em Okinawa em 1945
At left, Davis
Hargraves provides covering fire with his M1 Thompson while BAR man Gabriel
Chavarria moves.
A Thompson foi projetada pelo General John T. Thompson entre 1917 e 1919, e foi
inspirada pela guerra de trincheira da I Guerra Mundial, e o objetivo era
desenvolver uma metralhadora de mão para os soldados.
Enquanto pesquisava uma maneira de criar tal arma para funcionar
com segurança, sem a complexidade de um forte recuo ou mecanismos operador a
gás, Thompson entrou com uma patente na John Bell Blish em 1915 para uma ação de
fricção retardada.
Thompson encontrou apoio financeiro com Thomas Fortune Ryan, e
começou a Auto-Ordnance Corporation em 1916 com o objetivo de desenvolver a sua
arma.
Os principais
designers foram Theodore H. Eickhoff, Oscar
V. Payne, e George E. Goll.
Em finais
de 1917, as pesquisas estavam bem avançadas e se descobriu que o único cartucho
em serviço nos EUA adequado a nova arma era o .45 ACP (Automatic Colt Pistol).
O projeto foi então chamado de
"Annihilator I" e até 1918, a maioria
das questões de concepção tinham sido resolvidas.
No entanto, a guerra terminou antes que os protótipos pudessem
ser enviados para a Europa.
Em 1919
houve uma reunião na
Auto-Ordnance para se discutir a comercialização da nova arma no
pós-guerra. Nesta época a arma passou a ser chamada oficialmente de
"Thompson Submachine Gun".
Enquanto outras armas anteriores tinham sido desenvolvido com objetivos
semelhantes, a Thompson foi a primeira arma a ser rotulada e comercializada como
uma "metralhadora de mão." As
Thompson eram destinadas serem uma "vassoura de trincheira"
varrendo o inimigo de suas trincheiras, preenchendo um papel para o qual o
BAR
tinha se provado mal adaptado.
Contemporaneamente, este conceito foi desenvolvido pelas tropas alemãs
utilizando suas próprias submetralhadoras apoio a suas táticas sturmtruppen.
A primeira Thompson a entrar em foi o modelo M1921.
Ela estava disponível para os civis, embora o seu preço elevado resultou
em poucas vendas. Na época uma Thompson M1921 com um
carregador Tipo XX 20 valia US $ 200,00, enquanto um automóvel Ford era vendido
por US $ 400,00. As primeiras
M1921 Thompson foram
vendidos em pequenas quantidades para o
US Post Office (para proteger a
correspondência de uma onde de assaltos), seguido por vários departamentos de polícia nos
Estados Unidos e vendas internacionais menores a vários exércitos e
forças policiais, principalmente na América do Sul e Central.

Propaganda da década de 1920 da Thompson Model
1921, primeiro modelo de produção em larga escala, apelidada de
"Arma Anti-Bandido", em virtude de equipar uma grande número de forças policiais
dos Estados Unidos.
Os deram
as
Thompsons para o USMC em 1922, quando os marines receberam a
missão de proteger as correspondências de roubo, e os marines utilizaram as
Thompsons nas
Banana Wars e na China. A arma se tornou popular entre os marines
como arma de defesa contra as emboscadas dos sandinistas na Nicarágua e foram
organizadas equipes de fogo 4 homens, com mais poder do que uma equipe de fogo
com 9 homens armados apenas com rifles. Na época as
principais queixas contra a Thompson era o seu peso, sua falta de precisão acima
de 50 jardas, e à sua falta de poder penetrante, apesar da poderosa munição
usada.
As Thompsons também foram adquiridas pelo Exército Republicano Irlandês
apoiado pelos EUA e foram utilizadas na última fase da Guerra de
Independência e Guerra Civil. Porém a Thompson
alcançou maior parte da sua notoriedade nas mãos dos
gangsters
na época da Grande Depressão.
Hollywood explorou a imagem de bandidos
motorizados e fortemente armados sendo perseguidos por policias
também armados com as
Thompsons.
Em 1926, o
compensador Cutts (um recuo de
frenagem), foi oferecido como uma opção para o M1921; As Thompsons com esse compensador foram catalogadas como
No. 21AC, com as armas sem ele designadas
No. 21A.

Submetralhadora Thompsons modelo 1921A com carregado com 20 tiros de munição .45
ACP
Os
nacionalistas chineses também adquiriram uma quantidade de
Thompsons para usar contras as forças invasoras japonesas
e finalmente começou a se produzir cópias da Thompson em pequenas
quantidades para uso de seus vários exércitos e milícias. Outros países também
compraram a Thompson, como a França e principalmente o Reino Unido.
Em 1938, a Thompson foi aprovada como metralhadora de mão pelas forças armadas
americanas, iniciando assim uma longa jornada de serviço passando pela II Guerra Mundial, e mais tarde na Guerra da
Coreia, bem como na primeira fase da Guerra do Vietname.
Modificações para simplificar a
produção e reduzir os custos foram feitas em 1942, resultando na M1 e M1A1, que eram comumente
carregadas por oficias comissionados e não-comissionados.
Haviam dois tipos de militares de Thompson.
A M1928A1 de
1928, operava por recuo retardado, através de um dispositivo conhecido como
"sistema de Blish", que não trancava a culatra no sentido mais comum do termo,
mas impedia sua abertura até que a pressão caísse a níveis seguros. O
dispositivo era basicamente uma peça metálica em forma de "H" que se encaixava
em ranhuras de seção quadrada escavadas nas faces laterais da culatra móvel, em
ângulo de 45°; quando a culatra estava toda à frente as extremidades inferiores
da peça desciam para rebaixos existentes na caixa do mecanismo. No momento do
disparo mantinha a culatra imóvel até que a pressão dos gases fosse suficiente
para forçar a peça em "H" para cima, liberando o movimento. A arma podia ser
alimentada com uma variedade de carregadores: 3 retos do tipo caixa, com 18, 20
ou 30 cartuchos, e 2 tambores, com 50 ou 100 cartuchos. Foi utilizada pelos
Fuzileiros Navais na Nicarágua também pela Guarda Costeira.

Submetralhadora Thompson modelo M1928 "Tommy Gun" .45 ACP com carregador com 50
tiros, ficou famosa por ser muito usada nos clássicos filmes de gangsters.
O modelo M1
foi adotado pelo
exército americano em 1938. Estava um tanto
desatualizada e já havia armas melhores, mas tinha suas qualidades, estava
disponível e foi aceita. Só passaria a ser fabricada em quantidade no ano
seguinte: com o início da guerra, a demanda cresceu instantaneamente. Além das
necessidades domésticas, havia os compradores estrangeiros, entre eles a
Inglaterra, que em 1940 compraria qualquer quantidade que lhe fosse oferecida.
A entrada dos Estados Unidos na guerra agravou o problema. Para acelerar a
produção, a simplificação da Thompson era essencial. A M1 surgiu em abril de
1942. Haviam desaparecido os anéis de refrigeração do cano, o encaixe em
trilho da coronha, o dispositivo de Blish (compensado por uma culatra móvel
mais pesada), o compensador de boca, a empunhadura anterior (ainda que fosse
opcional nas anteriores, foi definitivamente substituída por uma guarnição de
madeira) e a alça de mira sofisticada (substituída por uma em "L"). Também foi
eliminado o dispositivo que permitia a utilização de tambores e a alavanca de
manejo foi passada para a face direita. Com as modificações mecânicas a arma
passou a operar por recuo direto simples. No final do mesmo ano passou a receber
pino de disparo fixo e foi designada M1A1.
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Commando britânico da LayFoce em 1941. Ele está armado com uma
submetralhadora Thompson M1928 "Tommy Gun" .45 ACP com carregador de
20 tiros, granadas e um punhal
Fairbairn-Sykes (SF), característico
das forças especiais britânicas.
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A Thompson foi usado na II Guerra Mundial nas mãos das tropas
aliadas como uma arma de esclarecedores, NCOs e líderes de patrulha.
No teatro
europeu, a arma foi amplamente utilizada pelas forças britânicas e canadenses, bem como
pelos pára-quedistas e Rangers americanos, devido à sua elevada taxa de fogo,
poder de parada e
porque era muito eficaz nos combates aproximados.
Era uma arma precisa e confiável, com projéteis de considerável poder de parada,
era um tanto pesada e ainda comparativamente cara de produzir, mesmo em sua
versão mais simples.
Através da Lei de Empréstimo e Arrendamento, a União Soviética
também recebeu a Thompson, mas, devido a uma escassez de munições adequadas na
União Soviética, o uso não foi generalizado.
No Teatro do Pacífico, os australianos e outras forças do Commonwealth usaram inicialmente a Thompson
extensivamente nas suas patrulhas de selva e em emboscadas, devido a seu poder
de
fogo, embora o seu peso de mais de 10 quilos e dificuldades no
abastecimento finalmente levaram à sua substituição por outras submetralhadoras,
como a Owen e a Austen.
Uma variante sueca da M1928A1, chamada Kulsprutepistol m/40
serviu no exército sueco entre 1940
e 1951.
Os Marines também tiveram um uso limitado da Thompson,
especialmente durante os seus últimos assaltos as ilhas do Pacífico. Devido a
baixa velocidade da .45 a
Thompson tinha um efeito limitado na selva fechada, pois a bala não penetrava
nas árvores, nos capacetes, coletes blindados ou de proteção (em 1923, o
Exército tinha rejeitado a .45 Remington-Thompson, que tinha o dobro da energia
do .45 ACP).
No Exército americano no Pacífico as patrulhas de selva no início
eram originalmente equipadas com Thompsons na Campanha de Nova Guiné e Guadalcanal, mas logo começou a
se empregar o BAR em seu lugar,
especialmente nas posições da frente e na retaguarda, como arma de defesa de
ponto.
Até o final de 1944,
a Thompson tinha sido substituída em produção pelas submetralhadoras M3 e M3A1
(mais baratas e fáceis de fabricação em massa) e pelo tempo da
Guerra da Coréia, a Thompson tinha sido retirado de serviço como metralhadora de mão
das forças americanas, sendo
substituída pela M3/M3A1, e as carabinas M1/M2. A produção durante a Segunda Guerra Mundial ultrapassou mais de
1.500.000 de unidades. Foi uma arma muito popular e preferida no lugar da Sten.
Foi utilizada também por algumas tropas da ONU na Guerra da Coréia. As tropas de
Chiang Kai-Shek utilizaram muitas
Thompson, e quando os comunistas tomaram o poder na China em 1949
muitas unidades de combate receberam essas submetralhadoras.
Assim na Guerra da
Coréia as tropas americanas se surpreenderam quando viram as tropas chinesas
fortemente armadas utilizando as
Thompsons especialmente em assaltos noturnos de surpresa.
Foi
também utilizada na primeira fase da Guerra do
Vietnã. A produção foi encerrada em 1945, mas em 1960 ainda era oferecida a
países asiáticos através de programas americanos de assistência.
Durante a Guerra
do Vietnã, algumas unidades do Exército sul-vietnamita e milicianos estavam
armados com submetralhadoras Thompsons, e algumas destas armas foram
utilizadas por unidades de reconhecimento, conselheiros, e outras tropas
americanas.
Ela foi posteriormente substituída pelo
fuzil automático M16. Os vietcongs também usaram as
Thompsons, fabricando suas cópias em pequenas fabricas a partir
de exemplares capturados.

Tenente
do 505º Regimento de Infantaria Pára-quedista da 82ª Divisão Aerotransportada se
preparando para saltar na Sicilia em 1943. Ele está armado com uma Thompson M1.
O FBI usou a
Thompson até 1976 quando foi oficialmente declarada obsoleta.
Todas as Thompsons em posso do governo americano foram destruídas, com exceção
de algumas peças de museu e modelos de treinamento.
Exemplares de vários modelos ainda são utilizados por forças policiais e de
segurança. Réplicas para uso civil, semi-automáticas, são oferecidas até hoje no
mercado norte-americano. Ironicamente muitas dessas
armas foram recapturadas e colocadas novamente em serviço com soldados
americanos e marines durante a guerra.
Variantes

Submetralhadora
Thompson modelo M1A1 com carregador com 30 tiros
calibre .45 ACP
Persuader: versão experimental, municiada por fita de munições, desenvolvida em
1918;
Annihilator: versão experimental, municiada por carregadores rectos de 20 ou 30
munições, desenvolvida entre 1918 e 1919. Para esta versão também foram
desenvolvidos carregadores em tambor de 50 e 100 munições;
Thompson Model 1919: versão inicial de produção, com as características da
Annihilator. Foram produzidas apenas 40 unidades;
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Sargento pára-quedista em treinamento em Fort Benning, EUA, em 1941.
Ele está armado com uma Thompson M1928A1 com carregador de 50tiros.
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Thompson Model 1921: primeiro modelo de produção em larga escala, apelidada de
"Arma Anti-Bandido", em virtude de equipar uma grande número de forças policiais
dos Estados Unidos;
Thompson Model 1923: modelo desenvolvido com a intenção de substituir a Browning
Automatic Rifle no Exército dos Estados Unidos. Caracterizava-se por disparar a
munição .45 Remington-Thompson (mais potente e com maior alcance que a .45 ACP
utilizada nas versões anteriores), com guarda-mão horizontal, bipé e suporte
para baioneta. O Exército dos EUA decidiu, no entanto não adoptar o modelo;
BSA Thompson: modelo europeu da Thompson, fabricado sob licença pela Birmingham
Small Arms Company (BSA) no Reino Unido, a partir de 1926;
Thompson Model 1927: versão com capacidade limitada a tiro semi-automático da Model 1921. Esta arma não era classificada como submetralhadora, mas sim como
carabina semi-automática. Algumas Model 1927 foram construídas a partir da
substituição de alguns componentes em unidades do tipo Model 1921;
Thompson Model 1928 ou M1928: primeiro modelo da Thompson adotado pelas forças
armadas dos Estados Unidos (com a designação US Submachine Gun, Cal .45, M1928).
Consistia na versão Model 1921 adaptada para uma cadência de fogo inferior, para
corresponder às condições da Marinha dos Estados Unidos;
M1928A1: variação da M1928, com alterações que incluíram a
substituição do punho
frontal, por um guarda-mão horizontal e a introdução de uma bandoleira militar;
M1: variante introduzida em 1942, resultante de uma maior simplificação da
M1928A1, com coronha fixa, cadência de tiro reduzida para 600-700 tpm e
capacidade limitada a carregadores rectos. Oficialmente designada US Submachine
Gun, Cal .45, M1;
M1A1: versão da M1 com um seletor de fogo simplificado, colocado em ambos os
lados da caixa da culatra e reforço das miras traseiras;
Thompson Model 1927A1: versão com capacidade limitada a tiro semi-automático,
produzida para o mercado civil, entre 1974 e 1999. Apesar da denominação, o
mecanismo interno da arma é completamente diferente da Model 1927;
Thompson Model 1927A3: versão semelhante à Model 1927A1, mas adaptada para
utilizar munições de calibre .22;
Thompson Model 1927A5: variante semi-automática, mais leve, sem coronha e com o
cano mais curto, classificada como pistola.
Tipo
Submetralhadora
País Estados Unidos da América
Inventor Jonh T. Thompson
Data de projecto 1917 - 1919
Período de produção 1921 - act.
Número de unidades fabricadas ~ 1 700 000
Tempo em serviço 1938 - 1971
Características
Calibre .45 ACP
9 mm Parabellum
Operação blowback
Cadência do Tiro 600 - 1200 tpm
Alcance eficaz 50 m
Peso 4,8 kg
Comprimento total 852 mm
Alimentação carregadores retos de 20 ou 30 munições ou tambores de 50 ou 100
munições
Variantes Persuader, Annihilator, M1921A1, M1927, M1928A1 e M1A1