Perfil da Unidade
BRIGADA DE INFANTARIA PÁRA-QUEDISTAS (Bda Inf Pqdt)
Exército Brasileiro
Características A Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt) é uma das grandes unidades de elite do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se no bairro Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro. É administrada pela 1ª Região Militar/Comando Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro, em conjunto com o Comando de Operações Terrestres, com sede em Brasília.
Preparada para ser lançada atrás das linhas
inimigas e conquistar objetivos importantes na manobra tática e
estratégica dos escalões superiores, a Brigada de Infantaria
Pára-quedista é considerada, por sua mobilidade, fundamental para o
Exército Brasileiro. A Brigada de Infantaria Pára-quedista é uma das
tropas de elite do Exército Brasileiro. Preparada para saltar em
qualquer lugar sob quaisquer condições meteorológicas, sempre saltando
atrás das linhas inimigas, e por esse motivo quase sempre combate
cercada, pois se lança em território inimigo, distante das forças
aliadas, neste contexto a agressividade no combate se faz necessária,
e é sua principal característica nos campos de batalha, onde já atuou
diversas vezes no Brasil e no exterior. Está preparada para atuar em
no máximo 48 horas em qualquer parte do território nacional, combater
e conquistar os objetivos apenas com seus próprios meios por até 72
horas, sem a necessidade de apoio logístico lançado de pára-quedas,
após o cumprimento da missão, entrega o território a outra unidade
aliada convencional ocupar e defender, (geralmente batalhões de
infantaria blindada) e se lança novamente atrás das linhas inimigas
para abrir passagem as forças aliadas. Foi na Segunda Guerra Mundial que se introduziu um novo meio de guerra de manobras com as tropas aerotransportadas com os exércitos tendo a capacidade de explorar o "flanco vertical" do inimigo, com grandes unidades podendo ser inseridas de pára-quedas, planador ou aeronave atrás das linhas inimigas (operações aeroterrestres). Esta ideologia de operações aeroterrestres foi praticada inicialmente pelos soviéticos, mas foram os alemães que colocaram em pratica primeiro o assalto ao forte de Eben Emael que foi uma das melhores operações do tipo durante a Segunda Guerra. Os assaltos lançados com tropas pára-quedistas alemãs na Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, e na Ilha de Creta na Grécia. Os russos usaram unidades maiores em operações na Finlândia e conta os alemães. O Reino Unido realizou pequenas incursões com tropas pára-quedistas na França com relativo sucesso no início da guerra. Depois de Creta os alemães não usaram mais suas tropas pára-quedistas em grandes operações, elas foram usadas como tropas de infantaria.
No começo do conflito as tropas pára-quedistas aliadas eram usadas mais para missões de reconhecimento e pequenas incursões, mas a experiência pratica mostrou que as tropas do tipo Comandos eram melhores para realizar incursões enquanto os pára-quedistas eram melhores para operações decisivas de larga escala com tamanho de pelo menos um batalhão para tomar objetivos chaves até chegada de tropas convencionais. Tropas em pequeno número não podem cumprir estas missões que precisam de muito poder de fogo. Em 1943 durante a Operação Husky, a invasão da Sicília, foram lançadas duas divisões de pára-quedistas, a 82ª americana e a 1ª britânica. Em 1944 as tropas pára-quedistas aliadas já estavam maduras e este foi o ano que marcou importantes operações aeroterrestres na 2ª Guerra Mundial, tais como a parte aeroterrestre do Dia-D (Operação "NEPTUNE"), a tomada de pontes estratégicas na Holanda (Operação "MARKET GARDEN" - onde 35 mil soldados aerotransportados foram lançados 150 km atrás das linhas para capturar pontes na Holanda) e a travessia do Reno (Operação "VARSITY").
No pós-guerra houve uma grande desmobilização das forças aerotransportadas pelos. Mas mesmo assim elas foram usadas em muitos conflitos. Estas tropas foram usadas na Guerra da Coréia, para resgatar prisioneiros de guerra americanos e sobre Munsan-ni para bloquear tropas chinesas de avançar sobre território sul-coreano. Os pára-quedistas foram largamente utilizadas pelos franceses no conflito da Indochina, inclusive em 1954 a vila de Dien Bien Phu no Vietnã foi tomada por um assalto pára-quedistas por três batalhões de franceses. Na guerra de 1956 ente Israel e os países árabes, a Campanha do Sinai foi aberta com o lançamento de um batalhão de pára-quedistas no passo de Mitla. Sob o comando do tenente-coronel Rafael Eitan, 395 homens do 1º Batalhão da 202ª Brigada Pára-quedista participaram da ousada operação pára-quedista para tomar e defender a extremidade leste do Passo de Mitla. O resto da Brigada chegou ao local por terra. O objetivo era cortar um dos pontos de avanço das tropas Egípcias e evitar que comandos inimigos tomassem o local. Uma das maiores operações dos pára-quedistas britânicos no pós-guerra foi a Operação Musketeer, quando os britânicos saltaram ao lado de pára-quedistas franceses em 29 de outubro de 1956, em resposta ao presidente egípcio Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez. Foi tímido o uso de tropas lançadas de pára-quedas pelos americanos na Guerra do Vietnam. A 82ª Divisão Pára-quedistas foi deslocada para o país atuando na maioria das vezes como tropas convencionais atuando como força de resposta rápida após contato de outras tropas com o inimigo e emboscadas com grupos de combate e pelotão. Foi realizado pela 173ª Brigada Aerotransportada o primeiro salto de combate com pára-quedistas na Guerra do Vietnam. Foi um assalto com 845 pára-quedistas transportados por 20 C-130 em 22 de fevereiro de 1967 durante a Operação Junction City. Esse foi o maior salto operacional, houveram outros menores, realizados principalmente pelas forças especiais dos EUA. Em 1968 as forças aerotransportadas soviéticas, ou VDV (Vozdushno-Desantnye Vojska), tomaram o aeroporto de Praga na Tchecoslováquia e liderança local daquele país. Em 1979 os pára-quedistas soviéticos foram a força de frente na invasão do Afeganistão e depois se tornaram o centro da força antiguerrilha naquele pais. Em 1971 em Tangail, Bangladesh, foi lançados um grupamento tático indiano, durante a guerra contra o Paquistão. Na madrugada de 25 de Outubro de 1983, o 1º Batalhão, do 75º Regimento Rangers, liderou uma força conjunta dos EUA no assalto a ilha caribenha de Granada. Os Rangers realizaram um salto de pára-quedas de baixo nível para tomar o aeródromo de Point Salinas. Ao todo cerca de 500 Rangers realizaram este assalto. Os Rangers tiveram mais oportunidades de realizar saltos de combate na invasão do Panamá em 1989. Dois batalhões formam lançados próximos a base panamenha de Rio Rato. As operações aeroterrestres americanas mais recentes aconteceram no Afeganistão e Iraque. Em 2001 o 3ª Batalhão dos Rangers foi usado para tomar uma base aérea no Afeganistão. Em 2003 a 173ª Brigada Aerotransportada fez um salto no norte Iraque para tomar uma base aérea logo no inicio das operações bem a frente do avanço em terra. O salto foi realizado devido a falta de bases que foram negadas pela Turquia.
Desvantagens
As operações pára-quedistas têm muitos pontos negativos. As tropas ficam muito
vulneráveis quando estão descendo; depois do pouso ainda estão muito
desorganizadas levando tempo para se reagruparem; só tem mobilidade a pé após o
salto apesar de serem muito móveis no ar; para apoio de fogo praticamente só tem
o apoio aéreo aproximado e é difícil de serem reforçadas ou ressupridas. Atuando
junto com operações terrestres as operações aerotransportadas são muito difíceis
de coordenar com o avanço pois precisam de muito planejamento antecipado. A
necessidade da missão pode deixar de existir antes de ficar pronta para ser
levada adiante.
Vantagens É bem verdade que os helicópteros aumentaram a flexibilidade das operações aeromóveis e substituíram a maioria das grandes operações com pára-quedistas. Mas o alcance do helicóptero é limitado e transporta poucas tropas, com os pára-quedistas ainda sendo mantidos para operações de longo alcance. As tropas aeromóveis sustentam combate por apenas 48 horas, enquanto os pára-quedistas são preparados para sustentar uma ação por 72 horas. Histórico no Brasil Em 1944, o ano das grandes operações aerotransportadas realizadas pelos Aliados, um solitário Capitão de Infantaria do Exército, especialmente autorizado pelo então Ministro da Guerra, cruzou os portões da "Airbone School" do Exército dos EUA, em Fort Benning, Estado da Geórgia. Estava ali para ver e aprender tudo que fosse possível sobre aquela relativamente nova técnica de guerra. O extraordinário relatório apresentado pelo citado oficial ao Estado-Maior do Exército, ao retornar ao Brasil, continha, entre outras, a recomendação de que mais militares brasileiros fossem enviados aos EUA para fazerem o mesmo curso, e que aqui fosse criada uma Escola de Pára-quedistas. Suas sugestões tiveram total acolhida, e, sob sua supervisão pessoal, em outubro de 1945, oficiais e sargentos do EB submeteram-se a um rigoroso processo de seleção, visando à escolha daqueles que iriam para Fort Benning. Três meses depois, em dezembro de 1945, foi brevetada a primeira turma
de brasileiros, constituída de 15 oficiais e 6 sargentos. Em abril de 1946, mais
10 oficiais e 3 sargentos também recebiam o cobiçado distintivo de pára-quedista
militar. A preconizada Escola de Pára-quedistas foi criada em dezembro de 1945,
funcionando, de 1946 a 1949, como Núcleo de Treinamento e Formação de
Pára-quedistas.
Organizações Militares subordinadas
Seleção e treinamento dos Pára-quedistas Afinal, o objetivo básico é tornar os recrutas aptos e capazes de vencer o esperado — e temido - TVF, o Teste de Verificação Física que vai habilitá-lo a receber a instrução básica de soldado pára-quedista. Os aprovados passam para o Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (o primeiro comandante), para fazerem o Curso Básico. Na Área de Estágio, paralelamente a um puxado treinamento físico, eles recebem instrução especializada para habilitá-los e condicioná-los para o salto. O
constante treinamento na Torre, por exemplo, é essencial, não somente para
eliminar o habitual medo da altura, mas, também, para que se aprenda o
posicionamento correto do corpo, ao saltar de uma aeronave. As diversas técnicas
de aterragem também são treinadas exaustivamente, a partir de plataformas fixas
e de balanços que simulam descida sob condições adversas de vento. Na terceira
semana do Curso Básico, um total de quatro saltos de aeronave habilita o soldado
a receber o almejado breve, a característica boina vermelha e os coturnos
(botas) marrons, marcas visuais externas do PQD militar brasileiro. Cursos de Aperfeiçoamento Pára-quedista Militar: O curso de Pára-quedista Militar do Exército Brasileiro é ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, este curso é considerado um dos melhores do mundo na categoria de pára-quedismo militar, capacita militares a se lançarem armados e equipados em salto semi-automático de aeronave militar, aprendem técnicas especiais de combate e realiza severa seleção física, há uma peculiaridade, onde jovens que vão prestar o serviço militar obrigatório, podem realizar este curso caso sejam voluntários a servir na Brigada de Infantaria Pára-quedista e sejam aprovados nos severos testes físicos iniciais, ainda na fase de conscrição. Atualmente militares de carreira do EB e jovens voluntários de todo o Brasil tem participado da seleção para tornarem-se pára-quedistas do Exército Brasileiro.
Curso de Mestre de Salto: Também ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, este curso qualifica oficiais, aspirantes-a-oficial, subtenentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de pára-quedista militar a lançar as tropas pára-quedistas através de salto semi-automático em zona de lançamento, também são ensinadas técnicas para solução de alterações no salto, como no caso de um pára-quedista ficar preso à aeronave por ocasião do salto, o militar se torna especialista na parte interna do avião.
Curso de Precursor Pára-quedista: Considerado ainda mais difícil de ser
concluído do que o curso de Pára-quedista Militar, este curso habilita oficiais,
aspirantes a oficial, subtenentes e sargentos de carreira já concludentes do
curso de pára-quedista militar a servirem na Companhia de Precursores
Pára-quedistas, o militar aprende técnicas especiais de combate, de salto livre
operacional, lançamento de equipes de precursores, infiltração em território
hostil pré e pós assalto aeroterrestre aliado, e a identificar e balizar zonas
de lançamento de pára-quedistas, informar posições inimigas para bombardeio,
dentre outras coisas. O concludente deste curso também torna-se mestre de salto,
pois o curso de mestre de salto é um nível do curso de Precursor Pára-quedista.
Também é ministrado no Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil. Estágio de Salto Livre: Capacita militares já concludentes do curso de pára-quedista militar a realizarem salto livre operacional armado e equipado. Estágio de Mestre de Salto Livre: Capacita oficiais, aspirantes-a-oficial, subtentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de salto livre a lançarem equipes de salto livre em missões de demonstração ou de emprego militar. Curso de Dobragem e Manutenção de Pára-quedas e Suprimento pelo Ar: Capacita oficiais, aspirantes-a-oficial, subtentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de pára-quedista militar a integrarem o Batalhão de Dobragem e Manutenção de Pára-quedas e Suprimento pelo Ar. Estágio de Operações na Selva: Ministrado pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva do Comando Militar da Amazônia, aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e da Companhia de Precursores Pára-quedistas, habilitando-os a operar neste tipo de ambiente que forma 60% do território nacional. Estágio de Operações em Montanha: Ministrado pelo 11º Batalhão de Infantaria de Montanha aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e à Companhia de Precursores Pára-quedistas, habilitando-os com as peculiaridades de guerra neste tipo de ambiente, aprendendo diversas técnicas de montanhismo com ou sem equipamentos. Estágio de Operações na Caatinga: Estágio de elite ministrado pelo Centro de Instrução de Operações na Caatinga, subunidade do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (Batalhão de caatinga), aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e da Companhia de Precursores Pára-quedistas, aprendem técnicas de combate especificas para caatinga, ambiente de extrema escassez de recursos naturais que só existe no Brasil. Estágio de Operações no Pantanal: Estágio de elite ministrado pela Seção de Instrução de Operações no Pantanal, subunidade do 17º Batalhão de Fronteira, capacita os militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e à Companhia de Precursores Pára-quedistas, a combater neste tipo de ambiente, de grandes zonas alagadas, que também existe em diversas outras partes do mundo. Curso de Resgate: Ministrada aos integrantes do Destacamento de Saúde Pára-quedista, é ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, onde se aprende técnicas especiais de busca e salvamento em ambientes de difícil acesso. Desde o início das operações aeroterrestres, mais precisamente durante a 2ª Guerra Mundial, a grande dispersão das unidades lançadas impôs o emprego de profissionais altamente especializados, pilotos e pára-quedistas, para anteceder a força principal, a fim de localizar e balizar zonas de lançamento (ZL), além de orientar os aviões em sua aproximação para a área de combate e auxiliar a reorganização da tropa. Essa é a gênese dos precursores. A Inglaterra foi o berço da preparação e formação da primeira turma de balizadores, como eram inicialmente denominados, ocorrida em 1943. Nessa oportunidade, 120 pára-quedistas americanos e 60 ingleses foram duramente condicionados para preceder a maior operação aeroterrestre noturna que a história registra, desencadeada na Normandia, França, em 06 de junho de 1944, o famoso Dia D. Aquele grupo de profissionais de elite conseguiu, sob enorme sacrifício, reorganizar 18.000 pára-quedistas americanos, ingleses e canadenses, distribuídos em mais de 1.300 aeronaves e 3.300 planadores. De balizadores passaram à denominação de pathfinders, ou precursores, cujo símbolo é a tocha alada, internacionalmente consagrada. As atividades dos precursores no âmbito do Exército Brasileiro têm origem na década de 40, logo após a criação da Escola de Pára-quedistas, em 26 de dezembro de 1945. Confunde-se, portanto, com a própria história do pára-quedismo militar no Brasil.
Em
21 de fevereiro de 1951, foi criado o Pelotão de Precursor, subordinado à
Cia Cmdo da Escola de Pára-quedistas. Em 01 de janeiro de 1969, foi mudada a
designação da OM para Destacamento Precursor Pára-quedista.
Integrada por
profissionais especializados em todos os níveis, Precursores (oficiais,
subtenentes e sargentos) e Auxiliares de Precursor (cabos e
soldados), a Cia Prec é uma unidade orgânica da Bda Inf Pqdt, podendo
atuar isoladamente para o cumprimento de sua missão, infiltrando-se no território
inimigo por qualquer meio (terrestre, aéreo ou aquático), para atuar em
proveito da GU Pqdt, quando da realização do Assalto Aeroterrestre e o
estabelecimento de uma cabeça-de-ponte Aérea. O organograma da Cia Prec Pqdt é composto de um Estado Maior, 3 Destacamentos Precursores (Dst Prec Pqdt) e 1 Destacamento de Comando e Serviços. Cada Dst Prec é constituído por duas Equipes Prec (18 homens cada - 1 Oficial e 6 Sargentos Prec Pqdt e 11 Cabos/Soldados Aux Prec Pqdt), sendo cada uma a unidade Básica de emprego da Cia Prec Pqdt, atuando em proveito de uma Unidade de valor batalhão. Com um efetivo de 134 homens, a Cia Prec Pqdt é empregada, de acordo com a doutrina, para cumprir, basicamente, as seguintes missões: - reconhecer e operar ZL, zonas de pouso para aviões (ZP) e zonas de pouso de helicópteros (ZPH); - prestar auxílio à navegação aérea nas operações aeroterrestres (Op Aet) e aeromóveis (Amv); - lançar, desembarcar, reorganizar e controlar a tropa e o material em uma Op Aet ou Amv; - conduzir patrulhas de reconhecimento e de combate após a conquista da cabeça-de-ponte aérea; - realizar levantamentos meteorológicos; e - atuar como guia aéreo avançado (GAA), na condução do apoio de fogo das aeronaves de ataque. Para tal, a equipe precursora está habilitada a se infiltrar, com a antecedência necessária, por meio dos processos terrestre, aquático, subaquático, aéreo (salto semi-automático ou salto livre operacional) ou por uma combinação desses. Percebe-se, assim, a alta qualificação profissional imposta àqueles que, com muito orgulho, se destacam pelo seus gorros vermelhos e pela tocha alada, marca que tem mantido acesos o lema e a tradição daqueles que, por mais de meio século, precedem, guiam e lideram as formações aeroterrestres do Exército Brasileiro. Brigada de Infantaria Pára-quedista em ação: A Brigada de Infantaria Pára-quedista integra a Força de Ação Rápida - FAR, Força de Pronto Emprego do Exército, com poder dissuasório, capaz de responder com presteza e eficácia, a eventuais ameaças aos interesses nacionais, sejam internas ou externas. A FAR pode ser engajada rapidamente num período máximo de 48 horas em qualquer área do território nacional.
Compõem a Força de Ação Rápida - FAR: - Brigada de Infantaria Pára-quedista; - 12 ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel); - 1º Batalhão de Forças Especiais; - Esquadrões de Aviação do Exército.
A Brig. de Infantaria Pára-quedista como integrante da FAR, poderia ser empregada na seguinte situação:
Armamento: Fuzil 7,62 M964 A1 - PARAFAL
Principais características Calibre: 7,62 mm Cumprimento(m): Aberto 1,09;
Fechado 0,85 Transporte aéreo:
Os pára-quedistas da Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt) são transportados por aviões da FAB. A Força Aérea Brasileira coloca a disposição da Bda Inf Pqdt aviões como o C-95 Bandeirantes, C-115 Búfalo e o novíssimo C-105 Amazonas, que substituíram os Búfalos. Mas a principal aeronave de transporte desta brigada é o C-130 Hércules.
O Lockheed C-130 Hércules é o mais versátil avião de carga em sua classe. Encomendado em 1951 pela Força Aérea dos Estados Unidos, é ainda utilizado em todo o mundo. Tornou-se uma das lendas da aviação atual. Foi empregado no Vietnã como transporte aéreo e também como canhoneira aérea, utilizando quatro miniguns de 7.62 mm, para saturação de área.
A sua mais famosa participação em combate foi durante o
resgate de
A
Força Aérea Brasileira recebeu seus primeiros três C-130E em 1964.
Outras cinco aeronaves se juntaram a frota até 1968. Estas aeronaves
equiparam o 1º/1º Grupo de Transporte. Em 1969, foram recebidos três
SC-130 para busca e salvamento (SAR) para equipar o 1º/6º Grupo de
Aviação e, a partir de 1988, para o 1º/1º Grupo de Transporte.
A FAB opera várias aeronaves Hercules, distribuídos entre os esquadrões Coral e Cascavel do 1º GTT - Grupo de Transporte de Tropas, Base Aérea dos Afonsos e no 1º/1º GT - Esquadrão "Gordo" do 1º GT Grupo de Transporte, na Base Aérea do Galeão, que opera aviões KC-130H, utilizados para reabastecimento aéreo e aviões C-130H, utilizados no serviço de busca e salvamento.
A FAB tem por objetivo modernizar e padronizar a sua frota de C-130. Essa modernização tem o objetivo de substituir todos os equipamentos obsoletos, da década de 60 e, instalar sistemas digitais modernos, tipo "Glass Cockpit", necessários ao cumprimento de normas e acordos internacionais de aviação. cobre a aniônica na sua totalidade, sendo substituídos por novos sistemas, tais como, o piloto automático, radar, FMS, sistemas de navegação e comunicação digital, motor, além de sistemas de defesa, detecção e dispersão.
Tropas da Brigada Pára-quedista se preparam para embarcar em aviões C-130 da FAB. Em uma operação aerotransportada a FAB pode envolver o emprego de aeronaves de caça F-5EM e A-29 Super Tucano, para reconhecimento armado e apoio aéreo aproximado da zona de lançamento, além do patrulhamento do espaço aéreo e a escolta das aeronaves de transporte. Os pára-quedistas seriam transportadas por aviões C-130 Hércules. Ao mesmo tempo, o reabastecedor (KC-130) está pronto para fornecer combustível aos caças, em pleno ar, para aumentar a capacidade de apoio à missão. Todas as aeronaves estariam sob a coordenação e vigilância do avião-radar E-99.
Variações do C-130:
Lockheed C-130J Super Hercules
Ficha Técnica
- vel. máx. cruzeiro: 560 Km/h
Pesos: Dimensões:
A Brig. de Infantaria Pára-quedista como integrante da FAR, poderia ser empregada na seguinte situação:
O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós. |