadas pelos comandantes iraquianos. Tão detalhada era a informação, que descrevia com precisão não só a estrutura de superfície, mas também as especificações estruturais da arquitetura subterrânea. Dois operadores do SAS decifraram as informações, uma prática padrão do SAS. Eles também calcularam que a guarnição inimiga era de aproximadamente 30 homens, na realidade o número era quase dez vezes maior. Por alguma razão, o fato das aeronaves da Coalizão terem bombardeado o local não foi informado a coluna.

Equipes iraquianas de manutenção tinham sido desdobradas em resposta ao ataque e isto foi à resposta ao inesperadamente grande número de inimigos presentes. É importante notar que o bombardeio não causou suficiente dano ao local para fazê-lo inoperante. Esta constatação só foi possível através de uma inspeção detalhada realizada pelos elementos de uma equipe de reconhecimento, realizada logo após o ataque. É provável que os iraquianos camuflaram os danos e levaram os planejadores da Coalizão a acreditar que aquele alvo estava fora de ação. De fato quando a equipe do SAS chegou ao local, o mastro principal de transmissão estava baixado, mas a bateria ainda era capaz de realizar operações continuas. No assalto que seguiu o local foi destruído funcionalmente e a equipe retirou-se sob fogo. Surpreendentemente, nenhum homem do SAS foi morto ou ferido no ataque. Esta coluna retornou à base seis semanas depois de sua partida como programado.
SAS - Conclusão
Ao final da guerra, o SAS e o SBS tinham sem envolvidos na destruição de muitas instalações de comunicações e, é calculado,
que tenha destruído um terço dos lançadores de Scuds. Tinha-se esperado um
grande número de baixas, diante de um terreno perigoso, com temperaturas
geladas, chuvas e granizo, além de inúmeros problemas de inteligência e de rádio.
Mas só quatro operadores foram perdidos (três membros do B20 e um motoqueiro
de uma Coluna Móvel de Combate). Apesar da guerra "oficial" em
terra, que começou em 24 de fevereiro, ter durado apenas 100 horas, o SAS
operou atrás das linhas iraquianas por mais de 40 dias. Os Land Rovers cobriram
um média de 1.500 milhas e as
As motocicletas uma média 1.875 milhas. O Gen. Norman Schwarzkopf escreveu uma Carta de Elogio para
o 22 SAS, entre as expressões usadas podemos destacar:
"... desempenho totalmente excelente...
... a única força qualificada para esta missão crítica era o SAS...
... nas tradições mais altas de serviço militar..."
Força
Delta
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Homens da Força Delta em seus Hummers no interior do Iraque. |
Designada
oficialmente 1st Special Forces Operational Detachment Delta ( 1st
SFOD-Delta ) é uma das duas unidades militares americanas dedicadas à luta
antiterrorismo. a outra e o SEAL TEAM 6 - ST6. Dividida em quatro Grupos ( A, B, C e D ) de 75 homens cada,
possui as mesmas habilidades e funções do SAS britânico. Recebeu a mesma missão
que o SAS : localizar, informar e se possível destruir lançadores móveis de
SCUDs.
A
Força Delta esteve presente desde o início da Operação Tempestade no
Deserto, pois alguns de seus membros serviam como
guarda pessoal do Gen.
Schwartzkopf desde que este chegou à Arábia Saudita.
Embora
as operações das unidades Delta na guerra do Iraque ainda permaneçam secretas, existem relatos de ex-combatentes que ilustram razoavelmente
os problemas que enfrentaram e os êxitos que obtiveram.
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Uma equipa da Força Delta é resgatada pelo 160° SOAR em pleno deserto iraquiano. |
No
dia 7 de fevereiro, uma patrulha Delta de 20 homens fugia de unidades blindadas
iraquianas, quando o Controlador Aéreo que acompanhava o grupo conseguiu
contatar uma dupla de F-15, que desceu como um relâmpago sobre os iraquianos,
destruindo em segundos todo o grupo blindado, além de outros veículos nas
redondezas, incluindo o TEL que havia sido reportado pela patrulha Delta
atacada.
Certa vez uma de suas patrulhas de seis homens foi descoberta quando um garoto iraquiano tropeçou um comando, a equipe recusou-se a matar o menino e meteu-se em um combate de sete horas contra cerca de 250 soldados iraquianos, e após abater cerca de 150-250 inimigos, a patrulha foi evacuada por helicópteros no último minuto antes do corpo a corpo derradeiro.
160th
Special Operations Aviation Regiment - SOAR
Era
o componente aéreo das SOF americanas. Forneceu suporte e apoio de fogo em
operações da Força Delta e, em alguns casos, do SAS na caçada aos Scuds. Formada por helicópteros
leves de observação OH-6, utilitários tipo MH60 Black Hawks e pesados MH-47
Chinooks, apenas os melhores pilotos são recrutados. Seu treinamento inclui o
uso dos mais modernos equipamentos de vôo cego e a baixíssima altitude sobre
qualquer terreno. No Iraque acostumaram-se a voar a 30cm do chão, durante a
noite, e a uma velocidade de 280 km/h !
Suas
missões básicas eram infiltração e exfiltração de grupos SOF e busca e
resgate de pilotos abatidos. Sofreram várias baixas durante a guerra. No dia 21
de fevereiro, quatro pilotos e três membros de uma unidade Delta morreram
quando o MH-60 Black Hawk que tripulavam chocou-se com uma duna durante uma
operação de infiltração com visibilidade zero.
Controladores
Aéreos, treinados para estabelecer contato com patrulhas aéreas, postos de
comunicações e de comando aliados eram sempre agregados às patrulhas Delta.
Aeronaves AC-130 Gunships também tiveram um papel relevante na Grande Caça aos
SCUDs. Pelo menos um AC-130 foi abatido por um SAM 7 Grail.
SBS - Special Boat Service
Menos conhecido do que o SAS, o SBS é outra força de elite a serviço do Reino Unido. Tiveram participação limitada na Guerra do Golfo, e sua missão mais importante foi a localização e destruição de um cabo subterrâneo de fibra ótica, usado pelos iraquianos para comunicação com todas as suas bases militares, e que não havia sido destruído por ataques aéreos. O cabo corria a sudoeste de Bagdá, e uma equipe mista formada por vinte SBS, três Delta e um Controlador Aéreo foi infiltrada na noite de 23 de janeiro. O grupo localizou o cabo, secionou-o em diversas partes, e retirou-se em segurança para sua base em Al Jouf, levando um pedaço como troféu, que foi depois presenteado ao Gen. Schwartzkopf, como uma gentil reprimenda pelo pouco respeito, que este personagem tinha pela capacidade profissional das SOF.
Conclusão
Embora
os Grupos SOF não fossem especificamente treinados para operações contra lançadores
móveis de mísseis, e ainda que não tenham conseguido destruir todas as
plataformas móveis TEL iraquianas, sem dúvida foi sua habilidade em localizar
e identificar veículos e locais suspeitos, tornando-os alvos para ataques aéreos
e forçando seu constante deslocamento, que não permitiu que Saddam seguisse
com sua estratégia de atacar Israel, levando este país a retaliações que
certamente teriam destruído a frágil Coalizão aliada. Se Saddan tivesse tido
êxito, certamente teria vencido a guerra.
Abaixo
alguns dados sobre a Grande Caça aos SCUDs.
18 Janeiro -
7 SCUDs em TelAviv e Haifa. Sete feridos
Um lançador TEL destruído por A-10.
19 Janeiro - 4 SCUDs cerca de TelAviv. Sem vítimas.
20 Janeiro - 2 SCUDs interceptados por mísseis Patriot.
21 Janeiro - 6 SCUDs interceptados por mísseis Patriot.
Um impacto no mar.
22 Janeiro - 7 SCUDs atingem Israel. 96 feridos e 3 mortos.
Outros 7 SCUDs
interceptados por Patriot.
23 Janeiro - 7 SCUDs lançados contra Israel. Todos
interceptados por Patriot.
4 SCUDs localizados pela Força Delta. Destruídos por ataque aéreo
25 Janeiro - 8 SCUDs lançados contra Israel Arábia
Saudita. Um morto e 96 feridos
israelenses. Os lançados contra a Arábia Saudita interceptados por
Patriot.
26 Janeiro - 4 SCUDs lançados. Todos interceptados por
Patriot.
28 Janeiro - 3 SCUDs e 4 veículos de apoio destruídos por
F-15.
29 Janeiro - 2 TEL + SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos
por F-15
31 Janeiro - 2 SCUDs destruídos por F-15
02 Fevereiro - 1 SCUD localizado pela Força Delta. Destruído por MH-60
03 Fevereiro - 2 SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-15
05 Fevereiro - 2 Tels + SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-15
10 Fevereiro - 1 SCUD destruído no solo por F-15.
11 Fevereiro - 4 SCUDs destruídos por F-15 no Kuwait.
14 Fevereiro - 2 SCUDs destruídos por F-15
18 Fevereiro - 2 SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-16
19 Fevereiro - 1 TEL + SCUD localizado pelo SAS. Destruído por F-15
23 Fevereiro - 7 SCUDs destruídos no solo por F-15 e A-7
26 Fevereiro - 24 SCUDs destruídos no solo por A-10 e F/A-18. Neste último dia antes do
cessar-fogo, 27 de fevereiro de 1991, cerca de 12 homens operadores americanos
ajudaram a destruir 26 mísseis Scud C. Saddam Hussein pretendia lançar de uma só vez
todos esses Scuds contra Israel. Seis deles estariam armados com ogivas químicas.
O ataque maciço seria destruidor e levaria governo de Yitzhak Shamir à retaliação pesada. Outros países árabes reagiriam rompendo a aliança liderada pelos EUA e multiplicando o conflito. "Foi uma operação crítica.
Morreram três líderes dos Boinas Verdes. Um deles, Eloy Olivera Rodriguez Junior, era neto de brasileiros", conta Andrew Andy M., um ex-integrante das Forças Especiais que
trabalhou no Brasil, a serviço da Petrobrás.
Os números acima mostram mais de 100 SCUDs destruídos, com relevante participação
de unidades SOF.
Se todos estes SCUDs tivessem alcançado seus alvos, Israel seria hoje um país
devastado, a Coalizão teria se esfacelado, uma nova guerra árabe-israelense
teria irrompido, e Saddan Hussein teria triunfado. O fato dos Estados Unidos e
Grã-Bretanha terem lançado suas melhores unidades na caça aos SCUDs
demonstrou além de qualquer dúvida a importância dada por estes países à
segurança da integridade de Israel e o cumprimento da garantia dada, de não
seria necessária uma intervenção militar israelense contra o Iraque.
Notas
1 - A modernização dos SCUDS, teria contado, com a participação de técnicos
brasileiros, conforme relatos da imprensa da época. O aumento de peso do SCUD
fez que a estrutura não suportasse a aceleração e desintegrasse o corpo do míssil,
quando da reentrada na atmosfera. Assim os Patriot nunca conseguiram um impacto
direto
2- Os decoys usados pelos iraquianos refletiam os espectros, térmico ,
radárico e magnético. A mesma dificuldade as Forças Aéreas participando da
Operação Força Aliada, em Kosovo, teriam nove anos após ( 1999).
FORÇAS ESPECIAIS DE ISRAEL
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Forças Especiais de Israel em operação no deserto iraquiano usando trajes militares de origem americana. |
Mesmo nunca admitido oficialmente, é certo que várias unidades das forças especiais da Força de Defesa de Israel (IDF), estiveram operando secretamente no Iraque durante a Operação Tempestade no Deserto, em 1991. Em 2 de agosto de 1990, as forças armadas do Iraque invadiram Kuwait e o declararam como uma parte integrante do território iraquiano. Imediatamente os EUA exigiram a saída das forças Logo depois o E.U.A. pediu que as forças iraquianas se retirassem da área, diante da recusa do Iraque foi formada uma coalizão muito frágil com vários países da Europa como também alguns países árabes, e foi dado início uma grande mobilização de tropas e equipamento para a região.
Como na Guerra Árabe-israelense do Yom Kippur em 1973, a inteligência israelense foi pegue de surpresa e sem qualquer fonte de informação que valesse a pena na região. Para fechar esta lacuna vários agentes de campo do Mossad – o Serviço Secreto de Israel para o Exterior - foram inseridos no Iraque e no Kuwait. Ao mesmo tempo os operadores do Sayeret MATKAL (Unidade 767) - a principal unidade das forças especiais da IDF - foram enviados ao Iraque para que obtivessem dados de inteligência mais táticos sobre a movimentação do exército iraquiano. Na ocasião, as chances do Iraque vir a atacar Israel de fato eram mínimas, mas Israel precisava estar bem informada sobre as ações de Saddam Hussein. Em 16 de janeiro de 1991, expirou o último dia do ultimato da ONU para que o Iraque saísse do Kuwait, diante da recusa iraquiana os EUA começaram os ataques aéreos contra alvos iraquianos.
Menos de 24 horas depois o Iraque enviou 8 Scuds, mísseis
terra-terra contra Israel, mirando a cidade de Tel-Aviv. Depois do ataque
dos Scuds a Força Aérea Israelense (IAF) que já estava em alerta total deu início
aos procedimentos para um ataque de vingança de longo alcance.
Porém, temeu-se
que isto ameaçasse a frágil
coalizão frágil montada pelos EUA, o Governo americano pediu a Israel que não
tomasse nenhuma medida ofensiva contra o Iraque, e garantiu que os EUA fariam um
esforço especial para alcançar e destruir os lançadores móveis de Scuds. Em
troca da não-participação oficial israelense na crise, Israel recebeu permissão
dos norte-americanos para desdobrar várias unidades de suas forças especiais
para agir no setor americano de caça aos Scuds, localizado ao norte da estrada
Bagdá-Amã e melhor conhecido como a "Avenida" dos Scuds. 
As
equipes israelenses desdobradas de maneira inteiramente secreta, sem qualquer
contato com outras forças da coalizão e sem qualquer rastro pudesse
identifica-las como israelenses. Logo após a permissão norte-americana
ter sido concedida diferentes unidades de SF israelenses foram inseridas n área
de caça por helicópteros de transporte CH-53 e a operação começou. É
interessante notar que os dados de inteligência levantados pelos operadores do
Mossad e do Sayeret MATKAL, que tinham sido inseridos no teatro de conflito
alguns meses atrás, foram usados como moeda de troca pelos israelenses nas suas
negociações com os americanos, e foram uma das razões principais para que os
israelenses fossem autorizados a operar na área. As equipes enviadas para
o Iraque foram seguintes:
- Sayeret Shaldag.
- Sayeret Maglan.
- Uma equipe de reserva da Unidade 669.
- Sayeret MATKAL.
Os
israelenses tinham poucas equipes de guerra eletrônica e unidades de comunicação.
Todos as equipes foram equipadas com jipes não-israelenses do tipo Land Rover, dotados de rodas experimentais para
transpor dunas, e motocicletas suecas
Husqvarna especialmente modificadas. Todos os veículos foram pintados com
camuflagem para o deserto e não possuíam nenhuma
identificação israelense
neles. Devido à longa duração da operação e da falta de qualquer apoio
aproximado, todo equipamento auxiliar e suprimentos diversos foram embarcados. Os principais elementos ofensivos do grupo das SF israelenses eram as equipes do
Sayeret Shaldag e Sayeret
Maglan.
Mais da metade dos operadores destas duas unidades participaram da caça aos Scuds, e foram equipados com jipes Land Rover providos com armas anti-tanques (ATGM). Visto que o Sayeret MATKAL tinha se desdobrado para a Área de Operação (AO) bem antes que o resto das unidades, o papel desta unidade na operação estava mais ligado a prover inteligência, é bom frisar que foi com este fim que a unidade foi projetada originalmente.
Fora alguns incidentes inevitáveis, Sayeret MATKAL não dirigiu nenhuma das missões ofensivas, e agiu mais como Patrulha de Reconhecimento de Longo Alcance (LRRP) e “pathfinders” para todas as outras unidades. Uma vez desdobrado para a região, as equipes das SF israelenses começaram a buscar pelos lançadores móveis de Scuds como também por outros objetivos de alto valor. As equipes ficavam escondidas durante o dia para evitar serem descobertas pelos iraquianos como também por forças de coalizões, e iam a caça dos Scuds durante a noite. O dia era usado para planejar, dar manutenção técnica e dormir.
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Os CH-53 de Israel foram usados no apoio as Forças Especiais israelenses na caçada aos Scuds iraquianos. |
Cada lançador móvel de Scud era composto de três elementos: Um Trator-Eretor-Lançador de Scud (TEL), que era o veículo que transportava o projétil, o colocava em posição vertical e o lançava, um caminhão Zill que levava um destacamento de guardas e um jipe Land Cruiser, que transportava o oficial comandante do destacamento.
Visto que a presença dos tropas israelenses na área era altamente secreta, as equipes estavam impossibilitadas de solicitar ataques aéreos e as operações de infiltração/exfiltração, bem como vôos de provisão eram muito complexas e demoradas. Certa vez um CH-53 israelense que levava operadores para o Iraque quase foi abatido por caças americanos que ignoravam a sua identidade.
A operação no geral não foi muito difícil. Eventualmente, as equipes israelenses do Sayeret Shaldag e do Sayeret Maglan descobriam e destruíam lançadores móveis de Scuds como também os transportes de munição e às vezes algum posto avançado do exército iraquiano. A maioria dos ataques eram feitos através das armas anti-tanque ATGM, mas alguns eram realizados através de ataques diretos e normalmente eram estes que causavam mais feridos. Um incidente sem igual e raro aconteceu em pleno dia.
Enquanto uma equipe do Sayeret/Shaldag estava descansando em seu esconderijo dentro de um pequeno riacho seco, um comboio de um lançador móvel de Scuds chegou junto ao riacho para uma parada curta. A equipe não pôde acreditar na sua grande sorte e desde que a sua localização estava bem longe no deserto, o time decidiu ariscar e atacar direito do seu esconderijo em plena luz do dia.
O sucesso foi total. O grupo iraquiano estava composto por cerca de seis guardas e a tripulação de lançador – nada especial para uma unidade altamente treinada e equipada das forças especiais israelenses. Alguns dias antes do Iraque se render as equipes israelenses voltaram para Israel a bordo dos CH-53. A operação toda foi considerada um sucesso. Enquanto a atividade das equipes israelenses era de certa forma bastante simbólica e só aconteceram por um período de poucas semanas, eles foram mais efetivos se compararmos o seu ou ao tamanho e os recursos limitados à sua disposição.
As equipes israelenses também conseguiram juntar a mais valiosa soma de dados de inteligência da campanha de Tempestade de Deserto fora de todas as forças da coalizão na área, dados estes que foram passados depois para os EUA. Diferente das patrulhas americanas e britânicas, nenhuma patrulha israelense ou seus esconderijos foram descobertos pelos iraquianos, e nenhum soldado israelense foi morto durante a operação.
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Em 1993,
Andy McNab (esse nome é um pseudônimo),
operador do
SAS lançou um livro detalhando as experiências de sua patrulha de oito homens
envolvida nas operações de caça aos Scuds durante a Operação Tempestade no
Deserto. Uma análise
O posto de comando dentro do TEL está no centro do veículo, com a localizada em uma porta no lado à esquerda do veículo. Pode haver uma unidade de infantaria em apoio, mas nós não sabemos quantos nem se poderia haver vários TELs que operariam juntos ou em comboios." Fica claro que os dados da inteligência militar sobre os Scuds de Saddam Hussein eram pobres, e que as equipes deveriam aprender muitos sobre eles. Para complicar mais ainda o cenário da caçada não se sabia ao certo como se eliminar os lançadores e os próprios mísseis Scuds. As agências de inteligência aliadas estavam cientes que as ogivas dos mísseis poderiam conter agentes químicos ou biológicos. Assim, atacar diretamente os mísseis em terra podia ser letal para as equipes das forças especiais. A Coalizão estava ciente da capacidade significativa do Iraque monitorar comunicações. Existia um complexo sistema de postos de escutas disperso por todo o Iraque. Este fato impediu o uso de freqüências padrões de rádio, para que a equipe não denunciasse a sua posição para as patrulhas inimigas na sua área de operação.
No caso do Bravo Two Zero, o rádio só seria usado para solicitar um ataque aéreo caso o objetivo fosse de grande importância. A missão preliminar do Bravo Two Zero era a eliminação de uma linha subterrânea de comunicações, que ataques aéreos não tinham conseguido neutralizar. A campanha de bombardeio tinha destruído muito da capacidade de comunicações de superfície do Iraque, mas boa parte da malha subterrânea esta em condições de uso. Foi descoberto que a maioria do tráfico de mensagem de Hussein estava sendo feito por cabos de fibra ópticas que riscavam o país.
E desconfiava-se que os lançadores de Scuds usavam estas mesmas linhas. Foi calculado que devido a uma falta de capacidades de comunicações secundárias, uma privação crescente de técnicos qualificados para os consertar, e a incapacitação física das linhas, impediriam Hussein de empregar os TELs com habilidade. Os ataques aéreos iniciais tinham deixado destruídas seis pontes que cruzavam o rio Tigre na região central de Bagdá. Estes ataques impediram os cruzamentos por terra dentro da capital iraquiana além de também terem cortado os cabos de comunicações que estavam amarrados ao longo dos lados inferiores das estruturas das pontes. Isto representou uma grande dificuldade para Saddam e seu alto-comando entrarem em contato com suas forças no Kuwait e também com os oficiais que comandavam os TELS no campo. A área de operações atribuídas ao Bravo Two Zero era de cerca de 150 milhas ao longo da rota principal de provisão inimiga no norte do Iraque. A equipe foi notificada que o seu reabastecimento seria realizado por helicóptero em quatorze dias.
Ao contrário do Bravo One Zero, as patrulhas seriam feitas totalmente a pé. Esta decisão foi tomada principalmente devido as preocupações da equipe de se esconde os veículos no terreno liso, que era o tipo de solo aonde eles iriam operar. Os oito homens seriam levados para dentro do Iraque em um único Chinook da RAF, que forneceria também o reabastecimento solicitado pela equipe durante a sua patrulha. O local inicial selecionado para o desembarque da equipe pareceu seguro na escuridão da noite, porém um reconhecimento breve pela manhã descobriu que era perigosamente perto de diversas armas antiaéreas S60 (57mm) iraquianas. A decisão tomada foi solicitar a exfiltração e a recolocação da equipe dentro do Iraque. Porém a exfiltração falhou e a patrulha estava impossibilitada de notificar seu quartel-general sobre a sua situação. A patrulha encontrou uma criança iraquiana que correu gritando na direção dos S60. A patrulha decidiu se evadir. A fim de poder escapar mais rapidamente da perseguição iraquiana os homens do SAS despojaram-se de suas mochilas e procuraram carregar o que podiam. Diversas tentativas de resgate foram feitas baseadas em transmissões fracas realizadas pela patrulha, que tentava se evadir do Iraque, porém nenhuma teve êxito.
Era demasiado óbvio se dirigir para a Arábia Saudita, sendo assim eles foram em direção da Síria. A Brazo Two Zero tinha não só que lutar contra os iraquianos como também contra o tempo e o terreno. A fim de aumentar a suas chances de fuga o grupo de dividiu em dois, uma equipe de 3 e outra de 5. Os homens mantiveram um ritmo acelerado em sua fuga, mas isto resultou em um alto preço. No grupo menor, o sargento Vince Phillips morreu nas colinas iraquiana de uma combinação de esgotamento físico e hipotermia. Um dos outros dois outro foi capturado, mas Chris Ryan desafiando todos os obstáculos e dificuldades, conseguiu caminhar dia e noite. Descansando e comendo onde podia ele caminhou 200km em direção a fronteira síria, onde foi resgatado.
Esta foi uma realização surpreendente levando-se em conta que durante dois dias ele não tinha nada para beber. O grupo maior teve no princípio sorte mas foi envolvido em um duro combate com soldados iraquianos na fronteira. Quando eles começaram a escapar Robert Cosiglio foi morto e outros dois soldados do SAS capturados inclusive o Sgt. Andy Mcnab. Steven "Legs" Lane estava quase inconsciente como outro membro da equipe " Dinger " quando conseguiram entrar em uma cabana, porém Lane morreu de hipotermia e "Dinger" foi capturado quando tentava escapar. Os 5 que foram capturados foram torturados pelos iraquianos, que buscavam informações sobre outros homens do SAS, mas nenhum deles revelou nada. Eles foram mantidos presos até o final da guerra. |