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Perfil da Unidade


BRIGADA DE
OPERAÇÕES ESPECIAIS - Bda Op Esp
Diante do novo
cenário mundial, ameaçado pelo crescimento do terrorismo fundamentalista,
e do novo cenário regional, ameaçado pelo crescimento da narcoguerrilha,
particularmente as FARC, da Colômbia, o Governo brasileiro decidiu-se pela
criação da Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp). Em todo este
contexto está a vontade do Brasil de tomar participação de forma mais
efetiva nos acontecimentos mundiais, e isso exige tropas especializadas
para a realização de missões de combate e ações humanitárias em cooperação
com a ONU, como foi o caso da participação do Brasil na Missão de Paz no
Haiti.
Com a Bda Op Esp o Exército brasileiro dispõe de meios mais versáteis e
eficazes que lhe assegurem pronta resposta no manejo de crises e
conflitos, mediante o emprego de destacamentos integrados por pequenos
efetivos, especialmente motivados, adestrados e equipados. Normalmente, as
operações especiais são conduzidas para cumprir missões significativamente
influenciadas pela sensibilidade política dos ambientes em que são
desenvolvidas. As características culturais em uma determinada área, por
exemplo, podem impor uma presença extremamente discreta e de baixo perfil.
Já em um outro cenário, considerações de caráter político podem exigir uma
ação de grande visibilidade, com destaque para o efeito dissuasório
resultante.
O planejamento e a execução das operações especiais não negligenciam os
tradicionais Princípios de Guerra. Entretanto, sua aplicação se faz de
forma diferenciada. Devido ao enfoque específico das ações a serem
conduzidas, os comandantes de destacamentos operacionais devem identificar
os efeitos do seu ambiente operacional e a capacidade de sua força na
aplicação dos Princípios de Guerra.
As operações especiais, via de regra, devem ser desenvolvidas com
oportunidade para alcançar pleno êxito. A vantagem tática pressupõe
períodos de tempo limitados e obtenção de superioridade relativa. A
experiência demonstra que uma oportunidade não se repete. Perdê-la pode
significar pagar custos bastante elevados tanto políticos quanto
militares.
Um pouco de
história
As origens das forças especiais brasileiras remontam ao ano de 1953,
quando oficiais e sargentos pára-quedistas integraram uma unidade de
salvamento. Esse grupo, inspirado na doutrina das Special Forces e dos
Rangers do exército norte-americano, deu início à formação dos
especialistas do Exército Brasileiro em Operações Especiais.
O primeiro curso foi realizado em 1957. As Forças Especiais do Exército
Brasileiro tiveram atuação destacada na eliminação de focos de guerrilha
no Brasil nas décadas de 60 e 70, desenvolvendo, inclusive, doutrina
própria de contraguerrilha aplicada e aprovada no combate a guerrilheiros
no meio rural.
O 1º BFEsp, unidade que congregou os Comandos e as Forças Especiais do
Exército Brasileiro, foi criado em 1º de novembro de 1983. Desde 27 de
setembro de 1984 ocupa as instalações do Camboatá, na cidade do Rio de
Janeiro. Recebeu, em novembro de 1991, a denominação histórica de Batalhão
Antônio Dias Cardoso, herói brasileiro da Guerra dos Guararapes campanha
contra os invasores holandeses, expulsos do Brasil no século XVII. Hoje a
sede do antigo 1º BFEsp, foi transformada no Centro de Instrução de
Operações Especiais – CI OP ESP.
Sargento-Mor Antônio Dias Cardoso - Patrono

A decisiva Batalha dos Guararapes
Antonio Dias Cardoso atacou com quatro troços a retaguarda do regimento
holandês que havia tomado posição no monte onde se situa a Igreja N. S.
dos Prazeres.
Este bravo foi o organizador militar da Restauração Pernambucana e por
esta razão recebera o título inicial de Sargento-Mor e Governador das
Armas.
Era um militar profissional aposentado, quando o foram buscar para
organizar, militarmente, a Insurreição Pernambucana.Ele comandou, na
Batalha do Monte das Tabocas, com raro brilho militar, e enquadrados por
alguns oficiais veteranos, 900 civis pernambucanos armados com 250 armas
de fogo, chuços e paus tostados. Com esta força improvisada, ele infligiu
fragorosa derrota ao Tenente Coronel Hendrick Van Hans, que comandava
1.200 homens bem armados. No combate da Casa Forte, coube a Antônio Dias
Cardoso comandar a vanguarda, dispor as tropas e executar o ataque inicial
que pôs em cerco os holandeses e culminou com o aprisionamento do Tenente
Coronel Hendrick Van Hans, então, comandante-em-chefe dos holandeses no
atual Nordeste. Em termos militares modernos, Antônio Dias Cardoso atuou
como um elemento de forças especiais, mandado pelo Governador Geral Teles,
da Bahia, com finalidade de levantar o povo em armas e prepará-lo e
conduzi-lo militarmente, o que fez com raro brilho. Em Restauradores de
Pernambuco, o emérito historiador José Antônio Gonsalves de Mello, fornece
valiosos subsídios históricos, que fazem justiça histórica a Dias Cardoso,
como o tático, o estrategista, enfim a espada e o arquiteto militar da
Insurreição, além de outras qualidades. Por motivos diplomáticos, não lhe
foi reconhecida e premiada de direito sua decisiva participação na
Restauração Pernambucana, pois era enviado pelo Governador Geral Teles
para levantar em armas os pernambucanos, e o reconhecimento de sua atuação
implicaria no reconhecimento de violação da trégua concertada entre
Portugal e Holanda (1640-1650). Mas, decorridos três séculos da expulsão
dos holandeses, é justo que este bravo ocupe, de direito, um lugar de
destaque na História do Brasil — como o "arquiteto militar da Insurreição
Pernambucana" e, talvez mesmo o de "fundador do espírito do Exército
Brasileiro, por sua ação no Monte das Tabocas (era veterano na 1ª
batalha).
Criação da Bda
Op Esp
Para a sua criação, o Comando do Exército expediu portarias organizando o
núcleo da Brigada (Nu Bda Op Esp), subordinado inicialmente à Brigada de
Infantaria Pára-quedista. A maioria das suas organizações subordinadas foi
aquartelada na área do Camboatá (Zona Oeste do Rio de Janeiro), onde se
encontrava o 1º BFEsp, cujo comandante exerceu, acumulativamente, na fase
inicial, o comando do Nu Bda Op Esp e a gerência do projeto de
implantação.

Mergulhador de Combate da Brigada de Operações especiais.
Ele está armado
com uma submetralhadora Ingran.
A Bda Op Esp foi ativada em janeiro de 2004 e tinha na época 2 mil
militares, capazes de ser deslocados para qualquer parte do território
nacional em no máximo seis horas. O grupo, subordinado diretamente à
Presidência da República, tinha como base um complexo militar no bairro de
Santa Genoveva, em Goiânia (GO).
A principio a Bda Op Esp foi programada para ser instalada no Rio de
Janeiro, mas a unidade foi transferida para o Planalto Central por decisão
do comando do Exército, que levou em consideração o posicionamento
estratégico da região. “Goiânia tem localização central. Portanto, a
brigada estará mais próxima a qualquer cenário de operação que puder
surgir”, avaliou o ministro da Defesa, na época, José Viegas Filho. Em
Goiânia há uma piscina especial para treinamento de mergulhadores.
O aquartelamento da Bda Op Esp em Goiânia implicou no fim do 42º Batalhão
de Infantaria Motorizada (BIMtz), localizado no Setor Santa Genoveva, e do
43º BIMtz, em Cristalina. Além disso, a 3ª Brigada de Infantaria
Motorizada foi transferida de Goiânia para Cristalina. Um grupamento de
300 militares vindos de Cambuatá (RJ) se juntou à uma parte do efetivo da
3ª Brigada em Goiás, cujo comando mudou para Cristalina e foi assumir
grande parte do efetivo do 42º BIMtz. Já o efetivo do 43º Batalhão foi
parcialmente absorvido em Cristalina – a outra parte foi remanejada para
outras unidades do Exército em outros Estados.
A escolha de Goiânia para abrigar essa equipe de elite teve razões
estratégicas. A seleção da capital goiana foi baseada no interesse de
descentralizar as tropas do Rio de Janeiro, na posição geográfica central
do Estado, na infra-estrutura já instalada, na redução de custos para
instalação da brigada, na necessidade de garantir segurança para Brasília,
e na proximidade com a Base Aérea de Anápolis e o Aeroporto Santa Genoveva
– ele não terá área militarizada, mas vai abrigar uma área especial para
aviões mais pesados.
Se traçarmos um círculo no mapa do Brasil tendo Goiânia como centro,
verificaremos que, numa distância de mil quilômetros, teremos 116 milhões
de habitantes, ou 62% da população brasileira, considerando-a em torno de
180 milhões de pessoas. Geograficamente, nenhuma outra cidade do País é
tão estratégica como Goiânia, a Capital de Goiás, daí porque se diz que o
Brasil atual começa, dá voltas do Oiapoque ao Chuí e se completa em Goiás.
Além disso, Goiânia dista apenas 200 quilômetros da Capital da República e
50 quilômetros da principal base aérea da América do Sul. Um contingente
militar nela sediado, para ser transportado rapidamente em direção a
qualquer outro ponto do território nacional, teria aqui, à sua disposição,
três aeroportos de médio e grande portes – Santa Genoveva, Base Aérea de
Anápolis e Base Aérea de Brasília. Com a implantação da Plataforma
Logística de Anápolis, essas facilidades crescerão, oferecendo condições
de deslocamento aéreo a outros países.
Além dos 500 homens do 1º Batalhão de Forças Especiais, foram transferidos
para Goiânia na época da sua criação 45 militares do Pelotão de Defesa
Química, Biológica e Nuclear, também do Rio. Foram criados depois o
Batalhão de Ação de Comandos, o Destacamento de Operações Psicológicas, o
Destacamento de Apoio às Operações Especiais e um Pelotão de Polícia.
Ingresso
Os voluntários para servirem na Bda Op Esp são selecionados em primeiro
lugar, por sua capacidade física. Depois, partem para um treinamento, no
qual é muito exigida a parte psicológica. O voluntário deve ter múltiplas
habilidades - saber saltar de pára-quedas, mergulhar, atirar com vários
tipos de armamento e se comunicar com diferentes tipos de rádios. O
combatente integrante das unidades da Bda Op Esp é um profissional
criteriosamente selecionado, dotado de excepcionais condições físicas e
elevado espírito de equipe, altamente motivado, adestrado, versátil e
maduro. Possuidor de elevado grau de estabilidade emocional, autoconfiança
e capacidade de durar na ação, está em condições de sobreviver e operar em
ambientes hostis por longos períodos de tempo com um mínimo de apoio.
O soldado da Bda Op Esp é o mais caro das Forças Armadas, demandando três
anos de preparo. De cada grupo de 3.000 candidatos às suas fileiras, menos
de 300 chegam à aprovação final. Os recrutas que nela servem realizam
apenas funções administrativas. Com ela, aumentou seis vezes o número de
oficiais e oito vezes o número de sargentos do Exército servindo em
Goiânia.
As demandas específicas de uma operação especial definem o tipo de
adestramento, armamento e equipamento a ser conduzido. Não raro, as
operações especiais exigem uma combinação de capacitações específicas,
armamentos e equipamentos especializados pouco comuns às forças
convencionais.
Operadores do Destacamento Contraterrorista treinam a retomada de uma
aeronave. Eles estão armados com submetralhadoras MP5 providas de
silenciador.
Na sua criação o grosso do efetivo foi formado por oficiais de alta
qualificação, aproveitados do Rio de Janeiro e do pessoal que já estava em
Goiânia e também escolhidos em unidades militares de regiões estratégicas,
para beneficiar as intervenções de forma regionalizada. Os militares foram
recrutados dentre voluntários - oficiais e praças com no mínimo três anos
de experiência.
A brigada não tem veículos próprios. O deslocamento é feito em
helicópteros do Exército, aeronaves da Aeronáutica ou embarcações da
Marinha. Mesmo assim a brigada é capaz de deslocar todos os seus
destacamentos para qualquer parte do território brasileiro em no máximo
seis horas.
A Bda Op Esp tem desenvolvido sua própria doutrina, mas tem atividades
muito similares com outras forças especiais mundialmente conhecidas como a
Força Delta e o SAS. Porém mantém sua própria maneira de atuar. Esta força
tem a capacidade de reação para qualquer evento não superior a seis horas.
Esta OM tem à sua disposição os equipamentos mais sofisticados que
existem, incluindo computadores portáteis, óculos de visão noturna,
equipamentos especiais para operações na selva, montanha e caatinga,
armamentos e aparelhos de comunicações, fuzis guiados a raio laser,
mergulho e escalada.
Subordinação
A BDA OP ESP é diretamente subordinada ao Comando Militar do Planalto, que
fica em Brasília, vinculada para fins de planejamento, preparo e emprego
ao Comando de Operações Terrestres, no Distrito Federal. As organizações
militares subordinadas à Brigada de Operações Especiais integram à Força
de Ação Rápida Estratégica e apóiam as operações de todos os comandos
militares do Exército brasileiro.
Soldados da Brigada de Operações Especiais em treinamento
Missões
A Bda Op Esp pode ser empregada de forma eficiente para proporciona a
deterioração das capacidades militares do inimigo, através de ações
diretas ou indiretas contra a sua infra estrutura logística, seus sistemas
de comando e controle (C2) e de defesa aeroespacial, obrigando-o a
empenhar meios na defesa de sua retaguarda. Dentre o grande repertório de
missões e possibilidades da Bda Op Esp podemos destacar:
capacidade de desdobrar-se na retaguarda inimiga;
coletar informações do campo de batalha; 
realizar busca, destruição, neutralização e interdição de alvos de valor
significativo;
guiar ataques aéreos;
resgatar pessoal amigo;
seqüestrar pessoal inimigo;
planejar e conduzir operações de guerra irregular:
subversão.
sabotagem.
fuga e evasão.
condução de movimentos de resistência (guerrilha) contra forças invasoras
de maior porte, paralelamente às ações regulares conduzidas pelas Forças
Armadas brasileiras.
contraguerrilha.
operações contraterroristas do tipo:
resgate de reféns em aviões, bancos, metrô ou barcos;
segurança de pessoal VIP e instalações estratégicas;
ataque a bases terroristas;
desativação de explosivos;
monitoramento de grupos terroristas.
A Bda Op Esp é extremamente flexível, tendo uma organização pouco rígida e
uma variedade de técnicas, procedimentos e meios disponíveis. As FE podem
conduzir operações profundas com o mínimo de direção e apoio,
proporcionando às operações terrestres maiores possibilidades (táticas e
estratégicas) de atacar o inimigo onde e quando ele estiver mais
vulnerável.
A Bda Op Esp está efetivamente apta a realizar operações profundas e a
intervirem com oportunidade, no mais curto prazo, em situações de crise,
cumprindo missões de pronta-resposta, dispondo para isto da mobilidade
estratégica proporcionada pela disponibilidade de meios adequados,
particularmente aéreos, que são providos a nível estratégico
principalmente pela FAB, podendo participar também a Avião do Exército e a
Avião Aeronaval, de acordo com as necessidades.
O que não resta dúvidas é que a Bda Op Esp é extremamente letal,
particularmente em suas ações de comandos, que são dirigidas contra alvos
de valor significativo, preferencialmente estratégicos, em conformidade
com o Plano de Interdição do Teatro de Operações.
As ações de Comandos, caracterizadas pela surpresa e agressividade com que
são desenvolvidas em áreas hostis e normalmente sob o controle do inimigo,
exigem precisão em seu planejamento e execução, pois os comandos se tornam
grandemente vulneráveis após denunciada sua presença.
Contudo os homens da Bda Op Esp são capazes de conquistar a superioridade
relativa e destruir, neutralizar ou interditar aeródromos, radares de
vigilância, baterias antiaéreas, instalações portuárias, diques e
represas, pontes e estradas, instalações de comando e controle e outros.
As ações de comandos avultam de importância diante das limitações da Força
Aérea, e podem ser concebidas para apoiar e/ou complementar uma campanha
aeroestratégica. Os Destacamentos de Ações de Comandos são armas letais e
precisas.
A Bda Op Esp é o braço principal da Força de Ação Rápida que é completada
pelas seguintes unidades: Brigada de Infantaria Pára-quedista; 12 ª
Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) e pelos Esquadrões de Aviação do
Exército. A Força de Ação Rápida trata-se de um grupamento com raio de
ação nacional, capaz de agir da Amazônia aos Pampas, no Sul, com
utilização da máxima tecnologia disponível para garantir a rapidez de
intervenções por meios aéreo, terrestre e pela água, e capaz ainda de
fazer defesa química – geralmente necessária em ações terroristas.
À sua disposição, essa força de elite tem equipamentos sofisticados como
computadores portáteis, óculos com visão noturna, mochila com equipamentos
para ação na selva e outros itens não convencionais em ações militares. A
Bda Op Esp também realiza operações conjuntas com outras unidades do
Exército Brasileiro e também da Marinha e da Força Aérea.
A estrutura...
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Assunto:
Brigada de Operações Especiais
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