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Browning Automatic Rifle
Desenvolvida dentro do conceito de equipar as pequenas unidades de infantaria com uma arma capaz de dar fogo automático durante o avanço. Era um verdadeiro fuzil-metralhador, pois podia ser disparado do ombro do soldado em movimento. Inicialmente não dispunha de bipé e este fato, junto com o pequeno carregador e baixa cadência de fogo, o tornavam inferior aos desenhos de metralhadoras leves adotados no entre-guerras. Mesmo assim permaneceu em uso até a década de 60. O Fuzil Automático Browning (BAR - Browning Automatic Rifle), designado oficialmente no Exército dos EUA como US Rifle, Caliber .30, Automatic, Browning, M1918, faz parte de uma família de fuzis automáticos utilizados pelos EUA durante o século XX. Desenhado em 1917 por John Browning para o Corpo Expedicionário do Exército americano na Europa como uma substituição para a Chauchat e a Hotchkiss M1909. A intenção inicial era utilizar esta arma como um rifle automático leve, mas acabou por servir a maior parte da sua carreira como uma metralhadora de suporte leve com um bípede.
Em julho de 1918 o BAR começou a chegar na França e a primeira unidade ao receber foi a 79ª Divisão de Infantaria do Exército norte-americano que o usou pela primeira vez em combate no dia 13 de setembro de 1918. A arma foi demonstrada pessoalmente contra o inimiga pelo 2º Tenente Val Allen Browning, o filho do inventor. Apesar de ser introduzida muito tarde na guerra, o BAR teve um impacto desproporcionado para seus números; foi extensivamente usado durante a Ofensiva de Meuse-Argonne e deixou uma impressão significante nos Aliados (a França pediu 156000 rifles automáticos para substituir o Chauchat).
O BAR M1918A1 permitia também
que o soldado escolhesse o tipo de disparo a partir do modo automático ou
semi-automático. Entrando pela primeira vez em combate em fevereiro de
1918, era esperado que o BAR ajuda-se no combate contra as trincheiras
utilizando o conceito de "fogo a marchar" — uma arma para fornecer fogo de
suporte enquanto acompanhava os soldados de infantaria que corriam de
trincheira em trincheira. Os atiradores recebiam um cinto com mais
munições. A velocidade e o grande número de munições permitiam à arma
fornecer um rápido fogo de suporte, forçando assim o inimigo a se
proteger, enquanto outros soldados avançavam. Porém a arma foi pouco usada
na Primeira Guerra Mundial, devido à proximidade do fim da mesma. Em 1940 o modelo final, o M1918A2, foi introduzido no Exército americano. Neste modelo o modo de fogo semi-automático foi removido, ficando apenas o modo automático. A taxa de fogo foi ajustado, e o atirador da arma passou a poder escolher entre "rápido" (500-650 round/min) e "lento" (300-450 round/min). O BAR era uma arma operada a gás e a ar-refrigerado. Como foi desenvolvida para os EUA, o BAR adotou o calibre padrão de serviço daquele período, o .30-06 Springfield. Podia pesar de 7.3kg a 8.6 kg vazia, dependendo do modelo.
BAR modelo
Particularmente no Teatro do Pacífico, o BAR reverteu efetivamente a seu papel original como um rifle automático portátil, disparado do ombro. O BAR foi empregado freqüentemente na frente eu na retaguarda das patrulhas na selva ou nas colunas de infantaria onde sua potência de fogo poderia ajudar no combate de selva no caso de emboscada. Depois de um período de serviço, o BAR ficava inoperável ou tinha mal funcionamento. Se descobriu que eventualmente existia a prática comum do soldado descarregar todo o seu BAR em uma posição vertical com o alvo, enquanto permitia que fluido de limpeza e pó queimado se localizasse no mecanismo de recuo. Distinto do M1 Garand, o cilindro de gás do BAR nunca foi mudado para aço inoxidável. Por conseguinte, o cilindro de gás freqüentemente enferrujava em um ambiente úmido quando não era retirado e limpo diariamente. O Browning Automatic Rifle no Exército Brasileiro era conhecido pela denominação de Fuzil Metralhadora, ou simplesmente FM. Cada pelotão de fuzileiros era composto por três Grupos de Combate. O poder de fogo desses grupos era garantido pelo FM, que era empregado como uma metralhadora leve, dando apoio ao avanço dos volteadores (soldados armados de fuzis Springfield 1903 A3), que tinham como função assaltar as fortificações inimigas durante os ataques. Criado como apoio de fogo automático para apoio a uma esquadra, todos os homens eram treinados ao nível básico como operar a arma no caso do operador do BAR ser morto ou feriu. Em uma tentativa para superar a capacidade limitada de fogo contínuo, os Marines e algumas unidades do Exército usavam duas equipes de fogo com o BAR por esquadra. Uma equipe proveria fogo de cobertura até que sua munição acabasse, sendo então substituída pela segunda equipe que passaria a abrir fogo, enquanto permitia que a primeira equipe recarregasse e assim por diante.
US Marines, armados com fuzis M1 Garand, Carabina M1 e BAR, na Guerra da Coréia, no Reservatório de Chosin, 1950-51. Depois de Segunda Guerra Mundial, o BAR continuou em serviço na Guerra da Coréia, e na fase inicial Guerra do Vietnã, quando os EUA entregaram uma grande quantidade de armas aos sul-vietnamitas. Quantidades de BAR permaneceram em uso pela Guarda Nacional do Exército até meados dos anos 1970. Muitas nações participantes dos programas de assistência estrangeira dos EUA adotaram o BAR e o usaram até os anos 1990. O BAR também foi usado em muitos exércitos europeus, quando a Browning vendeu seu projeto à famosa companhia belga Fabrique Nationale.(FN). A FN introduziu seu modelo do BAR com o cano destacável de troca rápida e a mola do retorno movimentada na coronha. Este modelo não foi muito usado em serviço, sendo adotado somente pelo Exército belga antes da adoção do calibre da OTAN de 7.62mm. e a introdução, conseqüentemente, do FAL. Houve muitas tentativas nos EUA de converter o BAR para esta munição nova, mas o projeto foi mal feito e mal adaptado, assim, com a adoção do calibre da OTAN de 7.62x51mm como a munição padrão, o Exército dos EUA foi deixado sem suas armas automáticas de Esquadrão até 1982, quando a M249 SAW (FN minimi) foi introduzida no serviço.
Modelo: M1918A2 (com bipé)
Peso: 8,8 kg (total) 1,65 kg (cano) Variantes
Fontes: Wikipedia, http://militariaearmas.blogspot.com/feeds/posts/default
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