Perfil da Unidade
ESQUADRÃO AEROTERRESTRE DE SALVAMENTO - PARA-SAR
Nossa Lida Vossa Vida! Em 1943, na antiga Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, surge a figura impar de Achile Garcia Charles Astor, instrutor de ginástica acrobática e pára-quedismo aos cadetes da Aeronáutica, sendo o responsável pela introdução de tal modalidade em nosso País.
Nessa época, Charles Astor contava com a colaboração de um grupo de militares da FAB, porém com formação civil de pára-quedismo no Aeroclube do Brasil. Esse esporte foi ganhando adeptos e atraindo a atenção dos cadetes, que o admiravam pelas façanhas que fazia ao saltar das asas das aeronaves, utilizando-se de um pára-quedas confeccionado por ele mesmo.
Tendo em vista a utilização mundial dessa modalidade na segurança e na prevenção de acidentes aeronáuticos, a então Diretoria de Rotas Aéreas - DR (atual DEPV), iniciou estudos para a criação de um segmento com essa responsabilidade na Força Aérea, ou seja, de uma maneira direta a criação do PARA-SAR (PARA - Pára-quedista; SAR - Service Air Rescue).
Assim, por iniciativa de tal Diretoria, um grupo de voluntários se reuniu nas instalações da antiga Escola de Aviação Militar e passou a atuar em acidentes e em diversas situações especiais.
Essa experiência proporcionou que em 02 de setembro de 1963, fosse criada a 1ª Esquadrilha Aeroterrestre de Salvamento. O nome PARA-SAR, apesar de ter nascido bem antes da própria Esquadrilha, nunca chegou a ser o nome oficial da Unidade, sendo, porém, a designação mais antiga e tradicional do pára-quedista operacional em salvamento e resgate da Força Aérea.
Em 20 de novembro de 1973, a Esquadrilha é extinta, sendo criado o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento - EAS, com a incumbência de realizar a formação dos pára-quedistas da FAB, a instrução e o adestramento das Equipes de Resgate dos Esquadrões de Helicópteros, a instrução de salto semi-automático dos cadetes e o cumprimento de inúmeras missões especiais.
FormaçãoA formação operacional do efetivo inicia-se com o Curso Básico de Pára-quedista Militar, ministrado pelo Éxercito, sendo complementada com outros cursos realizados no próprio PARA-SAR e demais Forças Armadas. São ministrados no esquadrão os seguintes cursos:
Busca e ResgateO curso abrange o aprendizado de: acesso a aeronaves; combate a incêndio; máquinas, motores e equipamentos rádio; mergulho livre; operações helitransportadas; orientação e busca terrestre; sobrevivência no mar; sobrevivência na selva; tática de combate SAR; montanhismo; teoria de busca e salvamento; e capacitação em socorro pré-hospitalar militar.
Mergulho Autônomo
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PARA-SAR em operações subaquáticas. |
Mergulho - Utilizado com vista a recuperação de carga ou peças de aeronaves acidentadas e submersas;
Operações helitransportadas - São utilizadas quando o local onde ocorreu o sinistro permite a chegada do helicóptero e o conseqüente desembarque do socorro, seja através de rapel, mac guire, fast hope, hellocasting ou pelo simples desembarque caso a aeronave tenha condições de pouso
Sobrevivência (selva e mar) - Locais de dificil acesso e operação no resgate de;
Primeiros-socorros, dentre outros.
Pastor
Para quem adentra a sede do PARA-SAR, logo à frente da recepção está uma placa
com dezenas de nomes, todos numerados por ordem de formatura. É um número vitalício,
que identifica a Ordem dos Pastores, como é conhecido o militar operacional em Salvamento e Resgate. Este é o
objetivo de quem vem servir no PAR\-SA.R,
conquistar o título de Pastor. Para os militares do PARA-SAR, a raça que
empresta o codinome ao esquadrão tem as características básicas de um Homem-SAR:
leal, vigilante, amigo e agressivo se for necessário.
Para tornar-se um Pastor, o voluntário (com graduação mínima de cabo) deverá
galgar êxito em cinco cursos, a começar pelo Curso SAR (com 30 vagas oferecidas
a cada dois anos) e o de Pára-quedista Básico, que pode ser realizado anualmente
no EB
ou no EAS. Estes cursos são oferecidos não só para militares do EAS, como para
todas as unidades de Asas Rotativas e para o 2°/10° GAV, visto que cabe ao
PARA-SAR formar as tripulações destas unidades que tiram alerta SAR. É
pré-requisito para as tripulações de helicóptero e dos SC-95B ter o curso SAR
para que possam voar missões Busca e Salvamento. Para as unidades aéreas, a
formação se encerra com o curso SAR, mas para os pertencentes ao EAS, esta é a
primeira etapa que, somada ao curso de PQD Básico, os colocará na posição de ser
chamados de "PARA-SAR Básico': já entrando na escala de serviço do CH -34,
contudo ainda em formação. Normalmente, depois de dois anos de formação, muita
dedicação e muito aprendizado, o PARA-SAR tem um novo Pastor.
Seu código - PASTOR. Sempre pronto
para o resgate!
Plantão e rotina
Diariamente duas equipes estão alertas durante o expediente e, após, de sobreaviso. Uma equipe SAR compõem o Alerta de um CH -34 do 3°/8° GAVe a outra o Alerta de um C-130 do 1 ° GTT. Durante o expediente, o tempo de resposta em caso de acionamento para o CH-34 é de 20 minutos. Já para o C-130 é de duas horas, em virtude da preparação da aeronave, que geralmente é acionada em missões de busca no mar. Quando no período de sobreaviso, o tempo de acionamento para ambas as equipes é de duas horas. O start das missões é dado pelo Centro de Operações Aéreas da II FAE (COA-lI), que possui um plantão H-24 e é informado de qualquer situação de perigo pelos sete SALVAERO existentes no Brasil- há um em cada COMAR. Não é em todo acidente que o EAS é acionado. Isto porque, além do EAS, todas as unidades de helitransporte e o 2°/10° GAV estão aptos a realizar missões SAR. Em caso de acionamento, o COA irá inicialmente deslocar a unidade mais próxima da região do sinistro (salvo este ser de grande proporção). A presença do EAS e até mesmo de outras unidades só ocorrerá em função da dimensão e dificuldades impostas pelo acidente. Pode-se dizer que, normalmente, se o PARA-SAR é acionado, é porque a coisa é grave. O acionamento da unidade sempre significa uma emergência, sendo assim todos no PARA-SAR mantêm suas mochilas em condições e uma mala de roupas pronta, sempre à mão, pois esses homens podem ficar sabendo a hora da saída, mas não a da volta para casa.
Enquanto outros militares correm 2 km em 12 minutos, de short e camiseta, os soldados de elite da FAB correm 5 km em 25 minutos, de calça e bota. Nadam fardados, como fariam na selva ou no mar - às vezes de mochila. O PARA-SAR é formado por cerca de 120 militares voluntários, com idade média de 35 anos. O Brasil têm sete equipes Sar: Manaus (AM), Recife (PE), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS), Campo Grande (MS) e Belém (PA). Além disso, muitos militares fazem o curso e voltam a suas unidades. Para ser do grupo de elite, o soldado aprende a saltar de pára-quedas e a fazer mergulho autônomo. O PARA-Sar não tem aviões nem helicópteros. O grupo é levado por outros esquadrões aos locais onde precisa agir Estão vinte e quatro horas à disposição da Força Aérea Brasileira, e passam cerca de sete meses longe de casa em missões.
Equipamento de resgate e emprego operacional é o que não falta ao EAS. Dentro do prédio da unidade existe uma gama enorme de materiais para uso nas mais diversas situações de salvamento e combate. São geradores de pequeno, médio e grande porte, barcos, botes, lanternas, cordas, pás, equipamentos de primeiros socorros, de cozinha, acampamento, escalada, mergulho e, claro, de pára-quedismo, formando uma verdadeira parafernália. Tudo está setorizado e devidamente organizado, sendo mantido um rigoroso controle de validade dos equipamentos. Isto se faz necessário, pois material vencido pode comprometer uma missão. Dois setores de destaque dentro do PARA-SAR são o de equipamentos de mergulho e de pára-quedismo. Este último possui uma sala com temperatura controlada, que abriga os cinco modelos de pára-quedas empregados pelo EAS, que vão desde o desportivo, passando pelo de instrução e pelo operacional.
Além das missões SAR, a unidade é a única na FAB a realizar missões de Operações
Especiais. Utilizada em missões de C-SAR (Combat SAR), resgate de reféns,
preparação de terreno, reconhecimento, sabotagem e qualquer tipo de missão furtiva em
território inimigo, as
atividades de Operações Especiais no PARA-SAR são executadas somente pelos
militares com curso de Operações Especiais. Para o Esquadrão, esta missão é
considerada uma pós-graduação, onde após ter cumprido todos os cursos de
formação operacional em SAR, o militar pode optar por realizar um dos cursos de
Operações Especiais. Estes cursos são ministrados em parceria com o EB e podem
ser de Comandos (realizado pela Brigada de Operações Especiais) ou Guerra na
Selva (realizado no CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva). São cursos
de três meses, em média, com uma carga de trabalho muito puxada, onde poucos
conseguem se formar.
Nas missões de combate, as equipes possuem diversos equipamentos e armamentos
especiais, inclusive de tiro de precisão (sniper), além de empregar os
equipamentos usuais das missões SAR.
Além de realizar operações com benefício direto para a FAB, o PARA-SAR opera
também em conjunto com o EB, especialmente com a
Brigada de
Operações Especiais (Bda Op Esp) e com Marinha,
especialmente com o
GRUMEC-Grupo de Mergulhadores de Combate
e com o
'Batalhão Tonelero' do
Corpo de Fuzileiros Navais.
Frases do PARA-SAR:
"Como o cão pastor alemão, devemos ser leais, vigilantes e, se necessário, agressivos."
"Só voltamos de uma busca depois de encontrar os sobreviventes, os destroços ou os corpos."
Armamento
A arma padrão do PARA-SAR é o fuzil suíço Sig Sauer SG551 de 5,56mm e a pistola Taurus PT-92 (que é a Beretta 92F feita sobre licença aqui no Brasil). Os snipers do Pára-SAR usam o 551 com mira ACOG ou o fuzil Sniper HK PSG1.

Sem dúvidas uma das melhores armas da empresa suíça SIG SAUER.
Tem fibra de carbono na sua composição,
o que o torna bem mais leve (3400g).
Tem uma luneta
óptica removível.
Calibre 5,56 x 45 mm
Capacidade 5 / 20 / 30 tiros
Operação a gás, com ferrolho rotativo
Miras reguláveis / aparelho óptico
Comprimento do cano 363 mm
Comprimento total 833 mm
Altura 5.46"
Peso 3400 g


Fuzil Sniper HK PSG1
Emprego: anti-pessoal /
combate urbano
Alcance eficaz: 800m / máximo: 3800m
Calibre: 7,62mm (munição Lapua 167 ou 185 grans)
Origem: ALEMANHA / Fabricação: EUA
Carregador: metálico para 5/10 cartuchos
Peso: 8,1 Kg com luneta
Vida útil do cano: 2500 tiros
Raias: por torção do cano hexagonal à direita
Particularidade: Não é ferrolhado, funcionamento semi-automático.

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