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Perfil da Unidade
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FORÇA DE AÇÃO RÁPIDA - FAR
A
rapidez é a essência da guerra. Aproveite a falta de preparo do inimigo: passe
por caminhos inesperados e ataque-o onde este não tenha tomado precauções.
Sun
Tzu, A Arte da Guerra
Nos últimos
anos, o conceito de desdobramento rápido de forças militares para
focos de distúrbios e conflitos adquiriu um novo significado, principalmente devido aos
avanços na tecnologia militar e à realidade da "aldeia global". As
comunicações modernas fizeram com que todos os países do mundo se
transformassem em vizinhos, compartilhando problemas, responsabilidades de paz e de segurança.
Muitos países se adequaram a nova realidade
mundial e montaram forças de rápido deslocamento para atender as suas
necessidades ou aos apelos da comunidade mundial, normalmente feitos através da ONU. Os ingleses, por exemplo, têm a sua 5ª Brigada
Aeroterrestre e a 3ª Brigada
de Comandos reservada para operações "fora da área". Unidades
destas formações constituíram a ponta de lança no assalto
para retomar as Ilhas Malvinas em 1982. Os belgas têm a sua Brigada
de Comandos Pqdt especialmente treinada para operações africanas. Da mesma
forma, a Legião Estrangeira Francesa e as unidades pára-quedistas deste país sempre proporcionam
tropas para operações
intervencionistas, invariavelmente na África.
Exemplos de FDR:
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| Fuzileiros britânicos do 45 Commando em operação nas montanhas do Afeganistão. | Fuzileiros Navais americanos da 26 MEU caçando terroristas no Afeganistão. |
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Legionários franceses operando na África. |
50ª Brigada Pára-Quedista Independente indiana em manobras. |
O Brasil tem um vasto território a proteger, procura aumentar a sua presença mundial e também busca um lugar permanente no Conselheiro de Segurança da ONU, diante de tanta responsabilidade se viu na obrigação de criar a sua própria FDR. Atendendo a este anseio o Exército brasileiro criou a Força de Ação Rápida, FAR. Ela tem como missão atuar, imediatamente, em qualquer área estratégica de interesse da segurança nacional. Esta força localiza-se nos Comandos Militares do Leste e do Sudeste, em condições de, rapidamente, aprestar-se e deslocar-se, para qualquer parte do território brasileiro em até 48 horas. A FAR conta com o apoio da Marinha e da Força Aérea para auxiliar em seu deslocamento, suprimento e apoio armado.
A FAR é constituída pelos seguintes elementos:
Brigada de Operações Especiais:
Com a Bda Op Esp o Exército brasileiro dispõe de meios mais versáteis e
eficazes que lhe assegurem pronta resposta no manejo de crises e
conflitos, mediante o emprego de destacamentos integrados por pequenos
efetivos, especialmente motivados, adestrados e equipados. Normalmente, as
operações especiais são conduzidas para cumprir missões significativamente
influenciadas pela sensibilidade política dos ambientes em que são
desenvolvidas. As características culturais em uma determinada área, por
exemplo, podem impor uma presença extremamente discreta e de baixo perfil.
Já em um outro cenário, considerações de caráter político podem exigir uma
ação de grande visibilidade, com destaque para o efeito dissuasório
resultante.
O planejamento e a execução das operações especiais não negligenciam os
tradicionais Princípios de Guerra. Entretanto, sua aplicação se faz de
forma diferenciada. Devido ao enfoque específico das ações a serem
conduzidas, os comandantes de destacamentos operacionais devem identificar
os efeitos do seu ambiente operacional e a capacidade de sua força na
aplicação dos Princípios de Guerra.
As operações especiais, via de regra, devem ser desenvolvidas com
oportunidade para alcançar pleno êxito. A vantagem tática pressupõe
períodos de tempo limitados e obtenção de superioridade relativa. A
experiência demonstra que uma oportunidade não se repete. Perdê-la pode
significar pagar custos bastante elevados tanto políticos quanto
militares.

Brigada de Infantaria Pára-quedista:
É composta de três Batalhões de Infantaria, um Grupo de Artilharia de Campanha, um Batalhão Logístico, um Esquadrão de Cavalaria, uma Companhia de Engenharia, uma Companhia de Comunicações, uma Companhia de Comando e uma Companhia de Precursores. Esta localizada no Rio de Janeiro e conta com o apoio do 1º Grupo de Transporte de Tropa/V Força Aérea.
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12 ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel):
Está organizada, equipada e adestrada para cumprir missões em curto prazo e em qualquer ponto do território nacional. Podendo deslocar-se por via aérea, em aviões de empresas civis e da Força Aérea, a partir das bases situadas nas proximidades de seus quartéis, a Brigada Leve constitui-se num eficaz instrumento de alcance estratégico, permanentemente à disposição do Exército. A 12ª Brigada é a primeira experiência da Força Terrestre no sentido de implantação de uma força de combate leve. Cabe ressaltar que a Brigada Leve não é uma Grande Unidade exclusivamente aeromóvel e sim uma Brigada de Infantaria Leve otimizada para operações aeromóveis. Portanto, sua estrutura e doutrina de emprego devem ser adequadas a ambas as finalidades. Está composta pelos 5º, 6º e 39º Batalhões de Infantaria Leve (BIL), pelos 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve e 22º Batalhão Logístico Leve e um pelotão de comunicações agregado ao comando da Brigada. Em breve, uma companhia de engenharia de combate será integrada ao conjunto.
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Esquadrões de Aviação do Exército:

A Aviação do Exército é composta pelos 1º, 2º, 3º e 4º Esquadrões de Aviação do Exército. Os 1º, 2º e 3º Esquadrões, proporcionam à 12ª Brigada Aeromóvel o seu principal meio de transporte. O 4º Esquadrão de Aviação do Exército está desdobrado em Manaus, em condições de apoiar qualquer operação que se realize naquela área. Este Esquadrão também é dotado de aeronaves Sikorsky S-70A Black Hawk.
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Utilizados para dar mobilidade a tropa, podendo transportar até sete combatentes armados. Os Panteras podem levar para autodefesa metralhadoras laterais FN Herstal de calibre 7,62mm nas laterais das portas.


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Conhecidos também como Fennec são utilizados para dar mobilidade a tropa, podendo transportar até sete soldados completamente armados.


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O 4º Esquadrão de Aviação do Exército baseado em Manaus opera os 4 Black Hawk do Exército.

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Aeronaves do Exército
Brasileiro
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Designação na MB
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Tipo
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Emprego
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Quantidade
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| HÁ-l | Helibras HB350Ll ESquilo | Ataque / Reconhecimento | 16 |
| HÁ-l | Eurocopter AS550A2 Fennec | Ataque / Reconhecimento | 19 |
| HM-l | Aerospatiale AS565K Pantera | Manobra | 36 |
| --- | Sikorsky S-70A Black Hawk | Transporte | 04 |